domingo, 28 de fevereiro de 2010

Inclusão das Pessoas com Deficiência

Apresentamos breves orientações que as pessoas podem observar nos seus contatos com pessoas portadoras de deficiência. Não constituem regras, mas esclarecimentos resultantes da experiência de diferentes pessoas que atuam na área e que apontam para as especificidades dos diferentes tipos de deficiências.
Pessoas com deficiência físicaÉ importante perceber que para uma pessoa sentada é incômodo ficar olhando para cima por muito tempo. Portanto, ao conversar por mais tempo que alguns minutos com uma pessoa que usa cadeira de rodas, se for possível, lembre-se de sentar, para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível.
A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Apoiar-se na cadeira de rodas é tão desagradável como fazê-lo numa cadeira comum onde uma pessoa está sentada. Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater naqueles que caminham à frente. Se parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa.
Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa portadora de deficiência. Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda e, caso seja aceita, pergunte como deve proceder.
As pessoas têm suas técnicas individuais para subir escadas, por exemplo, e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode até atrapalhar. Outras vezes, o auxílio é essencial. Pergunte e saberá como agir e não se ofenda se a ajuda for recusada.
Se você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência, ofereça-se imediatamente para auxiliá-la. Mas nunca aja sem antes perguntar se e como deve ajudá-la.
Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa com deficiência física.
Não se acanhe em usar termos como “andar” e “correr”. As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras.
Quando encontrar uma pessoa com paralisia cerebral, lembre-se que ela tem necessidades específicas, por causa de suas diferenças individuais, e pode ter dificuldades para andar, fazer movimentos involuntários com pernas e braços e apresentar expressões estranhas no rosto. Não se intimide, trate-a com naturalidade e respeite o seu ritmo, porque em geral essas pessoas são mais lentas. Tenha paciência ao ouvi-la, pois a maioria tem dificuldade na fala.
Há pessoas que confundem esta dificuldade e o ritmo lento com deficiência mental. A pessoa com paralisia cerebral não é uma criança, nem é portador de doença grave ou contagiosa.
A paralisia cerebral é fruto da lesão cerebral, ocasionada antes, durante ou após o nascimento, causando desordem sobre os controles dos músculos do corpo. Portanto, não é doença e tampouco é transmissível. É apenas uma situação. Trate a pessoa com deficiência com a mesma consideração e respeito que você usa com os demais.
Pessoas com deficiência visualÉ bom saber que nem sempre as pessoas com deficiência visual precisam de ajuda. Se encontrar alguém que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar como fazê-lo. Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.
É sempre bom avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e outros obstáculos durante o trajeto. Ao explicar direções, seja o mais claro e específico possível; de preferência, indique as distâncias em metros (“uns vinte metros à nossa frente”, por exemplo). Quando for afastar-se, avise sempre.
Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que ela tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.
Não se deve brincar com um cão-guia, pois ele tem a responsabilidade de guiar o dono que não enxerga e não deve ser distraído dessa função.
As pessoas cegas ou com visão subnormal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração dispensados às demais pessoas. No convívio social ou profissional, não as exclua das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.
Fique à vontade para usar palavras como “veja” e “olhe”, pois as pessoas com deficiência visual as empregam com naturalidade.
Pessoas com deficiência auditivaNão é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Algumas fazem a leitura labial, outras não.
Ao falar com uma pessoa surda, acene para ela ou toque levemente em seu braço, para que ela volte sua atenção para você. Posicione-se de frente para ela, deixando a boca visível de forma a possibilitar a leitura labial. Evite fazer gestos ou segurar objetos em frente à boca. Fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas sem exagero. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar.
Ao falar com uma pessoa surda, procure não ficar contra a luz, e sim num lugar iluminado.
Seja expressivo, pois as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, e as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo são excelentes indicações do que você quer dizer.
Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual. Se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.
Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, elas não se incomodam em repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas. Se for necessário, comunique-se por meio de bilhetes. O importante é se comunicar. Mesmo que pessoa surda esteja acompanhada de um intérprete, dirija-se a ela, e não ao intérprete.
Algumas pessoas surdas preferem a comunicação escrita, outras usam língua de sinais e outras ainda preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração. Você pode tentar com perguntas cuja resposta seja sim ou não. Se possível, ajude a pessoa surda a encontrar a palavra certa, de forma que ela não precise de tanto esforço para transmitir sua mensagem. Não fique ansioso, pois isso pode atrapalhar sua conversa.
Pessoas com deficiência mental
Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência mental.
Trate-a com respeito e consideração. Se for uma criança, trate-a como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente, e se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
Não a ignore. Cumprimente e despeça-se dela normalmente, como faria com qualquer pessoa.
Dê-lhe atenção, converse e verá como pode ser divertido. Seja natural, diga palavras amistosas.
Não superproteja a pessoa com deficiência mental. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.
Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.
Lembre-se: o respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de idéias, informações e vontades.

Fonte: O que as Empresas podem fazer pela Inclusão das Pessoas com Deficiência- Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social

REALIDADES CHOCANTES SOBRE A FAMÍLIA

MUDANÇAS QUE VÊM OCORRENDO NESTAS ÚLTIMAS QUATRO DÉCADAS
1- O agravamento da crise da família vem se acentuando nestas últimas quatro décadas como labaredas sem controle. Há uma clara deterioração das relações inter-pessoais que é, basicamente, fruto do distanciamento do homem, de Deus. Isso tem gerado uma terrível crise social em nível mundial. Essa crise resulta na violência urbana que assusta e se multiplica geometricamente. A violência, por sua vez, gera o medo, a agressividade e o distanciamento uns dos outros – uma séria ruptura social. Nos grandes aglomeramentos urbanos é cada vez mais crescente o número de pessoas que vivem isoladas ou morando sozinhas. Por exemplo: em Paris existem dois milhões de indivíduos residindo sozinhos, dente os 9,3 milhões de habitantes de sua área; podemos alinhar alguns dos motivos de tal procedimento: de um lado, o número de divórcios que vem aumentando cada vez mais; de outro, o número de pessoas que preferem ficar solteiras a assumir qualquer compromisso, uma vez que o “problema sexual” para o mundo “já está resolvido” e não há mais necessidade de se constituir família; e, ainda, o número de viúvas e de viúvos que preferem ficar como estão.
2- Há quatro décadas o individuo, geralmente, ao chegar aos 21 anos partia para o matrimônio. Era a hora de procurar uma moça direita, séria, e virgem para namorar, ficar noivo, casar, depois ter um ou dois filhos; tudo nessa ordem quase automática. Já a mulher que aos 21 anos não tivesse enxoval pronto e namorado firme ou noivado quase engatilhado, poderia entrar em desespero pela iminência de se tornar uma “solteirona” irremediável. Esse padrão de comportamento até certo ponto ideal, tem sofrido uma mudança completa.
3- Uma recente pesquisa dói instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Fundação Estadual de Sistemas de Análises de Dados, informa:

a) Existem no Brasil 38 milhões de núcleos familiares (família) com 3,9 membros e a média de 1.9 filhos cada;
b) Há 18% de mulheres chefiando os seus lares (por imposição social). A renda média por família é de 0,5 a 5 salários mínimos em 70% do total;
c) Observou-se uma queda de 17% na taxa de casamentos (novos lares) e cerca de 40% de separações, as mais diversas. A estatística, que abrange o período de 1981/1990 indica, ainda que existem 39% de famílias UNICELULARES, ou seja, pessoas que, após a separação, vivem sozinhas ou com seus filhos. Entretanto o problema aflitivo e assustador do menor abandonado, violentado em seus direitos elementares, o da prostituição, como resultado também dos divórcios e separações e o da fome de mais de 30 milhões de brasileiros, sequer foi levantado por aquela instituição pública. Sabemos, porém, de sua terrível realidade.
4- O sociólogo e historiador Carle Zimmerman em seu livro FAMÍLIA E CIVILIZAÇÃO (1947), publicou suas profundas observações sobre a relação existente entre a desintegração de várias culturas, paralelamente ao declínio da vida familiar das mesmas. Oito características específicas no comportamento doméstico determinam a queda de cada cultura por ele estudada:
1) Casamentos que perdem sua qualidade de “sagrado” frequentemente terminam em divórcio;
2) O significado tradicional da cerimônia do casamento é perdido;
3) Proliferação do movimento feminista;
4) O desrespeito público aos pais e autoridades em geral;
5) O aumento da delinqüência juvenil, promiscuidade e rebelião;
6) Relutância e até mesmo recusa em aceitar os padrões tradicionais para o casamento e a responsabilidade familiar;
7) Crescente desejo de aceitar-se o adultério;
8) Interesse sempre maior por perversões sexuais. Aumento dos crimes relativos a sexo.
Parece-nos que esse homem publicou suas profundas observações sobre a família, não em 1947, mas na década de 90.
Certamente, Carle Zimmerman foi um profeta, prevendo o que aconteceria nos 50 anos seguintes.
A família, realmente não vai bem. E todos comentam a mesma coisa.
· Mais de 30% dos adolescentes e jovens brasileiros evangélicos são sexualmente ativos.
· 89% dos jovens brasileiros, em geral, se casaram sem ser virgens (de acordo com uma recente pesquisa da Revista VEJA).
· 5.000.000 de abortos são praticados anualmente, dos quais, a grande maioria é feita clandestinamente.
Uma criança que assista duas horas de televisão por dia, até a maioridade, terá tomado contato com 15.184 piadas sobre sexo, 96.798 cenas de nudez e mais de 163.000 tiros, além de ter presenciado mais de 130.000 assassinatos.
5- Podemos alinhar alguns dos principais motivos dessa degeneração e fragmentação da família:
a) O casamento para a maioria das pessoas tem sido conceituado como um “simples contrato social ou comercial” que a qualquer momento ou por qualquer motivo banal pode ser dissolvido, rescindido e cancelado.
b) Tal fato deriva-se do não reconhecimento, consciente ou não, de que o casamento é UMA INSTITUIÇÃO DIVINA e não uma invenção humana (Gn 2.18-25).
c) Sendo o matrimônio a primeira instituição divina – uma união INDISSOLÚVEL santa e gloriosa (Marcos 10.9), deve a todo o custo permanecer. Mas o que tem prevalecido é exatamente o contrário.
d) A crise econômica por que passa o mundo inteiro e de maneira mais grave o chamado “Terceiro Mundo”, tem obrigado a esposa a procurar trabalho fora dpo seu domicílio para completar o sempre apertado orçamento familiar. Ocorre, em muitos casos, que as mulheres gostaram da experiência e assumiram um papel que lhes era negado na estrutura patriarcal ou tradicional da sociedade, gerando com isso, uma certa independência do homem e conflitos conjugais que quase sempre resultam na separação. Louvamos a iniciativa de mães e esposas que buscam lá fora o aumento da renda familiar, mas lamentamos os reflexos da postura que lhes foi imposta pela crise social.
e) Outro motivo para as separações e degradação familiar é a filosofia de vida importada ou padrão de influência de outros países. Por exemplo: É muito mais interessante a separação, para cada um viver a sua vida independente, mas marcando encontros periódicos para jantares, festas e relações sexuais, como se fossem “eternos namorados”; tal permissividade maléfica e diabólica já está arraigada e infiltrada em nossa pobre cultura social como um câncer, aparentemente sem cura, e que se alastra implacavelmente.
f) Há uma outra postura ou modismo que se generaliza nestes últimos dias: dois jovens se unem de qualquer jeito, sem passar pelo Registro Civil e o Magistrado. Se der certo tal aventura então, quem sabe, farão a legalização do seu “ajuntamento”. Se não, fica mais fácil a separação, não importando as consequências para ambos e para os possíveis filhos.
g) Há ainda outro fato alarmante que motiva a decomposição familiar: os pais, via de regra, passam o dia longe dos filhos. À noite cada um se recolhe no seu “canto” – uns na sala, vendo novelas, outros em seus quartos com suas TVs particulares vendo, comendo e recebendo toda sorte de podridão através da pornovisão ou filmes de terror e de extrema violência. O que se pode esperar de tal comportamento?
h) Há quatro décadas, quem instruía e educava os filhos normalmente era a mãe. Hoje, por causa da ausência dela trabalhando fora, o relacionamento e a educação em todas as fases do desenvolvimento da criança ficou por conta de creches, escolinhas e babás, com reflexos anormais e negativos. Poderíamos alinhar aqui muitos outros motivos que todos nós já os conhecemos. Porém, a causa geradora de tudo é uma só: FALTA CRISTO NO LAR, NOS CORAÇÕES, NAS VIDAS. Falta a Palavra aberta, meditada e obedecida. Falta temor e oração. Daí todos este caos em que estamos vivendo, vendo e até sendo nele envolvidos.(OBS: esse texto foi escrito por volta de 1995 e consta no livro “A Dracma Perdida- Revolução no Lar” de autoria dos Prs: Enéas Tognini e Autilino Batista de Souza- ABS Editora)

O GRITO DE UMA CRIANÇA!!!

“Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado! Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; fique o caso convosco! E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!” (Mt 27.23-25)
Aprendemos através dos relatos históricos sobre o período da Idade Média, os desmandos cometidos pelos membros da Igreja Católica, onde milhares de seres humanos foram assassinados, simplesmente, por não aceitarem seguir a fé cristã nos moldes que a igreja exigia, que estavam não poucas vezes, em fragrante confronto com os escritos bíblicos ensinados pelo Senhor Jesus.
Mas, nunca na história da humanidade e principalmente na cristandade essa frase “Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!” tenha sido confirmada com cores tão vivas como nos dias da segunda grande guerra mundial, onde 6 milhões de judeus, sem contar outras minorias étnicas foram literalmente exterminados por um celerado - Hadolf Hitler- que em chegando ao poder máximo de seu país – Alemanha- pôs em plano a concretização de toda a sua desumanidade, demonstrando ao mundo, a capacidade destrutiva que um ser humano possui quando decide caminhar fora dos caminhos traçados por Deus.
O texto que transcrevemos abaixo, do rabino Jonathan Sacks, mostra-nos quão cruéis foram aqueles dias, principalmente para nada menos do que 1 milhão de crianças judias que foram exterminadas nos campos de concentração nazistas.
Leiamos com atenção e que esse relato sirva-nos de alerta para nunca mais cometermos atos como os que foram deflagrados durante o regime das “Cruzadas Cristãs’ e da “Solução Final (holocausto)”, promovidos por pessoas que se diziam cristãs, que deveriam antes de tudo, amar ao seu próximo como a si mesmo como nos ensinou o Senhor Jesus e que serve de regra para todos nós, indistintamente, enquanto vivermos nesse mundo.
Sempre juntos em Jesus.
A.Carlos
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Um dos aspectos mais chocantes do maior ato de desumanidade na história da humanidade foi o extermínio de crianças entre as milhares de vítimas. Mais de um milhão e meio de crianças foram mortas durante o terror nazista. Teve início com os deficientes, epilépticos e mentalmente retardados, passando para os grupos considerados inferiores aos espécimes perfeitos da raça ariana, culminando com aqueles culpados de ter avó ou avô judeus.
Mais de um milhão de crianças judias foram perdidas durante estes anos, uma geração inteira assassinada. Até hoje, quando caminho nas ruas de determinadas cidades da Europa, sinto-me como se estivesse na presença de fantasmas, ouvindo novamente as palavras de D’us a Caim: "O sangue de teu irmão clama a Mim lá da terra."
Há oito anos, visitei Auschwitz pela primeira vez. É difícil descrever o arrepio que se sente ao passar pelos portões com sua inscrição zombeteira: "O trabalho liberta." O que mais congelou meu sangue, porém, foi a visão das roupas das crianças, ainda ali, preservadas: os minúsculos sapatos, a capa vermelha de uma menina de três anos, as pequenas malas amarradas com cordão. Há certas coisas que depois que você as vê, o assombram para sempre, e para mim isso foi o pior de tudo.
(foto= Um momento feliz em uma colônia de férias de verão para meninos judeus em Marysin, Gueto de Lodz (1940)
A palavra hebraica para compaixão, rachamim, vem de rechem, e significa "um útero", porque mais que qualquer outra coisa, o ato de trazer ao mundo uma nova vida é a matriz de nosso respeito pela vida. Para assassinar crianças, os nazistas tiveram primeiro de destruir aquele senso de compaixão, o que fizeram – assim como fizeram tudo o mais – com eficiência brutal. Nos primeiros anos, as crianças recebiam injeções letais. Mais tarde, morriam de inanição ou então à bala, baioneta ou estranguladas.
Estes atos provaram ser demais para poucos soldados, e lentos demais para a planejada liquidação de todos os judeus da Europa. Assim foram criados os campos de extermínio, com câmaras de gás disfarçadas de chuveiros. Um guarda de Auschwitz, testemunhando no Juramento em Nuremberg, admitiu que no auge do genocídio, quando o campo estava matando dez mil judeus por dia, as crianças eram atiradas ainda vivas à fornalhas.
(foto= crianças judias a espera da exe
cução pelo Einsatzgruppen - Unidade móvel de Extermínio)Nunca a humanidade chegou tão perto do mal pelo mal em si.As crianças eram e sempre serão o teste de nossa humanidade. Porém, ainda nos dias de hoje, trinta mil morrem a cada dia de doenças evitáveis, e centenas de milhões vivem sem alimentação adequada ou abrigo, educação ou assistência médica. Pior de tudo, ainda são usadas como peões no jogo de xadrez do ódio, sendo jogados em zonas de conflito em todo o mundo.
Porém, mesmo nesses anos mais tenebrosos houve exceções – as quase dez mil crianças trazidas, na sua maioria para a Inglaterra, na operação de resgate chamada Kindertransport, e os milhares de outros abrigados, escondidos e salvos por homens e mulheres comuns, cuja simples humanidade os levou a extraordinários atos de coragem, quando salvar a vida de um judeu significava arriscar a própria vida. Muitos membros de nossa comunidade devem a vida a pessoas assim, cujo heroísmo ainda acende uma chama de esperança num mundo escuro e perigoso.
Ao final de sua vida, Moshê (Moisés) reuniu os filhos daqueles que ele levara da escravidão à liberdade e disse: "Escolham a vida, para que vocês e seus filhos possam viver." Aquelas palavras continuam a reverberar numa época em que o ódio dá as mãos às armas de destruição em massa.
Se o Holocausto nos ensinou alguma coisa, é isso: tudo aquilo pelo qual lutamos não vale a pena, se nos deixa surdos ao grito de uma criança.

(Foto= Anne Frank)
Crianças e o Holocausto-Depoimento

A morte de uma criança é difícil de entender. O assassinato de uma criança é ainda mais difícil. O assassinato de um milhão e meio de crianças é impossível de compreender. E mesmo assim os líderes nazistas decretaram que, juntamente com todos os judeus adultos, as crianças judias também deveriam ser exterminadas.
A aniquilação foi quase completa: menos de dez por cento das crianças judias sobreviveram na Europa ocupada pelos nazistas. Os filhos não foram poupados do sofrimento e tortura imposto aos pais. Pelo contrário, como não podiam obedecer ordens e trabalhar, eram tratados ainda mais duramente. Por exemplo, quando eram feitas as rondas, as crianças eram atiradas pelas janelas ou arrastadas pelos cabelos para serem jogadas nos caminhões. As crianças não foram poupadas da segregação, estigmatização, uso da estrela, superlotação, esconderijo, rondas, fuzilamento, deportação, trabalho escravo, campos de concentração, tortura, experimentos médicos, humilhação e assassinato. Muitas morreram através de inanição deliberadamente induzida, frio e doenças.
(Fot0= Crianças judias de uma escola dutch portando suas estrelas amarelas)

As experiências com crianças judias (menores de 13 anos) na Europa durante o Holocausto foram variadas. O mais comum, no entanto, era a constante e avassaladora sensação de medo que aquelas crianças enfrentavam diariamente. Nos primeiros anos, enfrentavam as mesmas humilhações pelas quais seus pais passavam; discriminação racial e abuso por parte dos colegas (e adultos, com o apoio do Estado), segregação da sociedade, expulsão das escolas e de toda a vida pública.
Algumas crianças judias eram escondidas dos nazistas. Eram dadas para amigos ou vizinhos não-judeus que fingiam ser os verdadeiros pais. Algumas vezes esses não-judeus escondiam as crianças por consciência ou caridade; outras vezes (com freqüência) exigiam pagamento para fazer isso. Alguns abusavam das crianças judias aos seus cuidados, verbal, física ou sexualmente.
Algumas das crianças escondidas dessa maneira tinham permissão de se misturar na sociedade não-judaica, embora naturalmente disfarçadas de cristãos. Como os meninos judeus eram circuncidados, estavam sempre em perigo porque era fácil conferir sua identidade religiosa. Para proteger seus filhos, algumas mães judias disfarçavam os filhos de meninas, ensinando-os a sentar para usar o toilete em caso de alguém suspeitar que eram meninos. Nestes casos, porém, a criança tinha de manter a fachada de não-judeu, adotar um novo nome, aprender preces cristãs, e assim por diante. Ao final da guerra, algumas dessas crianças tinham esquecido quem eram suas famílias originais e até seus verdadeiros nomes.
Outras crianças foram escondidas durante toda a guerra. Sobreviveram em sótãos, porões, celeiros e outros esconderijos, às vezes com o conhecimento dos donos daqueles locais, outras sem que os proprietários soubessem. Algumas crianças não viram a luz nem tiveram refeições adequadas, e tiveram de procurar ou mendigar bocados de comida durante anos.
"Como crianças podem lidar com algo tão horrível?" perguntei a minha prima israelense anos depois enquanto tomávamos um café num terraço ensolarado com vista para o Mediterrâneo. "Naqueles tempos, as crianças não eram crianças," disse ela baixinho. "Deixamos de ser crianças para enfrentar a morte."

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Moradas de violência

Certo dia, tirei uma interessante fotografia da superfície da Terra ao voar de um avião a jato sobre a estratosfera.
Até a curvatura da Terra aparecia tão clara que me produziu estranha sensação.
O alcance da câmera fotográfica apanhara qua­se toda a extensão que vai do Oregon ao México, espraiando-se pela cadeia montanhosa, Nevada afora.
Lembrei do que dizem as Escrituras:
O Senhor olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens; da sua morada, contempla todos os moradores da terra. (Salmo 33.13,14)
Fiquei a olhar aquela foto bastante incomum, e meu espírito me levou para bem longe daquele espa­ço de onde contemplei este planeta — a nossa Terra — solto no ar, como disse Jó.
Pensei nas muitas vezes em que, assentado à ja­nela dum grande avião estratosférico, a voar a muitas milhas acima da Terra, eu via lá em baixo, perdi­das na mata tropical, inúmeras vilas incrustadas na selva brava, e também grandes cidades negligencia­das, onde habitam milhões de pessoas ainda não atin­gidas pelo Evangelho.
O que faremos para que essa gente tenha a opor­tunidade de ouvir o Evangelho?Muito raramente, o povo pára um bocado para encarar com realidade os fatos. Constantemente, os cristãos ficam impressionados com o número de con­vertidos ou com o desdobramento dos planos missio­nários. Mas esquecem-se de que contrastando-se o ver­tiginoso aumento da população mundial com o nú­mero de conversões e os resultados de todas as igrejas juntas, o mundo está realmente voltando ao paganis­mo — e isso a passos de gigantes.Em vez de anunciar as Boas Novas para a rápida evangelização do mundo, os fatos têm prognosti­cado um futuro com o império de religiões pagas e de idéias ateísticas, se não se der já suprema priori­dade à evangelização intensiva.
Se você e eu nada devemos fazer nesse sentido, então Jesus foi um insensato filósofo cheio de mara­vilhosas idéias acerca da pregação do Evangelho a toda criatura, as quais são muito mal-concebidas e impraticáveis.Se sorrimos e deixamos de encarar tais fatos, se preferimos ter "ouvidos de ferreiro" ao clamor desta geração que anseia pelo Evangelho, se damos de om­bros em atitude de insensibilidade e dizemos: "Bem, é certo que eu não tenho a resposta para isso; e nem vejo o que posso fazer sobre isso", então estamos di­zendo a Jesus: "Acho que Te tornastes excêntrico e iló­gico, se esperas que levemos o Evangelho a tantos e tantos povos. Esse é um plano impossível, próprio de um visionário, e mais ainda".Será que é isto mesmo que você pensa do Senhor Jesus?
Pessoalmente, o que você acha que pode fazer para ajudar a levar o Evangelho à sua geração?Há um modo prático de se tratar tão magno as­sunto? O leitor acha que nada tem que ver com esses milhões? Acha que basta ir aos cultos, fazer boas ofer­tas como família, e cuidar de seus próprios afazeres?
O leitor já viu uma pobre mãe subir ao topo de uma árvore bem alta e atirar-se ao chão, quebrando os seus ossos em morte sacrificial? Já viu?
Isso ainda se faz hoje na África. Por que? Porque morreu uma criança e o médico feiticeiro achou que a mulher era a responsável por aquilo. Diz que se a mulher for inocente, aquele salto do alto da árvore em nada a prejudicará. Se morrer a mulher, fica pro­vado que era a culpada, e toda a povoação se ajunta para ratificar o julgamento.
Já estive em algumas dessas vilas ou povoados africanos. Por horas, assentei-me junto deles para con­versar a respeito desses costumes.
Aqueles homens e mulheres são tão humanos quanto nós, quanto você, meu leitor. As mães de lá acariciam seus filhinhos justamente como você. Os laços familiares são muito fortes na África. Mas aquela gente nunca ouviu falar que existe uma maneira me­lhor de viver. Estão em trevas. São negligenciados. Não conhecem coisa melhor.
Também quase posso ouvir alguém dizer: "Irmão Osborn, isso é coisa ridícula. Estamos no século vinte. Eles realmente conhecem coisa melhor".
Então vá e veja com seus próprios olhos. Hoje são milhões.Será que mudarão o seu viver se você lhes falar? É claro que sim. Saltarão de alegria quando você lhes mostrar melhor caminho.
Saiba, amigo leitor, que não se passa um mês sem que chegue até nós novo pedido, vindo de algum che­fe africano, para que lhes mandemos alguém para ensinar lá à sua gente algo acerca de Jesus.
E você me dirá: "Então, por que não vai, Sr. Osborn, para lhes anunciar o Evangelho, já que sabe muito bem quais as tristes condições em que vive aquela gente?"
Pois eu estou indo — tão depressa quanto minhas forças me permitem.
E estou enviando o maior número que posso. Hoje em dia estamos sustentando integralmente 2.300 mis­sionários nacionais em vilas que ainda não foram alcançadas pelo Evangelho.
Além disso estamos enviando a milhares de vilas livros, tratados, fitas gravadas, discos e filmes em suas línguas nativas.
Mas, não basta. Precisamos fazer mais.
Você já viu um médico feiticeiro arrancar violen­tamente dos braços da mãe desvairada o filhinho, colocá-lo de costas no chão e encher a sua boca com areia até matá-lo? Isso se faz ainda hoje no coração da Austrália entre aborígines!E por que? Pelo fato de haver morrido um adulto e se precisar encontrar uma vítima para acalmar os maus espíritos que só aceitam sacrifício humano. A religião deles assim o requer!Não obstante, você já não ouviu alguns dizerem por aí que as religiões dos pagãos lhes bastam?
Que Deus se apiede daqueles que assim pensam!
Gostaria você que seu filhinho, por motivos de religião, fosse sufocado de areia até morrer?
Você já viu colocar-se uma grossa corda no pesco­ço de uma esposa bela e jovem, e fazê-la morrer es­trangulada, pouco a pouco?
João Geddes viu isso quando esteve numa ilha do Sul do Pacífico.
Por que fazem isso? Por religião. Uma vez que o marido lhe morreu, deve ela ser enterrada com ele. É o que os sacerdotes da religião deles determinam, e exigem!
Ela deve acompanhar o marido em sua viagem. E, se o filho mais velho tem idade suficiente, deve ele mesmo estrangular a mãe que ficou viúva. Se deixam filhos muito pequenos, que não podem viver por si, devem também ser estrangulados.
Você está de acordo com isso? Acha você que essa religião é boa para aqueles pagãos? Claro que não; mas eles não conhecem outro caminho, outra maneira de vida. Assim, agem conforme as luzes que têm.
Não admira, pois, que a Bíblia afirme: Os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade (Sl 74.20).
Oh! Quanto esses lugares precisam conhecer Je­sus! E quão felizes serão quando ouvirem alguém lhes falar sobre Ele.
Você já viu um pobre devoto pagão postar-se no centro de uma vila, sacar de uma comprida adaga e retalhar sua própria cabeça até o sangue jorrar por entre os cabelos, e daí encher os talhos ou ferimentos com jornais, e atear fogo em tudo? Já ficou a ver aquele fogo chiando nos cabelos e no sangue dele?
Hoje isso ainda se faz em terras pagãs! Por que? Por religião. Você faria isso para alcançar um lugar de paz no céu, como pensam aqueles pagãos?
Você responde que não, sei disso. Mas, você pro­cederia desse modo, se não conhecesse outro cami­nho. Se você tivesse nascido entre aqueles pagãos, estaria agindo do mesmo modo. Pense nisso.Você condena e reprova tais atos de violência, por­que conhece coisa melhor. E é justamente esse o moti­vo por que afirmo que eles também mudarão o estilo de vida, caso alguém lhes anuncie coisa melhor. Ago­ra estão perdidos, esquecidos, pois ainda não foram alcançados pelo Evangelho.
E Jesus a nós, que estamos salvos, ordenou que lhes levemos a luz do Evangelho.
Esse assunto tem a ver com você, prezado leitor? Quer você tomar parte nessa maravilhosa missão?
Já viu um médico nativo ajoelhar-se sobre uma bela e jovem donzela, deitada de costas no chão, aper­tar entre seus joelhos a cabeça dela, e serrar-lhe, um por um, os dentes, em meio dos seus gritos de dor? Já viu tal moça a suar, com corpo todo a tremer, e com o sangue a escorrer-lhe das gengivas laceradas, levan­tar-se do chão para viver o resto de sua vida apenas com aquelas horríveis e feias gengivas?
Você sujeitaria sua filha a um costume assim bár­baro? É certo que não, porque conhece coisa melhor. Nem eles o fariam, caso conhecessem o Evangelho. A religião deles exige aquilo! E você continuará sur­do aos apelos que nos fazem para lhes levar a luz de Cristo? E irá talvez dizer: "Eu nada posso fazer nes­se sentido".Já viu que o médico deles corta o lindo rosto da criancinha em muitas tiras, e enfia, nos cortes e bura­cos, negros e sujos carvões?
Já ouviu os lancinantes gritos da pobre criança na agonia ao sentir o feiticeiro e médico marcar o seu peito e abdômen com grosseiros e esquisitos desenhos?Fazia-se isso na África, por século; e ainda isso se faz, de uma ou de outra forma, no corpo da maioria das crianças africanas!
Por que? Simplesmente por acharem que seus fi­lhos devem ter tais marcas. Não conhecem nada melhor. Fazem para seus filhos o que entendem ser a me­lhor coisa. E gostam de seus filhos tanto quanto nós!
Mais de uma vez pude presenciar esses ritos san­grentos. Deixou-me horrorizado tal espetáculo. Por isso dediquei minha vida toda a lhes mostrar o cami­nho de Cristo. Acho que sou devedor a esses pagãos.
Alguém, contudo, poderá dizer-me: "Mas, irmão Osborn, há boa diferença entre o senhor e eu. O se­nhor recebeu de Deus um chamado, uma vocação".Recebi? Quem disse isso? Não. Não me lembro de ter recebido essa vocação missionária de Deus.O que tenho feito é isso: tenho encarado os fatos que dizem respeito a todos e a cada cristão. Interes­sam-me todos os povos em geral, onde quer que vi­vam. Acho que Deus criou todos iguais. Não penso que seja razoável para mim o ser tão abençoado, ven­do os outros ainda tão necessitados de Cristo. Não acho que seja defensável eu conhecer a Cristo e gozar a Sua paz, e os pagãos morrerem em busca da paz, sem nunca se lhes falar em Cristo.
Por que há este de ouvir duas vezes o Evangelho antes que aquele ouça uma só vez sequer?
É por isso que vou, e faço tudo quanto posso, para alcançar os que ainda não ouviram o Evangelho.
Eis por que este ministério de evangelização se di­lata constantemente até havermos feito algo que al­cance os perdidos em todos os países livres do mun­do. E essa a razão por que sentimos que devemos ex­pandir grandemente nossos esforços para ganhar al­mas em cada setor.
Tenho visto os pagãos. Tenho sentido o pulsar do coração deles. Horas e horas, tenho-me assentado ao lado deles e conversado com eles. Tenho pregado a multidões deles. Sinto a grande fome que têm do Pão da Vida, quanto querem a Água da Vida. Tenho visto suas criancinhas, e o amor e dedicação de suas mães. Tenho estudado os seus laços de família, a sua devo­ção. Tenho andado e vivido no meio deles.
Não gozam de boa situação, de boa condição de vida. Não são felizes; ao contrário, vivem mal. São muito infelizes, miseráveis e sofredores. Vivem com medo de maus espíritos, e sempre estão a fazer algu­ma coisa para apaziguá-los.
No paganismo, não há sossego, nem paz nem ale­gria. As religiões deles não são boas nem suficientes para eles. Eles têm tanto direito de conhecer a Cristo quanto nós. Não somos os favoritos de Deus, somos sim, mais afortunados.Outros cristãos nos trouxeram o Evangelho. Ou­vimos e cremos. Estamos salvos. Mas eles ainda estão perdidos, perdidos, sim, perdidos. Urge que os alcan­cemos.
Antes de 1890 os sacrifícios humanos eram legais e populares na África. Quando morria um chefe, cor­tavam-se as cabeças de muitos, as viúvas eram enter­radas com os maridos falecidos, ou mortas e comi­das. Mergulhavam as mãos em óleo fervente.
Só o Evangelho conseguiu modificar isso. Mas, atrás das sinistras cortinas da vasta mata, ainda hoje, práticas desumanas campeiam e prevalecem!
Como se tornam bons cristãos aqueles nativos quando têm oportunidade de alcançar a salvação em Cristo!
Todas as semanas, chegam ao meu escritório rela­tórios mais que animadores, contando os grandes sa­crifícios feitos por cristãos africanos, ao suportarem traições, abusos e crueldades para levar o Evangelho à sua gente.
Alexandre Mackay nos fala de três rapazotes afri­canos que morreram pela causa de Cristo; tinham de doze a quinze anos! O mais velho avançou ao encon­tro da morte, cantando um hino. Cortaram-lhe os bra­ços, e o atiraram ao fogo, queimando-o vivo.Fizeram o mesmo ao segundo.
Por fim, o terceiro, o mais moço, de doze anos, su­plicou: "Não me cortem os braços, pois não vou ofe­recer resistência. Atirem-me ao fogo". Que heróis!
Os cristãos das gerações anteriores, da Igreja Pri­mitiva, sofreram além do que se pode descrever para levar o Evangelho a seus compatrícios.
Foram queimados vivos, apedrejados, serrados pelo meio, jogados em cavernas de leões e em masmorras, crucificados, decapitados, torturados em calabouços frios e escuros, exilados, assassinados em sangrentos massacres, torturados no cavalete até à morte, devorados vivos por feras.
Verdadeiramente o sangue dos mártires é a sementeira da Igreja. O preço que se pagou para que hoje tivéssemos o Evangelho foi esse: o sangue de dez milhões de atrocidades desumanas. E, agora, que estamos, você e eu, querendo pagar e fazer para le­var o Evangelho à nossa geração?
Hoje vive maior número de gente do que toda aquela que viveu de Adão até agora. É o que nos di­zem as estatísticas.
Quão grande, pois, a nossa responsabilidade de cristãos!
Jesus disse:
Pregai o evangelho a toda criatura. (Marcos 16.15)
Todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3.16)
Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Atos 2.21)
Como, pois, invocarão aquele em quem não cre­ram? (...)e como ouvirão, se não há quem pregue? (Romanos 10.14)
Jesus morreu por todos, para todo o mundo. Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10).
Ele falou das cidades vizinhas e de outras ovelhas. O Apóstolo Paulo constantemente se esforçava para alcançar as regiões mais distante".
Cristo ordenou a Seus discípulos, e a todos os cris­tãos, que fossem até os confins da terra, às regiões mais distantes.
As multidões aí estão, milhões e milhões, prontas para a ceifa.
Famintas e sedentas. Atemorizadas e atormenta­das. Solitárias e abandonadas. Negligenciadas, esque­cidas e desconsoladas.
Eu e você, que estamos fazendo para alcançá-las?Alguns podem dizer: Sou eu guardador (ou tutor) do meu irmão? (Gn 4.9), a exemplo de Caim.
Quantos deram suas vidas, sangue, tudo que eram e tinham, e ainda cantaram em meio às chamas do martírio: "Cristo é Vencedor"— podemos acaso dei­xar de fazer o que nos é possível por esses multidões ainda não alcançados pelo Evangelho?
Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. (João 4.35)
Se você anteriormente deixou de fazer algo no que diz respeito à evangelização, isso não é razão para que continue a falhar.
Pode ser que Deus esteja chamando você para ir. Se assim é, obedeça-Lhe e vá. Responda-Lhe: "Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim".
Pode ser que Ele
queira que você envie outro, ou outros, em seu lugar, ou que você envie mensagens impressas, ou filmes etc. para salvar almas. Se assim é, economize quanto puder, e empregue isso na obra de alcançar os que ainda não foram alcançados. Faça a sua parte, e colabore na mais abençoada cruzada des­se presente século — a evangelização do mundo.
Pode ser que Deus esteja chamando você para orar por essa obra. Então ore, tornando-se intercessor. Po­nha dentro do seu coração esses milhões de pagãos não alcançados ainda. Ore pelos missionários nos seus campos de ação e para que aumente em muito o nú­mero deles. Interceda pelos cristãos nacionais, para que, com Cristo, resistam a todas as dificuldades, maus tratos e perseguições. Peça a Deus para que não faltem os recursos financeiros que possibilitam en­viar mensagens evangelísticas impressas, e também mensagens audiovisuais. Ore até que o mundo todo seja evangelizado.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

1º ANIVERSÁRIO DO “PROCURANDO OS PERDIDOS”


1º ANIVERSÁRIO DO “PROCURANDO OS PERDIDOS”

Parece que foi ontem e já estamos completando no dia 24/02 o nosso primeiro aniversário.Tudo começou como uma maneira de expor meus estudos, reflexões e de auxiliar no que fosse possível na propagação do Evangelho Redentor do Senhor Jesus.
Durante esse período tivemos a oportunidade de conhecer, mesmo que virtualmente, muitos amigos e irmãos em Cristo e pudemos compartilhar um pouco de nossas experiências através dos comentários que mutuamente deixamos em nossos espaços (blogs).
O que começou como uma forma de expressão pessoal foi aos poucos tomando vulto e acabou se transformando, não diria em um Ministério, mas em um projeto missionário que hoje envolve muito mais que a postagem de textos pessoais ou vídeos com apelo missionário.
Diante da necessidade que tínhamos de propagar a mensagem do Senhor, iniciamos a distribuição de folhetos próprios, impressos em papel de ótima qualidade e com um conteúdo muito mais valioso: JESUS CRISTO! Cujo objetivo é alertar e conscientizar aqueles que pouco ou nada conheciam da Obra Redentora do Senhor, manifesta na Cruz do Calvário, da necessidade de entregarem suas vidas a Ele para obterem a Salvação de suas almas e ainda o direito de morarem com Ele por toda a eternidade.
Leiam nossos folhetos e conheçam as suas mensagens; elas foram postadas nos links abaixo:
1) http://procurandoosperdidos.blogspot.com/2009/07/folheto-procurando-os-perdidos.html
2) http://procurandoosperdidos.blogspot.com/2009/09/novo-folheto-do-procurando-o-que.html
Nesse primeiro ano ouvimos testemunhos de quanto o Senhor operou nas vidas de todos aqueles que nos honraram com suas visitas e também das vidas que foram alcançadas através das mensagens postadas e dos folhetos que foram entregues em muitas localidades dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás. Poucos foram os postos de abastecimento de combustíveis, hotéis, restaurantes, lojas, pedágios e diversas outras oportunidades que o Senhor nos concedeu para levarmos a Sua mensagem. Em todas as estradas que cortam esses Estados os folhetos do “Procurando os perdidos” contendo a mensagem de salvação foram entregues a todos que o Senhor nos concedeu a oportunidade de falar do Seu amor infinito. Não foram poucos os comerciantes estabelecidos à beira das estradas, ou dos hotéis nos quais nos hospedamos, que nos solicitaram cópias para distribuir entre os seus clientes. E sempre que voltávamos a esses locais, ouvíamos o que Deus havia feito na vida daqueles que leram as mensagens e a entenderam, possibilitando assim que o Espírito Santo pudesse convencê-los acerca da prioridade que deviam dar à salvação de suas almas e ao Senhor Jesus em suas vidas.
Essa obra não é de uma pessoa, de um homem, mas de Deus e é para glorificar-Lhe e dar-Lhe honra e louvor que estamos narrando as experiências que Ele nos concedeu nesse período.
O “Procurando os perdidos” envia diariamente por e-mail, pedidos de oração pelos missionários que estão no campo, pela Igreja Perseguida e pelos Povos não alcançados pelo Evangelho, e incluímos ainda, os pedidos de orações que nos são solicitados através dos e-mails que recebemos de irmãos que acompanham o blog e nos concedem a oportunidade de ajudá-los em suas petições ao nosso querido Pai, que a ninguém desampara.
Nossos contatos hoje estão em torno de 500 irmãos e irmãs. Nesses e-mails informamos os povos e as nações que serão objeto de nossas orações naquele dia, informando sempre o perfil desses povos e países e as últimas notícias sobre as perseguições e vitórias que nossos irmãos estão sofrendo e alcançando nesses locais. Enviamos ainda um quadro onde aparecem as postagens dos quatro blogs que administramos contendo a última postagem seguida de uma sinopse para conhecimento prévio. Se você deseja juntar-se a nós, basta enviar um e-mail para contato@procurandoosperdidos.com solicitando o recebimento e seu nome será incluído em nossa lista. Todos os e-mails são enviados como “Cco” (cópia oculta) preservando assim a sua identidade. Que o Senhor continue nos abençoando para que no texto de nosso segundo aniversário possamos contar com o dobro de contatos que temos hoje. A oração move o coração de Deus e é uma maneira de você fazer missões também. Ao interceder por nossos irmãos missionários e pelos irmãos que estão sendo alcançados no campo, você se sentirá entre eles, compartilhando suas dores, mas também as suas alegrias; faça coro com os anjos do Senhor, regozijando-se à cada vida que é alcançada pela Sua mensagem e sacrifício.
Cremos que o Senhor tem muito mais para nossas vidas e principalmente para as vidas que ainda não O conhecem, e é com esse compromisso que mantemo-nos fiéis ao chamado que Ele nos confiou nesse espaço em particular, levando a Sua mensagem sem fundamentalismo, mas fiel à Sua Palavra e aos Seus ensinamentos de amor ao próximo.
É por causa desse amor que procuramos postar textos que glorifiquem a Deus e a Obra que o Senhor quer operar na vida de cada um, mostrando, principalmente aos que não O conhecem, a necessidade que todos temos de um Salvador pessoal para termos os nossos pecados perdoados e livre acesso ao nosso Pai que está nos céus, que apesar de ser infinitamente grande, inimaginável à nossa limitada compreensão, cabe dentro de nossos corações e por nos amar, habita em nós, através do Seu Santo Espírito e nunca nos abandona.
Obrigado pela sua presença em nosso espaço.
Nossa oração é que o Senhor o (a) abençoe todas as vezes que nos visitar e que possamos, mesmo que timidamente, ajudá-lo (a) na melhor compreensão da Palavra de Deus e do Seu infinito amor por todos nós.
Sempre juntos em Jesus.
A.Carlos

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CARÁTER

Texto Básico: Fp 2.19-23
Texto Áureo: Jo 1.4
Texto Devocional: 2Cr 20.7 / At 13.22

INTRODUÇÃO:

Nesta lição, vamos refletir um pouco sobre o que somos e o que devemos ser, do ponto de vista do nosso feitio moral e espiritual, diante da sociedade, da igreja, da obra do Senhor em geral. O apóstolo Paulo, por exemplo, não descuidava deste assunto na orientação que dava aos crentes espalhados por diferentes regiões do mundo de sua época. Vemos isto na carta aos filipenses. Confiança entre pastor e ovelhas, um exemplo para nós (Fp 2.12).
Os filipenses iriam receber dois mensageiros pra trazer-lhes conforto: Timóteo e Epafrodito. Eram servos fiéis, dedicados, modelos de vida reta diante de todos (Fp 2.19-23,25). Timóteo tinha um caráter provado em numerosas oportunidades; Epafrodito possuía uma conduta exemplar, ao longo de uma existência abençoada. Eles são a prova de que, mesmo em condições adversas, podemos ser mais que vencedores em Cristo Jesus!
O homem pode ter bom ou mau caráter. Nesta lição, iremos ver qual deve ser o caráter do servo do Senhor. Entremos no assunto e vejamos o interessante tema.

I- JESUS, O GRANDE EXEMPLO
1- Ele disse o que experimentou
. “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Isaías falou profeticamente de Jesus como o Justo (Is 53.11).
Os séculos se passaram. Jesus veio a este mundo, passou pelas nossas vicissitudes e, segundo o testemunho do autor da carta aos Hebreus, amou a justiça e odiou a iniquidade (Hb 1.9). Paulo foi salvo de forma dramática por Jesus (At 9.4,5). Teve uma rica experiência de lutas e vitórias e falou com convicção aos tessalonicenses sobre um traço marcante do caráter de Jesus – a fidelidade (1 Ts 5.23,24). Uma das parcelas mais importantes da personalidade de uma pessoa é o seu compromisso com a verdade. Na encarnação de Jesus, o Verbo de Deus, Ele veio para manifestar a verdade de Deus. Sujeito a tentações, como nós, Ele venceu também nesta área de sua vocação. Observem este testemunho lindo do apóstolo João: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo, e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5.20)
2- “Eu vos dei o exemplo”
– disse Jesus. Esta declaração do Senhor acha-se em Jo 13.15. Com que objetivo? Ele espera que seu procedimento entre nós, irrepreensível, seja imitado por seus seguidores. Que avaliação você seria capaz de fazer do seu próprio desempenho, meu irmão, minha irmã? Em 1 Co 10, Paulo faz uma série de exortações de grande utilidade dentro do tema da nossa lição: o caráter. Desvios nesta área correm por conta do sentimento de cobiça que move as ações de muita gente, infelizmente, inclusive nas coisas da igreja. Paulo disse que Israel preferiu a comida do Egito ao maná oferecido por Deus, devido à cobiça: “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co 10.6). Bem faríamos se atentássemos para os numerosos exemplos bíblicos que foram registrados como sinais de alerta para o nosso viver como cristãos.
3- Aprendendo com os crentes do NT. Eventos da história do povo de Deus estão narrados na Bíblia com um objetivo pedagógico. “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos, e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (1 Co 10.11). No versículo seguinte, a advertência: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia” (v 12). Olhemos em volta de nós. Derrotas espirituais, vidas se destroçando, algumas até de modo surpreendente. Falta de vigilância.
II- O QUE A BÍBLIA DIZ
1- Condutas elogiadas nas Escrituras. Há advertências bíblicas para evitarmos as derrotas. E temos os exemplos de Jesus e de seus servos abençoados, para nossa edificação. Deus declarou a respeito de Jó: “Observaste a meu servo Jó porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal” (Jó 1.8). O elogio recebido por Abraão, ao ser chamado amigo de Deus. Foi assim chamado na narrativa da vitória de Josafá sobre Moabe e Amom (2Cr 20.7). De igual forma, Deus disse, através do profeta Isaías, que Abraão foi seu amigo (Is 41.8). Este traço do caráter do velho patriarca, amigo de Deus, foi tão marcante, que chegou a ser lembrado nas páginas do NT. Tiago, que escreveu muito sobre caráter, também disse que Abraão foi chamado amigo de Deus (Tg 2.22,23). Davi foi chamado homem segundo o coração de Deus (At 13.22).
2- Deus personaliza seu amor. Que coisa maravilhosa é Deus, Criador Onipotente, Transcendente, o qual trata conosco de forma individual. Basta que nos recomendemos diante d’Ele pelo nosso caráter. Na visão de Daniel, às margens do rio Tigre, Deus lhe fez saber que era um homem muito amado (Dn 10.11). Lembremo-nos que Daniel aplicava o seu coração na compreensão das coisas do Senhor, com humildade. Aí estava a força do seu caráter. A galeria dos bons exemplos é grande. O que Jesus disse sobre Natanael? Ele disse: “Eis um israelita em quem não há dolo” (Jo 1.47b). Esforcemo-nos para que os nossos nomes sejam dignos de pertencer a essa galeria.
APLICAÇÕES
1- O Espírito Santo nos capacita para que sejamos homens e mulheres de fibra e de caráter santo no trabalho do Senhor.
2- Nós cremos em Deus. E fazemos bem. Mas precisamos viver de tal modo que Deus possa crer em nós, assim como Ele creu em Abraão, em Davi, em Daniel e outros.
3- Jesus provou que podemos ter uma vida vitoriosa. E Ele mesmo venceu por nós.
4- Deus vê os nossos atos e pensamentos e nos conhece no íntimo. Sejamos íntegros diante d’Ele.
5- Devemos exercer a vigilância agora e sempre, para alcançarmos a vitória final.
Pr Paulo de Sousa Oliveira.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

De líder muçulmano a evangelista cristão!












Ahmed e Margaret Abdullahi

Nigéria (27º) - Seu pai o enviou da Arábia para Nigéria quando ele tinha 3 anos de idade para ser treinado como clérigo islâmico, mas Deus tinha outros planos para Ahmed Abdullahi.
Criado na Arábia Saudita e nascido de uma família do norte da Nigéria e com alguns parentes que eram clérigos muçulmanos, Abdullahi era um candidato improvável para se tornar um cristão evangelista entre muçulmanos da África. Seu caminho até Cristo, entretanto, levou-o a superar todos os obstáculos - incluindo a sentença de morte que sua família pronunciou contra ele - para tornar-se exatamente isto.
Abdullahi não viu sua família por mais de 20 anos. Aqueles que tão bem o receberam quando ele retornou da Arábia Saudita em 1980 como um erudito clérigo muçulmano de 30 anos, sentiram que não tinham outra escolha a não ser matá-lo quando se entregou a Cristo. "Quando contei aos meus parentes que eu tinha decidido seguir a Jesus Cristo, eles planejaram me matar, forçando-me a fugir," disse Abdullahi a Compass.
Casado com Margaret, fundadora e presidente do Home Makers Ministries International, um ministério evangélico cristão para mulheres com sede internacional em Jos, Abdullahi agora encontrou sua própria família cristã.
Abdullahi nasceu na cidade de Keffi, em Nasarawa, estado no norte da Nigéria. Seu pai, um líder muçulmano de sua aldeia, entregou-o ao clérigo saudita muçulmano, Muhammad Ado, quando ele tinha apenas 3 anos, para que seu filho pudesse ser treinado como um respeitável clérigo islâmico. Abdullahi recebeu educação islâmica na Arábia Saudita, e, quando seu guardião morreu, ele retornou a sua terra natal, em 1980.
Seus parentes estavam orgulhosos de ter um líder muçulmano intelectual na família, mas logo sua alegria acabaria. Pela primeira vez em sua vida, Abdullahi conheceu cristãos.
"Eu fiquei surpreso de ver cristãos, porque no Islã, nós entendemos que o tempo de Isa (Jesus) já passou," ele disse. Esse encontro com cristãos aumentou sua curiosidade, e ele pediu uma Bíblia para saber mais sobre Jesus.
Durante uma visita ao seu irmão, Alhaji Sule, um até então trabalhador da Corporação Ferroviária Nigeriana na cidade de Maiduguri, ao norte da Nigéria, Abdullahi conheceu um líder católico que era conhecido apenas como padre Macaulay. O reverendo Macaulay entregou-lhe uma cópia da Bíblia em árabe, pois Abdullahi não sabia ler em inglês.
"Depois que li a Bíblia, orei a Deus para que Ele me mostrasse o caminho correto", contou ele. "Isso revelou-se em sonho, quando eu vi Cristo, que apareceu para mim e me disse que Ele tinha me dado a verdade que está em sua Palavra. Eu decidi me tornar um cristão em 1984, após ler sobre a vida de Cristo no Alcorão e na Bíblia."
O padre Macaulay orou com Abdullahi, que se comprometeu inteiramente em ser um discípulo de Cristo. Os parentes de Abdulahhi choraram como se ele tivesse morrido. Eles tentaram persuadi-lo a retornar ao Islã. Quando perceberam que falharam em tentar convencê-lo a renunciar ao cristianismo, sua família pronunciou uma sentença de morte contra ele, de acordo com as leis islâmicas.
"Agora eu não posso mais viver com o meu povo", ele disse. "Eles me disseram que acham melhor me matar do que viverem com a vergonha de me perder, um membro da família, para a fé cristã. Eu sabia que seria morto, então, fugi da minha vila."
Embora receber a Cristo tenha sido a melhor coisa que lhe aconteceu, disse Abdullahi, isso lhe custou tudo.
"No Islã, quando você nega Maomé como profeta de Deus, você deve ser morto", ele disse. "Eu sabia disso. Mas tinha pensado que, como eu não estava mais na Arábia Saudita, minha família não me trataria como eu seria tratado se estivesse naquele país. Eu estava errado. Eu não sabia que havia tanta perseguição esperando aqueles que se convertem ao cristianismo na África."
Arrasado e abandonado, para sobreviver Abdullahi às vezes retornava à mesquita para orar - e buscar comida. "Mas depois de anos de persistência, eu não preciso mais voltar," ele disse. "Eu acredito que minha conversão é um trabalho de Deus, pois, se não fosse, eu teria retornado ao Islã devido às grandes dificuldades."
Em 1986, ele se envolveu no Projeto Kanuri, um ministério cristão de evangelismo junto aos muçulmanos Kanuri, no norte da Nigéria. Desde então, ele tem sido um evangelista aos muçulmanos na República dos Camarões, Chade, Zaire (atual República do Congo), Gana, Benim, Níger, Líbia, Sudão, Marrocos, e Togo, assim como na Nigéria. Abdullahi ganhou convertidos do Islã e em alguns casos plantou igrejas. Seu testemunho encontra eco entre os africanos acostumados a interagir com forças espirituais.
"Como eu soube que a minha conversão foi trabalho do Espírito Santo?", prossegue Abdullahi. "A verdade é que, enquanto fui muçulmano, eu tinha encantos que podiam fazer com que eu desaparecesse conforme a minha vontade. Houve vezes em que não precisei viajar de carro. Tudo o que eu precisava fazer era pensar onde eu queria estar e lá eu estaria. Além disso, facas não podiam me cortar".
"Mas, quando me tornei cristão e fui batizado, de repente perdi esses poderes. Todos os poderes que eu tinha desapareceram. Então percebi que eu havia sido deixado sem poderes por poderes que eram maiores que os meus. Eu nunca imaginei que eu poderia ficar sem poderes, porque me asseguraram no Islã que ninguém poderia tirar estes poderes de mim."
Abdullahi sabe as conseqüências de sua audácia em proclamar Cristo entre os muçulmanos, mas ele não tem medo da morte. "Se eu for morto como eles planejam, eu sei que a morte em Cristo é uma bênção, um ganho," ele disse. "Eu não tenho medo. Jesus Cristo é o meu Senhor, e Ele me deu audácia para professar seu nome onde eu estiver."
Fonte: Missão Portas Abertas

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A Igreja Perseguida na vida de Fernanda Brum.



Humildade!

Texto Básico: Mt 5.1-12
Texto Áureo: 1 Pe 5.5b
Texto Devocional: Fp 2.1-11

INTRODUÇÃO:
Agostinho disse: “Se me perguntassem qual é a primeira coisa na religião, responderia: A primeira, a segunda e a terceira coisa – sim, tudo – é a humildade!”.
Quão diferente é o pensamento que ocupa a mente de muitas pessoas hoje. Dizem: “Renuncia a Deus e exalta-te a ti mesmo. Nada de humildade piegas. És senhor de teu destino e capitão de tua alma.”
O pecado teve a sua origem quando o homem transferiu o centro de suas afeições de Deus para si mesmo – Egocentrismo. Felizmente, o homem pode voltar atrás, destituir-se do egocentrismo e colocar Deus no centro de sua vida – Teocentrismo. Seus pensamentos e ações passam a gravitar em torno de Deus e não do “eu”. Ele descobre a real razão de sua vida, que é: “servir a Deus e exaltá-lo.”
Jesus nos capacita a viver uma vida de humildade.
I- A HUMILDADE
Humildade é “ausência completa de orgulho.”
1- A pessoa orgulhosa. O orgulhoso é cheio de si mesmo. Os predicados de sua personalidade são: altivez, soberba, amor próprio, autopromoção, etc. Jesus falou de um fariseu que é o tipo exato de uma pessoa orgulhosa. E ele era um homem religioso, pois subiu ao templo para orar. Mas sua oração era cheia de orgulho: “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho” (Lc 18.11,12). Este homem perdeu sua bênção. “Porque todo o que se exalta, será humilhado” (v 14).
2- A pessoa humilde.
O humilde é destituído completamente de orgulho. É modesto, não se ufana das coisas que faz, não se gloria de si mesmo. Reconhece a sua insuficiência. Na mesma ocasião, disse Jesus, um publicano subiu ao templo para orar: “O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa... porque... o que se humilha, será exaltado” Lc 18.13,14).
3- A falsa humildade.
Tem que haver sinceridade. Quando a pessoa é reconhecidamente notável e tenta diminuir sua notabilidade, ela estará tentando transmitir uma falsa humildade. Neste caso, é preferível assumir a notabilidade, seguindo o exemplo de João Batista: “Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: Quem és tu? Ele confessou e não negou: Confessou: Eu não sou o Cristo. Então lhe perguntaram: quem é, pois: És tu Elias? Ele disse: Não. Disseram-lhe, pois: Declara-nos quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram: que dizes a respeito de ti mesmo? Então ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías” (Jo 1.19-23).
II- A NOSSA HUMILDADE
1- Não há lugar para a vanglória
. A humildade que deve existir em nós não admite lugar para a ufania.
a) Porque somos servos de Deus. Não temos glória própria. Paulo disse: “Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor. Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e, sim, aquele a quem o Senhor louva” (2Co 10.17,18).
b) Porque de Deus vêm todas as coisas boas.
“Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). O servo de Deus não tem de que se ufanar pelo que é ou pelo que faz.
2- Mansidão. “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5.5). A mansidão expressa a qualidade de uma pessoa humilde. Quais são essas qualidades?
a) Pacificidade. Ele promove a paz. Jesus disse: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9).
b) Submissão.
Acata ordens superiores. “Sujeitai-vos, pois a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores e para louvor dos que fazem o bem” (1Pe 2.13,14). Leia também 1Pe 5.5,6.
c) Resignação. Paciente no sofrimento. Não se desespera. Jó é o nosso exemplo maior de resignação. Diante do terrível sofrimento, “sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus, e morre. Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus, e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios” (Jó 2.9,10).
d) Simplicidade.
Vejamos algumas qualidades de uma pessoa simples:
(1) Natureza pura: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5.8).
(2) Disposição fácil e acessível:
“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3).
(3) Moderação no falar:
“A palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1). Paulo disse a Timóteo: “Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e, sim, deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente” (2Tm 2.24).
CONCLUSÃO
Muitos cristãos estão sendo desafiados a viver uma vida cristã vitoriosa. No bojo dessa “vida vitoriosa”, raramente se abre espaço para a humildade, com um estilo bíblico de vida cristã. Por isso, alguns levantam a cabeça e pisam os outros.
Porque não aprenderam as lições da humildade. “A humildade precede a honra”, diz Provérbios 15.33b. “Deus resiste aos soberbos, contudo aos humildes concede a sua graça” (1Pe 5.5b).
O maior símbolo de humildade é o próprio Senhor Jesus, que, “Subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes de si mesmo se esvaziou, assumindo a forma humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu um nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.6-8).
Pr Almir Moreira

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Igreja Perseguida- os 10 países com maior perseguição religiosa.

MISSÃO PORTAS ABERTAS
Classificação de países por perseguição - 2010
Todos os anos, a Portas Abertas divulga a Classificação de países por perseguição para focar a atenção do mundo nos lugares onde a liberdade religiosa é limitada e há perseguição.
A lista inclui os 50 países mais opressivos do mundo para os cristãos.
O propósito é capacitar os seguidores de Jesus ao redor do mundo a orar em unidade, a realizar ações institucionais, de assistência e de encorajamento para os cristãos sofredores.
Deixe-me mostrar a você os 10 países mais intolerantes da lista de 2010.
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10º posição: UZBEQUISTÃO
População: 27,5 milhões
Religião: Islamismo
Aqui é ilegal falar sobre Jesus às pessoas ou importar material religioso. As campanhas publicitárias contra os cristãos são amplamente divulgadas e muitos são forçados a deixar suas casas devido às ameaças feitas por suas comunidades.
9º posição: LAOS
População: 6,3 milhões
Religião: Budismo
Os cristãos dessa nação estão sob a vigilância restrita do governo.
As comunidades aplicam pressão severa a quaisquer pessoas que abandonem o culto aos espíritos malignos.
8º posição: MAURITÂNIA
População: 3,3 milhões
Religião: Islamismo
Converter-se ao cristianismo é proibido aqui.
O governo tem aumentado a pressão sob os cristãos através de ameaças de prisão ou morte, tentando eliminar a presença e o impacto do Evangelho.
7º posição: IÊMEN
População: 23,6 milhões
Religião: Islamismo
O islã é a religião estatal.
Ninguém tem a permissão de se converter a outra religião.
Desobedecer essa regra acarreta oposição severa por parte das autoridades e extremistas e até o martírio.
6º posição: AFEGANISTÃO
População: 28,1 milhões
Religião: Islamismo
Nessa nação, os cristãos têm que viver escondidos.
Quando são descobertos, perdem a família, casa e emprego.
São espancados, presos e frequentemente assassinados.
5º posição: MALDIVAS
População: 309.000
Religião: Islamismo
Todos os cidadãos devem abraçar o islã.
Se alguém se converter a outra religião, enfrentará a perda da cidadania.
O governo acredita que essa lei severa promove a unidade nacional e mantém o controle nas ilhas.
Esse é o país menos evangelizado do mundo.
4º posição: SOMÁLIA
População: 9,1 milhões
Religião: Islamismo
O islamismo é a religião estatal aqui também.
Não há liberdade religiosa.
Em 2009, cristãos foram seqüestrados e mortos e cristãs foram estupradas.
Os convertidos que têm a permissão para se manter vivos tornam-se marginalizados entre as famílias e praticam sua fé em condições extremamente perigosas.
3º posição: ARÁBIA SAUDITA
População: 25,7 milhões
Religião: Islamismo
Qualquer adoração que não seja a muçulmana pública é proibida.
Desobedecer isso leva à prisão, açoitamento e deportação.
Os cristãos sofrem com o risco de ameaças e das mortes por honra.
2º posição: IRÃ
População: 74,2 milhões
Religião: Islamismo
De acordo com a nova lei, os convertidos ao cristianismo enfrentam a sentença obrigatória de morte.
As igrejas domésticas são monitoradas pela polícia secreta e seus membros são frequentemente presos, interrogados e espancados.
1º posição: CORÉIA DO NORTE
População: 23,9 milhões
Religião: Kimilsonguismo
Todos devem adorar os líderes Kim Jong-Il e seu pai.
O regime acredita que seu poder entrará em colapso se não detiver a propagação do cristianismo.
Quando são descobertos cristãos, eles são enviados para os campos mortais de trabalhos forçados ou mesmo secretamente executados.
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Você pode conhecer mais sobre como ajudar os cristãos perseguidos desses e outros países visitando o site da Missão Portas Abertas.
www.portasabertas.org.br

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

IGREJA E AÇÃO SOCIAL - A fé na dimensão da ação.

Por que a Igreja precisa se envolver com ação social?
Essa pergunta já deveria estar ultrapassada no cotidiano missionário das igrejas locais, mas de tempos em tempos ela surge com maior ou menor força. É muito difícil encontrar um pastor ou um crente fiel que considere a ação social algo desnecessário ou não essencial na missão da Igreja.
De fato, o que incomoda mais e causa muitos preconceitos são algumas questões teológicas e ideológicas que precisam ser melhor entendidas e, em alguns casos, superadas.
Quando a igreja opta por uma Teologia que enfatiza a ação social, é comum surgirem resistências dos grupos mais conservadores. Assim foi com Walter Raushenbush, principal criador e articulador da Teologia do Evangelho Social, teólogo-pastor que soube conjugar adequadamente o amor a Deus e o amor ao mundo no início do século XX, nos EUA, mas que foi duramente criticado pela centralidade da ação social em sua Teologia.John Wesley, fundador do movimento metodista, na Inglaterra do século XVIII, também enfrentou os mais conservadores de sua época quando optou por anunciar e viver um evangelho com dimensão social. Por exemplo, a doutrina da santificação wesleyana inclui dois movimentos que devem estar integrados: os atos de piedade e os atos de misericórdia. Para Wesley, não há santidade sem a conjugação adequada desses dois aspectos. Segundo ele, a santificação se alarga e se concretiza na interação humana. Enquanto a justificação pressupõe um ato de fé pessoal e intransferível, a santificação pressupõe a existência do outro, do próximo, tanto no nível comunitário eclesiástico como na esfera pública.
Na tradição wesleyana, ninguém se santifica sozinho, pois a santificação é sócio-comunitária.
No entendimento de Wesley “não há santidade que não seja santidade social (...) reduzir o Cristianismo tão somente a uma expressão solitária é destruí-lo”.O ministério de Jesus, conforme relatado nos Evangelhos como memória de fé das primeiras comunidades cristãs, evidencia a primazia da fé em ação, da prática das boas obras, ou seja, da ação social.
Lembremos apenas a ênfase posta na prática ao fim do Sermão da Montanha (Mt 7, 21-27), a parábola dos dois filhos (Mt 21, 28-32) e a do julgamento final (Mt 25, 31-46).
Um forte exemplo da importância da ação social está na parábola do ‘último julgamento’ (Mt 25, 31-46), onde Jesus aponta com clareza quem participará do Reino preparado desde a fundação do mundo: “Vinde, benditos de meu pai, recebei o Reino (...), pois tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era forasteiro e me recolhestes. Estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, preso e vieste ver-me” (Mt 25, 35 e 36).Portanto, a ação social não pode ser vista ou compreendida apenas como dever, no sentido de uma obrigação formal e farisaica, pois ela é parte integrante da Missão da Igreja e deve ser acolhida como fruto natural de uma fé integral que tem, pelo menos, três elementos essenciais: afetivo (esfera dos sentimentos, das emoções); cognitivo (esfera da razão) e comportamental-normativo (esfera da ação).
Portanto, a relação com Deus “implica conhecê-lo, amá-lo e servi-lo”. Sendo assim, a ação social, como uma das dimensões da fé em ação (práxis da fé), é essencial para a vivência do Evangelho.
Clóvis Pinto de Castro Pastor metodista, docente do programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências da Religião e vice-reitor Acadêmico da Universidade Metodista de São Paulo.