sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cristãos Nervosos

O Crente Nervoso Não Dá Testemunho Cristão
A Bíblia nos ensina que os crentes são "a luz do mundo", a qual se manifesta pelo fruto do Espírito. "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bon­dade, fidelidade, mansidão, domínio próprio" (Galatas 5:22,23).
O crente prisioneiro do seu eu, prisioneiro de seu nervo­sismo, demonstra possuir amor? Não! Ele vive preocupado consigo mesmo; seus interesses centralizados em si mesmo, não permitem que ele mostre amor aos outros. Tal crente nem ao menos ama a Deus. Vive se queixando: "Que adianta orar a Deus? Ele não responde às minhas orações. Não posso ler a Bíblia; ela não desperta meu interesse".
Pode-se notar alegria na sua vida? Não! Ele lamenta e chora por causa de sua opressão, da qual, segundo diz, quer libertar-se.
Ele goza de paz? Não! Corre de um para outro lado, na esperança de encontrar um remédio para os seus sintomas ner­vosos. Sua mente é confusa, cheia de dúvidas, presa de temo­res, agitada por uma alma que está fora de comunhão com Deus.
O crente emocionalmente instável, demonstra uma atitude de longanimidade? Não! Falta-lhe a longanimidade, em grau total. É irritadiço, impaciente, intolerante com os outros, sem contemplação para com qualquer coisa que não gratifique o seu "eu". O homem que vive preocupado com o seu "eu" é extre­mamente sensível. O velho "eu", o seu "ego", não suporta críticas. À vista dos outros homens, sente que deve ser apro­vado; não pode deixá-los pensar que ele é diferente por causa de Cristo.
Que dizer sobre o espírito de gentileza? O crente assim pode mostrar gentileza e bondade, ajudar os outros, e fazer coi­sas pelos outros? Não! Os sofrimentos alheios aparentemente o aborrecem. E resmunga: "Não posso viver perto deles; dei­xam-me nervoso, falando tanto". Isso, sendo interpretado, sig­nifica que quando os outros falam, suas palavras interferem com "meus pensamentos sobre mim mesmo".
Pode o crente nervoso mostrar bondade para com os ou­tros? Não! Ele é como o homem natural; seus pensamentos, centralizados em si mesmo, não permitem que ele pense nos ou­tros. Diz para si mesmo: "Em que isso me ajudaria? Farei coisas pelos outros quando dominar meu nervosismo, mas agora nem quero visitar as pessoas nem falar com elas. É algo por demais exaustivo. Faz-me ficar nervoso, porque, enquanto falo com elas, ponho-me a imaginar o que estarão pensando de mim. Receio que percebam que há algo errado em mim. Fico nervo­so ao ir à igreja. Fico sem fôlego e tenso se o pregador fala alto".
Vamos ouvir agora uma confissão; "Não sei se estou salvo. Eu pensava que estava, mas, como não posso ler a Bíblia com sentimento e minhas orações não são respondidas, tenho medo de haver cometido o pecado imperdoável. Para mim não há es­perança ; esta situação se tem prolongado por tempo demasiado". Tais pacientes não têm fé em Deus, e a dúvida prevalece em todos os seus pensamentos.
O crente nervoso demonstra possuir mansidão? Certamen­te ele é um crente que ainda não rendeu-se a Cristo. Acredita que seus sofrimentos são uma cruz que está carregando para Cristo, e contudo, não há sacrifício nem glorificação a Deus nes­se sofrer. Como poderia havê-lo, visto que ele acusa Deus de infidelidade e não sabe esvaziar-se a si mesmo? Afinal de contas, um dos maiores fatores que contribuem para deixar o crente nervoso é o fato de que o seu "eu" ainda não foi crucificado com Cristo, o que provoca uma luta entre o Espírito e a carne: isto porque o paciente não anda pelo Espírito, mas faz provisão para sua carne (Romanos 13:14).
E, que dizer sobre a temperança, o controle próprio? O crente nervoso exerce auto-controle e se restringe da concupiscência da carne, da concupiscência dos olhos e da soberba da vida? Não. Ele se desculpa, dizendo que não pode se controlar porque é nervoso. Porém, houve tempo em que ele teve o direito de escolher entre controlar sua vontade para Cristo ou controlar sua vontade para a carne. Aparentemente deixou-se dominar pelas dúvidas, pelas ansiedades, e pelos cuidados do mundo.
Suponhamos que não fósseis salvos e que tivésseis a con­vicção da necessidade de salvação. Voltar-vos-íeis para um crente nervoso, ansioso, cheio de temores e dúvidas? Estou certo de que não, porque ele nada tem que vos pudesse fazer desejosos de possuir o que ele possui em sua vida. Ele não poderia nem quereria falar-vos a respeito de Jesus Cristo. Em primeiro lugar, ele não estaria interessado em Cristo, nem estaria preocupado convosco. Ele se preocupa exclusivamente consigo mesmo.

Há Esperança

Há alguma esperança para o crente nervoso? Pode ele do­minar e vencer sua escravidão, e ser libertado do engano do Diabo ? Certamente que sim! O Senhor providenciou, de forma maravilhosa, aquilo que é necessário para aliviar aqueles que verdadeiramente clamam a Ele. Muitos crentes, nesta altura, dirão: "Mas, minha condição não tem remédio. Já tentei tudo". Não obstante, Deus é capaz de fazer o que promete. Desejas fazer tua parte, conforme se segue?
PRIMEIRO — Retorna à cruz do Calvário, onde viste a luz pela primeira vez.
SEGUNDO — O "eu" deve ser crucificado com Cristo a fim de te libertares do homem "velho", isto é, da voluntariedade, auto-confiança e auto-suficiência — as quais coisas te mantém rebelde contra o plano de Deus para tua vida. "E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências" (Galatas 5:24).
TERCEIRO — Medita sobre o que Cristo fez no Calvário, por ti. Estuda a Bíblia diligentemente até que consigas perce­ber o quadro completo do Calvário. Se assim fizeres, o amor de Deus raiará sobre ti.
QUARTO — Se tens sido nervoso e tens vivido em temo­res por muitos anos, as dúvidas, os sentimentos de culpa, os pe­cados passados voltarão a perturbar-te, somente pela força do hábito. Examina I João 1:9. Estuda cuidadosamente esse versículo até que recebas todo o seu impacto. Lê esse versí­culo em relação ao seu contexto.
QUINTO — Medita diariamente sobre a Palavra de Deus, momento a momento, para que possas resistir aos ataques de Satanás, o qual procurará fazer-te novamente seu escravo.
O crente que é chamado de cliente nervoso, acossado por temores, ansiedades, preocupações e cuidados, sem a menor sombra de dúvida não está andando no Espírito Santo. O clien­te nervoso que dá ouvidos aos lamentos e gritos de seus sinto­nias nervosos será dominado por eles, ficará preso a eles, e tornar-se-á escravo deles.
O temor servil leva o paciente a procurar alguma espécie de alívio. Os escravos não são guiados; são arrastados. Satanás arrasta seus escravos para onde quer, mas Jesus guia Suas ovelhas.
Disse o Senhor Jesus: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço e elas me seguem" (João 10:27). Que há de errado, então, em relação aos crentes nervosos? Não ouvem eles a Jesus? Não o ouvem dizer: "Por que estais perturbados? e por que sobem dúvidas aos vossos corações?" (Lucas 24:38).
Crentes nervosos, tirai os vossos olhos do "eu" e voltai-os para o Calvário.

L.Gilbert Little

quinta-feira, 27 de maio de 2010

SOS Amor ao próximo e a Igreja Perseguida.

Muito difícil não associarmos as palavras do Senhor Jesus quando disse: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.” (Jo 15.13) com a luta enfrentada por tantos irmãos e irmãs não apenas no campo missionário, mas em todos os lugares onde o nome Jesus Cristo é não apenas proibido, mas pode ocasionar a prisão e até a morte aos que o pronunciarem.
Para nós que vivemos em um país onde a pregação do Evangelho não sofre nenhum tipo de oposição cruenta por parte dos praticantes de outras religiões ou idéias filosóficas pode parecer exagero para alguns ou até sentimentalismo barato os casos que mencionamos sobre os países onde há perseguição aos cristãos.
Visitamos muitos sites, e em um deles, encontramos um texto com o título “não existe perseguição ao Evangelho no Brasil” e nele, o autor, depois de tecer opiniões acerca das diversas religiões que são praticadas no Brasil, e da “harmonia” que existe entre os simpatizantes, acabou fazendo um comentário que mostra a total desinformação sobre a real situação de nossos irmãos que residem em países onde existe essa perseguição ao Evangelho. Disse o autor que é, entre outras atividades, jornalista: “Nem nos países do outro lado do mundo, onde o Islamismo prolifera, já não se vê tanto ataque aos cristãos e ao Evangelho, como existia em tempos passados. Só que no passado, quando haviam conflitos entre cristãos e muçulmanos, não eram só os muçulmanos que atacavam os cristãos não, eles se atacavam, mutuamente, eram agressões de ambos os lados, com todas as torturas, perversidades e crueldades que ambos os lados achavam que tinham direito.”Diante da infeliz referência aos cristãos perseguidos, postamos um comentário que até o momento não foi autorizado, no qual sugeríamos que ele visitasse ao menos o site da Missão Portas Abertas (http://www.portasabertas.org.br/) para conhecer um pouco sobre a situação dos cristãos na maioria dos países islâmicos, comunistas e onde são não apenas minoria, mas minoria rejeitada e sufocada pelo meio em que vivem.
Esses irmãos e irmãos vivem plenamente o Evangelho que muitas vezes eu e você não temos a coragem de viver.Neste domingo, 30 de maio inúmeras igrejas espalhadas pelo mundo dedicarão uma programação especial durante todo o dia visando conscientizar todos os cristãos sobre as dificuldades que enfrentam muitos irmãos que pregam o Evangelho em países onde a Palavra de Deus é não somente proibida, mas podem levar à prisão e à morte os seus porta-vozes.
Temos a felicidade de residir em um país onde, até a presente data, é permitido que a Palavra de Deus seja pregada a todas as pessoas livremente, mas, infelizmente esse não é o caso de tantos irmãos e irmãs que, ao atenderem o chamado do Senhor, se dispuseram em Suas mãos para levar a mensagem de Salvação aonde a grande maioria de nós não poderia ou até mesmo não gostaria de ir.
São irmãos e irmãs que não temem perder a própria vida para cumprirem o Ide de Jesus (Mt 28.16).Não nos esqueçamos que a perseguição não atinge somente os missionários e suas famílias, mas também e principalmente aos que se convertem. Quando um membro de uma família residente em países islâmicos, budistas, hinduístas ou comunistas entrega sua vida a Jesus, começa a ser perseguido sem tréguas. É abandonado por toda a sua família e não poucas vezes são entregues às autoridades policiais para serem torturados até negarem sua nova fé e retornarem à antiga ou serem mortos para servir de exemplos aos que buscam seguir o mesmo caminho e decidiram professar, mesmo que às escondidas, a fé em Jesus Cristo.
Os missionários mantidos pela IBRAV (Igreja Batista Renovada Água da Vida) não estão residindo em países onde a perseguição religiosa é tão intensa como nos países islâmicos, budistas, hinduístas ou comunistas, mas nem por isso deixam de ter suas dificuldades para que a Palavra de Deus alcancem os corações.
Muitos deles se deparam com religiões animistas, onde a bruxaria e a feitiçaria são comuns entre a população, por isso necessitam sempre de nossas orações intercessórias para que o Senhor lhes conceda Poder e autoridade para exercer seus ministérios nessas regiões.
Os irmãos da Igreja Perseguida demonstram e sentem na própria pele o que significa Amar ao próximo, por essa razão, não nos esqueçamos deles em nossas orações junto ao pai, para que tenham forças para suportar as lutas que eles enfrentam no seu dia a dia.
A.Carlos
Assista ao vídeo abaixo e veja qual a situação da Igreja Perseguida.


segunda-feira, 24 de maio de 2010

DIP- DOMINGO DA IGREJA PERSEGUIDA- TESTEMUNHO DA JOVEM VARIÁ


Como Variá, jovem comunista, encontra Cristo testemunha dEle e torna-se uma trabalhadora escrava

As primeiras três cartas são de Maria, a jovem crente que levou Variá a Cristo.

Primeira carta:


"... Continuo a viver aqui. Sou muito querida. Também sou amada por um membro da cela do Kom-somol (Liga da Mocidade Comunista). Ela me disse: 'Não posso entender que criatura você é. Aqui muitos a insultam e afligem, mas você ainda os ama'. Respondi que Deus nos tem ensinado a amar a todos, não apenas aos que nos amam, mas aos inimigos também. Antes essa jovem me fez muito mal, mas orei por ela com um interesse especial.
Quando ela me perguntou se poderia amá-la também, abracei-a e ambas começamos a chorar. Agora, oramos juntas. Por favor orem por ela. Seu nome é Varia.
"Quando você ouve aqueles que veementemente negam a Deus, parece que de fato eles estão convictos do que dizem. A vida, porém, mostra que muitos deles, apesar de amaldiçoarem a Deus com os lábios, em seus corações têm grande anseio por Ele. E você ouve o gemido dos corações deles... Esses homens buscam alguma coisa e querem encher com sua incredulidade o vazio que sentem no íntimo.
"Sua irmã em Cristo,
Maria"

Segunda carta:
"Em minha carta anterior escrevi a respeito da jovem ateia Variá. Agora me apresso a dizer-lhes, meus amados, de nossa grande alegria: Varia recebeu a Cristo como seu Salvador pessoal, testemunhando sobre Isso abertamente, diante de todos.
"Quando creu em Cristo e conheceu a alegria da salvação, ao mesmo tempo se sentiu muito infeliz. E Isto porque antes propagara que Deus não existia. Agora está decidida a expiar a sua culpa.
"Fomos com Varia à assembléia dos ateus. Embora eu a advertisse que tivesse cautela e se contivesse, isto de nada valeu. Varia foi, e eu com ela, para ver o que aconteceria. Depois do rotineiro entoar do hino comunista (do qual Varia não participou), ela pediu a palavra. Quando chegou a sua vez, posse à frente de toda a assembléia. Corajosamente e com multa emoção testemunhou de Cristo como seu Salvador diante dos que ali estavam e pediu perdão aos seus ex-camaradas por ter tido antes os seus olhos espirituais fechados, não ter visto que estava seguindo e levando outros para a perdição.
Implorou a todos que abandonassem o seu caminho de pecado e viessem a Cristo. Todos ficaram em silencio e ninguém a interrompeu. Quando acabou de falar, cantou com sua esplêndida voz todo o hino cristão "Eu não me envergonho de proclamar a Cristo que morreu, para defender os seus mandamentos e o poder da sua cruz".
"Depois... depois levaram nossa Variá.
"Hoje é nove de maio. Nada sabemos a seu respeito. Deus, porém, é poderoso para salvá-la. Orem!
Sua Maria".

Terceira carta:

"Ontem, dois de agosto, tive uma conversa com nossa querida Variá na prisão. Meu coração se confrange quando penso nela. De fato, ainda é uma criança. Tem apenas dezenove anos. Como crente no Senhor e também uma criancinha espiritual. Todavia ama-O de todo o seu coração e seguiu sem demora pelo caminho difícil. A pobre menina sente tanta fome. Quando soubemos que estava presa começamos a mandar-lhes pacotes. Recebeu, porém, apenas uma parte do que lhe foi mandado.
"Quando a vi ontem, estava magra, pálida, fraca, Somente os olhos brilhavam com a paz de Deus e com uma alegria extraterrena.
"Sim, meus queridos, os que não experimentam a paz maravilhosa de Cristo não podem entender isso. Que felizes são, porém, os que têm essa paz... Para nós que estamos em Cristo, nenhum sofrimento, nenhuma frustração nos reprime.
"Perguntei-lhe através das grades que nos separavam: 'Varia, você não se arrepende do que fez' 'Não, respondeu. 'Se eles me libertassem, iria novamente e lhes falaria do grande amor de Cristo. Não pense que estou sofrendo. Estou muito feliz por me amar tanto o Senhor e dar-me a alegria de perseverar pelo Seu nome.'
"Suplico que você ore por ela do profundo do seu coração. Provavelmente será mandada para a Sibéria. Tomaram-lhe as roupas e tudo que lhe pertencia. Ficou sem nada, exceto o que tem sobre si. Não tem parentes, por isso temos de arranjar para ela as coisas mais necessárias. Separei a última quantia que você me mandou. Se Variá for deportada, farei que esse dinheiro chegue às mãos dela. Creio que Deus a fortalecerá e lhe dará forças para resistir também no futuro. Deus a guarde!
Sua Maria".

Quarta carta:

"Prezada Maria.
"Afinal posso escrever-lhe. Chegamos bem a. Nosso campo dista dez milhas da cidade. Não posso descrever nossa vida. Você a conhece. Quero dizer-lhe apenas um pouco sobre minha pessoa. Agradeço a Deus a saúde que tenho e poder trabalhar com as mãos. Eu e a irmã 'X' fomos postas a trabalhar na oficina. Trabalhamos ali em máquinas. O trabalho é difícil e a saúde da irmã 'X' é precária. Tenho de trabalhar por nós duas. Termino primeiro minha tarefa e depois ajudo minha irmã. Trabalhamos de doze a treze horas por dia. Nosso alimento é como o seu, muito pouco. Mas não é sobre isto que desejo escrever-lhe.
"Meu coração louva e agradece a Deus porque ele me mostrou, por seu intermédio, o caminho da Salvação. Agora que estou neste caminho, minha vida tem um propósito, eu sei para onde vou e por Quem sofro. Sinto desejo de contar e testemunhar a todos sobre a grande alegria da Salvação, que sinto em meu coração. Quem nos separará do amor de Deus em Cristo? Nada e ninguém. Nem prisão, nem sofrimento. Os sofrimentos que Deus nos manda apenas mais e mais nos fortalecem a fé nEle. Meu coração está tão cheio que a graça de Deus transborda. No trabalho eles me amaldiçoam e castigam e me dão tarefa extra porque não posso ficar em silencio, mas tenho de dizer a todos o que o Senhor fez por mim. Ele fez de mim um novo ser, uma nova criatura, de mim que estava no caminho da perdição. Posso guardar silencio depois disto? Não, jamais! Enquanto meus lábios puderem falar, testemunharei a todos do Seu grande amor.
"A caminho para o campo encontramos muitos irmãos e irmãs em Cristo. Que maravilhoso é o fato de você sentir, através do Espírito, que eles são filhos de Deus, logo que você vê os irmãos e irmãs. É desnecessário falar. A primeira vista você sente e conhece quem são.
"Quando nos encaminhávamos ao campo, em uma estação ferroviária uma senhora veio, deu-nos alimento e disse apenas duas palavras: 'Deus Vive'.
"Na primeira noite depois de nossa chegada aqui (era tarde), fomos levados a barracas subterrâneas. Saudamos os presentes com as palavras 'Paz Seja com Você'. Para nossa grande alegria, de todos os lados ouvimos as respostas: 'Recebemos você em paz'. E desde a primeira noite sentimos que estávamos em família.
"E de fato tem sido assim. Aqui somos muitos, os que cremos em Cristo como nosso Salvador pessoal. Mais da metade dos presos são crentes. Temos entre nós grandes cantores e bons pregadores do Evangelho. A noite, quando nos ajudamos depois de pesado trabalho, como é maravilhoso passar, pelo menos algum tempo, juntos em oração, aos pés de nosso Salvador. Com Cristo há liberdade em toda parte. Aprendi aqui muitos hinos espirituais lindos, e cada dia Deus me dá sempre mais de Sua Palavra. Com a idade de dezenove anos celebrei o Natal de Jesus pela primeira vez. Jamais esquecerei esse dia esplêndido! Tivemos de trabalhar o dia inteiro. Alguns dos nossos irmãos, porém, puderam ir ao rio, nas proximidades. Ali quebraram o gelo e prepararam o lugar onde, durante aquela noite — de acordo com a Palavra de Deus — eu e mais sete irmãos fomos batizados. Oh, como estou feliz e como gostaria que você, Maria, pudesse estar comigo também, para que eu expiasse pelo menos um pouquinho, através do meu amor por você, o mal que lhe fiz em dias passados. Deus, porém, coloca cada um de nós em seu lugar, e devemos ficar firmes onde Ele nos tem colocado.
"Dê lembranças a toda a família dos filhos de Deus. O Senhor abençoará ricamente o seu trabalho costumeiro, como a mim tem abençoado.
Leia Hebreus 12:1-3.
"Todos os nossos irmãos a saúdam e estão alegres porque a sua fé em Deus é tão poderosa e você o louva incessantemente em seus sofrimentos. Se escrever a outros, mande-lhes nossas saudações.
Sua Variá".

Quinta carta:

"Querida Maria:
"Finalmente achei ocasião de escrever-lhe umas linhas. Posso informar-lhe, minha querida, que pela graça de Deus eu e a irmã 'X' estamos com saúde e nos sentimos bem. Agora estamos em... Eles nos mandaram para... e aqui permanecemos.
"Agradeço-lhe seu carinho maternal para comigo. Recebemos tudo quanto você preparou para nós. Agradeço a coisa mais valiosa: a Bíblia. Agradeço a todos e quando lhes escrever transmita-lhes minhas saudações e agradecimentos pelo que têm feito por mim.
"Visto que Deus me revelou o profundo mistério do seu santo amor, considero-me a criatura mais feliz do mundo. As perseguições que tenho de suportar considero-as como uma graça especial. Estou contente porque o Senhor me deu, desde o primeiro dia de minha fé, a grande felicidade de sofrer por Ele. Orem todos por mim, para que eu possa permanecer fiel ao Senhor até o fim. "Que o Senhor a guarde e fortaleça para o santo combate! "Eu e a irmã 'X' enviamos beijos a todos. Quando formos mandadas para... talvez tenhamos a oportunidade de escrever novamente. Não se preocupe conosco. Estamos alegres e felizes porque nossa recompensa no céu é grande. (Mat. 5.11, 12).
Sua Variá"

Esta é a última carta de Variá — a jovem comunista que encontrou a Cristo, testemunhou dEle e foi sentenciada a trabalho forçado. Nunca mais tivemos notícias dela, porém seu lindo amor e testemunho por Cristo mostram a beleza espiritual da sofredora e fiel Igreja Subterrânea em um terço do mundo dominado pelo Comunismo.
Texto extraído do livro: "Torturado por amor a Cristo" de autoria de Richard Wurmbrand- 1970.
O que é o Domingo da Igreja Perseguida?

O Domingo da Igreja Perseguida (DIP) foi criado pelo Irmão André, fundador da Portas Abertas, com o objetivo de unir cristãos em torno de um só motivo: nossos irmãos que pagam um alto preço por sua fé.
A data varia de ano em ano, pois é marcada para o domingo seguinte ao de Pentecostes. Esse critério foi adotado porque, no relato bíblico em Atos 4, o início das perseguições aos cristãos acontece logo após a descida do Espírito Santo, com a prisão de Pedro e João. Simbolicamente, pode-se dizer que essa foi a "fundação" da Igreja Perseguida.
Esse dia tem o objetivo de unir as igrejas brasileiras a passar momentos voltados à lembrança dos cristãos perseguidos, já que estes enfrentam muitas dificuldades em nome de sua fé em Cristo. Por isso, convidamos você a organizar este evento e ser um representante da causa da Igreja Perseguida.
Por ser um dia todo separado ao propósito de apresentar a realidade vivida por cerca de 100 milhões de cristãos ao redor do mundo, várias atividades podem ser elaboradas para chamar a atenção dos membros de sua igreja.
Neste domingo, 30 de maio inúmeras igrejas espalhadas pelo mundo dedicarão uma programação especial durante todo o dia visando conscientizar todos os cristãos sobre as dificuldades que enfrentam muitos irmãos que pregam o Evangelho em países onde a Palavra de Deus é não somente proibida, mas podem levar à prisão e à morte os seus porta-vozes.

DIP- DOMINGO DA IGREJA PERSEGUIDA- E SE FOSSE VOCÊ?


Neste domingo, 30 de maio inúmeras igrejas espalhadas pelo mundo dedicarão uma programação especial durante todo o dia visando conscientizar todos os cristãos sobre as dificuldades que enfrentam muitos irmãos que pregam o Evangelho em países onde a Palavra de Deus é não somente proibida, mas podem levar à prisão e à morte os seus porta-vozes.Temos a felicidade de residir em um país onde, até a presente data, é permitido que a Palavra de Deus seja pregada a todas as pessoas livremente, mas, infelizmente esse não é o caso de tantos irmãos e irmãs que, ao atenderem o chamado do Senhor, se dispuseram em Suas mãos para levar a mensagem de Salvação aonde a grande maioria de nós não poderia ou até mesmo não gostaria de ir.
São irmãos e irmãs que não temem perder a própria vida para cumprirem o Ide de Jesus (Mt 28.16).Não nos esqueçamos que a perseguição não atinge somente os missionários e suas famílias, mas também e principalmente aos que se convertem. Quando um membro de uma família residente em países islâmicos, budistas, hinduístas ou comunistas entrega sua vida a Jesus, começa a ser perseguido sem tréguas. É abandonado por toda a sua família e não poucas vezes são entregues às autoridades policiais para serem torturados até negarem sua nova fé e retornarem à antiga ou serem mortos para servir de exemplos aos que buscam seguir o mesmo caminho e decidiram professar, mesmo que às escondidas, a fé em Jesus Cristo.
Como não poderia deixar ser, nossa igreja também está engajada nessa luta em favor de nossos irmãos que pertencem à Igreja Perseguida.
Os missionários mantidos pela IBRAV (Igreja Batista Renovada Água da Vida) não estão residindo em países onde a perseguição religiosa é tão intensa como nos países islâmicos, budistas, hinduístas ou comunistas, mas nem por isso deixam de ter suas dificuldades para que a Palavra de Deus alcancem os corações.
Muitos deles se deparam com religiões animistas, onde a bruxaria e a feitiçaria são comuns entre a população, por isso necessitam sempre de nossas orações intercessórias para que o Senhor lhes conceda Poder e autoridade para exercer seus ministérios nessas regiões.
Todos devemos participar ativamente da programação que foi preparada pelos irmãos responsáveis.
Teremos, além de nossas orações, a apresentação de filmes, vídeos e palestras sobre missões e principalmente sobre as atividades da Igreja Perseguida. Tenho certeza que depois de participarem das atividades do DIP vocês nunca mais serão os mesmos, especialmente no que diz respeito a Missões e Evangelização. Convocamos principalmente os jovens para se engajarem não somente nas atividades desse domingo, mas para colaborarem continuamente para que a luta enfrentada por esses irmãos espalhados por diversos países não seja vã.
Abaixo transcrevemos algumas explicações dadas pelos irmãos da Missão Portas Abertas sobre as atividades do DIP (Domingo da Igreja Perseguida).
Antonio Carlos,
Assista aos vídeos abaixo e veja qual a situação da Igreja Perseguida.
O que é o Domingo da Igreja Perseguida?

O Domingo da Igreja Perseguida (DIP) foi criado pelo Irmão André, fundador da Portas Abertas, com o objetivo de unir cristãos em torno de um só motivo: nossos irmãos que pagam um alto preço por sua fé.
A data varia de ano em ano, pois é marcada para o domingo seguinte ao de Pentecostes. Esse critério foi adotado porque, no relato bíblico em Atos 4, o início das perseguições aos cristãos acontece logo após a descida do Espírito Santo, com a prisão de Pedro e João. Simbolicamente, pode-se dizer que essa foi a "fundação" da Igreja Perseguida.Esse dia tem o objetivo de unir as igrejas brasileiras a passar momentos voltados à lembrança dos cristãos perseguidos, já que estes enfrentam muitas dificuldades em nome de sua fé em Cristo. Por isso, convidamos você a organizar este evento e ser um representante da causa da Igreja Perseguida.
Por ser um dia todo separado ao propósito de apresentar a realidade vivida por cerca de 100 milhões de cristãos ao redor do mundo, várias atividades podem ser elaboradas para chamar a atenção dos membros de sua igreja.

Organizadores voluntários mobilizando igrejas para o DIP


Em 2008, 1.719 igrejas brasileiras participaram do DIP. Essa mobilização só foi possível graças à ação de voluntários – pessoas que conhecem a causa da Igreja Perseguida e se prontificam a divulgar, em suas igrejas e comunidades, as necessidades dos nossos irmãos perseguidos.
Ano passado, 4.200 congregações participaram do DIP. Para 2010, estamos aguardando que mais igrejas estejam à frente desse importante evento de conscientização para os cristãos brasileiros. Até esse momento 2.864 Igrejas já confirmaram a sua participação.
Precisamos de sua ajuda para envolver um número maior de participantes. Até que todas as igrejas brasileiras conheçam a realidade dos cristãos perseguidos, não podemos nos acomodar!

Um dia inteiro de atividades: você escolhe a melhor para sua igreja

Um dia inteiro dedicado à oração e à lembrança desses irmãos que sofrem por sua fé! Irmãos que são exemplo de perseverança e de amor ao nosso Deus. As classes de escola dominical, as reuniões dos departamentos e os cultos desse dia poderão ser inteiramente dedicados ao DIP.
Esta é uma oportunidade para envolver adultos, jovens, adolescentes e crianças da Igreja brasileira com a Igreja Perseguida. E isso é feito por meio da oração e do relato de histórias e variadas situações vividas por nossos irmãos perseguidos.



sábado, 15 de maio de 2010

ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA GRATUITA – UNIVERSIDADE SÃO PAULO (USP)

19,5% da população nunca foi ao dentista
Quase um quinto da população brasileira (19,5%) nuca foi ao dentista. O número, considerado "impressionante" pelo Ministério da Saúde, está na pesquisa sobre Acesso e Utilização de Serviços de Saúde, feita pelo IBGE junto com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) em 1998.O estudo mostra que, se o percentual for calculado para toda a população do país, chega-se a 29,6 milhões de pessoas que nunca tiveram atendimento odontológico. Na área rural, o índice é de 32%. "É espantoso, estou abismado", disse o ministro da Saúde, José Serra.
Entre a população que ganha até um salário mínimo, a porcentagem de pessoas que nunca foram ao dentista (36,5%) é nove vezes a taxa das que ganham mais de 20 salários (4,07%). Traduzindo em números: 5,5 milhões de brasileiros que recebem até um salário mínimo nunca foram ao dentista. Entre os que ganham mais de 20 salários mínimos, 413 mil nunca fizeram consulta
A diferença é explicável, segundo o ministério, porque a maior parte dos planos de saúde não tem cobertura odontológica e pelo fato de o atendimento odontológico gratuito não ser tão amplo quanto o médico.
A partir da pesquisa, o ministério pretende ampliar o atendimento odontológico, incluindo um dentista nas equipes do programa Saúde Família.
A Pnad também revelou que 86,2% das pessoas entrevistadas aprovaram o atendimento de saúde recebido em 98. A resposta, no entanto, não se refere apenas ao atendimento do SUS. Inclui também aqueles que usaram planos de saúde ou pagaram pelo serviço. Entre os pesquisadores, só 49,3% usaram o sistema público.
Não há dados específicos para o SUS. "Já temos outras pesquisas que indicam satisfação semelhante com os serviços públicos", disse Serra. A pesquisa mostra que 7% dos brasileiros tiveram uma ou mais internações hospitalares no ano interior à sondagem, número considerado alto pelo ministério. Mas 79% consideram sua saúde boa ou muito boa.
As doenças crônicas (que precisam de tratamento contínuo) atingem cerca de 30% da população. E quanto menor a renda, maior o número de doenças, enquanto 11% dos brasileiros com renda maior que 20 salários mínimos têm pelo menos duas doenças crônicas entre os que ganham até um salário, o índice é de 16%.
A Pnad foi feita em 100 mil domicílios, atingindo 345 mil pessoas, em outubro de 98.
Fonte: Folha de São Paulo
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A USP (Universidade de São Paulo) oferece assistência odontológica gratuita para as pessoas que não possuem condições financeiras para pagar uma clinica particular. A instituição usa esse sistema como um método de treinamento para os alunos e também contribui com a sociedade.
Estudantes do curso de graduação em odontologia contribuem com a população, atendendo pessoas de todas as idades em qualquer tipo de custo. Basta agendar a consulta para que os dentistas em formação avaliem o caso de cada paciente. O curso de Odontologia Grátis USP forma profissionais competentes para atuar no mercado de trabalho, preparados para enfrentar a competitividade na área. Os pacientes avaliados pelos dentistas da universidade contam com um atendimento de qualidade, capaz de resolver qualquer tipo de problema.
A consulta gratuita ao dentista USP vai fazer uma análise cuidadosa do quadro de cada paciente, procurando identificar quais os seus problemas e propor uma solução para eles. Esse sistema de dentista grátis já tem contribuído para que muitas pessoas exibam um sorriso bonito e sem qualquer dano na arcaria dentária.
Cabe a FO-USP (Faculdade de Odontologia da USP) prezar pelo atendimento, concedendo os serviços necessários para a população. A assistência tem credibilidade porque conta com o monitoramente dos professores. A universidade promove: extrações de dentes, tratamento da gengiva, restauração, próteses dentárias e outras formas de atendimento personalizado.
Para obter mais informações sobre a clínica odontológica grátis USP, basta entrar em contato com a universidade. Compareça ao campus durante o horário de atendimento: de segunda a sexta, das 7h às 23h e aos sábados das 7h às 12h. O telefone para informações é (11) 3091.7418.Outras universidades do estado de São Paulo também seguem o mesmo modelo da USP, como é o caso da UNINOVE. A instituição além de capacitar os alunos na área de odontologia, também fornece atendimento a população para diagnosticar e tratar problemas dentários.
Não perca a oportunidade de cuidar dos seus dentes pela USP, você não vai pagar nada pelo tratamento odontológico gratuito e sanar diferentes patologias que possam estar prejudicando o seu sorriso.
FONTE: Mundo das tribos (http://www.mundodastribos.com)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

11 Coisas que você precisa saber antes de fazer uma doação

Fazer caridade não é simplesmente assinar um cheque e entregá-lo a uma entidade beneficente. Para que seu ato seja eficaz, é preciso participar.
Por Dalen Jacomino
Seriam os brasileiros pessoas generosas? A se fiar nas estatísticas disponíveis, nem tanto. Cada brasileiro que paga imposto de renda desembolsa, em média, 23 reais por ano em doações. Nos Estados Unidos, são gastos 780 reais (400 dólares) com esse mesmo objetivo.
Essa diferença tem algumas explicações. A primeira delas, óbvia, é que os brasileiros, em média, têm menos dinheiro que os americanos. A segunda é mais complicada: não faz parte da cultura nacional levar a sério contribuições para obras ou entidades meritórias. Enquanto os americanos são conhecidos por sua tradição em fazer filantropia, os brasileiros ainda estão no pré-primário desta escola. Podem dar, e dão, uma esmola aqui e ali para o mendigo que estende a mão, mas em geral, têm pouco interesse em ações consistentes de ajuda ao próximo.
O resultado é que há uma distância longa entre a maioria das instituições beneficentes e seus colaboradores potenciais, sejam empresas ou pessoas físicas. A falta de transparência na administração das entidades, a pouca divulgação dos resultados dos projetos e a escassez de orientações sobre como fazer a doação de forma eficiente atrapalham ainda mais essa situação.
Dados apresentados pela CPM - Centro de Pesquisa Motivacional, revelam, por exemplo, que 54% dos jovens brasileiros querem ser voluntários mas não sabem como começar. Os motivos são diversos. Em geral, as pessoas fazem doações ou contribuições por pressão do grupo, culpa, obrigação ou por prazer. Seja qual for o seu motivo, é preciso encarar o ato de caridade como um negócio, que envolve pesquisas prévias, definição de metas e acompanhamento dos resultados. Mas, fique atento.

Nesse caso, o que se mede não são os resultados financeiros, mas sim, os benefícios efetivos que poderão ser alcançados com o auxílio de sua contribuição. "É preciso mais racionalidade e menos emoção na hora de se fazer uma doação", afirma Léo Voigt, vice-presidente do Gife - Grupo de Instituições, Fundações e Empresas - que reúne mais de 40 entidades filantrópicas brasileiras. "É muito fácil errar na área social".Prova disso é que o chamado Terceiro Setor, o social tende a se profissionalizar cada vez mais. A Harvard Business School, nos Estados Unidos, tem especializações voltadas para as questões sociais. A Fundação Getúlio Vargas possui uma cadeira específica sobre o assunto, que orienta a administração de trabalhos voltados para a comunidade. A Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, USP, e a Pontifícia Universidade Católica, PUC, também contam com núcleos de estudos sobre o assunto.
Para ajudá-lo a não errar na hora de doar, VOCÊ S.A. ouviu especialistas do mercado e preparou o roteiro a seguir.
Veja os 11 itens mais importantes a serem considerados para que você não jogue seu dinheiro fora e realmente ajude quem precisa.
1) Aprenda com os erros dos outros
Se você não tem experiência no assunto, vá com calma. Afinal, ninguém quer ver seu dinheiro escorrer pelo ralo. Primeiro, aproxime-se de quem já está habituado a fazer doações, como amigos, vizinhos ou representantes da comunidade. Aprenda como essas pessoas executam as contribuições. Tire suas dúvidas, peça dicas, questione, discuta vantagens e desvantagens, "Esse primeiro contato é muito importante, porque, com ele, você poderá evitar enganos que já foram cometidos pelos outros", afirma Léo Voigt, do Gife.
2) Defina a área que mais precisa de sua ajuda
Você já pensou em ajudar crianças e adolescentes carentes? Ou, então, em contribuir com projetos de recuperação do meio ambiente? Que tal bancar parte do tratamento de doentes de câncer? Todas essas áreas precisam muito de ajuda, mas você deve escolher uma. Essa decisão é resultado de sua própria reflexão. Se optar por mais de uma área, tenha cuidado para não se perder em meio a vários projetos e objetivos diferentes.
3) Em que região deve estar localizada a entidade beneficiada?
O próximo passo é a escolha da área geográfica. Muitas pessoas preferem estar bem próximas das entidades que ajudam: a creche do bairro ou a entidade que abriga deficientes físicos da própria cidade. Nesse caso, há uma vantagem. Você poderá verificar no dia-a-dia, como suas contribuições serão aplicadas. Outras pessoas acreditam que projetos em outros estados, como as famílias atingidas pela seca no Nordeste ou a destruição da Floresta Amazônica, são mais importantes. Entidades locais ou não, a escolha é sua.
4) Monte uma lista das entidades candidatas à doação
Esta etapa é a mais trabalhosa. Apesar de já ter em mente o perfil da instituição que pretende apoiar, é preciso definir uma. Para isso, comece com um levantamento de todas as entidades que se enquadram nas características traçadas anteriormente. Se você não tem idéia, visite o site http://www.filantropia.org/ ou consulte as registradas nos conselhos Municipal e Estadual. Estes últimos são órgãos, compostos por representantes do governo e pela população, que acompanham e auxiliam o trabalho de algumas entidades beneficentes.
Normalmente, eles têm um material amplo sobre as instituições e suas atividades. No caso de crianças, há o Conselho da Criança e do Adolescente, que poderá oferecer informações. As Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais podem ser uma referência para quem pretende ajudar esse grupo.
O Gife também conta com uma página na Internet (http://www.gife.org.br/) que reúne institutos, fundações e empresas que têm projetos em filantropia. Há uma ficha sobre cada uma delas disponível no site.
5) A visita às instituições pode ser fundamental para uma decisão correta
Depois da pesquisa, escolha duas ou três instituições que mais se adequam aos seus critérios e faça uma visita. "É muito eficaz verificar pessoalmente (olho no olho) como funciona a instituição e qual o estado de suas instalações", afirma Oded Grajew, presidente do Instituto Ethos e do Conselho de Administração da Fundação Abrinq. Descubra qual é a essência do trabalho desenvolvido. Por exemplo, numa creche, os dirigentes não devem apenas dizer quantas crianças abrigam, mas como o fazem, quais os projetos para incrementar as atividades ou as metas para ampliação do prédio onde está localizada. "O objetivo de uma instituição não lucrativa é melhorar a qualidade do seu serviço a cada dia", afirma Allison Fine, diretora executiva da Innovation Network, uma consultoria de entidades beneficentes de Washington, Estados Unidos.Peça também uma lista das pessoas que estão na linha de frente da entidade. Conheça melhor suas idéias e seus valores. Quanto mais você mantiver contato com essas pessoas, menos surpresas desagradáveis terá. Não tenha vergonha de pedir informações sobre as finanças da entidade. Pergunte se as contas são controladas por alguma auditoria periódica. Peça para dar uma olhada nos balanços. Se o trabalho for sério, a direção da entidade não terá problema algum em apresentar esses dados.
6) Desenvolva um trabalho em conjunto com a entidade
Definido o nome da instituição, é hora de você começar a trabalhar em parceria. Léo Voigt sugere que a entidade apresente um projeto por escrito para o qual seria destinada a doação. Um roteiro de como serão feitos os investimentos, qual o retorno que se espera do projeto, prazos etc. "Um dos principais erros cometidos atualmente pelas pessoas e empresas que fazem doações é que elas não se informam direito sobre o que será feito com o dinheiro e criam expectativas, muitas vezes, irrealistas. Acham que vão mudar o mundo", afirma Voigt. Em alguns casos, quando se sabe qual será o projeto beneficiado, é possível organizar um calendário de doações. Elas podem até ser realizadas em etapas e não de uma só vez.Além disso, ao ter em mãos um documento fica muito mais fácil cobrar depois.
7) Esteja atento aos resultados
Não pense que sua participação chegou ao fim. Se você desistir agora, pode pôr tudo a perder. Para qualquer doação ser eficaz, você precisa acompanhar os resultados. Para estar ligado, peça informes periódicos para a entidade. Dados como o número de pessoas beneficiadas pelo projeto, o que foi concluído e o que ainda falta. Dessa forma, você corre menos riscos de ver seu dinheiro aplicado em projetos ineficazes. "Se você faz uma doação para uma escola pobre, não quer ver seu dinheiro aplicado na reforma da sala do diretor, mas na compra de material didático para os alunos", diz Voigt.
8) Você não é o dono da bola só porque fez uma contribuição à entidade
Tenha cuidado para não inverter os papéis. Não é porque você fez uma doação para determinada entidade que poderá entrar lá e comandar tudo do seu jeito. "Esse é um dos equívocos mais comuns cometidos pelos colaboradores, que acabam se sentindo os donos do pedaço", afirma Oded Grajew, do Instituto Ethos. É preciso respeitar o trabalho da instituição e até ajudar com seu conhecimento ou experiência, mas sem mudar o que já é feito com eficiência.
9) Há Benefícios Financeiros?
Os benefícios financeiros de se fazer uma doação são irrisórios. Não há um programa eficaz de estímulo à filantropia no país. Uma das exceções é a cultura. Qualquer pessoa pode ajudar o financiamento de um projeto cultural e ter esse valor deduzido até 6% (pessoa física) e 4% (pessoa jurídica) do imposto a pagar. No caso dos filmes, a dedução é de até 3%. Quem ultrapassa esses limites não tem restituição sobre o excedente. Além da cultura, as doações ao fundo da Criança e do Adolescente também contam com benefício fiscal. O limite da dedução do imposto é de 6% para pessoa física e 1% para pessoa jurídica.
10) Talvez você possa ser um sócio-contribuinte
Você não tem tempo para fazer tudo isso. Sua carga horária no trabalho e com as atividades em casa está totalmente tomada. Você não tem condições de acompanhar os resultados do projeto e nem manter um contato mais próximo com a entidade. Há ainda uma última saída. Você pode tornar-se sócio-contribuinte. Nesse caso, você escolhe a entidade e faz doações periódicas. Nos fundos dos conselhos municipais e estaduais ou da Criança e do Adolescente, por exemplo, a própria comunidade realiza a fiscalização periódica sobre o destino das verbas recebidas. Não há necessidade de um acompanhamento mais intenso.
11) Seja voluntário
Você pode ainda contribuir com entidades beneficentes sem fazer doações em dinheiro. Seja um voluntário. Para isso, aproveite seu conhecimento ou experiência em determinada atividade e ponha isso em prática. "O voluntário de hoje pode ser o doador de amanhã", afirma Stephen Kanitz, organizador do Prêmio Bem Eficiente. Se você não souber por onde começar, na Internet (http://www.voluntarios.com.br/) há uma lista de mais de 4 850 entidades que precisam de seu trabalho. É só dar um clique no seu mouse e pôr a mão na massa.
Fontes:
Artigo Publicado na Revista Você S.A. - fevereiro 1999 - ano 1 nº 8.