sexta-feira, 25 de junho de 2010

O SOFRIMENTO DA ALMA NA ENFERMIDADE

O início do sofrimento espiritual tem lugar no instante em que o indivíduo abandona a orientação de Deus. Adão percebeu isso imediatamente, ao desobedecer a Deus. Ao pros­seguir o crente o seu curso fora do olhar orientador de Deus, a culpa em sua alma vai crescendo de intensidade, provocando uma confusão em sua mente e, eventualmente, enfermidade em seu corpo. Quando a alma sofre, o corpo e a mente sofrem com ela. Quando o corpo sofre, a mente e a alma sofrem com ele. "De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele..." (I Coríntios 12:26).
As preocupações reprimidas, em realidade, não são repri­midas e esquecidas como muitos gostariam de acreditar. Nunca ficam estagnadas, mas crescem e se tornam mais complexas, enquanto adicionamos cuidado sobre cuidado, até que finalmente chega a ocasião em que ficamos presos às preocupações co­nosco mesmos.
Quando o chamado paciente crente nervoso, se encontra a escorregar para tal teia, Deus não tenciona que ele siga o mesmo curso para o qual os perdidos apelam, que divertem seus pensamentos com as coisas deste mundo quando as preocupações os assaltam. Deus tem reservado algo bem me­lhor para nós, os crentes. Somos Seus remidos, filhos compra­dos a sangue, preciosissimos aos Seus olhos.
Ele não nos redimiu a fim de que pudéssemos nos ajustar a este mundo, e esperássemos até morrer fisicamente para entrar na Sua glória. Antes, proporcionou-nos o Seu Santo Espírito como Consolador, Instrutor e Guia, através da peregrinação por este deserto. Muitos crentes, porém, hesitam e relutam em acompanhar a orientação desse divino Piloto. Pelo contrário, seguem tropeçando por seus próprios caminhos, ficando cansados, mau-humorados e desencorajados. A nova natureza que receberam os adaptou à vida celeste, mas se per­mitem viver segundo suas paixões do passado. E então o Espírito Santo os convence de que são culpados.

Cura Para os Crentes Nervosos

Na mente do crente legitimo não se levanta dúvida que Deus pode curar, e realmente o faz, nestes nossos dias. Ele cura de muitas maneiras miraculosas hoje em dia, usando ins­trumentos humanos como Seus agentes. Ele "ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre" (Hebreus 13:8).
O crente "nervoso", por sua própria natureza ansiosa, é suscetível a todas espécies de doutrinas de cura que ofere­çam esperança de alívio. Em seu estado de ansiedade não é capaz de "discernir os espíritos" e é envolvido por várias doutrinas espúrias. Acredita que deve experimentá-las porque seus advogados afirmam baseá-las em alguma verdade básica da Bíblia.
Porém, nem todos os que procuram essas curas são real­mente curados. De fato, a grande maioria é deixada confusa, amargurada, desencorajada e embaraçada, não desejando en­contrar-se com seus amigos crentes, temendo que estes o acusem de algum pecado oculto ou não confessado, ou de falta de fé. Por causa dessa atitude tão comum, alguns crentes nervosos se sentiriam condenados se procurassem alívio, para seus sofri­mentos emocionais e físicos, em alguma fonte médica científica.
Aparentemente não têm consciência do fato bíblico que uni dos escritores bíblicos, Lucas, que escreveu o Evangelho que traz o seu nome, era médico, e que o apóstolo Paulo levava com ele, em suas viagens missionárias, o Dr. Lucas, como seu médico particular.
Lemos que Paulo buscou a cura divina para si mesmo, mas Deus achou mais sábio deixá-lo com "um espinho na carne", para mantê-lo humilde. Certamente se a cura dependesse somente da fé e de uma comunhão íntima com Deus, Paulo teria sido curado.
Também lemos que Paulo foi usado por Deus para curar muitos sofredores enquanto estava fazendo suas viagens mis­sionárias. Contudo, Deus não quis curar todos os pacientes de Paulo, pois Paulo mesmo é quem escreve, dizendo: "Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto" (II Timóteo 4:20).
Além disso, se não houvesse doenças e sofrimentos, natu­ralmente seria necessário que não houvesse também a morte do corpo.
Hoje em dia Deus responde às orações de Seus separados, que pedem pela cura da enfermidade, quando isso Lhe parece melhor, de acordo com Seu propósito e planos divinos. Ele dá Sua aprovação e bênçãos aos agentes humanos (médicos e cirurgiões) para que aliviem os sofrimentos humanos. Os médicos freqüentemente atestam sobre o fato que há certos pacientes que parecem não ter esperança de cura, mas, por alguma razão que ultrapassa o poder do homem, se recuperam depois da cirurgia fazer um "remendo" a um corpo fisicamente gasto. Por semelhante modo, os medicamentos, tomados para aliviar o sofrimento e a fadiga corporais, têm seu próprio lugar; até mesmo os sedativos são necessários para crentes e descren­tes, a fim de ajudá-los em alguma crise.
O receio de que seus amigos pensem que não têm fé su­ficiente no Senhor Jesus, se procurarem auxílio médico, tem levado muitos pacientes, que são crentes nervosos, a adiar o tratamento, até que acabam debilitados por alguma doença crônica o que provoca não apenas muito sofrimento desneces­sário, mas até a morte prematura, bem como dificuldades econômicas para toda a família.

Miseráveis Confortadores

A verdade é que o sofrimento da alma é mais difícil de suportar que quaisquer outras formas de sofrimento, porque ninguém, além do Grande Médico, pode examinar a alma e reconhecer o germe que deu início a todo o completo sofri­mento, e que, com o decorrer do tempo, transparece na forma
de sofrimento mental ou corporal. Geralmente há pessoas zelo­sas que adicionam sofrimento aos sofrimentos das pessoas a quem aconselham, por imitarem os amigos de Jó. Jó disse para seus amigos, porque viam seu sofrimento e queriam ver a continuação do mesmo: "...vós todos sois médicos que não valem nada" (Jó 13:4), e: "todos vós sois consoladores mo­leste" (Jó 16:2).
Igualmente há muitos pacientes hoje em dia que são molestados com exortações "religiosas", tais como: "Você deve estar escondendo algum pecado não confessado..." "Ore a respeito..." "Você tem falta de fé em Deus".
Talvez não haja pecado oculto que deva ser confessado. Talvez o paciente esteja vivendo, dia a dia, de conformidade com a promessa de Deus que diz: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (I João 1:9).
Além disse, exortar a esses pacientes que procurem algum pecado oculto os torna ainda mais introspectivos, e limita mais e mais o alcance de seus pensamentos, fazendo-os voltar-se para o "eu". É então que esses pacientes se atemorizam e dizem consigo mesmos- "Acho que estou perdendo o juízo". Tudo isso, como é de esperar, torna o paciente um candidato em potencial para a psiquiatria.
Chegamos até a perguntar se esses conselheiros, nomeados como tais por si mesmos, já consideraram alguma vez que estão aumentando os sofrimentos dos pacientes a quem aconselham!

Sofrendo, Mas Não por Causa de Pecado

A pergunta é a seguinte: Qual a vontade ou plano de Deus, para a vida individual? O sofrimento é resultado de sua própria indulgência, de sua própria maneira de vida; ou antes Deus permite que alguns de Seus santos atravessem a fornalha da aflição que lhes serve de processo de refinação, para que saiam dali como vasos que glorifiquem a Deus? Temos a história verídica daquele homem que nasceu cego, tendo sofrido dessa inconveniência até ter-se encontrado com o Senhor Jesus. Nosso Senhor explicou que sua cegueira não era devida ao pecado, dele mesmo ou de seus pais, mas para que sua cura, e mais tarde, seu testemunho, glorificassem a Deus.
Muitos crentes não podem aceitar seus sofrimentos com a mesma atitude graciosa do apóstolo Paulo, o qual, chegou a proferir aquelas palavras que revelam sua atitude: "De boa vontade, pois, me gloriarei nas fraquezas; para que sobre mim repouse o poder de Cristo" (II Coríntios 12:9).
Nós crentes não devemos ter a ousadia de criticar os so­frimentos dos outros irmãos na fé. Como podemos julgá-los? Afinal de contas, não podemos ler a mente de Deus, e só podemos medir os sofrimentos dos irmãos segundo nosso ponto de vista. Deus chama cada santo Seu para um ministério especial: "A manifestação do Espírito é concedida a cada um. visando um fim proveitoso. Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento..." (I Coríntios 12:7,8).
É evidente, ao observarmos os sofrimentos de alguns santos de Deus, que Deus chama e dá a cada um segundo a medida que Ele quer. Nem todos os santos podem suportar igualmente os sofrimentos, e Deus conhece quem confia n'Ele e se deixa guiar por Ele. Eis o motivo porque alguns santos são poderosamente usados por Deus, enquanto que se outros fossem postos naquela mesma posição, falhariam e até deson­rariam Seu santo Nome.

Deus Parece Tão Afastado
Os pacientes nervosos, que vêm sofrendo há longo tempo, geralmente dizem: "Deus parece tão afastado... Ele não ouve minhas orações. Ele me esqueceu e me está castigando por algum pecado que cometi no passado".
Retornemos mais uma vez aos parágrafos anteriores e notemos o insidioso início da enfermidade espiritual. Foram descuidados para com Deus e se afastaram para longe d'Ele, voltando os desejos de seus corações para as coisas deste mundo. Entretanto, Deus não se esqueceu deles, pois Ele é sempre fiel à Sua chamada; eles é que se esqueceram de Deus.
Se Deus lhes parece tão afastado, isso apenas mostra como eles têm ido para longe d'Ele.
Deus nos tem dado um plano definido de higiene espiritual, por meio do qual podemos evitar ser dominados pelos sintomas emocionais e nervosos.

Auto-Julgamento — A Chave da Saúde Espiritual

Quando o filho de Deus se sente culpado, deve considerar isso como um sintoma que nem tudo está correndo bem no terreno espiritual, tomando-o como uma advertência, e aplicando-o da mesma maneira que alguém usa um termômetro para verificar a temperatura do corpo físico.
O auto-julgamento é um dos mais saudáveis exercícios que o crente pode fazer, dependendo dele para manter-se em excelentes condições de saúde espiritual. O auto-julgamento se acha presente em todo crente regenerado. Porém, sua efi­cácia, como orientação preventiva, depende de quão intimamente o crente anda com Deus; pois o quadro será diferente se ele se volta imediatamente para Deus ou se prefere seguir pelo seu próprio caminho, atraindo contra si mesmo os temores, as ansiedades, a confusão mental e o sofrimento corporal.
Não há necessidade alguma do sentimento de culpa per­manecer apegado à consciência do crente. Quando o filhp de Deus se sente culpado e atemorizado, é porque o Espírito Santo lhe está ordenando que se chegue ousadamente ao trono da graça e se arrependa, confessando sua culpa e pedindo perdão. Deus nos tem prometido que: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (I João 1:9).
Quando o crente percebe que pode apresentar-se perante Deus como se nunca tivesse cometido pecado, o sentimento de culpa desaparece. O próprio fato que não confessamos, aos primeiros sinais de culpa, mostra que relutamos em nos con­sagrarmos a Ele. Há algo em nossa própria natureza que desejamos conservar para nós mesmos, a fim de desfrutar disso; pois, se realmente fôssemos consagrados ao Senhor, não hesitaríamos, mas dependeríamos prontamente d'Ele e de Sua graça.
É a carne em suas cobiças "contra o Espírito" que nos torna infelizes, preocupados, ansiosos. Toda a angústia de alma e o tormento mental, e os meses e anos de nervosismo, pode­riam ser evitados se nos dirigíssemos a Ele assim que per­cebemos que estamos por demais absorvidos com cuidados e ansiedades concernentes às coisas deste mundo, e que nos fazem esquecer de que devemos estar olhando para Ele, a fim de viver em comunhão com Ele. Jesus ensinou: "... buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33).

Os Crentes Nervosos e as Obras

O paciente nervoso, que é crente, sendo extremamente sensível ao que se passa ao seu redor, deve conservar-se em guarda. O espírito de ansiedade e insegurança que permeia a atmosfera dos "mundanos" tem um efeito contagioso sobre os crentes, até ao ponto em que estes também acabam arruinan­do e exaurindo seus corpos por excesso de atividades. Isso porque se têm enganado a si mesmos, e passaram a acreditar que devem estar ocupados com o serviço do Senhor mediante muitas atividades na igreja e inumeráveis outras organizações religiosas. Não percebem, por outro lado, que o "príncipe deste mundo" os iludiu com tantas atividades Cristãs dignas que acabaram se esquecendo de dedicar algum tempo para comungar com o Senhor.
Três missionários, retornados há pouco de seus campos missionários, apresentavam todos sinais de "esgotamento ner­voso", e se queixavam que tinham tantos deveres que cuidar, no campo de atividades, que não tinham nem tempo para meditação, calma e estudo bíblico.
Muitos ministros em nossas igrejas se queixam da mesma coisa. Essas atividades, embora sejam dignas, não nos de­veriam assoberbar até que fiquemos por demais fatigados, corporal e emocionalmente, para passarmos momentos com o Senhor.
O Senhor Jesus sabia que Seus discípulos precisavam de descansar de seus trabalhos (descanso n'Ele) e que necessita­vam receber forças mediante a comunhão com Ele. Por isso é que lhes disse certa ocasião: "Vinde repousar um pouco à parte, num lugar deserto" (Marcos 6:31).

"Aquele Que Cura Todas as Enfermidades"

O Salmo 103:3 é usualmente considerado fora de seu contexto. Não espere o crente que Deus o cure quando está desafiando as leis naturais de Deus sobre a saúde, seja por hábitos imorais, apetites da concupiscência da carne, ou apenas glutonaria no comer. Se alguém abusar voluntariamente de seu corpo, o templo da alma, e no qual habita o Espírito de Deus, "Deus o destruirá" (I Corintios 3:16, 17).
O crente não pode contaminar seu corpo e então ter a esperança que seu corpo seja oferecido como "sacrifício vivo". Não podemos violar as leis naturais da saúde, estabelecidas por Deus, e então passar bem. Quando violamos Suas regras que dizem respeito à saúde, sofremos. O fato que o sofrimento e a punição não são imediatamente aplicados, quando desafia­mos as regras referentes á saúde, não subentende que podemos passar sem sofrer as conseqüências.
Por exemplo, o homem que fuma, ainda, que pouco, está absorvendo em seu organismo, cada dia mais, um veneno mor­tal — nicotina. Ainda que a quantidade do veneno seja mínima, a nicotina é muito intoxicante, e ataca a muitos órgãos do corpo, causando, eventualmente, a morte por um ataque de coração ou por câncer no aparelho respiratório. Tal pessoa não ignora isso, pelo que também é sem desculpa, pois está deliberadamente ingerindo veneno — no seu corpo, contami­nando o "templo de Deus".
Já parece estranho que a razão e a lógica não sejam ca­pazes de pôr ponto final no estrago a que o mundano sujeita seu próprio corpo. Mas, quando é um crente que se abandona a tais paixões, bem demonstrada fica sua escravidão aos velhos desejos, como também torna-se claro que Cristo não ocupa o lugar de preeminência em sua vida. O pecado não está no fumo, mas no coração do homem, que procura aliviar suas tensões emocionais sem voltar-se para Deus. Semelhantemente, o álcool, em si mesmo, não é pecado; mas, o homem que possui um coração pecaminoso se sente obrigado a satisfazer os maus desejos de seu coração.
O crente que volta as costas a Deus e apela para as be­bidas alcoólicas a fim de abrandar suas emoções e provocar sentimentos de jovialidade, em lugar de apelar para a alegria de Cristo, no íntimo, experimenta as conseqüências de sua escolha desde o começo.
Seus parentes e amigos oram "sem cessar" que Deus tire dele seu desejo por bebidas alcoólicas, mas suas orações não podem ser respondidas, porque a causa do desejo continua pre­sente no coração do homem. Deveriam antes orar para que o Senhor convença o coração do tal, para que ele clame para ser livrado do pecado que se aninhou em seu coração.
Deus nunca prometeu curar um homem das manifestações externas de alguma enfermidade, provocada por emoções ou desejos pecaminosos, enquanto ele não se arrepender em seu coração. O pré-requisito para o livramento é o arrependimento. Jesus geralmente disse àqueles a quem curava: "Teus pecados te são perdoados". A cura da enfermidade vem depois da purificação do coração.

A Gula

Tentar satisfazer a ansiedade comendo muito, leva à obesi­dade. Todos sabem quais os perigos em potencial do peso demasiado. Alimento saudável não é veneno; porém, quando ingerido em excesso, o corpo é envenenado com seus efeitos. Dessa forma, o homem que sofre emocionalmente em sua alma, de ansiedade e insegurança, come mais ou menos continuamente para aliviar a tensão. Nesse caso a alma enferma faz com que o corpo sofra dos efeitos da obesidade, a qual, por sua vez, tem um efeito deletério sobre o corpo, provocando enfermida­des físicas e encurtando a duração da vida.
Nós, na qualidade de crentes no Senhor Jesus Cristo, não devemos permitir que nossas emoções nos levem aos hábitos de complacência para com os apetites corporais, pois tal nos levaria ao sofrimento. Deus não espera que o crente alivie suas ansiedades com hábitos maus, pois a palavra de Deus estipula: "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça" (Filipenses 4:6).

L. Gilbert Little

A CONQUISTA

Como o fogo se ateia com fogo, também a igreja existe pela evangelização, pelo ganhar almas. Quando a igreja perde de vista o perdido, morre, assim como o fogo se extingue por falta de novo ma­terial a ser queimado.
Ide... Pregai... Fazei discípulos... Dai testemunho a todas as nações, a toda criatura no poder do Espíri­to Santo.
Eis, na essência, o último grande mandamento que Cristo deu à Sua Igreja: evangelizai o mundo todo — é a Sua ordem de marcha! Ele não disse civilizai todas as criaturas humanas, nem mesmo cristianizai o mun­do, mas pregai, proclamai o Evangelho ao mundo todo.
Os primeiros cristãos podiam escusar-se por não atingir o mundo todo. Faltavam-lhe os meios e o equipamento que poderiam acelerar a obra da Evan­gelização. Não havia estradas de ferro, aviões ou po­derosos e rápidos transatlânticos; não havia rádio, televisão, impressoras, aparelhagem audiovisual ou cinematografia. Não obstante, no poder do Espírito Santo, evangelizaram a maior parte do mundo en­tão conhecido.
No princípio, a evangelização, levada a cabo pela Igreja, conseguiu atingir o Egito e o Norte da África, a ponto de, em certa época, tais regiões apresentarem centenas de igrejas evangélicas.
Porém, em vez de prosseguir em busca dos lugares mais distantes, passou a discutir doutrinas.
E assim a controvérsia tomou o lugar da evange­lização. E o resultado? Em vez do fervente zelo e vi­são, que certamente teria impelido os cristãos para o Sul através das escaldantes areias do Saara até os jâgais da África Central e Meridional, a Igreja se mos­trou paralisada e começou a declinar à medida que o mundo mais se envolvia em trevas.
Enquanto a Igreja contendia e discutia muitas coi­sas não essenciais, o inimigo conseguia vitórias e es­cravizava milhões.
Consequentemente, o Norte da África tornou-se maometano e, por séculos, ali quase não se brilhava a luz do Evangelho.
Pense nisso, leitor amigo. Em certa época, alguns dos maiores teólogos do cristianismo vieram do Nor­te da África. Hoje, todo o país está dominado pela rí­gida religião maometana.
Que aconteceria, se isso se desse em nosso país cris­tão? O único caminho que, por certo, impedirá o apa­recimento do novo tipo de paganismo moderno em nossa pátria é conservar bem fresca, no íntimo de cada servo de Jesus, a visão da evangelização mundial.
Quando um cristão para de ganhar almas, por esse ou por aquele meio, cessa de arder em sua alma o fogo divino. E o resultado é muito triste e lamentável: fal­ta de interesse e de entusiasmo, e queda espiritual. Então o mundanismo avança para preencher o vá­cuo. Que horrível tragédia!
Um dos preceitos mais desafiadores já apresenta­dos ao cristão é esse: a tarefa suprema da Igreja na evangelização do mundo.
A única defesa da Igreja é ganhar almas.
Ela nasceu no ardor da evangelização. Estará ar­ruinada sempre que seus membros deixarem de al­cançar o perdido.
Hoje, no mundo, vivem cerca de dois bilhões de almas que nunca foram alcançadas pelo Evangelho de Cristo!
Hoje mais de um quarto de todas as nações, um terço da superfície da Terra, e metade da população mundial está sob a influência do comunismo ateu.
Será que, como cristão, estamos cientes disso? Será? Lembramo-nos de que, como indivíduos, somos a Igreja de Cristo? Para que existe no mundo a Igreja Cristã?Ela não é uma grande arca, em que podem flutuar os favoritos, felizes, e sem cuidado algum por sobre o mar da vida até chegar à praia áurea.
Ela não é uma companhia de seguros, à qual se podem pagar prêmios e se ficar inteiramente livre do fogo do inferno!
A Igreja não é um clube social, cujos membros se reúnem ocasionalmente para desfrutar da companhia uns dos outros, divertirem-se, e trocar idéias!
Não é uma casa de saúde em que os deformados espirituais e os moralmente anêmicos tratam de seus males hereditários. Não.
A Igreja de Cristo é uma instituição ganhadora de almas, a proclamar, a tempo e fora de tempo, que Je­sus Cristo salva a todos os homens.Ela é um farol, cujos raios da luz evangélica alumiam todos os cantos da Terra, mesmo os mais dis­tantes e entenebrecidos.
E um poderoso exército em marcha, cujos solda­dos estão resolvidos a invadir todas as pátrias para fazer tremular em cada nação a bandeira de Cristo! Como soldados do rei dos Reis, a tarefa dos cristãos não é construir fortes nem acumular reservas de mu­nições, mas conquistar o território inimigo, para to­mar deles um povo para o seu nome (At 15.14).
Napoleão certa vez disse: "A conquista fez de mim aquilo que sou, e a conquista deve encorajar-me!"Isso é também verdade no que se aplica à Igreja de Cristo. A própria existência da Igreja depende de sua obediência à grande comissão do Senhor. Ela existe para buscar e salvar o que está perdido.Que é que o leitor amigo está fazendo nesse sen­tido? Está esperando que a sua denominação faça a obra de evangelização? Cristo espera muito de você! Almas — almas ainda não alcançadas — estão espe­rando muito de você!T.L.Osborn

terça-feira, 22 de junho de 2010

Saiba como ajudar as vítimas das chuvas no Nordeste

Chuva: prefeitos de cidades atingidas em AL e PE pedem ajuda


Homem observa estragos provocados pela chuva na cidade de Branquinha, em Alagoas
Foto: Lula Castello Branco/Futura Press


Os prefeitos de cidades atingidas pelas fortes chuvas em Alagoas e Pernambuco falaram nesta quinta-feira à Rádio CNM, da Confederação Nacional de Municípios, sobre as consequências dos temporais que deixaram pelo menos 41 mortos nos dois Estados. Os políticos pediram ajuda para a população afetada.
"O prejuízo aqui é superior a R$ 100 milhões. Eu tenho (no município) uma usina de açúcar e uma fábrica de leite e não restou nada", disse o prefeito de União dos Palmares (AL), Areski Freitas. "Estamos precisando de comida, agasalho e colchão", afirmou. A cidade é uma das mais atingidas: nove pessoas morreram e 500 estão desaparecidas.
Em Rio Largo (AL), três pessoas morreram. "Nós temos, entre desabrigados e desalojados, 4 mil pessoas, dentre elas idosas, deficientes físicos. Estamos trabalhando neste momento para limpar a cidade. As pessoas ocuparam as escolas e nós antecipamos o recesso escolar. É muito preocupante. Nossa situação é desesperadora diante de tudo isso", disse o prefeito Antônio de Souza.
De acordo com o prefeito de Cortês (PE), José Genivaldo dos Santos, o nível da água começa a baixar, porém os problemas ainda não tiveram solução. "A cidade foi destruída. Agora vamos ajudar a limpar e a reconstruir as casas", afirmou.
Em Belo Jardim, também em Pernambuco, todas as estradas recém inauguradas terão de ser reconstruídas. "Vai ser um custo alto para os municípios os reparos de pavimentação. Vamos ter que fazer tudo outra vez", disse.
fonte: http://noticias.terra.com.br/

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SAIBA COMO AJUDAR
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Os Estados de Alagoas e de Pernambuco disponibilizaram endereços de estabelecimentos autorizados a receberem doações para ajudar as vítimas das enchentes dos últimos dias que atingem as regiões.

Nos dois Estados, os itens mais necessitados são alimentos de pronto consumo, enlatados e embutidos, pois não há como preparar refeições. Água potável, cobertores e roupas também estão sendo arrecadados.

A população também contribuir com medicamentos, como antiinflamatórios, antibióticos, antitérmicos e analgésicos.

O governo de Alagoas também recebe doações em espécie por meio de duas contas:
Caixa Econômica Federal, C/C 955-6 - Agência 2735- Operação 006;
Banco do Brasil - C/C 5241-8 - Agência 3557-2.

Postos de arrecadação na capital de Alagoas:
1º GBM (1º Grupamento de Bombeiros Militar) – Rodovia 316, Km 14, Tabuleiro dos Martins, próximo a Policia Rodoviária Federal;
GSE (Grupamento de Socorros de Emergência) – Conjunto Senador Rui Palmeira, S/N;
SGIA (Subgrupamento Independente Ambiental) – Av. Dr. Antônio Gouveia, S/A, Pajuçara, próximo ao Iate Clube Pajuçara;
QCG (Quartel do Comando Geral) – Av. Siqueira Campos, S/N, Trapiche da Barra, próximo a Pecuária;
Cedec (Defesa Civil Estadual)- Rua Lanevere Machado n.º 80, Trapiche da Barra, próximo a Pecuária;
GSA (Grupamento de Salvamento Aquático) – Av. Assis Chateaubriand, S/N, Pontal, próximo a Braskem;

Postos de arrecadação no Interior de Alagoas:
2º Grupamento de Bombeiros Militar – Maragogi, tel: (82) 3296-2026 / 3296-2270.
6º Grupamento de Bombeiros Militar – Penedo, tel: (82) 3551-7622 / (82) 3551-5358.
7º Grupamento de Bombeiros Militar – Arapiraca e Palmeira dos Índios, tel: (82) 3522-2377, (82) 34212695.
9° Grupamento de Bombeiros Militar – Santana do Ipanema e Delmiro Gouveia, tel: (82) 3621-1491 / (82) 3621-1223.

Pernambuco
Em Recife, o Comando Geral da Polícia Militar, localizado no Derby, o Quartel Central do corpo de Bombeiros, na Avenida João de Barros, são os principais pontos de arrecadação, mas todas as unidades desses órgãos também estão recendo os donativos.

A CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente) também instituiu na sua sede um local para arrecadação de donativos, de acordo com o site do governo de Pernambuco.

Quem quiser ajudar pode fazer sua doação na sede da agência, localizada na rua Santana, 367, Casa Forte, nas proximidades do Parque Santana.

O material será disponibilizado para a coordenação da Codecipe (Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco).
Vanessa Teodoro pauta@band.com.br




segunda-feira, 21 de junho de 2010

A IGREJA TRIUNFANTE

Creio que a maioria dos crentes tem uma boa compreensão acerca do sentido bíblico do que de fato seja a Igreja de Cristo. Sendo o propósito do nosso estudo meditar a respeito da Igreja Triunfante, o dileto irmão poderá aprimorar os seus conhecimentos da matéria lendo o livro - Cristo Sim, Igreja Sim - da JUERP.

CRISTO E A IGREJA

Foi com a vinda de Jesus Cristo ao mundo, consumando-se com sua morte e ressurreição (1Co 15), e com a vinda do Espírito Santo (Atos 2), que o povo de Deus na terra passou a agregar-se e ser conhecido como IGREJA. Em Mateus 16.18, Jesus faz a soleníssima declaração de que estava no mundo para EDIFICAR A SUA IGREJA. Para tanto, Ele chamou e preparou os DOZE apóstolos (Luc 6.12-16). Quando da ascensão, já eram 120 os que aguardavam, em Jerusalém, a descida do Espírito Santo, que seria o dinamizador da Igreja no mundo (Atos 1.8; João 16.7-11). Foi com a vinda do Espírito Santo que a igreja tomou consciência de si e iniciou a sua ação evangelizadora no seio da humanidade.
O Novo Testamento nos mostra que a Igreja é a família de Deus (Rom. 8.15; Gál. 4.5,6; Mat. 12.49-50). Também, salienta o vínculo que Jesus Cristo tem com a Igreja. Diz, portanto, que a Igreja é:
1- Corpo de Cristo (Ef. 1.22,23; 4.15; 5.23). Cristo é a cabeça da Igreja.
2- Noiva e Esposa de Cristo (II Co. 11.2; Apoc. 19.7; 22.17).
Essas descrições falam do comando e do amor de Cristo pelos salvos, que na medida em que vão sendo salvos são acrescidos ao Seu corpo. (Atos 2.47). Todos os textos que apontam para a segunda vinda de Jesus mostram que Ele vem buscar os salvos, arrebatar a Igreja, para executar o juízo quanto aos que não creram. Ele honrará a Igreja na Sua glória e na glória do Pai. “E se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tornarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14.3). “Se alguém me quiser servir, siga-me; e onde eu estiver, ali estará também o meu servo; se alguém me servir, o Pai o honrará” (João 12.26).

A IGREJA NA TERRA E NO CÉU

Há uma parte da Igreja que está na terra e outra que está no céu, com Cristo, aguardando a sua volta, para a ressurreição final.
Em o Novo Testamento são mais de cem as referências acerca da Igreja, sendo que cerca de 90% refere-se à igreja local, e uns 10%, à chamada Igreja geral ou universal, que sãos todos os salvos em todos os lugares da terra. Eles estão trabalhando em igrejas locais, sob o comando do Espírito Santo, para consumar a edificação do Corpo de Cristo, enquanto peregrinam pelo deserto desta vida.
Os salvos que estão vivos podem, então, ser classificados como IGREJA MILITANTE, que milita, que está ativa no seio da humanidade. E os que já partiram desta vida são a IGREJA TRIUNFANTE, eles já estão em Cristo, todos os remidos juntos no lar celestial.
Respondendo aos irmãos de Tessalônica, que eram muito preocupados com o estado dos crentes que já deixaram esta vida, o apóstolo Paulo nos ensina:
1- Os crentes que já morreram estão em Cristo, e convivem na Igreja Triunfante; já venceram a morte, mas aguardam o dia da Igreja completa, reunida em torno do Senhor (I Tess. 4.14; Luc. 22.42).
2- Todos os crentes voltarão com Cristo, ao som da trombeta, enquanto os que estiverem vivos, nesta vida, serão transformados no arrebatamento, enquanto haverá o encontro da Igreja plenamente edificada, com o Senhor (I Tess. 4.15-18).
3- Arrebatada, a Igreja completa e triunfante encontrará o Senhor nos ares e estará para sempre com Ele (I Tess. 4.18; I Cor. 15.50-58).

A OCUPAÇÃO DA IGREJA TRIUNFANTE

Há uma boa corrente de intérpretes da Bíblia que, baseada principalmente em Apocalipse 20-22-15, aponta como atividade da Igreja Triunfante a participação em um reinado com características políticas. Esse é um assunto por demais controvertido e que nós só saberemos, de forma clara, quando estivermos com o Senhor. Mesmo que essa conceituação da Igreja triunfante não venha alterar a nossa posição como filhos de Deus, qualquer dogmatização é perigosa.
Atualmente, o nosso trabalho consiste em adorar e servir a Deus. Nós o servimos quando estamos em culto, bem como na promoção do seu reino. Jesus definiu, com muita clareza, a nossa ocupação, como sua Igreja, na terra (Mat. 28.18-20; Atos 1.8). Servimos também na administração das coisas de Deus que nos são confiadas; na integração dos que vão sendo salvos e acrescidos à Igreja do Senhor, bem como na edificação uns dos outros. Mas quando estivermos no céu, a Igreja estará completa e não haverá mais evangelização; todos seremos edificados com a glória de Deus. Restarão para nós o louvor, a adoração. Viveremos e nos realizaremos completamente, ADORANDO a Deus e ao Cordeiro, Jesus Cristo, como os serafins (Is. 6.3), que se ocupam em exaltar a santidade de Deus uns com os outros.
É porque estaremos no céu, completamente livres do pecado (Apoc. 21.27), que o louvor e a adoração a Deus serão a plena realização da Igreja que Jesus resgatou com o seu sangue (Apoc. 19.1-8; 5.8; 14.7; 9-16, etc.).

CONCLUSÃO

Ao chegarmos ao final de nossas meditações desta unidade podemos concluir com as palavras da GRANDE VOZ, vinda do trono e que chegou até nós pela graça infinita do nosso Deus: “Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugara de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais, morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apoc. 21.3-4).
À vista de tudo que aprendemos, recordemos as palavras do apóstolo Paulo: “Portanto, meus amados irmãos, sejamos firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (I Cor. 15.58).
Aleluia.

Pr. Omar Bianchi

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Casa de Passagem Nova Vida- Conheça!


Graça e paz a todos!
O Pr Moisés e sua esposa, Missionária Gilvane, são Missionários filiados a JAMI- Junta Administrativa de Missões da CBN - Convenção Batista Nacional, e vem desenvolvendo um trabalho de extrema importância junto a crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e sexual, atendendo famílias em vulnerabilidade social na cidade de Ipatinga- MG, Brasil. O vídeo abaixo procura mostrar um pouco do trabalho desenvolvido por esses amados servos do Senhor.

Motivos de Oração:
1) Ministério;
2) Sustento missionário;
3) Construção Sede Nova Vida;
4) Pelas crianças, adolescentes do nosso país vítimas de violência. A cada 8 minutos uma criança é violentada no país. De cada 10 casos de morte registrado no país, 06 são de agressão física.
5) Ajude-nos a mudar esta realidade. Contamos com você. Colabore conosco.
Seja um mantenedor desse projeto:

Bco Bradesco S.A. - Agência 2107-5 -Conta corrente: 0511259-1

Contato: (31) 3822-6701 / 8527-3487 - E-mail: prmoises.novavida@hotmail.com
Ore ao Senhor para que os amados irmãos possam atingir seus objetivos. O desafio é grande, mas o nosso Deus é maior que todos os desafios que podemos enfrentar.
Continue conosco, em breve estaremos postando outros artigos sobre o trabalho que eles desenvolvem.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos