sexta-feira, 24 de abril de 2009

JAMI-BÍBLIAS PARA MOÇAMBIQUE

Esse vídeo da JAMI- Junta Administrativa de Missões da CBN- Convenção Batista Nacional- nos mostra as dificuldades que muitos irmãos e irmãos passam para continuarem a Obra Missionária em Moçambique, principalmente com relação à falta de Bíblias.

Entre os missionários apresentados está também o nosso irmão João Mapingue que é um dos missionários que a IBRAV-Igreja Batista Renovada Água da Vida tem colaborado ao longo dos anos.

Continuemos orando e colaborando com esses irmãos, para que possam manter seus ministérios juntos aos irmãos moçambiquenses.

Antonio Carlos

JAMI-BÍBLIAS PARA MOÇAMBIQUE

Esse vídeo da JAMI- Junta Administrativa de Missões da CBN- Convenção Batista Nacional- nos mostra as dificuldades que muitos irmãos e irmãos passam para continuarem a Obra Missionária em Moçambique, principalmente com relação à falta de Bíblias.Entre os missionários apresentados está também o nosso irmão João Mapingue que é um dos missionários que a IBRAV-Igreja Batista Renovada Água da Vida tem colaborado ao longo dos anos.Continuemos orando e colaborando com esses irmãos, para que possam manter seus ministérios juntos aos irmãos moçambiquenses.

Antonio Carlos

terça-feira, 14 de abril de 2009

QUANDO A IGREJA FRACASSA

QUANDO A IGREJA FRACASSA

Muito importante para uma análise atual do comportamento de muitas igrejas e grupos tidos como evangélicos e respaldados na Palavra de Deus é o comentário emitido pelo irmão Almir dos Santos Gonçalves Júnior em 1995 no seu livro “Quando a Igreja Fracassa- Sinalizando à igreja sobre alguns perigos modernos que podem levá-la ao fracasso” acerca do perigo que estamos correndo quando deixamos que a Igreja, muitas vezes sem o perceber, perca a sua identidade com os ditames bíblicos.
O texto que extraímos abaixo refere-se a um dos tópicos analisados pelo irmão sobre algumas formas pelas quais a Igreja perde a sua identidade.

A PERDA DA IDENTIDADE PELA NOVIDADE

(...) grande área que desfigura a identidade original da Igreja de cristo como agência de Fé, Amor e Esperança é a ênfase que estamos dando à necessidade de levar a igreja a falar a linguagem moderna ou a adotar os padrões de comunicação do mundo de hoje, com o fim de torná-la atuante e dinâmica e em condições de atrair os perdidos.
Essa preocupação é extremamente grave, pois ela vem atingir aquilo que de mais importante a igreja trouxe consigo do passado e que vem a ser exatamente a própria razão de ser da sua existência: o ato do culto.
Sim, porque tudo o mais que a Igreja hoje representa é secundário ou subordinado ao ato de culto a Deus. O estudo bíblico, o preparo dos crentes, a pregação do evangelho, o relacionamento fraterno entre os irmãos, as ações sociais em favor dos marginalizados, embora eminentemente implícitos no ato de culto, tudo isto se organizou depois, muito depois que a Igreja se constituiu em sua gênese.
Ela surgiu no tempo ainda quando sequer tinha esse nome, pela necessidade do homem em cultuar, em adorar e em reverenciar o ser supremo que ele sentia existir acima dele. Foi assim quando, depois do pecado original, sem que soubéssemos por que, Caim e Abel cultuaram a Deus pelas primícias de suas obras. Depois, quando Enoque, numa forma de culto que devíamos copiar, andava com Deus. O mesmo que Noé, seu bisneto, iria fazer. E, mais tarde ainda, quando Abraão, depois que o Senhor lhe falou ao pé do carvalho de Moré, construiu ali um altar...
O começo está aí. Abraão em Moré, Jacó em Betel, Isaque no Negebe, nada mais faziam do que os seus antepassados Caim, Abel, Enoque e Noé fizeram. A busca do ser criado pelo relacionamento com o ser Criador: o cultuar!
O que eles não sabiam é que, com esses atos isolados, estavam dando origem àquilo que muito mais tarde seria denominado Igreja. No inicio da revelação divina ao homem eles foram os instrumentos para que a noção de culto e reverência ao Pai se fizessem presentes na vida.
Com o crescimento do povo da promessa feita a Abraão, essa necessidade terá que ser repassada a todos os integrantes dessa grande família. Assim é que Moisés, depois de ter, como os seus pais do passado, cultuado a Deus sozinho, em Horebe, vai receber desse mesmo Deus a ordem de construção do tabernáculo: “E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles” (Ex 25.8).
Com a construção do tabernáculo por Moisés e depois com a transformação dele em templo por Davi e Salomão, o sentido de um local em especial de culto a Deus se tornará definitivamente arraigado na consciência do povo, até a vinda do Filho de Deus. Embora isso tenha trazido algumas distorções, e era necessário que assim acontecesse para que a noção de igreja e não de templo se enraizasse na comunidade dos santos que iria se formar após a morte e ressurreição do Cordeiro de Deus.
Ali uma transformação radical vai ocorrer, quando com o sacrifício de Cristo no Calvário, o véu do templo se rasga, fracionando-se de alto a baixo em mil pedaços, talvez num simbolismo marcante de que a partir daquele momento o local de culto não mais seria exclusivamente o templo de Jerusalém. Mas aquele da reunião dos crentes em Cristo, onde quer que eles se encontrassem, por toda parte do mundo: “Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou no meio deles”( Mt 18.20 ). Ainda em João 4.21-23, o mesmo Jesus vai antecipar isso à mulher samaritana: “Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai (...). Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.”
A igreja neotestamentária vai cumprir isso à risca, reunindo-se onde quer que fosse possível e com qualquer número de pessoas: nas dependências do próprio templo logo no início, num cenáculo em alguma casa de Jerusalém,na casa de Cornélio, em Cesaréia, em Samaria, na casa de Felipe, nas sinagogas por onde Paulo passava, à beira do rio em Filipos, na praia em Mileto, na casa de Filemom, em Colossos. Não importava mais o lugar, pois a igreja levava o templo consigo, já que o ato de culto era a razão de ser principal da vida do crente que, salvo pelo amor de Cristo queria agora cultuar de forma expressiva o Deus de toda a revelação.
E esse culto, que não tinha mais o aparato do templo, tinha deixado também o ritualismo das práticas, o cerimonialismo do sacerdócio, o simbolismo do sacrifício, e tudo o mais que estava contido no culto do Antigo Testamento, pois a igreja, sim agora efetivamente Igreja, adentra-se “pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu, isto é, da sua carne (...)” (Hb 10.20).
O culto voltava assim às suas origens de reação intima e pessoal do crente na presença do Altíssimo. Embora em culto público, o que importa agora é a presença de deus em cada um dos participantes, de forma que individualmente estejam em culto, e não mais o rumor da multidão, o soar das trombetas, o brilho dos instrumentos, a fumaça no altar... A época ritualística havia passado, para deixar as suas marcas e simbolismos como inspiração, mas o evangelho que se iniciava vinha despojado dos símbolos do Antigo Testamento, em razão do novo memorial instituído por Cristo, com a singeleza do batismo e a simplicidade da Ceia do Senhor, que intrinsecamente representam o que o culto hoje deve ser.
A verdade também é que a própria falta de recursos materiais da Igreja cristã primitiva tornava o culto, agora, muito mais uma expressão do íntimo do crente do que uma manifestação com aparatos do rei e seus príncipes ou do clero sacerdotal. Templo não tinham. A arca da aliança havia desaparecido, e dela não precisavam. Vasos de ouro para os serviços eram agora inúteis e desnecessários. Candelabros e castiçais tinham sido substituídos pela Luz que para sempre brilharia. O altar do sacrifício fora destruído, pois se tornara ocioso e inócuo, desde o Gólgota. Enfim, o culto passaria a ter agora a marca da presença do Espírito Santo de Deus, convidando a igreja à reverência, à exaltação e à reflexão na vida de cada um dos seus membros, reflexão esta que, finalizando o processo, deve predispor o crente para a vida santa e produtiva.
Assim, o aspecto de riqueza e magnificência do culto nos tempos de Salomão no Antigo Testamento vai ceder lugar à simplicidade e submissão do culto do Novo testamento:
- o culto no qual Jesus ensinava aos discípulos, orava com eles, depois, cantavam um hino e, então saiam...
- o culto em que Paulo e Silas oravam e cantavam hinos diante dos presos no cárcere em Filipos...
- o culto que Paulo, escrevendo aos crentes em Éfeso, recomendava: “falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” (Ef 5.19).
Esse tipo de culto atravessou os séculos e chegou até os nossos dias. Sem dúvida, houve tentativas de modificações em toda essa trajetória, mas basicamente ele sobreviveu a tudo de mudança que aconteceu no mundo ao seu redor, em seus 20 séculos de prática e convivência.
Hoje, quando a Igreja de Cristo se reúne, embora estejamos alojados em templos modernos, com iluminação fluorescente, ar-condicionado ambiente, aparelhagem de som adequada, carpetes sob os pés, bancos estofados, vestidos de acordo com a última moda da estação, tendo sido trazidos para a igreja em carros de última geração, a nossa forma de culto deve respeitar aquela que, contida na Palavra de Deus, é a única que agrada a ele:
- O culto reverente, no qual a presença dele seja o fato mais importante e sensível aos participantes. A Bíblia, do Antigo ao Novo Testamento nos ensina isto: “tira os sapatos dos pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa” (Ex 3.5); “Guarda o teu pé, quando fores à casa de Deus” (Ec 5.1); “E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração” (Mt 21.13).
- Culto de adoração e louvor, em que a pessoa de Deus é que seja efetivamente exaltada, e não os intérpretes ou intermediários que atuam ou cultuam. Novamente o Antigo e o Novo Testamentos nos ensinam: “Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão” (Ml 1.10). “Portanto vos ajuntais, não para melhor, mas para pior” (1Co 11.17); “Quando vos congregais (...) Faça-se tudo para edificação” (1Co 14.26); “Porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz” (‘Co 14.33).
- O culto de reflexão e introspecção, no qual a operação do Santo Espírito de Deus conduza a uma tal atmosfera de sentimento e avaliação interiores, que todos os participantes, ao dali saírem, não importa há quanto tempo sejam ou não crentes, o façam sempre como novas criaturas em Cristo Jesus. Mais uma vez o Antigo e o Novo Testamentos nos previnem: “Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido (...) e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos!” (Is 6.5); “e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele” (Lc 4.20); “Portanto mandei logo chamar-te, e bem fizeste em vir. Agora pois estamos todos aqui presentes diante de Deus, para ouvir tudo quanto te foi ordenado pelo Senhor” (At 10.33).
Sim, porque o culto a Deus deve conter tudo aquilo que está sintetizado em Isaías capítulo 6, texto que para os estudiosos da liturgia expressa o ideal maior em termos de culto, encontrado na Palavra de Deus: adoração e louvor (v.3), contrição e confissão (v.5), proclamação e consagração (v.8), partes estas que têm que possuir como envoltório e envolvimento propícios ao ambiente em que devem transcorrer os sentimentos de reverência, exaltação e reflexão a permear a real participação de cada vida presente ao ato:
- Reverência diante do Senhor de todas as coisas que ali está presente! Exaltação sincera diante do Deus Todo-Poderoso que governa o mundo e o Universo! Reflexão intima diante do Deus que tudo sabe e que conhece os nossos pensamentos! Ou seja, um verdadeiro ato de culto ao Deus Onipresente, Onipotente e Onisciente, que fazia um Moisés esconder o rosto (Ex 3.6), um Isaías sentir-se perdido (Is 6.5), o Cristo curvar-se de joelhos (Lc 22.41)!
Mas a grande verdade é que o culto moderno está tentando de tudo, menos aqueles atributos básicos de sua gênese e razão de ser, atributos esses expressos não na aparente contrição imposta pelo ambiente, mas na reverência sincera e íntima da alma contrita diante de Deus. Não no louvor de esgares ou trejeitos, mas na exaltação sublime, porém discreta. Não na emoção que leva ao ativismo, mas na reflexão que conduz à disposição para o viver cristão! Tudo isso porque o culto sempre foi algo especial para a vida interior do homem e não para o seu aspecto exterior.
As igrejas de hoje corem o perigo de, para se sentirem possuidores da linguagem moderna da comunicação, donas dos padrões da modernidade do marketing, atraentes às multidões e atualizadas, terem que apelar para as novidades mais esdrúxulas e mesmo ridículas no ato do culto.
Neste festival, e não culto, há de tudo:
- os que sopram o espírito...
- os que o lançam por intermédio de suas vestes...
- os que gritam e se arrojam ao chão...
- os que contam testemunhos das coisas mais pueris, como se milagres fossem...
- os guias espirituais em mangas de camisa que descem do púlpito a pretexto de melhor comunicar...
- o pouco caso que se dá ao estudo bíblico, que é tido como algo ultrapassado, pois “o que Deus aprecia mesmo é o êxtase do louvor”...
- os óculos jogados fora, pois “Deus vai curar a sua visão”, ou a boca aberta para mostrar os dentes de ouro recebidos do Senhor...
- os convites para ofertas parceladas, de acordo com as bênçãos que se pretende receber...
- a algaravia ou confusão de palavras, à guisa de falar línguas estranhas, como manifestação de poder, santidade e espiritualidade...
- o anúncio de prosperidade, solução para os problemas de emprego e família, milagres e sinais, ridículos muitas vezes, e quase sempre de comprovação duvidosa ou pelo menos dúbia...
Pior ainda é que há pastores, sinceros e bem-intencionados, que embarcam nessa onda, na justificativa de que o nosso povo tão sofrido e desesperançado precisa mesmo disso. Afinal de contas, justificam, “esse povo precisa de alguma ilusão”, do aceno de algo que o atinja e toque no aspecto emocional, para sustentá-lo e motivá-lo, como se o evangelho de Cristo fosse algum analgésico ou estimulante psíquico, para ser ministrado às pessoas em doses paliativas e regulares.
E por aí vai a igreja de nossos dias, perdendo a sua identidade de fé, esperança e amor, que se expressa pela experiência íntima de reverência, exaltação e reflexão que seus cultos devem transmitir, em prol de uma dita, ou melhor, maldita modernidade ou novidade, que tem que ser adotada para mantê-la de pé, segundo os seus lideres, quando na realidade a está levando para o fundo da degradação e do descrédito de pelo menos uma boa parte da sociedade de hoje, pela descaracterização de sua identidade.
Num de seus sermões, o Padre Antonio Vieira (1608-1697), em pleno século XVII, já clamava contra isso:” Não temo o que é novo por ser novo...temo perder o que é velho, simplesmente por ser velho”.
Se isto já acontecia há 300 anos, o que não dizer do problema em nossos dias?... As coisas antigas estão sendo desprezadas, postas de lado, unicamente por serem antigas. Aquilo que foi provado, testado e comprovado ao longo de anos de uso e de resultados positivos é ridicularizado, achincalhado, unicamente por ser antigo ou velho.
Logicamente a posição da igreja também não deve ser contrária à novidade simplesmente por ser novidade, mas apenas que o antigo não deve ser jogado fora unicamente porque surgiu algo novo. A manutenção de formas e conceitos antigos é fundamental para que, pela análise dos fatos novos, possamos encontrar os melhores caminhos para o amanhã, sem desprezar o antigo, nem mesmo o novo.
Este embate atinge a nossa sociedade em todos os seus segmentos: em nosso lar, no mundo profissional, na indústria de alimentação, na área da informática, no campo dos aparelhos eletrônicos, no setor dos automóveis, no contexto da tecnologia de ponta e também na igreja. Os que procuram ser cautelosos com as novidades e zelam pela manutenção das formas tradicionais ou antigas são chamados de retrógrados, antiquados, conservadores e até mesmo num misto de zombaria e ridículo, de quadrados. Ou seja, o relógio que funciona a corda não presta mais, pois hoje existe o quartzo.
O que me espanta é que os críticos dessa postura eclesiástica mais tradicional não se apercebem de que, em matéria de culto a Deus, os parâmetros já foram estabelecidos até há dois mil anos. Não podemos escrever outra Bíblia! Não podemos modificar os padrões que, de uma forma sublime e maravilhosa, foram implementados pelo próprio Senhor do culto. Ele mesmo exigiu isso, por meio de recomendações taxativas que, embora se apliquem a diversas outras áreas do viver cristão, hoje são também muito próprias para o cuidado que devemos ter com o culto:
- em Provérbios 22.28, o sábio escritor sacro exclama: “Não removas os limites antigos que teus pais fixaram”;
- em Jeremias 6.16, o profeta ouvia de Deus uma declaração categórica diante de um povo que sofria as conseqüências de ter se afastado de sua vontade: “Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele”;
- em 2Tessalonicenses 2.15, o apóstolo que rompeu com o tradicionalismo judaico vai dizer agora, a respeito da novidade do culto cristão: “Assim, pois, irmãos, estai firmes e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.!
Ou seja, a igreja, o evangelho, o viver cristão não devem ser movidos açodadamente pelos ventos da modernidade. Eles não precisam disto, pois o Senhor os renova naquilo que é fundamental e verdadeiro: em sua mensagem e poder transformador:
- o viver cristão há que ser mesmo conservador, pois parte de uma experiência duas vezes milenar...
- o evangelho há que adotar mesmo padrões tidos com antigos, preconceituosos até, como acusam os críticos modernos, porque repousa em conceitos que já têm vinte séculos de aplicação...
- a igreja há que ser mesmo tradicional, porque é a porta-voz para um mundo que se transforma a todo instante, de um Deus que nunca muda, que foi, que é, e que será!
O que precisamos apreender, para então proceder com retidão diante de Deus,é que o culto é essencialmente um ato memorial. Tal como a ceia e o batismo que foram constituídos como ordenanças pelo Senhor Jesus e praticados pela igreja desde o seu início, em observância estrita ao que ele determinou, assim deve ser a nossa presença no culto.
Naturalmente algumas adaptações tiveram que ser feitas: os cálices para uma multidão, os porta-cálices, o pão previamente partido, o vinho ou o suco da fruta colocados de antemão nos recipientes, bem como a construção de batistérios, a roupa dos batizandos etc. Foram formas que a Igreja, através dos tempos, teve que encontrar para se ajustar às suas circunstâncias, mas intrinsecamente quando estamos participando de tais cultos, estamos remontando aos tempos de Cristo, quando ele os instituiu na sua simplicidade e singularidade.
Assim deve ser como tudo o mais que se relaciona ao culto da Igreja de Cristo em nossos dias:
A Fé, a Esperança e o Amo têm que ser transmitidos a todos os participantes: pela atmosfera de reverência que devemos ter diante dele, pelo sentimento íntimo de exaltação pessoal que devemos sentir na presença dele, pelo sentido de reflexão que devemos alcançar, em decorrência da mensagem que dele recebemos, e que nos conduz à vida e ao serviço! E não pelos modismos e novidades que nada têm a ver com a sua origem divina e com a prática que a Bíblia nos ensinou.
Foi Giuseppe Verdi (1813-1901), o notável compositor italiano, que em pleno século passado, diante das inovações que tentavam mudar a música a que se dedicava, exclamou, como uma inspiração para nós: “Voltemos ao antigo! Será um progresso!” Se no campo da música é assim, para nós, crentes, voltar à e intensa espiritualidade, era sempre um progresso, um enorme progresso.”
(Texto retirado na íntegra do livro “Quando a Igreja Fracassa” de autoria de Almir dos Santos Gonçalves Júnior- JUERP-1995)
Antonio Carlos

RELIGIÃO? QUE CONFUSÃO!!

RELIGIÃO? QUE CONFUSÃO!!
Quantas seitas existem no mundo hoje em dia?
Quantas religiões, quantas denominações, místicas, pensamentos positivistas, etc...
Surgem então as fatídicas perguntas:
-Qual é a religião certa? Qual o caminho correto a seguir?
- Onde realmente encontrar descanso e paz, certeza de estar buscando um verdadeiro DEUS?
Eu quero dizer a você, que as perguntas acima, são realmente de difíceis respostas! Se eu estivesse em seu lugar, minha preocupação seria enorme também. A violência dispara em nossos dias, como e qual será o amanhã, e nossos filhos, nossas crianças, desemprego, doenças sem cura, falta de confiança de tudo e em todos, etc...
Daí, surgem como que do nada, promessas de total resolução de seus problemas, sua vida financeira, sentimental, emocional, a cura de "todas" as enfermidades, etc... você não tem mais sofrimento!
CUIDADO!! Jesus o Mestre, sim Ele tem autoridade para afirmar: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida;ninguém vem ao Pai senão por Mim" (João 14:6); Ele que afirmou: "Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará" (João 8:32); também afirma na mesma Palavra o seguinte: "no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” (João 16:33): “ Não peço que os tires do mundo, mas sim que os livres do mal” (João 17:15).É isto sim! O Senhor Jesus Cristo, “nunca” enganou a ninguém, tampouco Sua Palavra, a Bíblia, tem a intenção de fazê-lo.
Gostaria que você pudesse considerar algo:
DEUS tem o melhor para suas criaturas; por isso deu Seu melhor, “Jesus”, Seu filho Amado, para morrer e dar sua vida em uma cruz, tudo por nós pecadores!!
Talvez você seja mais uma pessoa desiludida com igrejas, cansou de ser explorado por gente inescrupulosa que só levou seu dinheiro, juntamente com sua fé e confiança em algo, sua esperança está quase morta!
Tente Jesus!! Só Ele pode dar a confiança e alegria à sua vida, só Ele pode trazer paz, em meio às lutas e dificuldades que temos no nosso dia-a-dia!
Tente, faça uma prova, e descubra que Alguém o ama, sem interesses ou intenções.
JESUS AMA SUA VIDA!! NÓS TAMBÉM AMAMOS VOCÊ!!

Pr. Omar

(Extraído do folheto de evangelização da Igreja Batista Renovada Água da Vida, pastoreada pelo Pastor Omar Bianchi)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

IGREJA PERSEGUIDA- De olho na perseguição

De olho na perseguição
Uma análise da perseguição ao redor do mundo

Em pleno fim de século XX, houve verdadeiros massacres em nome da fé na Indonésia e Nigéria. Mas há muitos outros contextos em que milhares de pessoas têm seus direitos violados e são impedidas, totalmente ou em parte, de praticar sua escolha religiosa com liberdade.
Alguns são perseguidos, torturados e mortos. Outros vivem em constante pressão do governo, da sociedade, da família. São pessoas obrigadas a superar seus limites para continuar vivas, para trabalhar ou ter acesso à escola, para realizar seus cultos sem impedimentos, exercer sua fé sem preocupar-se com a polícia.

A perseguição em regiões diferentes

África

Há esperança em meio a uma fome devastadora, miséria terrível, conflitos militares e perseguição na África. Essa esperança surge porque talvez esteja acontecendo lá o maior crescimento do cristianismo de que se tem notícia! Portas Abertas está envolvida no treinamento de alguns dos futuros líderes cristãos da África e está dando-lhes as ferramentas que precisam para levar o seu continente a Cristo.
Também queremos ter certeza de que esses novos cristãos têm as Bíblias e outras literaturas cristãs de que precisam para crescer na fé e pregar a Palavra de Deus!

Ásia

Mais de 55% da população do mundo vivem na Ásia. Durante anos, há perseguição e o martírio de cristãos nessa região. Apesar disso, a Ásia está passando por um incrível crescimento espiritual. Que grande testemunho do poder da Palavra de Deus! Portas Abertas provê Bíblias e literatura para a Ásia, sempre tendo como alvo as igrejas domésticas clandestinas da China.
Também damos cursos de treinamento extensivo para os líderes da Igreja para equipá-los com um completo conhecimento da Palavra.

América Latina

Ao contrário do que mostram os roteiros de viagem, há mais na América Latina do que sol, areia, águas mornas e gente boa. Os cristãos de Cuba, Colômbia, México e do Peru sofrem entre revolucionários, barões da droga e extremistas religiosos.
É por isso que Portas Abertas estabeleceu a Rede Ágape. São pequenas equipes que dão aulas de treinamento, realizam reuniões evangelísticas e organizam centros locais para produzir literatura cristã.

Mundo Muçulmano

O Oriente Médio é o berço da Igreja Cristã, ainda que, em algumas regiões, a Igreja quase tenha sido eliminada sob a pressão muçulmana.
A principal prioridade de Portas Abertas no Mundo Muçulmano é treinar uma nova geração de líderes cristãos para fortalecer a Igreja. Estamos também tentando garantir que todos os que queiram um exemplar da Palavra de Deus possam ter uma Bíblia.

Estimativa sobre a perseguição

Entre os que servem a Igreja Perseguida é comum a dificuldade de apurar o escopo e a extensão da perseguição. Um ponto que cria dúvidas é o total de perseguidos.
Internacionalmente, há alguns anos, adotou-se o número de 200 milhões como estimativa do total de cristãos que vivem sob algum nível de hostilidade por sua confissão de fé. A Missão Portas Abertas é um dos ministérios que utilizavam esse número.
Neste início de 2009, após revisar seu procedimento de pesquisa, a Missão optou por um número que acredita representar com mais precisão a quantidade de cristãos perseguidos no mundo. A estimativa é de que o real número situe-se entre 80 e 120 milhões de irmãos. A partir de agora, as publicações da Missão farão menção deste novo dado.
Que ninguém pense que a perseguição tenha diminuído ou que planejemos reduzir nosso empenho junto aos irmãos. Trata-se apenas de um recálculo de potenciais beneficiários de nosso ministério. Finalmente, independente dos números, Deus é o único que conhece a real situação de nossos irmãos e é nele, não nos números, que sempre buscaremos inspiração e direção para continuar servindo cristãos perseguidos.

Estatísticas básicas sobre religião no mundo

De cada 100 pessoas ... .

19 são muçulmanos (o islamismo é a religião que cresce mais rápido) .

18 não têm religião ou são ateus .

17 são católicos .

17 são cristãos não-católicos (ortodoxos, anglicanos, protestantes, evangélicos, pentecostais) .

14 são hindus . 6 são budistas

Perseguição contra cristãos .

1 em cada 3 cristãos sofre perseguição.

1 em cada 10 pessoas é um cristão perseguido.

Fonte: Missões Portas Abertas.
http://www.portasabertas.org.br/classificacao/de_olho_na_perseguicao.asp

domingo, 12 de abril de 2009

APOSTASIA DO CATOLICISMO ROMANO EM RELAÇÃO À BÍBLIA



Clique na Imagem para ampliá-la.
Nosso objetivo não é afrontar os seguidores da Igreja Católica e dos dogmas estabelecidos pelo clero romano aos seus adeptos, mas sim esclarecer àqueles que realmente têm o desejo de conhecer se esses dogmas têm fundamentação bíblica ou não, que ao continuarem com essas observâncias estarão se distanciando também do que Deus espera daqueles que o busquem, ou seja, nas Palavras do próprio Senhor Jesus em João 4.24: "Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.."
Como poderão observar, os principais dogmas estabelecidos pela Igreja Romana acabaram fazendo com que ela se distanciasse dos principios bíblicos que nortearam os primeiros passos da Igreja primitiva, da qual ela é sucessora e que após o ano de 310 D.C foram esquecidos ou adulterados ao longo dos séculos pelos seus dirigentes .
Esperamos e oramos ao Senhor para que os verdadeiros adoradores possam utilizar-se desses dados para esclarecer seus amigos e familiares que ainda se encontrem com seus olhos fechados.
Entendemos que as palavras do apóstolo Paulo aos Coríntios acerca dos judeus de sua época podem muito bem ser dirigidas aos que ainda estão sob a égide do papado romano:

1 Começamos, porventura, outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidade, como alguns, de cartas de recomendação para vós outros ou de vós?
2 Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens,
3 estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.
4 E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus;
5 não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus,
6 o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.
7 E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente,
8 como não será de maior glória o ministério do Espírito!
9 Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça.
10 Porquanto, na verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeito, já não resplandece, diante da atual sobreexcelente glória.
11 Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente.
12 Tendo, pois, tal esperança, servimo-nos de muita ousadia no falar.
13 E não somos como Moisés, que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia.
14 Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido.
15 Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.
16 Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.
17 Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
18 E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. (2Coríntios 3.1-18)
Antonio Carlos