segunda-feira, 6 de maio de 2019

MANUAL 30 DIAS DE ORAÇÃO PELOS MUÇULMANOS


MANUAL 
30 DIAS DE ORAÇÃO PELOS MUÇULMANOS
DE 06 DE MAIO À 05 DE JUNHO 2019

CLIQUE NA IMAGEM E FAÇA O DOWNLOAD DO MANUAL EM PDF

Bem vindo à edição de 2019 dos 30 Dias de Oração pelo Mundo Muçulmano!



Como nossa participação nos 30 Dias de Oração pelo Mundo Muçulmano tem crescido nos últimos anos, abrangendo novos grupos linguísticos e sendo lido por cristãos por todo o mundo, temos nos esforçado para que nosso conteúdo reflita nossa identidade global. Este ano ficamos animados de receber informações de todo o continente africano, de áreas remotas da China, de pequenas cidades da América do Norte e de ilhas próximas ao Equador. O mundo muçulmano é diverso e desejamos mostrar a você essa diversidade através deste manual. Dessa forma, suas orações podem ser mais abrangentes e bem informadas e você poderá se conectar ao trabalho que Deus está fazendo de diferentes maneiras, em diferentes pessoas. Nossa equipe de edição fica sempre impressionada com as diversas maneiras que nossos colaboradores encontram para compartilhar o que é importante aos grupos étnicos com os quais estão vivendo. Esperamos que suas histórias e as belas imagens que compartilham possam inspirá-lo a orar com percepção e sinceridade pelos muçulmanos de todo o mundo. 
Agradecemos suas orações! 
Edição dos 30 dias. 

Como sempre, agradecemos o seu feedback! Entre em contato conosco através do nosso site: www.30-dias.org ou em nossas redes sociais: 

Facebook: www.facebook.com/trintadiasdeoracao 
Instagram: @pray30days 
Twitter: @pray30days

JAMI - CARTA MISSIONÁRIA PATRÍCIA - PROJETO TALITA - LIUMA - PERU


CARTAS MISSIONÁRIOS DA JAMI – JUNTA ADMINISTRATIVA DE MISSÕES – DA CBN

CARTA MISSIONÁRIA PATRÍCIA – PROJETO TALITA – LIMA - PERU

30, abril, 2019




A menininha…
Lembro-me da primeira vez que a vi… uma menininha pequena sentada no chão, na porta da igreja; ela tinha seus 2 aninhos de idade, uma bebê peruana linda, bem tímida, não entrava na igreja. Mas a cada domingo, ela ficava menos tímida até que se acostumou e passou a vir a todas as classes da escola bíblica dominical. Hoje com quase 5 aninhos continua a vir e é uma de nossas crianças mais dedicadas. Sua mãe é uma senhora que trabalha perto da igreja, sempre a convido para as programações mas, por vários motivos, ela quase nunca vem, e quando vem, fica pouco tempo. Mas neste dia 10/03 tive uma grande alegria… ela veio! Veio ao culto das mulheres, e participou de todo o culto, escutou a Palavra.
Vocês não imaginam a alegria que senti ao vê-la entrar na igreja. Quanto tempo orando por ela e sua filha e, pouco a pouco, vendo o Senhor trabalhando… Que alegria! Deus tem feito grandes maravilhas!

Tempo de aprender
Neste dia 06/05/19 faz 2 anos que cheguei a Lima, Peru. Durante este tempo aprendi muito! Deus me deu uma “professora”, a missionária Vanessa Nunes, mulher de Deus, que foi instrumento Dele para meu crescimento em várias áreas ministeriais e pessoais.
Também vi como alguns dos meus planos foram mudados, como me envolvi nos trabalhos com a Iglesia Bautista de La Restauración (nos ministérios com as mulheres, crianças, jovens), participei ativamente no Centro Bautista de Teologia y Misiones (corpo docente). Muitas vezes, questionei a respeito do Projeto Talita (meu projeto original de trabalho).
Deus tem tempo determinado para todas as coisas. Em 2018 já pude servir com o Projeto Talita. E planos para 2019 já os tenho e, com a graça de Deus, seguiremos.
Desafios
Querido(a) parceiro(a), neste ano de 2019 convido-o a participar comigo de um dos maiores desafios que eu já enfrentei no ministério. Até o mês de março, a missionária Vanessa Nunes foi a responsável pela Igreja e Seminário aqui no Peru. Ela retornou ao Brasil, de licença, por tempo indeterminado.
E eu assumi a direção da Iglesia Bautista de La Restauración e o Seminário. Graças a Deus aqui somos uma equipe de três missionários: eu, a Missio. Karito de la Cruz (missionária peruana) e o Missio. Maycon Brandão, que veio apoiar os trabalhos. Mas sei, e oro por graça e misericórdia de Deus sobre as responsabilidades que cabem a mim por este tempo.
Outro desafio que enfrentarei é que terei despesas financeiras aumentadas, porque dividia minhas despesas com a missionária Vanessa.

Trabalhos realizados 
• Escola Bíblica de Férias,
• Celebração dos 5 anos de la Iglesia Bautista de la Restauracíon,
• Divulgação e arrecadação de recursos para o trabalho dos Miss. Obed e Taty Moreno, em Pucallpa, com o Projeto de Material Escolar 2019,
• Comemoração do Dia Internacional da Mulher com muitas convidadas e participação ativa dos membros,
• Trabalho com as crianças,
• Recomeço dos trabalhos com jovens aos sábados,
• Formatura dos nossos alunos do Seminário, em Lima e Pucallpa,
• Despedida da Missio. Vanessa Nunes.

Pedidos de oração
• Por minha vida espiritual, emocional e física,
• Por mais parcerias de oração e sustento financeiro. Agora não tenho mais com quem dividir as despesas da casa e terei mais gastos,
• Por este tempo em que estarei na direção da Igreja e do Seminário,
• Por minha família,
• Pela JAMI, seus líderes, seus missionários, no Brasil e no mundo.

Em Cristo, Miss. Patricia
fpatricia1090@hotmail.com / Facebook / Instagram


JAMI - CARTA MISSIONÁRIOS GINO E TATE – MISSÕES NACIONAIS


CARTAS MISSIONÁRIOS DA JAMI – JUNTA ADMINISTRATIVA DE MISSÕES – DA CBN

CARTA MISSIONÁRIOS GINO E TATE – MISSÕES NACIONAIS

30, abril, 2019

Tudo posso naquele que me fortalece. Apesar disso, vocês fizeram bem em participar de minhas tribulações. Fl. 4:13-14

Caros Companheiros de Jugo,
Saímos da aldeia por 10 dias, nosso colega Marcelo precisava retornar ao nordeste, e nós tínhamos que fazer declaração de Imposto e relatórios, assim viemos para nossa casa em Xinguara. Estamos nos preparando para retornar à aldeia no dia 01 de maio. Aproveitamos  para compartilhar nossas notícias.
Nossas atividades no bimestre
Treinamento de Tradutores de Língua Materna – Continuamos o treinamento do Curso de Tradutores de Língua Materna.  Tinham tantos adolescentes interessados que tivemos que fazer teste, pois não temos espaço ideal para mais que 12 alunos (nem comida, nem pratos etc.). Entã selecionamos 10 novos alunos, e fizemos duas turmas; segunda, quarta e sexta – com os avançados, que já podem ajudar na tradução (fazendo correções, verificações etc.), na terça e quinta ficaram os novos alunos. Contudo, no mês de abril houve tanta chuva, aulas do EJA, que o curso não funcionou como gostaríamos, esperamos continuar os treinamentos no próximo mês de maio.
Textos de Unfolding Word (50 histórias da Bíblia para evangelismo e discipulado). Completamos 41 histórias traduzidas. Iori está completamente recuperado do acidente de moto, então pudemos trabalhar bem, embora não tenhamos trabalhado mais, pois ele é o responsável pela Castanha, e este foi o período de coleta. Muitos dias ele teve que ir nas várias aldeias receber, contabilizar, ensacar e despachar, o que consumiu vários dias.
Revisão e publicação experimental do dicionário –  Na nossa chegada recebemos uma comitiva dos professores pedindo a publicação experimental do dicionário parakanã. Nós temos mais de 7500 entradas no dicionário, que temos corrigido aos poucos; então propusemos fazer uma oficina intensiva com os professores para a correção do dicionário. Foi uma semana intensiva de correção em papel, mais 3 semanas para digitalizar e imprimir tudo. Com a graça de Deus, no dia 19 de abril conseguimos deixar uma cópia do dicionário Parakanã – Português/Português – Parakanã  (glossário é o termo correto) para cada escola parakanã, totalizando 12 cópias distribuídas. Vamos fazer novas impressões em maio.
Curso para Professores Parakanã – A pedido dos professores, a cada 15 dias temos um encontro na ilha, para treinamento de produção de texto em português. Eles estão para fazer um curso de Pedagogia Intercultural, e precisam melhorar a habilidade de escrever em português. Já fizemos 3 encontros e está sendo bem produtivo. É claro que sendo os cursos na nossa casa, nos sentimos perfeitamente confortáveis para fazer muito uso da Bíblia no curso. Aproveitamos cada oportunidade para compartilhar a Palavra de Deus e o seu plano maravilhoso.
Outros acontecimentos
Este foi um período bem diferente na aldeia, tivemos muitos problemas mecânicos (dois geradores de energia, motor de popa 90hp, motor 40hp).  As habilidades do Gino foram colocadas à prova. E graças a Deus um dos geradores voltou a funcionar, isto nos permite puxar água do rio para a nossa casa.
Também tivemos muita chuva neste período, que destruiu inclusive o acesso a aldeia onde temos mais colaboradores. A grande dificuldade, é que não temos qualquer comunicação (rádio) com as aldeias, assim muitas vezes Gino se deslocou debaixo de chuva para buscar os alunos e eles não chegaram ao ponto de encontro.
Doença e morte, o atendimento à saúde está precária também entre os índios; a esposa do Enina, um nosso co-tradutor, adoeceu na aldeia, ficou uns 10 dias sem tratamento e quando foi deslocada para a cidade acabou falecendo, ela tinha uns 22 anos e deixou 4 crianças pequenas. A causa divulgada foi meningite, mas não foi informado o tipo.  Depois da morte dela, houve muito medo de contágio. Este foi um período bem diferente na aldeia, tivemos muitos problemas mecânicos (dois geradores de energia, motor de popa 90hp, motor 40hp).  As habilidades do Gino foram colocadas à prova. E graças a Deus um dos geradores voltou a funcionar, isto nos permite puxar água do rio para a nossa casa.
Também tivemos muita chuva neste período, que destruiu inclusive o acesso a aldeia onde temos mais colaboradores. A grande dificuldade, é que não temos qualquer comunicação (rádio) com as aldeias, assim muitas vezes Gino se deslocou debaixo de chuva para buscar os alunos e eles não chegaram ao ponto de encontro.
Doença e morte, o atendimento à saúde está precária também entre os índios; a esposa do Enina, um nosso co-tradutor, adoeceu na aldeia, ficou uns 10 dias sem tratamento e quando foi deslocada para a cidade acabou falecendo, ela tinha uns 22 anos e deixou 4 crianças pequenas. A causa divulgada foi meningite, mas não foi informado o tipo.  Depois da morte dela, houve muito medo de contágio.
Tempo de aprender…sempre!
Este foi um tempo muito especial de orarmos e dependermos mais dos milagres do mestre. Quando os dois motores de energia pifaram e Gino tentou tudo o que podia para consertá-los, nós nos vimos bem ‘apurados’, há muitos anos não carregamos água, para lavar louças, roupas etc, usamos a água do rio que é bombeada com energia de gerador. De repente pensamos que Gino teria que fazer isto diariamente. Por uma noite simplesmente oramos, e no dia seguinte, Gino resolveu dar mais uma olhada em um dos geradores e conseguiu resolver o problema.
Pode não ser muito óbvio, mas foi o milagre que precisávamos. E como temos aprendido a louvá-lo pelos milagres cotidianos.
Também acompanhar de longe as necessidades e decisões dos filhos, não é fácil. A comunicação por telefone foi muito difícil (só o orelhão da aldeia mais distante funcionou; se não tivesse muita chuva, para carregar as baterias solares), mas foi abençoador saber da ida do David e Késia para o campo missionário; não foi fácil, mas de novo, pela oração pudemos ver portas abertas.
Tempo de louvar e suplicar
Louvamos muito a Deus pela nossa casa em Xinguara, lugar de renovar as forças.  Pela nossa saúde, ficamos dois meses sem que nenhum de nós adoecesse. Pelo trabalho e dicionário feito.
Com a eleição do Bolsonaro, tem muita instabilidade política em relação aos indígenas. Os Parakanã têm saído muito das aldeias para participar de reuniões e manifestações que são legítimas, mas dificultam muito o cronograma do trabalho de tradução, e a continuidade dos treinamentos. Além disso eles ficam ainda mais expostos a prostituição, alcoolismo e violência.
Outro problema que se agravou foi a questão da terra indígena Apyterewa; mais posseiros e garimpeiros estão invadindo a terra e alguns líderes indígenas estão sendo corrompidos. Por pouco não houve morte, quando eles apreenderam 5 balsas de garimpo na área indígena. Orem pelos nossos indígenas e para Deus nos dar sabedoria para lidar nesta situação.
Em Cristo, Miss. Gino e Tate
ginotate@hotmail.com


quinta-feira, 2 de maio de 2019

ENTREVISTA COM A MISSIONÁRIA ALESSANDRA LACERDA




REVISTA PROCURANDO OS PERDIDOS – CAMPO MISSIONÁRIO

ENTREVISTA COM A MISSIONÁRIA ALESSANDRA LACERDA 
DO PROJETO KUNHIMELA - MAPUTO - MOÇAMBIQUE

Atuar no Campo missionário requer muito mais que boa vontade. Exige preparação teológica, psicológica e determinação para enfrentar diariamente desafios que a grande maioria dos cristãos não estaria disposta a enfrentar.
Para iniciarmos nossa série de entrevistas com missionários escolhemos a Missionária Alessandra Lacerda, que juntamente com seu marido, Missionário Lízias Cabral Filho estão à frente do Projeto Kunhimela, da Igreja Batista Kunhimela, em Maputo, Moçambique.




 Projeto Procurando os Perdidos (PPP): Graça e Paz Missionária Alessandra?

Missionária Alessandra: Graça e paz irmão Antônio Carlos, antes de iniciar nossas respostas, gostaria de agradecer por nos oportunizar apresentar nossa história bem como o trabalho missionário aqui em Moçambique, sul do continente africano.

PPP: Conte-nos um pouco sobre o seu chamado para o Campo Missionário.
Você nasceu em um berço evangélico? Quando você sentiu que Deus a havia chamado para ser missionária? Você está ligada administrativamente a alguma Junta Missionária? Qual? Como foi sua preparação para atuar como Missionária Transcultural? Desde o início de sua formação teológica você queria atuar em Moçambique ou o “acaso” a conduziu até essa nação? Houve um período de aculturação ou você saiu da Junta Missionária diretamente para Moçambique?
Ufa, vamos com calma não é?

Missionária Alessandra: Sou a filha mais velha de três irmãos criados em berço evangélico e desde muito cedo estive envolvida nas atividades voltadas para  ensino, cuidado e a pregação do evangelho.
Minha história de chamado missionário vem desde a adolescência quando entendi que poderia fazer algo a mais do que eu já fazia.
Iniciei então, uma caminhada de preparo e serviços mais direcionados a tal.
Em 2008, fomos para Belo Horizonte, onde existe a base da JAMI - nossa junta de missões e lá fizemos o curso de especialização em missiologia no CETRAMI, escola de missões da CBN, onde fomos preparados para o trabalho como missionários transculturais.
Nunca me ative a um campo específico, sempre entendi o chamado de Deus para onde Ele direcionasse. Dessa forma, pensamos em países como Timor Leste, Burkina Faso entre outros. Entretanto, devido a uma necessidade específica, fomos convidados a trabalhar em Moçambique. Devido à necessidade vigente naquele momento, não tivemos um período de aculturação em outro país.

PPP: Conte-nos como foi a sua adaptação ao novo país e o que a fez ter a certeza de que havia feito a escolha certa?
Missionária Alessandra: Nossa adaptação foi relativamente boa.
Muitas pessoas pensam que “falamos a mesma língua” pelo fato de Moçambique ser uma colônia portuguesa. Entretanto, a dificuldade de compreensão dos nossos irmãos nos preocupava muito, dessa forma, precisamos modificar boa parte do material de trabalho a fim de alcançarmos os resultados satisfatórios.
Outro ponto que vale relembrar é quanto ao transporte, pois não tinhamos meio de transporte pessoal e isso dificultou muito nossos 04 primeiros anos de serviço.  Mesmo assim, ao nos depararmos com a realidade de Moçambique e do quanto nossos serviços auxiliavam aos irmãos moçambicanos, tivemos a certeza de que Deus nos colocou aqui a fim de colaborarmos com a expansão de Seu reino.

PPP: Quando você e seu marido Lízias chegaram a Moçambique já existia o Projeto Kunhimela e há quanto tempo vocês estão à frente do Projeto?

Missionária Alessandra: Quando chegamos em Moçambique nosso trabalho era com formação de obreiros nacionais e auxílio às igrejas Batistas Renovadas da região sul de Moçambique. Após 06 anos servindo aos irmãos moçambicanos, Deus nos direcionou mais especificamente para um trabalho com um grupo pouco assistido aqui: - as crianças. Foi assim que o KUNHIMELA nasceu. Embaixo de uma mangueira no quintal cedido pela dona da casa onde alugamos.
Contávamos histórias bíblicas aos domingos, depois passamos a contar durante a semana. Nos apresentamos aos líderes do bairro e foi então que expusemos nosso desejo de ajudar com atividades em apoio à comunidade, dessa forma, contamos hoje com aproximadamente 10 atividades com crianças, jovens e adultos, além dos programas realizados pela igreja que também foi plantada no mesmo local, já há 03 anos.

PPP: Quais foram os principais desafios enfrentados por vocês no início das atividades do Kunhimela e como é pregar o Evangelho onde predomina o curandeirismo e o sincretismo religioso?

Missionária Alessandra: Os desafios foram incontáveis, desde a falta de mão de obra qualificada (tanto para a igreja quanto para o projeto), adequação do local utilizado (as atividades acontecem no quintal da casa que alugamos para viver) bem como a falta de segurança, pois nossas atividades acontecem todos os dias, em horários diferentes. Sem sombra de dúvidas, pregar o evangelho em meio à essa mistura de animismo e a prática da chamada “religião tradicional africana” é algo extremamente delicado. Grande parte da comunidade se diz adepta de alguma confissão de fé, porém, ao longo dos anos vimos que essa é apenas uma desculpa para não serem convidados ao evangelho transformador de Cristo, uma vez que existe uma dependência muito grande “da benção dos antepassados” ou do escambo (trabalho ou qualquer tipo de ajuda) através da religião. É muito comum você conversar com alguém que “é muçulmano” pelo fato de trabalhar em um local onde os donos exigem que os funcionários professem a sua fé entre outros.

PPP: Quais são as atividades desenvolvidas pelo Kunhimela atualmente?
Missionária Alessandra: Atualmente no projeto temos:
- ensino pré escolar;
- reforço escolar;
- inglês;
- aulas de música;
- aulas de canto e teoria musical;
- corte e costura;
- artesanato;
- programa de assistência básica alimentação;
- Alfabetização de jovens e adultos;
- prática esportiva;
Além das atividades realizadas pela igreja com cultos, visitas domiciliares, estudos bíblicos e atividades no âmbito social (palestras informativos, bazar de novos e usados, entre outros).

PPP: Por faixa etária, como estão distribuídas as atividades do Projeto?
Missionária Alessandra:
- As atividades pré escolares atendem às crianças dos 03 aos 05 anos;
- O reforço escolar auxilia aos alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental;
- A alfabetização de jovens e adultos se destina a todos os que não tiveram condições de frequentar a escola;
- A prática esportiva atende às crianças e adolescentes;
- As demais atividades são oferecidas de acordo com o desejo e aptidão dos interessados em se tornarem alunos;

PPP: O Kunhimela conta com quantos colaboradores? São renumerados ou voluntários?

Missionária Alessandra: Atualmente temos em torno de 15 colaboradores, sendo 06 na escola e os demais nas atividades de ensino as quais foram designados. Como o projeto é totalmente sem fins lucrativos, cada um dos nossos colaboradores são jovens cristãos que entendem a realidade do projeto e recebem uma ajuda de custo mensal a fim de auxiliar nas despesas de transporte e outras.

PPP: Como são custeadas as despesas dos alunos do Kunhimela?
Missionária Alessandra: As despesas geradas a partir das atividades oferecidas aqui no projeto são custeadas por padrinhos, madrinhas e outros (igrejas e anônimos) que se comprometem doando um valor mensal durante um ano ou o faz quando tem condições.

PPP: Podemos afirmar que o Kunhimela é mais que uma Instituição religiosa?

Missionária Alessandra: Sim, uma vez que a igreja surgiu a partir da necessidade de acolher aos jovens e adultos que sempre questionavam “porquê fazíamos  tantas coisas de borla (de graça)”. Nesse momento, explicávamos sobre o amor que gera esperança, transforma e nos dá a oportunidade de transformar o nosso futuro a partir de uma nova perspectiva.

PPP: Sendo assim, o que esperam passar de valores e princípios para as crianças e adolescentes que são alcançados pelo Projeto e como elas poderão utilizá-los na vida adulta?

Missionária Alessandra: Eu sou fruto de uma igreja extremamente envolvida com ação social e pregação do evangelho simples. Sempre que posso, conto um pouco da minha trajetória e de como Deus nos trouxe para Moçambique.
Ao longo desses 03 anos aqui, diariamente procuramos repassar valores pautados na ética, moral e bons costumes. Valores que nos levam “além das atuais perspectivas” de fracasso e desvalorização. Desse modo, tentamos ajudá-los a perceber todo o potencial existente em cada um deles e assim, despertar a capacidade de avançar um pouco mais com a ajuda de Deus.

PPP: Muito importante a visão que vocês têm acerca do Projeto e como têm caminhado apesar dos desafios. Como as pessoas, que se identificaram com o Kunhimela podem colaborar financeiramente para que ele mantenha e amplie as suas atividades?
Missionária Alessandra: Os interessados em colaborar podem doar seu conhecimento em alguma área como missionário de curto prazo, tornar-se um padrinho ou madrinha mensal do projeto ou ainda, ofertar um valor simbólico para as atividades que realizamos como igreja junto à comunidade. Além disso, é fundamental que cada um dos interessados em ajudar, nos cubra com intercessão em favor das atividades bem como de cada um que compõe esse todo no qual funcionamos: - professores, auxiliares, alunos, missionários, nossa junta e igreja enviadora.

PPP: Olhando para esses dez anos de atuação em Moçambique, você diria que valeu a pena toda a luta e os desafios pelos quais passaram?

Missionária Alessandra: Sem dúvidas!
Quando lembro dos olhares desconfiados das crianças para a “mulunga” (branca) de fala engraçada e do cabelo grande que “não é mecha” (aplique), meu coração revive a emoção de ouvir histórias de dor, mas também de experiências incríveis do que Deus pode fazer!
Algumas crianças testemunharam que familiares foram curados porque eles oraram a Deus e Ele as ouviu! Ter a certeza de que apesar de todos os percalços ao longo dessa caminhada a semente tem dado lindos frutos é a maior recompensa de que valeu a pena!

PPP: Sabemos que o IDH de Moçambique é muito baixo, o que demonstra as dificuldades enfrentadas pela população em todas as áreas: saúde, educação, alimentação e formação profissional . Diante desses desafios que estão longe de serem totalmente vencidos, quais as suas perspectivas em relação ao futuro do país e do Projeto Kunhimela?

Missionária Alessandra: Moçambique está hoje entre os 05 países com o IDH mais baixo do mundo, mas isso só nos impulsiona a seguir! Sempre aprendi que o “não eu já tenho”, então nunca desisitimos de sonhar, foi assim que meus pais me ensinaram. Sonhamos muito, mas não nos restringimos só a Moçambique. Esperamos em breve abrir novos núcleos do projeto, seguirmos no treinamento de liderança a fim de que tenhamos o suporte necessário para tão logo seja possível, alargarmos as fronteiras e alçarmos novos voos.

PPP: Para finalizarmos, qual mensagem e conselhos você gostaria de deixar para aqueles que sentem um chamado para atuar em Missões Transculturais.

Missionária Alessandra: É complicado aconselhar, entretanto, acredito que seja importante não nos fecharmos à espera de um chamado específico!
Deus nos quer usar onde estamos plantados e muitas vezes nos atemos a uma espera desnecessária.
Ir além fronteiras é algo que exige abnegação e preparo. A cada um dos que Deus tem dado essa convicção, se atenha à sua humanidade, já que ninguém sabe tudo e não existe o “super missionário(a)”. Somos todos falíveis e carecemos da graça e misericórdia de Deus.
Quando entendemos que a obra é Dele e Ele a torna confiável a nós, temos muito mais probabilidades de obtermos êxito.
Que o Senhor nos continue direcionando a fim de que apenas Sua vontade seja realizada em nós e através de nós.

PPP: Agradecemos a Deus por sua vida, por seu empenho e dedicação incansáveis na obra que Ele te confiou. Acreditamos que nossa entrevista servirá de incentivo para aqueles que têm um chamado para Missões e também o fortalecimento da crença de que missões não se faz apenas indo para o campo missionário, mas também com orações, divulgação e contribuições financeiras para a manutenção dos missionários e dos projetos que dirigem.
Que o Senhor a abençoe grandemente e continue te usando com poder e autoridade, fazendo com que através do trabalhos das suas mãos vidas sejam alcançadas, estruturadas, edificadas e fortalecidas nos caminhos do Senhor.



quarta-feira, 1 de maio de 2019

INFORMATIVO PROCURANDO OS PERDIDOS - ANO II - NÚMERO 29


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Carta ao leitor
Graça e paz!
A partir desta edição o Informativo passará a ser mensal. Algumas alterações foram feitas para facilitar o envolvimento de todos em prol da intercessão pela Igreja Perseguida. As informações sobre os motivos de oração e as informações dos países ficaram menores, por isso disponibilizamos o link para aqueles que desejarem acessar as informações completas no site da Missão Portas Abertas.
Comunhão no Corpo de Cristo!
Ao lermos as narrativas bíblicas acerca do início da igreja cristã, percebemos claramente que apesar de iniciar-se muitas vezes na evangelização individual, esta conduzia os novos convertidos a venderem tudo o que tinham e a colocarem aos pés dos apóstolos os recursos financeiros alcançados para que fossem utilizados na expansão do Reino de Deus e com isso alcançar mais almas para o Senhor.
De posse da salvação de suas almas, esses convertidos permaneciam unidos, congregando em um local comum, que normalmente era a casa. Isso mostra a importância do templo físico para que essa comunhão se estabeleça.
Ultimamente, todavia, uma nova geração de convertidos (novos e antigos) parece não concordar com a importância de se congregar em um templo físico: a igreja.
Alegam que não o fazem por discordarem de seus métodos e procuram justificar esse distanciamento da igreja, dizendo que continuam tão ou mais crentes do que no período em que lá congregavam e que não precisam estar em um local fechado com seus rituais eclesiásticos para demonstrarem seu amor e comunhão com Deus. São os chamados “desigrejados”
            Na “Matéria de Capa” dessa Edição com o título “Os desigrejados: a fé sem templo!”, veremos a opinião de dois líderes cristãos sobre o assunto. Ao final damos nossa sincera opinião que pode ou não ser a mais correta, mas demonstra o que entendemos sobre esse movimento que acaba invariavelmente criando mais um contingente de desviados do que de fervorosos cristãos.
            Na seção “Testemunho Cristão”, reeditamos a experiência do irmão André, fundador da Missão Portas Abertas que no dia 11 de maio completará 91 anos e merece todas as nossas orações e agradecimentos pelo trabalho desenvolvido ao longo de todos esses anos em prol dos irmãos da Igreja Perseguida e das vidas que são alcançadas em países onde não se pode pregar livremente o Evangelho.
Na “Reflexão da Semana” com o título: “Vale a pena ganhar o mundo?” veremos que muitas vezes ao nos deixarmos arrastar pelos desejos de sucesso que o mundo nos apresenta acabamos nos distanciando de nosso verdadeiro propósito neste mundo: buscar a Deus em primeiro lugar.
Não deixe de interceder pela Igreja Perseguida, pelos Povos não alcançados, pelos missionários e demais pedidos que são mencionados em nossos Pedidos permanentes de oração.
Coloquemo-nos na brecha e não sejamos como os negligentes mencionados em Ezequiel 22.30: “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.”.
O seu envolvimento nesse ministério de intercessão é muito importante. As pessoas podem não vê-lo intercedendo, mas com certeza o Senhor estará contemplando e respondendo segundo a sua fé e seu amor pelos irmãos e pela Obra redentora de Jesus.
Que o Senhor conceda a paz de que tanto necessitamos para colocarmos em prática as tarefas que Ele confiou a cada um de nós. Que haja harmonia em seus lares e ministérios.
Que o Senhor lhes conceda sabedoria e entendimento em todas as coisas, para que através de suas vidas e ministérios o nome do Senhor seja exaltado e glorificado.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo.

 

terça-feira, 30 de abril de 2019

REVISTA PROCURANDO OS PERDIDOS - ANO I - NÚMERO 3


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Carta ao leitor


Graça e paz!

            Liberdade!
Interessante observar o quanto, atualmente, esta palavra tem feito parte do vocabulário de pessoas de todas as idades. Todas à sua maneira desejam ser livres!
Liberdade é um direito fundamental do ser humano e neste universo, muitos acabam confundindo liberdade com libertinagem. Esquecendo muitas vezes que a liberdade – como tudo na vida – tem seu preço, que neste caso é a responsabilidade.
A responsabilidade nos induz ao respeito e à aceitação de direitos alheios e, nesse contexto, veio à tona um tema polêmico para alguns e intransigente para outros. Polêmico porque tem gerado posições contrárias e a favor; intransigente porque para alguns de seus defensores, dialogar para que se chegue a um consenso, absolutamente está fora de questão.
            Nesta edição abordaremos um desses temas polêmicos. Ele tem colocado muitos líderes religiosos em uma posição difícil diante de seus liderados, quando o aparece no ceio de suas comunidades. Estamos falando da Ideologia de gênero. Procuramos abordar as diversas posições acerca do tema e complementamos com a Palavra de Deus, que em todas as situações deve nortear nossas atitudes comportamentais não apenas na esfera espiritual, mas também no mundo em que vivemos. Pais e educadores têm o direito ou a liberdade de transmitir precocemente informações sobre a sexualidade de seus filhos ou de seus discípulos? Como cristãos, nascidos de novo, qual deve ser nosso posicionamento? A Palavra de Deus tem algo a nos ensinar sobre a Ideologia de gênero?
            Como dissemos na Edição anterior, talvez estejamos vivendo o período de maior carnalidade em nosso país. O Brasil virou palco de músicas e comportamentos indecentes por parte de jovens, adultos e também por pessoas da terceira idade, onde o apelo à sensualidade é mais presente em suas vidas do que o senso de moralidade que deveria servir de norte para suas ações.
            A pressão exercida pela membresia de algumas igrejas sobre seus líderes tem gerado outro problema recente e, que, pela quantidade de ocorrências, tem aparecido com frequência nos noticiários de todo o país: o suicídio de líderes religiosos. O Psicólogo Cristão Luiz Claudio da Silva nos apresenta conselhos valiosos para que possamos ajudar nossos líderes a fim de que essa tragédia não venha a ocorrer em nossas igrejas.
            A Igreja Batista Kunhimela completou três anos de existência no mês de Abril. Sua criação foi consequência natural da bênção do Senhor sobre o trabalho realizado pelos missionários Alessandra Lacerda e Lízias Cabral Filho à frente do Projeto Kunhimela em Maputo, Moçambique, onde crianças, adolescentes e adultos têm sido alcançados e edificados na Palavra de Deus para terem uma vida plena no Corpo de Cristo. Alegremo-nos com eles. Somos parte desta família!
Boa leitura!
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo.

domingo, 21 de abril de 2019

LINKS PARA ACESSO ÀS INFORMAÇÕES DO RANKING DA PERSEGUIÇÃO DA MISSÃO PORTAS ABERTAS


LINKS PARA ACESSO ÀS INFORMAÇÕES SOBRE OS PAÍSES COM PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA ELABORADO PELA PORTAS ABERTAS
PAÍS
POSIÇÃO
RANKING
LINK DE ACESSO ÀS INFORMAÇÕES COMPLETAS SOBRE O PAÍS
CORÉIA DO NORTE
AFEGANISTÃO
SOMÁLIA
LÍBIA
PAQUISTÃO
SUDÃO
ERITREIA
IÊMEN
IRÃ
ÍNDIA
10º
SÍRIA
11º
NIGÉRIA
12º
IRAQUE
13º
MALDIVAS
14º
ARÁBIA SAUDITA
15
EGITO
16º
UZBEQUISTÃO
17º
MIANMAR
18º
LAOS
19º
VIETNÃ
20º
REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA
21º
ARGÉLIA
22º
TURCOMENISTÃO
23º
MALI
24º
MAURITÂNIA
25º
TURQUIA
26º
CHINA
27º
ETIÓPIA
28º
TAJIQUISTÃO
29º
INDONÉSIA
30º
JORDÂNIA
31º
NEPAL
32º
BUTÃO
33º
CAZAQUISTÃO
34º
MARROCOS
35º
BRUNEI
36º
TUNÍSIA
37º
CATAR
38º
MÉXICO
39º
QUÊNIA
40º
RÚSSIA
41º
MALÁSIA
42º
KUWAIT
43º
OMÃ
44º
EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
45º
SRI LANKA
46º
COLÔMBIA
47º
BANGLADESH
48º
TERRITÓRIOS PALESTINOS
49º
AZERBAIJÃO
50º