segunda-feira, 30 de setembro de 2019

REVISTA PROCURANDO OS PERDIDOS - ANO I - Nª 08


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Carta ao leitor
Graça e paz!
Certa feita um abençoado e reconhecido Homem de Deus em uma de suas aulas no Seminário Batista no qual me bacharelei em Teologia, nos brindou com uma de suas muitas pérolas. O assunto girava em torno do chamado para o ministério pastoral. O tema surgiu em razão da grande quantidade de ministérios que já naqueles idos anos do final do século passado, se abriam semanalmente nas diversas regiões do país, e muitos deles eram dirigidos por pastores muito jovens e alguns até sem uma formação teológica convincente. Este sábio pastor perguntou a opinião de cada um de nós a respeito. Emitimos nossas “proeminentes” opiniões e ao final, nosso mestre ficou em silêncio por alguns instantes. A classe, como se houvesse combinado, em uníssono perguntou-lhe qual seria a sua opinião a respeito do “atual” chamado pastoral. Ele simplesmente sentenciou: “Infelizmente, vivemos dias em que no ministério pastoral há poucos escolhidos, mas muitos oferecidos”.
Acredito que em meus quase vinte e seis anos de conversão nunca esse pensamento de nosso querido e saudoso Pastor Eneas Tognini faça tanto sentido como nos dias atuais.
Alguns irmãos assumem o púlpito de suas igrejas para dirigi-las sem a necessária qualificação moral, espiritual ou teológica, mas simplesmente por agradarem a seus líderes com suas palavras e ações “lisonjeiras”. A esse respeito, em Romanos 16:18, o apóstolo Paulo, nos adverte e nos orienta a nos precavermos. Podemos perceber claramente algumas características nesses novos líderes: Não há unção, não há ensino, não há poder, não há vida no altar e muito menos vida em suas mensagens e em razão disso, aqueles que os ouvem estão morrendo aos poucos por falta do principal alimento espiritual para nossas almas: A Palavra de Deus como Ela de fato é e não como alguns de nossos pseudos mestres e pregadores atuais desejam transformá-La. De quem será a culpa?  De Deus? Certamente não! Já passou da hora de olharmos com mais amor e temor para a obra que Deus nos confiou e a quem estamos entregando o púlpito de nossas igrejas.
Charles Handdon Spurgeon não era um homem assim. Seu chamado ao ministério caracteriza-se por uma entrega total ao desejo quase que desesperado de ganhar almas para Cristo. Seus sermões eram ouvidos por milhares de pessoas e centenas de almas pecadoras entregavam suas vidas a Jesus, porque suas palavras eram fiéis à Palavra do Deus Vivo que o havia chamado.
Na Edição deste mês conheceremos um pouco da biografia daquele que os homens aclamam de o “Príncipe dos Pregadores”, mas para Deus, Charles Spurgeon era antes de tudo, o “Príncipe dos Joelhos”, daí o segredo do estupendo êxito de sua vida ministerial.
Na Reflexão do mês, com o tema: “O Perdão – Acenda essa chama!”, trazemos uma das inumeráveis reflexões de C. S. Lewis, mais um gigante da Teologia contemporânea. Segundo ele, ao pronunciarmos o trecho "Perdoa as nossas dívidas, as­sim como perdoamos aos nossos devedores", da oração que o Senhor nos ensinou, passamos a compreender melhor que “Não há a menor insinuação de que exista outra maneira de obter­mos o perdão”, pois, “Está perfeitamente claro que, se não per­doarmos, não seremos perdoados. Não há alternativa.”.
Não deixe de enviar suas críticas, elogios e sugestões pelo email contato@procurandoosperdidos.com.br ou através de nossas redes sociais. Sua opinião e sugestões são extremamente importantes para que possamos melhorar cada vez mais as informações que disponibilizamos por aqui.
Boa leitura!
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

NOTA DE ESCLARECIMENTO - Como me vejo na obra de Deus



Nota de esclarecimento:
Como me vejo na obra de Deus.

            Graça e paz!
Em razão do considerável número de pessoas que têm me seguido pelas diversas redes sociais que administro e das Revistas que disponibilizo mensalmente através do Projeto Procurando os Perdidos, preciso esclarecer alguns pontos que para muitos possam parecer de somenos importância, mas que para mim são de imenso valor pessoal.
            Não poucas vezes me vi impulsionado a criticar a posição adotada por alguns líderes cristãos que não satisfeitos com o título de pastor ou pastora, por conta própria, e em alguns casos apoiados por seus liderados, decidiram intitular-se “apóstolos” e “apóstolas”.
            Desnecessário mencionar novamente que os que adotaram esse sistema ou preferiram andar por esse caminho de pura vaidade, não encontram embasamento bíblico para isso. Mas esse meu posicionamento servirá apenas de pano de fundo para o que escrevo a seguir.
            Com todo ser humano, algumas coisas me incomodam mais e outras menos, mas uma das que me incomodam profundamente é quando recebo títulos de que não me acho merecedor, por essa razão decidi tornar público esse incômodo.
            Pelo fato de eu ter me bacharelado em Teologia em um Seminário Batista, ter escrito alguns livros com temas teológicos, participar como cooperador digital de atividades missionárias na Igreja em que congrego ou por editar e disponibilizar mensalmente uma Revista Teológica, muitas pessoas, carinhosamente ou até mesmo pelo fato da minha formação teológica, decidiram me chamar de pastor ou homem de Deus em muitas de minhas postagens ou mensagens via Whatsapp.
            Quero agradecer a todos que carinhosamente assim me intitulam, apesar de eu sempre ter negado a ambos os títulos.
Todavia, venho esclarecer porque os nego: simplesmente porque não sou nem uma coisa nem outra: não sou pastor e nem me considero homem de Deus, pois ambos os títulos carregam em si uma carga de santificação e comprometimento com a obra de Deus que nem de longe eu tenho.
O que faço para a obra missionária, não se relaciona a projeção pessoal, mas o faço simplesmente por três motivos que se interligam:
1) Amor a Deus;
2) Reconhecer o esforço de abnegados missionários que pessoalmente conheço ou de Agências Missionárias que reputo sérias e comprometidas com a ordenança de Jesus em relação ao IDE, procurando, na medida do possível, colaborar com eles, divulgando as atividades de seus projetos;
3) Alcançar os perdidos que não conhecem a Cristo.

Não sou mais um pregador de púlpito. Meu tempo nesse tipo de divulgação do Evangelho já passou e se no passado fui ou não aproveitado ou se eu mesmo o negligenciei isso não vem ao caso neste momento. Certo é que não me acho à altura deste propósito divino. Existem muitos irmãos que se dedicam a esse chamado.
Não sendo pastor, homem de Deus ou pregador, o que de fato me considero? Aprendiz de servo, como assino em todas as minhas publicações ou simplesmente mais um filho de Deus, graça essa, alcançada pela misericórdia divina quando entreguei minha vida ao Senhor Jesus.
Definitivamente, não precisamos de títulos para servir a Deus dentro ou fora da igreja local. Para Deus, importa mais o que fazemos e não do nos rotulam.

Diante de tudo que expus, gostaria encarecidamente de pedir a todos os meus amigos (as) que não utilizem mais esses títulos em relação a mim, use-os apenas àqueles que de fato o merecem.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo.
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