domingo, 5 de abril de 2020

Pessach Judaica e a Páscoa Cristã! O que elas podem nos ensinar?

Esse ano, particularmente as datas coincidiram: os últimos dias da Páscoa judaica (Pessach) serão intercalados pelo dia em que a Cristandade comemora o domingo de Páscoa (12/abril).
Para muitos, as datas não têm nenhuma relação entre si, mas analisando com calma podemos verificar que existem muitas semelhanças e simbologias que apontam, pelo menos no meu humilde entendimento, para a Pessoa e a Obra Redentora do nosso Senhor Jesus Cristo e gostaria de deixar claro que não tenho por objetivo estabelecer nenhum estudo teológico, mas simplesmente procurar identificar, através dos símbolos e características que existem entre as duas datas, que eles nos levam a confirmar o grande amor e a infinita misericórdia de Deus por cada um de nós.
Durante 430 anos o povo hebreu residiu no Egito, sendo que na maior parte desse período viveu em regime de escravidão. A Palavra de Deus nos mostra que ao sentirem o peso que aquela situação estava gerando, principalmente no que dizia respeito à incerteza no futuro, começaram a clamar a Deus em busca de alívio ou quem sabe da própria libertação daquele jugo cruel.

Talvez no coração daquele povo oprimido, o simples fato de serem reconhecidos como seres humanos por parte das autoridades e do povo egípcio já seria suficiente para fazer deles pessoas mais felizes.

Quantos de nós não nos sentimos assim às vezes?
Quantos de nós não almejamos ao menos um pouco de simpatia por parte dos que nos rodeiam? Nem precisa ser aquela simpatia “melosa”, onde ficam nos elogiando e valorizando o tempo inteiro. Para muitos de nós, apenas um olhar carregado de amor e uma mão estendida em sinal de ajuda já seriam mais que suficientes para mostrar que somos importantes não pelo que possuímos, mas pelo que somos: Seres humanos, formados à imagem e semelhança de Deus, que a todos ama indistintamente.
Quantas pessoas passam por essa vida sem ao menos se sentirem amadas ou quem sabe, notadas por alguém?
Aquele povo sentia-se assim: desamparado e perdido em meio a tanto sofrimento, e Deus, ouvindo o seu clamor e “entendendo” que estava na hora de receberem o livramento tão esperado levantou um homem, criado como filho da filha de Faraó, mas que carregava em suas veias e em seu coração o sangue e a esperança de uma nação em formação. Esse homem chamava-se Moisés. Destinado à morte pelos homens em seu nascimento, fora preservado pela mão protetora do Senhor para, há Seu tempo, livrar o povo hebreu do jugo da escravidão a que estavam destinados desde o momento em que o povo daquela nação (Egito) começou a olhar para eles com desprezo e inveja por presenciarem as bênçãos que recebiam Daquele que buscavam como sendo o Deus Único, que havia feito um pacto com seus antepassados, os patriarcas, e que havia dito a Abraão que faria de sua descendência uma numerosa nação.

Verdadeiramente aquele povo tinha motivos para acreditar no livramento, mas quantos realmente criam que ele viria algum dia? Afinal, toda aquela geração havia suportado o peso da escravidão e talvez nem soubesse viver em liberdade, pois ela traria em seu bojo a responsabilidade pessoal e coletiva pelos atos praticados.
Todos conhecem a maravilhosa narrativa do livramento que Deus concedeu ao povo hebreu. Desde a saída gloriosa do Egito, até a abertura do mar Vermelho, ante os olhos estupefatos de todos aqueles que confiaram nas palavras de Moisés e nas manifestações de Poder exibidas pelo Senhor diante de Faraó e de seus comandados.
Para o povo judeu, esse dia Santo celebra, certamente, o mais importante evento de sua história, pois representa a redenção de sua escravidão no Egito e a sua saída rumo à terra da promessa.
Aquele povo, assim que se viu livre das garras de seus algozes, celebrou com jubilo o grande livramento concedido pelo Senhor.

Na festa de Pessach alguns símbolos são colocados sobre a mesa de refeições que une toda a família. É o momento de contar toda a história desse grande livramento e das recomendações para que nunca deixem de reproduzi-la principalmente para as crianças.
Sobre a mesa são colocados os seguintes ingredientes, dispostos sobre três matzot (plural de Matzá (pão não fermentado) que representam o Povo Judeu em sua totalidade – a de cima representa os Cohanim (sacerdotes), a do meio os Leviim (levitas) e as de baixo os Israelim (povo) – e os Sefaradim (Judeus espanhóis) as colocam em cima da parte superior da bandeja e os Ashquenazim (Judeus alemães) costumam colocá-las na parte inferior da mesma.

Zero’á ou Zeroá – que significa braço, em hebraico, simboliza o Braço poderoso com que Deus tirou o povo hebreu do Egito. Representando o Corban Pessach – isto é, o cordeiro que se oferecia no Templo na véspera de Pessach, é colocado no canto superior, à direita. Os sefaradim costumam usar um “braço” de cordeiro ou vitela, enquanto os ashquenazim, um osso da perna, asa ou pescoço de frango, mas pode-se usar qualquer osso tostado com carne.

Beitzá ou Betsá: Ovo cozido, colocado no canto superior da bandeja, à esquerda, lembra o Corban Chaguigá, o segundo sacrifício oferecido em Erev Pessach. Usa-se o ovo, tradicional símbolo de luto, como sinal de tristeza pela destruição do Templo Sagrado de Jerusalém.

Maror: Erva amarga, colocada no centro da bandeja, simboliza a amargura e o sofrimento impostos aos judeus, enquanto escravos no Egito. Costuma-se usar uma verdura amarga, como escarola ou alface romana. Pode-se usar também outro tipo de alface ou endívia. Os ashquenazim usam a raiz forte (chrein).

Charoset: Mistura de nozes, amêndoas, tâmaras, maçãs, canela e vinho. Cada família deve prepará-la segundo seu costume. Coloca-se à direita, na bandeja. Representa a argamassa usada pelos judeus na construção das edificações do Faraó e o trabalho pesado a que eram obrigados.

Karpas ou Carpas: Salsão, colocado no quadrante inferior esquerdo da bandeja. Lembra o hissopo (Ezov), usado pelos Filhos de Israel para aspergir sangue nos batentes das suas casas, antes da praga dos primogênitos. Os ashquenazim usam salsinha, cebola ou batata. Essa verdura introduz o tema principal do Êxodo – a liberdade. Molha-se a verdura em água salgada ou vinagre, como lembrança das lágrimas derramadas e do suor incessante e calor causticante durante o trabalho escravo.

Chazéret – Costuma-se usar alface romana colocada na bandeja abaixo do Maror.

Além disso, fora da Keará (bandeja), colocam-se sobre a mesa:
- Um recipiente com água salgada, no qual se mergulham as verduras, para lembrar o mar.
- Uma taça para cada um dos representantes, contendo, cada taça, no mínimo 86ml de vinho (valor numérico de Cós, copo).

Para o povo judeu, Pessach significa o livramento humano concedido por Deus ao povo escolhido, mas para nós, cristãos, a Páscoa significa muito mais que um livramento físico, trata-se de um livramento espiritual que estende-se por toda a eternidade.
A Palavra de Deus nos mostra em Gálatas 4.4-7 que: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus”
À semelhança do povo judeu, todos nós, também estávamos sob o extenuante jugo e suportávamos o peso da escravidão do pecado que nos corroía por dentro e que nos distanciava cada vez mais do relacionamento divino.
Para nós que vivíamos agarrados às ofertas de prazeres oferecidos pelo mundo que nos cerca e que nos conduziam a abismos espirituais cada vez mais profundos, sem que muitas vezes nos apercebêssemos, o fogo abrasador do afastamento divino, consequência do pecado original, era infinitamente superior ao calor produzido pelos fornos utilizados para a confecção dos tijolos que aquele povo era obrigado a produzir para seus senhores no Egito.
Nossos corpos ardiam pelos prazeres pecaminosos, mas nossa alma se petrificava dia a dia e nosso coração, que em frangalhos, buscava em vão por momentos de refrigério. Quantos questionamentos não nos vinham à mente sem que soubéssemos de onde se originavam... Sabíamos que no momento em que estivéssemos à sós nossa visão da vida e satisfação pelos prazeres obtidos não seriam os mesmos. Havia um hiato entre o nosso presente e nosso futuro. Éramos náufragos em nós mesmos.
Quando olhamos para nossas vidas antes de nosso encontro pessoal com o Senhor Jesus, podemos nos transportar para aqueles momentos terríveis pelos quais passavam nossos irmãos judeus.
Quando Deus olhou para o sofrimento que aquele povo passava, contemplou toda a humanidade, quer estivessem residindo naquela poderosa nação, quer estivessem abrigados ou desabrigados no menor pedaço de terra no mais distante território desse mundo.
Deus amou e continua amando o povo judeu, mas João nos mostra que o Seu amor era e é muito mais amplo, quando diz que: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3.16,17)
Quando Deus decidiu preservar Moisés para que libertasse um povo e o transformasse em uma nação sacerdotal, Ele estava olhando para cada um de nós e no momento certo, quando as condições humanas estivessem favoráveis para que Seu “plano” fosse colocado em ação, enviaria o Seu próprio Filho, Jesus Cristo, para completar a obra que nenhum profeta por mais poderoso, humilde e dedicado que fosse poderia realizar: Salvar o ser humano e dar-lhe livre acesso à Sua presença gloriosa, e essa tarefa não poderia ser realizada por ninguém que fosse gerado em pecado, mas deveria ser concretizada por alguém que não apresentasse mácula alguma, que fosse revestido de autoridade espiritual para passar por esse mundo, vivendo as mesmas dificuldades e vicissitudes a que todo ser humano está sujeito, para que em vivendo assim, pudesse mostrar a todos nós que é possível viver uma vida reta e santa, apesar das evidências colocadas pelos homens serem contrárias.

Somente uma pessoa poderia realizar essa maravilhosa Obra de Redenção, não apenas física e temporal, mas espiritual e eterna: Jesus Cristo, o Verbo encarnado; a mais pura manifestação do infinito amor de Deus por suas criaturas.
Jesus passou por esse mundo e teve as mesmas dificuldades que todos nós temos: Foi desprezado e humilhado; perseguido e maltratado; rejeitado por aqueles que se diziam amigos e companheiros; abandonado por aqueles que nem um de nós acreditaria que pudessem fazê-lo; foi considerado como escória e por pregar e viver intensamente o amor de Deus foi considerado culpado e conduzido à morte para que se cumprissem as Escrituras.
Aquela sexta-feira que precedia o shabat era também a preparação para Pessach, o primeiro dia da celebração da festa.
No dia anterior todas as famílias judias haviam retirado de suas casas todos os alimentos fermentados, para que durante as festividades, não houvessem alimentos considerados impuros, mas naquele que seria o dia em que a família se reuniria em torno da mesa para contar a história do livramento material que Deus concedera aos seus antepassados, naquele mesmo dia, estavam crucificando Aquele que os havia libertado com mão forte do Egito e que agora viera cumprir o propósito daquele livramento, resgatando em Si mesmo, não apenas aquelas famílias que festejam em suas casas, mas toda a humanidade.
Aquela sexta-feira para nós e shabat para eles, representou um instante de sofrimento e dor inaudita, mas ao terceiro dia, no domingo, que a Cristandade festeja como sendo a Páscoa Cristã, Ele ressurgiu dos mortos para completar definitivamente a Sua Obra. Ele havia carregado sobre os ombros estirados naquele madeiro o pecado de toda a humanidade e a partir daquele momento concedeu a cada um que acreditasse naquela manifestação divina a oportunidade para que pudesse novamente se reconciliar com o Pai.
Ele não deixou escrito que deveríamos comemorar essa data com alimentos simbolizando as passagens adversas que tivemos em nossas vidas pecadoras, mas deixou-nos uma ordenança que mostra o quanto Ele ama, não apenas a nós que já O reconhecemos com Senhor e Salvador, mas o amor que nutri por todos quantos ainda não tiveram esse entendimento e que ainda jazem sob o jugo da escravidão do pecado e da morte espiritual. Ele disse: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.” (Jo 15.12-17)

E seguindo as ordens de Jesus, devemos compreender e demonstrar o Seu amor por toda a humanidade, mostrando que o dia de Pessach (livramento físico) e o dia da Páscoa (ressurreição espiritual) são todos os dias. Seguindo a orientação de Paulo a Timóteo: “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” (2 Tm 4.2-4),“...Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” (Mc 16.15,16)

Que o Senhor Jesus nos dê um coração amoroso e compassivo, que identifique em nossos irmãos não apenas a necessidade de um livramento físico e material da escravidão das dificuldades que a vida apresenta (Pessach), mas principalmente, que Ele nos ajude a identificar em nossos próprios corações a necessidade de livrar nossos irmãos da escravidão do pecado e da morte espiritual (Páscoa).
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo.


sexta-feira, 13 de março de 2020

Conselhos para os preguiçosos



Conselhos para os preguiçosos.

Por Charles H. Spurgeon

Dar conselho aos ociosos é tão inútil quanto despejar água em uma peneira; do mesmo modo, tentar aperfeiçoá-los é como tentar engordar um galgo. O Antigo Testamento já nos dizia para amassar nosso pão com água, se amassarmos uma ou duas cascas duras nesses charcos estagnados sempre nos restará ainda um consolo: se as pessoas preguiçosas não se tornam melhores quando semeamos bom senso, não tornamos piores por tentar adverti-las e não colhermos nada. Repreender preguiçosos é como ter um pedaço duro de solo para arar em que, com certeza, a colheita será menos farta. Mas se apenas a terra boa tivesse de ser cultivada, os lavradores poderiam se afastar do trabalho, e nós só teríamos de pôr o arado no sulco. Homens preguiçosos são muito comuns e crescem sem que seja necessário cultivá-los, mas a quantidade de sagacidade que existe em muitos deles seria insuficiente para pagar a aração: não é necessário nada para provar isso além do nome e do caráter deles, se não são tolos, são preguiçosos, e conforme diz Salomão: "O preguiçoso considera-se mais sábio do que sete homens que respondem com bom senso", já aos olhos de todos os outros, sua tolice é tão clara como o sol no céu. Se os ataco duramente, ao falar com eles, é porque sei que podem aguentar, pois se eles estivessem caídos no chão do celeiro, eu precisaria surrá-los muito antes de conseguir tirá-los da palha, e nem mesmo a debulhadora a vapor conseguiria fazer isso. Ela os mataria antes de conseguir levantá-los da palha, pois a preguiça está nos ossos de algumas pessoas e mostra-se em sua carne ociosa, faça você o que fizer com elas.

            Bem, por isso, antes de tudo me parece que pessoas preguiçosas deveriam obrigatoriamente ter um grande espelho pendurado onde fossem obrigadas a se ver, com certeza, no final, se os olhos delas forem como os meus, não suportariam olhar para si mesmas por muito tempo ou com frequência. A visão mais horrível do mundo é a de um desses vadios autênticos que dificilmente seguraria sua vasilha de comida se chovesse mingau de aveia e, com certeza, jamais seguraria um pote em que coubesse mais comida do que a necessária para si mesmo. Talvez, se a chuva fosse de cerveja, ele conseguisse despertar um pouco, mas acabaria de encher o copo depois. Provérbios descreve esse homem: "O preguiçoso põe a mão no prato, e não se dá ao trabalho de levá-la à boca". Acho que esse tipo de homem deveria ser tratado como os zangões que as abelhas expulsam das colmeias. Todo homem deve ter paciência e piedade pela pobreza, mas para a preguiça seria melhor um chicote comprido ou uma volta pela roda do moinho. Esse poderia ser um purgante saudável para todos os preguiçosos. Mas seria muito difícil para alguns deles conseguir sua dose completa de medicamento, pois eles nasceram ricos, mas a riqueza não faz nada sozinha, ela precisa que alguém lhe empreste a mão. Como diz o velho ditado: "O preguiçoso é como o cão que encosta a cabeça na parede para latir" ou como as ovelhas preguiçosas para quem é muito trabalhoso carregar a própria lã. Seria muito útil se pudessem se ver, mas talvez fosse muito trabalho abrirem os olhos, mesmo que segurassem os óculos para eles.

            Tudo no mundo tem alguma utilidade, mas o doutor em teologia, o filósofo ou a coruja sábia, em seu campanário, quebrariam a cabeça para descrever a utilidade da preguiça, ela me parece ser um vento mau que não sopra nada de bom para ninguém, um tipo de lodo onde as enguias não se reproduzem, um fosso sujo que não consegue alimentar nem mesmo um sapo. Peneire um preguiçoso, grão a grão, e não encontra nada de bom. Tenho ouvido pessoas dizerem que é melhor não fazer nada que promover a desordem, mas não estou bem certo disso, essas palavras brilham, mas não acredito que sejam ouro. É uma preguiça maléfica apesar da pitada de louvor; digo que a preguiça é má, e é de todo má. Por sorte, um homem que promove desordem é um pardal apanhando milho, mas um homem preguiçoso é um pardal sentado em um ninho cheio de ovos, que se transformarão em pardais e, em breve, causarão um monte de feridas. Não é necessário que me digam, tenho certeza – a erva daninha mais ordinária da terra não cresce na mente daqueles que estão ocupados com maldades, mas nas inquietações impuras criadas pela imaginação dos homens preguiçosos em que o mal se esconde sem ser visto, como a velha serpente, que ele realmente é. Não gosto que os nossos jovens se envolvam em desordem, eu preferiria vê-los com lodo até o pescoço que saracoteando por aí sem nada para fazer. Se hoje o mal de não fazer nada parece menor, amanhã, vocês descobrirão que ele é maior; o diabo põe carvão no fogo, e, assim, o fogo não arde, mas em função disso será um fogo muito maior no final. Preguiçosos, vocês têm de ser seus próprios trombeteiros, pois mais ninguém pode achar algo de bom em vocês para louvar. Eu gostaria de ver você através de um telescópio, pois certamente isso implicaria que você estaria muito distante; entretanto, nem mesmo os maiores óculos da igreja conseguiriam ver algo de valor em você. A respeito das toupeiras, dos ratos e das doninhas ainda há algo para se falar, mesmo que a visão deles pregados em nosso velho celeiro seja bonita; quanto a vocês, só serão úteis na sepultura ao ajudarem a aumentar o cemitério, mas eu não posso entoar uma canção em seu favor melhor que este verso, conforme disse o sacristão da igreja, pecado da minha própria composição:
Um preguiçoso desajeitado, bom para nada. Pecaminoso por dentro e esfarrapado por fora. Quem se importa em tê-lo por perto? Expulsem-no! Expulsem-no!
"Como o vinagre para os dentes, e a fumaça para os olhos", assim é o preguiçoso para o homem que sua para ganhar a vida honestamente, enquanto esses indivíduos deixam o mato crescer até os tornozelos e, como diz a Bíblia, atravancam a terra.

            O homem que perde seu tempo e sua força com a indolência se oferece como alvo para o diabo, que é um atirador extraordinariamente bom e perfurará o preguiçoso com seus tiros; em outras palavras, o homem preguiçoso atenta o diabo a tentá-los. Aquele que joga quando deveria trabalhar enfeitiça um espírito do mal para ser seu parceiro; e aquele que nem trabalha nem joga é uma oficina à disposição de Satanás. Se o diabo capturasse um homem preguiçoso, ele o poria para trabalhar, faria com que ele encontrasse ferramentas e, depois de muito tempo, pagaria um salário a ele. Não é daí que vem a embriaguez que enchem nossas cidades e vilas de miséria? A preguiça é a chave para a penúria e a raiz de todo o mal. O homem que não tem estomago para trabalhar tem dois para comer e beber. Nas horas de preguiça, aquele pequeno buraco logo abaixo do nariz engole o dinheiro que colocaria agasalhos nos ombros das crianças e pão na mesa dos casebres. A palavra de Deus afirma: "Os bêbados e os glutões se empobrecerão", e o versículo mostra a ligação entre eles ao concluir: "E a sonolência os vestirá de trapos".Sei disso do mesmo modo que sei que o musgo cresce nos telhados velhos e que o hábito de se embriagar brota das horas de preguiça. Eu aprecio o lazer quando posso usufruir dele, mas isso é completamente diferente; uma coisa é pau, a outra é pedra.

            Gente preguiçosa não sabe o que é lazer; está sempre com pressa e bagunçado, pois como negligencia o trabalho no momento certo sempre tem muito o que fazer. Ficar na indolência, hora após hora, sem fazer nada é o mesmo que fazer buracos na cerca para deixar os porcos passarem, e eles passarão – não se engane, pois os buracos que farão ninguém vê, exceto aqueles que cuidam do jardim. O próprio Senhor Jesus nos disse que enquanto os homens dormem, o inimigo semeia a praga; isso está muito certo, pois o mal entra no coração muito mais frequentemente pela porta da preguiça que por qualquer outra. Nosso velho pastor costumava dizer: "Um preguiçoso é a melhor matéria prima para o diabo, ele pode criar qualquer coisa desde um ladrão até um assassino". Não sou o único a condenar os preguiçosos, certa vez, eu ia entregar ao nosso pastor a longa lista dos pecados de uma das pessoas a respeito de quem ele havia me questionado, eu comecei dizendo: "Ela é terrivelmente preguiçosa". No mesmo momento, ele disse: "É o suficiente; todos os tipos de pecados estão nesse, ele é o sinal para conhecer um pecador cheio de pecados".

            Meu conselho para os jovens é: "Saiam do caminho da preguiça, pois vocês podem pegar essa doença e nunca se livrar dela". Tenho sempre medo de que eles aprendam o caminho da preguiça e fico muito atento para perceber qualquer coisa desse tipo logo no início; pois como vocês sabem, é melhor matar o leão enquanto é filhote.

            Certamente, nossos filhos carregam nossa natureza negativa neles, por isso podemos vê-la crescendo como erva daninha em um jardim. Quem consegue tirar ao limpo do que não é limpo? O ganso selvagem não choca o ovo quebrado. Nossos garotos saem para a vida apenas com seus aspectos negativos, a não ser que, desde o início, tornemos nosso lar um local tranquilo e bastante atraente para eles e os treinemos a odiar a companhia dos indolentes. Não os deixe ir ao bar "Rosa e a Coroa", faça-os, enquanto são jovens, aprender a ganhar uma coroa e cultivar as rosas no jardim de seus pais. Criem os jovens como abelhas, e eles não serão zangões, vadios.

            Atualmente, há muito a se dizer em relação a mestres e mestras incompetentes. Ouso dizer que há algo de bom nisso, pois, há incompetentes de todos os tipos hoje, como sempre houve. Em outra ocasião, se me permitirem, darei uma palavra sobre o assunto; mas tenho certeza de que há muito espaço para censura, mesmo entre as pessoas trabalhadoras, especialmente em relação à preguiça. Vocês sabem que somos obrigados a arar com o gado que temos à disposição; mas quando tenho de trabalhar com certos homens, preferiria dirigir uma equipe de lesmas ou ir à caça de coelhos com um furão morto. Porque de imediato seria mais fácil tirar leite de pedra ou suco de cortiça do que conseguir resultados com alguns deles; mesmo porque eles estão sempre falando dos seus direitos. Eu gostaria que eles examinassem os próprios erros, em vez de se encostarem às alças do arado. Afinal, preguiçosos e dorminhocos não são trabalhadores, não passam de porcos, bois ou cardos em macieiras. Nenhum deles faz parte do grupo de caçadores que se veste com paletós vermelhos, e nenhum deles é trabalhador ou se denomina assim. Às vezes, eu gostaria de saber porque alguns de nossos empregadores mantêm afinal tantos gatos que não caçam ratos. Seria mais fácil eu deixar minhas moedas caírem em um poço que pagar para pessoas que apenas fingem trabalhar. Vê-las todos os dias se arrastando sobre uma folha de repolho, é algo que apenas nos irrita e faz nossa carne ferver. Viva e deixe viver, digo eu, mas não inclua os preguiçosos nessa licença. "Não dê comida aos que não trabalham".

            Talvez seja o momento adequado para dizer que algumas pessoas das classes mais altas, como são chamados, dão um exemplo vergonhoso em relação a isso, alguns abastados são quase tão preguiçosos quanto ricos, e, muitas vezes, até mais. As ratazanas dormem por tanto tempo e tão ruidosamente quanto os ratinhos. A maioria dos párocos compra ou encomenda um sermão para evitar o trabalho de pensar. Isso não é uma preguiça abominável? Eles zombam dos que fazem discursos afetados, mas não ficam envergonhados ao ficar em pé para ler um sermão de outra pessoa como se fosse seu. Muitos de nossos fazendeiros não têm mais nada para fazer além de repartir o cabelo ao meio; e, em Londres, conforme me disseram, muitos dos nobres, tanto senhoras como cavalheiros, não têm ocupação melhor que matar o tempo. Atualmente, diz-se que quanto mais alto o salto, maior o tombo; da mesma forma, quanto mais importante é a pessoa, mais sua preguiça chama atenção, e mais ela deve se envergonhar dela. Não digo que elas têm obrigação de arar, mas que têm o dever de fazer alguma coisa em relação à situação, além de serem como as lagartas no repolho comem a melhor parte; ou como as borboletas que se exibem, mas não produzem mel. Não posso me irritar com essas pessoas por qualquer coisa, pois sinto pena delas, quando penso nas regras de moda estúpidas que são obrigadas a obedecer, e na vaidade com que prolongam seus dias. Eu preferiria antes vergar minhas costas com o trabalho pesado do que ser um rapaz elegante com nada para fazer além de me olhar no espelho e ver em mim mesmo um sujeito que nunca pôs uma simples batata no pote da nação, mas apenas tirou muitas. Antes despencar das montanhas de Surrey, esgotado como a velha égua marrom de meu mestre, que comer pão e queijo sem ter trabalhado para isso; é melhor ter uma morte honrosa que levar uma vida imprestável. Seria melhor entrar em meu caixão que ser um morto vivo, um homem cuja vida é uma folha em branco.

            De qualquer modo, não é fácil que os preguiçosos passem impunes por todos seus esquemas porque, no fim, sempre carregam a maior parte das penas. Elas não consertam o telhado, portanto têm de construir uma nova cabana; não põem o cavalo na carroça, por isso, terão elas mesmas de puxar a carroça. Se fossem espertas, executariam bem seu trabalho, a fim de não fazê-lo duas vezes, e se esforçariam trabalhar bem enquanto estão na lida para tirar a pendência da frente. Meu conselho é: se você não gosta de trabalho pesado, comece a trabalhar com garra, execute-o e goze seu tempo de descanso.

            Eu gostaria que todas as pessoas religiosas pensassem a respeito desse assunto, pois alguns professores são surpreendentemente preguiçosos e, com isso, fornecem um material lamentável para a língua dos ímpios.

            Penso que um lavrador religioso deve ser o melhor homem no campo, e não deve permitir que nenhum grupo o derrote. Quando estamos trabalhando, temos o dever de estar com a atenção no trabalho e não podemos parar para conversar, mesmo que a conversa seja sobre religião. Do contrário, não apenas roubamos de nosso empregador o nosso próprio tempo, como também o tempo dos cavalos. Eu costumo ouvir pessoas dizerem: "Nunca pare o arado para matar um rato", da mesma forma, é uma tolice parar para bater papo; além disso, um homem que desperdiça o tempo, quando o patrão está ausente é um bajulador, o que considero o oposto de ser cristão. Se alguns dos membros de nossa congregação fossem um pouco mais ágeis com os braços e as pernas quando trabalham e um pouco menos ativos com as línguas, falariam mais sobre religião do que falam agora. O povo diz que o maior enganador é o mais devoto, eu fico constrangido em afirmar que um dos maiores preguiçosos que conheço é um homem que se declara abertamente um falante. Seu jardim está tão coberto de ervas daninhas que por pouco não tomo a iniciativa de capiná-lo para ele. Se ele fosse mais jovem, conversaria com ele a respeito disso para livrar nosso grupo da vergonha que ele acarreta sobre nós e a fim de orientá-lo melhor, mas quem pode ser professor de uma criança de sessenta anos? Ele é um espinho constante para o nosso amável pastor, que anda muito aflito com isso e diz muitas vezes que tem vontade de ir para outro lugar porque não consegue lidar com essa conduta; mas eu digo-lhe que em qualquer lugar que viva sempre encontrará um arbusto espinhoso perto de sua porta, e será uma benção se não encontrar dois.

            Contudo, eu gostaria que todos os cristãos fossem diligentes, pois a religião jamais teve por desígnio que nos tornássemos preguiçosos. Jesus foi um grande trabalhador e seus discípulos não tinham medo de trabalhar duro.

            Da mesma forma, tem muito disso no servir ao Senhor com o coração frio e a alma preguiçosa, além de fazer a religião definhar. Os homens cavalgam quando caçam para ganhar algo, mas são lerdos quando estão a caminho do céu. Os pregadores continuam a vacilar e a falar de forma monótona, em uma verdadeira lenga-lenga, e o povo começa a bocejar, cruzar os braços e a dizer que, por isso, Deus está recusando a bênção. Todo preguiçoso maldiz sua sorte quando se vê incluído grupo dos esfarrapados; e algumas igrejas aprenderam esse mesmo artifício pernicioso. Eu acredito que quando Paulo planta, e Apolo rega, Deus faz crescer, e não tenho paciência com os que põem a culpa em Deus, quando eles são os culpados. Agora esgotei todos os meus recursos. Receio ter falado em vão, mas fiz o melhor que pude, nem um rei poderia fazer mais. Uma formiga nunca produzirá mel se não trabalhar com o coração, e eu jamais exporei meus pensamentos de forma tão bela como alguns escrevem um livro de sucesso; mas a verdade é a verdade mesmo vestida de chita e, assim, chego ao fim de toda essa história.
Extraído do livro “Sabedoria Bíblica – Conselhos simples para pessoas simples” de autoria de Charles H. Spurgeon

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

SINCRETISMO EVANGÉLICO?!



SINCRETISMO EVANGÉLICO?!
O mundo precisa de Cristo. Quem se importa com as almas perdidas?



Hoje em dia ouvimos muitas mensagens nas rádios, na TV, na Internet e nos púlpitos de nossas igrejas e em muitas delas o que ouvimos chega a ser degradante (para usarmos uma palavra menos grosseira). Presenciamos isso com muita clareza em 2018 no período que antecedeu às últimas eleições em nosso país.
Multiplicaram-se informações desencontradas transmitidas pelas diversas mídias eletrônicas – as chamadas Fake News – e muitas vezes, se não tomássemos o devido cuidado, acabaríamos divulgando informações inverídicas.
Conheço pessoas que se indispuseram com amigos e familiares simplesmente por não concordarem com as ideias dos adversários políticos de seu candidato. Infelizmente, isso acabou ocorrendo comigo quando, quebrando uma de minhas regras neste quesito, decidi tecer alguns comentários em uma de minhas redes sociais sobre a liberação de um condenado e o comportamento inercial do atual presidente da República Federativa do Brasil ao qual elegemos simplesmente para impedir que o partido do condenado voltasse ao poder.
Não são poucas as mensagens que recebo com denúncias sobre políticos, pastores e igrejas. Tenho adotado o seguinte procedimento (não digo que seja o mais apropriado, apenas é o que normalmente utilizo): tomo conhecimento e me reservo o direito de não repassar as informações recebidas. Penso que agindo assim acabo evitando dissabores maiores, como o ocorrido recentemente ou de ficar me retratando ou acusando indevidamente pessoas ou instituições que seriam inocentes, pelo menos nos casos mencionados.
            Podem me acusar de omisso nessa questão. Eu não me importo.  Vivemos em um país democrático e com liberdade de expressão e pensamento. Aos que pensarem assim a meu respeito, peço suas orações em meu favor.
            Às vezes recebo uma mensagem altamente espiritual pela manhã e no mesmo dia, o mesmo contato me envia outro com denúncias sobre partidos políticos e seus membros; links para um vídeo de acidente automobilístico, da morte de um marginal ou de alguma vítima de balas perdidas..., e coisas assim.            Ao final do dia, depois de receber mensagens tão variadas, não sei bem se o meu contato é “tão” espiritual ou “tão” mundano: “tão” ligado nas coisas do Espírito ou “tão” ligado com as questões físicas, materiais ou sociopolíticas que fazem parte do nosso dia a dia.
            Creio que devemos denunciar os abusos. Não critico quem age assim, apenas prefiro não me envolver nessas questões que, no meu caso especifico não me edificam em nada e nem ajudam a me tornar um cristão melhor.
            As falcatruas, omissões e irresponsabilidades governamentais existem, sempre existiram e vão continuar existindo, e todos sabem disso e não venham tentar me dizer que o melhor é votar em nossos “irmãos” evangélicos, pois sendo “tementes” a Deus eles farão o melhor possível pelo povo de Deus e pela causa do Evangelho.
            Nem vou entrar no mérito dessa questão. Basta verificar a medíocre atuação de nossos “irmãos” na política nacional e constatar que na sua grande maioria eles também são, desculpe a expressão, “farinha do mesmo saco” que os corruptos que estão nos gabinetes de todas as esferas governamentais, participando dos mesmos golpes financeiros e manipulações que é melhor nem comentar.
            Para muitos, o pastoreio das igrejas locais não representa mais o chamado de Deus para suas vidas, agora eles precisam demonstrar os seus “talentos” em cargos eletivos. E temos até “apóstolos” que se candidatam. Isso é uma vergonha para aqueles que dizem ter tido um chamado real de Deus para o ministério pastoral. Pobres ovelhas que são conduzidas por esses “homens de Deus”, pois eles apenas apascentam-se a si mesmos e a seus familiares.
            Preocupa-me ver que, atualmente, uma grande parcela do povo de Deus está mais preocupada com as ruas de ouro prometidas no Livro do Apocalipse, do que alcançar vidas para Jesus, mas ainda prefiro a minha parte em vidas alcançadas para o Senhor. De que nos adianta andar em ruas de ouro se não tivermos quem nos acompanhe?
            Mas apesar de crer dessa maneira, busco alertar a todos no tocante a terem uma vida integra e temente ao Senhor, como se o dia do Seu retorno fosse hoje.
            Sei que não sou o único a pensar dessa maneira. Seria muita pretensão pensar assim. Assim como muitos que não se dobraram diante de “Baal” nos tempos do Profeta Elias, temos hoje em dia muitos irmãos e irmãs que não se dobram diante das dificuldades e perigos e procuram cumprir o IDE de Jesus (Mc 16.15) até mesmo com o preço da própria vida.
            Assim como eles, meu coração também sangra, e muito, pelas almas perdidas, não apenas por aquelas que se encontram em lugares onde há perseguição declarada aos cristãos, mas choro também e principalmente pelos que moram à nossa volta, na nossa “Jerusalém”.
            Você deve estar se perguntando: “Mas o que essa introdução tem a ver com “Sincretismo Evangélico”?”.
            Tudo eu repondo! Muitos estão seguindo diretamente para o Inferno sem que ouçam uma única palavra que os alerte acerca da necessidade da Salvação em Jesus Cristo. Quando ouvem, ela se direciona apenas às conquistas financeiras, a restauração da saúde ou até mesmo ao retorno de algum amor que se foi e agora se encontra em outros braços; disse conquistas porque aquilo que eles (esses pregadores e seus seguidores) chamam de bênçãos, podem muitas vezes não passar de pratos de lentilhas oferecidos pelo Inimigo aos que se deleitam nesses prazeres, pois estão sempre envoltas na necessidade da troca financeira. A “bênção” está diretamente ligada à quantidade de “ofertas voluntárias” concedidas. O Senhor os julgue na medida de seus “méritos”.
            Para alcançarem seus escusos interesses, esses líderes são capazes de praticar um verdadeiro sincretismo religioso que em nosso caso podemos chamar de “sincretismo evangélico”. Vendem o que podem e praticam o que podemos chamar com tristeza no coração, de “boacumba”, pois trouxeram para dentro de nossas igrejas práticas que eram apresentadas apenas nos terreiros de umbanda dentre outras seitas anímicas que pululam pelos quatro cantos do Brasil.
            Ao longo da maior parte do Antigo Testamento vemos que práticas pagãs eram comuns no meio do povo de Deus e foi esse o principal motivo dos juízos divinos contra Israel e contra Judá. Ao lermos, principalmente os profetas menores: Oseias, Joel, Amós, entre outros – não apenas eles – fica evidente essa situação. Para eles, essas práticas ficam ainda mais claras, pois a rebeldia dos judeus em relação à Palavra de Deus e o prazer com que adoravam outros deuses e se entregavam a eles, mesmo diante dos alertas divinos era impressionante.
            Infelizmente, em nossos dias estamos vivendo algo parecido e com um agravante: para o povo da Antiga Aliança as manifestações do Messias eram apenas sombras do que viria acontecer quando ele se revelasse, ao passo que na Nova Aliança sabemos perfeitamente como Jesus veio a esse mundo para salvá-lo e como deixou expresso em Sua Palavra o que de fato acontecerá quando voltar para levar (resgatar) o Seu povo, para com Ele viver eternamente.
            A Palavra de Deus nos diz que “o mundo jaz no maligno” (I Jo 5.19) e vemos o espelho disso em nosso país. Quer saber quando isso acontece?
            1) Quando a apresentação de um filme – “Nosso Lar” –  mostrando uma falsa realidade do mundo espiritual alcançou recordes de bilheteria e de arrecadação, sendo visto por mais de 1 milhão de espectadores em apenas cinco dias de apresentação e foi até cogitada a possibilidade de apresentá-lo como o representante do cinema nacional para concorrer ao Oscar daquele ano;
            2) Quando pseudos pastores se arvoram no direito de serem chamados “apóstolos” e mobilizam multidões sem fim para suas marchas que buscam elevar o próprio ego;
            3) Quando pseudos missionários levantam impérios e fortunas incalculáveis sem manter um único missionário que seja e em cujas igrejas a palavra evangelismo é coisa ultrapassada, faz parte de um vocabulário esquecido; o que importa de fato é distribuir seus carnês de associados que visam financiar os programas “evangelísticos” na TV, e é claro, os carros de luxo e os aviõezinhos particulares que os ajudam na melhor ”propagação” do Reino de Deus;
            4) Quando pseudos homens de Deus buscam construir templos suntuosos que fariam o Templo construído pelo rei Salomão ficar parecido com as barracas de lona que os verdadeiros evangelistas norte-americanos montavam há 50, 60 anos atrás em nossas praças públicas pregando única e exclusivamente a mensagem de Salvação que há em Jesus Cristo.
            5) Quando um pseudo homem de Deus (sem entrarmos em maiores detalhes sobre a construção da réplica do Templo de Salomão e dos filmes sobre a vida do líder “espiritual” dessa entidade religiosa que só é aceita como evangélica por algumas denominações e lideranças evangélicas por ter entre os seus “fundamentos” que a Bíblia é sua regra de fé e de prática) ilude seus fieis com falsas promessas de prosperidade caso passem pelos seus “vales de sal”, comprem suas “águas do rio Jordão” e agora artigos judaicos ligados ao “templo”, como se fossem práticas bíblicas. Na verdade, faz do sincretismo religioso (evangélico) a sua maior propaganda. Não bastasse toda essa distorção intencional da Palavra de Deus ainda tem ao lado desta aberração arquitetônica, uma loja para vender seus souveniers: menorás, talit (chalé de oração judaico), mezuzás, etc., semelhantemente às Igrejas Católicas com seus santinhos e imagens.
            6) Quando o liberalismo vem tomando conta de muitas igrejas, antes compromissadas com a Palavra de Deus e hoje, reféns das novidades de alguns líderes que desejam transformar essas igrejas em extensão dos locais mundanos que frequentavam ou continuam frequentando, alegando, que assim agem para alcançar as almas, mas na verdade não passam de mentirosos como os descritos ao longo de toda a Bíblia, pois tratam as coisas de Deus como se fossem mundanas e as coisas espirituais como se nada fossem. Isso sem falarmos nos dons espirituais garantidos aos crentes, que para esses adeptos do liberalismo teológico não passam de emocionalismo barato, aceitos apenas para os incultos que não “conhecem” a Bíblia como eles.

            O mundo não precisa de sincretismo evangélico, contemplação de suntuosas construções ou satisfazer a vaidade dos líderes evangélicos atuais. O que o mundo de fato precisa é da salvação que há somente em Cristo Jesus.
            Não importa que as Escrituras nos digam que as coisas irão piorar e que a maioria dos homens irá para o Inferno. Aos que amam a Verdade que há em Cristo Jesus essas coisas não importam. O que importa são as almas que conseguimos tirar das garras do diabo. Dia após dia devemos “saquear” a antessala do Inferno que se chama planeta terra, tirando das mãos do Inimigo quantas almas conseguirmos.
            Em minha pobre opinião, essa é a atitude de todo cristão autêntico, o que passa disso, desculpe o linguajar, é conversa fiada, conversa “para boi dormir”.
            Vivemos nesse mundo, mas não fazemos parte dele. Temos nossos compromissos, responsabilidades, deveres e direitos sociais, mas o nosso principal compromisso é com a Palavra de Deus e com a pregação do genuíno Evangelho a todas as criaturas, como nos ORDENOU o Senhor Jesus para fazermos.
            Mensagem de Deus que não conduz à busca de santificação ou não passa pelo Sacrifício do Senhor Jesus na Cruz do Calvário, não é mensagem de Deus é texto de autoajuda e a Bíblia não é um livro de autoajuda, é a mensagem de um Deus amoroso e misericordioso que não mediu “esforços” para salvar e resgatar o que se havia perdido: eu você e toda a humanidade, e para isso não poupou seu Único Filho, preferindo antes entregá-Lo para morrer pelos nossos pecados e assim permitir que novamente pudéssemos ter acesso à Sua presença.
            Precisamos voltar ao Evangelho Puro o mais brevemente possível, pois se continuarmos da maneira em que estamos, de fato o Senhor voltará brevemente e muitos que poderiam ter alcançado a salvação acabarão perecendo no Inferno por nossa única e exclusiva culpa.
            Que o Senhor continue nos dando graça para realizarmos a obra que depositou em nossas mãos e nos dê ousadia e intrepidez para anunciar a Sua Palavra a todos que nos cercam e que cruzem o nosso caminho sem invencionices ou preocupação em desagradar os que pensem e agem diferentemente, crendo que a Bíblia não passa de um livro como outro qualquer e não como a genuína Palavra de Deus.
            O mundo não precisa de sincretismo religioso. O mundo precisa de Jesus Cristo e o Reino de Deus, de almas resgatadas para Ele!
            Sempre juntos em Jesus.
            Antonio Carlos da Cunha, aprendiz de servo.


Cristão participa do carnaval?


Cristão participa do carnaval?

O que representa o Carnaval para o Cristão?





Ao iniciarmos essa reflexão gostaríamos de deixar claro que por “cristão”, entendemos aquela pessoa que teve um encontro verdadeiro com Cristo e que “nasceu de novo” Para essa pessoa, que deseja permanentemente ter intimidade com Deus necessário se faz, que abandone todo envolvimento com aquilo que possa impedir que essa aproximação se efetive.
O apóstolo Paulo nos ensina que é impossível haver comunhão entre luz e trevas (2Co 6.14).
No Antigo Testamento, Deus diz ao povo que pelo fato dEle ser Santo, haveria a necessidade de que o povo também o fosse (Lv 11.45).
Em Dt 20.16-18, Deus ordenou ao povo hebreu que destruísse todo ser vivente das nações que eles haveriam de conquistar.
Qual seria a intenção de Deus ao ordenar essa matança generalizada? Logo Ele que é a personificação do amor!

Com essa atitude Deus queria:
1)    Mostrar Sua justiça diante de um povo pecador.
Povo dado a toda espécie de promiscuidade sexual e moral; que mantinha prostitutas rituais dentro dos templos de seus deuses; que eram dados à idolatria e aos sacrifícios humanos e que chegavam ao ponto de, muitas vezes, oferecerem os próprios filhos a Moloque (Lv 18.21) e cujos atos nada que fosse útil poderia ser ensinado ao povo de Deus.
2)    Demonstrar Sua indignação diante do pecado, cujo salário é a morte (Gn 2.17 e Rm 6.23).
3)    Poupar o povo hebreu de pecar como acontecia àquelas nações e que através de sua separação poderia cumprir a missão messiânica que faria dele uma nação sacerdotal e uma bênção para todas as nações da terra.
O povo de Deus deve – em todos os tempos – ser santo, mas especialmente naquela época deveria não apenas ser diferente, mas também separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a Deus (Ex 19.5).
Uma das razões pela qual Deus castigou o Seu povo com os cativeiros (Assíria e Babilônia) foi por causa de seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos.
Em Josué 23.12,13 e Números 33.51-55 Deus disse ao povo que se eles se desviassem dEle e fizessem aliança ou se misturassem com aquelas nações, Ele não mais os expulsaria do meio de Israel, mas que eles (esses estrangeiros) seriam por laço e rede para o povo de Deus.
João nos adverte que se amarmos o mundo e as coisas que nele estão o amor de Deus não estará em nós (1 Jo 2.15,16).
Em Mt 5.13-18 Jesus nos ensina que somos Sal da terra e luz do mundo e é necessário  que através de nossas obras todos venham a glorificar a Deus.
Em Efésios 4.17-5.22, Paulo nos ensina como devemos nos comportar diante dos costumes gentios e como devemos nos afastar do pecado para nos aproximarmos de Deus.
Em Gálatas 5.16-25, Paulo expõe as obras da carne e o fruto do Espírito.
Vejamos as obras da carne que estão representadas no carnaval.
1-    PROSTITUIÇÃO: imoralidade sexual de todas as formas (Mt 5.32;19.9; At 15.20,29;21.25; 1Co 5.1).
2-    IMPUREZA: pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).
3-    LASCÍVIA: sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).
4-    IDOLATRIA: adoração de espíritos (entidades do candomblé, umbanda e cultos afros são expostos descaradamente), pessoas ou ídolos e também a confiança em uma pessoa, instituição ou objetos como se tivessem autoridade igual ou maior que Deus e Sua Palavra (Cl 3.5).
5-    FEITIÇARIAS: Magia negra, adoração de entidades demoníacas, uso de drogas e outros materiais utilizados na prática da feitiçaria (Ex 7.11; 8.18; Ap 9.21; 18.23).
6-    INIMIZADES: intenções e ações fortemente hostis; antipatias e inimizades externas.
7-    PORFIAS: brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 11.3.3).
8-    EMULAÇÕES: ressentimento, inveja amarga pelo sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).
9-    IRAS: ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).
10- PELEJAS: ambição egoísta e cobiça de poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).
11- INVEJAS: antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos ou queremos.
12- BEBEDICES: descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante e podemos colocar também drogas ilegais que alteram o comportamento do usuário.
13- GLUTONARIAS: diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.
As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino de Deus, isto é, da salvação (Gl 5.21).
Muitos textos poderiam ser mencionados para demonstrar a necessidade do povo de Deus separar-se não somente desta festa diabólica chamada carnaval, que longe está daquelas festas medievais que precediam a uma abstinência de carne de animais durante um período de tempo com finalidades religiosas. Hoje a “festa da carne” propaga a libertinagem, o consumo de drogas, a imoralidade em grande escala, a prostituição, a lascívia, consumo de bebidas alcoólicas de forma desenfreada, reverência a deuses pagãos (orixás e coisas que o valham). Nestes dias as chaves da cidade são entregues “simbolicamente” ao rei do carnaval, “Momo”, para governá-la. É como se disséssemos: “Por favor traga-nos um pouco de diversão, porque não aguentamos viver o tempo todo voltados para Deus!”
Para muitos, esses dias são a maneira encontrada para extravasar seus apetites pecaminosos.
Alguns vão para os locais de desfile para participarem ou simplesmente assistirem.
Para alguns é um espetáculo de rara beleza, para outros a oportunidade de se “liberarem das pressões” causadas pelas lutas do dia a dia.
Outras pessoas não têm a coragem de participar ativamente, por essa razão ficam em suas casas acompanhando pela televisão.
Jesus disse (Mt 6.22,23) que os olhos são a candeia do corpo e se eles forem trevas ao invés de luz, como será então o nosso corpo? Com isso Ele quis dizer também que os olhos são as janelas do corpo: O pecado começa pelo olhar, depois manifesta-se na mente e coração através do desejo e por fim consuma-se pela execução do prazer (Gn 3.6), porque o pecado tem pelo menos 3 características segundo Gn 3.4-7:
1-    É AGRADÁVEL AOS OLHOS;
2-    DÁ PRAZER NO ATO DE PRATICÁ-LO; e
3-    INFLUENCIA OS OUTROS. (O pecador não consegue permanecer sozinho no seu erro, mas o seu desejo é de que o mal se propague).

Quando pegamos a ladeira do pecado, dificilmente conseguimos parar!

A Palavra de Deus nos adverte que “os olhos do Senhor estão em todo lugar” (Sl 33.13), dessa forma, se ficarmos “contemplando” os desfiles de carnaval ou prostituição visual, estaremos sendo coniventes com o pecado e nós, enquanto crentes e tementes a Deus, somos ou pelo menos deveríamos servir de exemplo, como diz Pedro: Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz, a vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” (1Pe 2.9,10)

Ao analisarmos determinadas situações a que estamos sujeitos nos dias atuais, a dúvida que vem à nossa mente é: “será que isso está escrito na Bíblia?” No caso específico do carnaval, não vamos encontrar uma proibição bíblica com o título“ O CARNAVAL É PROIBIDO”, mesmo porque o mesmo não existia com as mesmas características dos dias atuais.
Pelo que pudemos analisar brevemente, vimos que o carnaval não contém nada que posso edificar o cristão, ao contrário, o que acontece durante os dias de sua realização estão, estes sim, definidos como pecados diante de um Deus Santo que não pode de maneira alguma compactuar com um festival de obscenidades e depravação dos padrões éticos e morais exigidos pelas pessoas de caráter.
Se o cristão tiver dúvidas em relação ao seu posicionamento diante dessa abominação, o conselho bíblico é: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto: e ser-lhe-á dada.” (Tg 1.5)
Agora, se o “cristão” não encontra problemas em assistir, participar ou comentar prazerosamente a tudo isso, o conselho bíblico também é claro a respeito:  “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã.” (Ap 22.11-16)

Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo



domingo, 1 de dezembro de 2019

REVISTA PROCURANDO OS PERDIDOS - ANO I - Nº 10


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Carta ao leitor

Graça e paz!
 “O entendimento, para aqueles que o possuem, é fonte de vida; mas, para o insensato, a sua estultícia lhe é castigo”. (Pv 16:22).
E o que vem a ser “entendimento”? Entendimento é a capacidade que temos para avaliar as coisas, para compreendê-las e isso nos leva ao significado de compreensão: Compreensão é um processo psicológico que indica o entendimento do significado de algo. De acordo com a taxonomia de Bloom, é uma das habilidades do domínio cognitivo que solicitam a interpretação de um contexto, ou imprimem, a ele, um significado.
Talvez, “interpretar o contexto” do que vem ocorrendo no seio da igreja de algumas décadas para cá, seja a maior dificuldade do povo de Deus. A Palavra de Deus em Isaías 5:13 diz que o povo estava sendo levado cativo porque lhe faltava entendimento, ou seja: viam tudo o que estava acontecendo, mas acreditavam que eram coisas normais e que não estavam contrariando a Deus. O mesmo vem ocorrendo com o corpo de Cristo: Muitos são levados pelos ventos de doutrinas que surgem a todo instante e dão a elas um caráter divino; quando não passam de exteriorizações mentais de líderes que pouco ou nada compreendem das Escrituras, são artimanhas que são postas em prática de forma deliberada com o único propósito: alavancarem vantagens financeiras e poder a esses líderes.
Sincretismo é a reunião de doutrinas diferentes, com a manutenção de traços perceptíveis das doutrinas originais. Possui, por vezes, certo sentido pejorativo na questão da artificialidade da reunião de doutrinas teoricamente incongruentes entre si. Normalmente víamos esse tipo de união entre o Catolicismo Apostólico Romano e as religiões africanas, mas infelizmente, esse comportamento tem sido recorrente no meio evangélico e por essa razão decidimos falar sobre o “Sincretismo Evangélico” nesta Edição. Tão danoso quanto as seitas que surgem a todo instante, esse tipo de religiosidade tem feito com que boa parte das igrejas seja composta de crentes desnutridos e mais voltados para crendices populares do que para o que nos ensina a Palavra de Deus.
Falta-lhes entendimento para perceberem que estão sendo enganados por seus líderes. São cegos que estão sendo guiados por líderes cegos e sem caráter. Mas para esses liderados o que de fato importa é se sentirem bem, mesmo que o que pratiquem os distancie do verdadeiro propósito da igreja: estabelecer o Reino de Deus, com o fim de alcançar vidas para este reino.
Na “Reflexão da Semana” com o título: “Presença de Deus”, perceberemos que apesar de congregarmos regularmente em uma igreja local, de lermos a Palavra e termos comunhão com os irmãos, podemos muitas vezes estar tendo dificuldades para perceber que Deus está de fato ao nosso lado. Isso aconteceu com Jacó e pode acontecer com qualquer um de nós. Que visão temos tido da presença de Deus em nossas vidas? Aprendamos com ele a identificarmos a presença divina em nossas vidas e sejamos transformados como ele também o foi no Vale de Jaboque.
Não deixe de enviar suas críticas, elogios e sugestões pelo email contato@procurandoosperdidos.com.br ou através de nossas redes sociais. Sua opinião e sugestões são extremamente importantes para que possamos melhorar cada vez mais as informações que disponibilizamos por aqui.
Boa leitura!
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo.
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