sábado, 29 de setembro de 2018

Feridas da alma. Quem pode curar?


Feridas da alma. Quem pode curar?

Gosto muito de observar os exemplos de homens e mulheres que ao longo da vida tiveram ou têm experiências transformadoras com Deus. Muitas vezes, eles nos mostram que até mesmo homens poderosos aos olhos humanos podem trazer dentro de si chagas profundas, que ninguém, a não ser o próprio Deus pode curar.
Em muitos casos, essas enfermidades não são visíveis a olho nu, mas trazem em si mesmas um histórico de lutas e sofrimentos íntimos que desnudam seus portadores quando se põem em condições para serem tocados pela graça Divina.
Um desses exemplos é a história do General Naamã descrita no Livro de 2Reis 5.1-14.
O texto nos fala acerca de um general chamado Naamã, que fora usado por Deus para dar vitória aos sírios contra o Seu próprio Povo: Israel. Este homem era muito importante em seu país e era o braço direito do rei da Síria.
Não é difícil imaginar o seu dia a dia: As pessoas quando o viam caminhar ou cavalgar em seu vistoso corcel pelas ruas das Cidades ou no interior do Quartel que comandava, olhavam-no e ficavam maravilhadas com seus grandes feitos, suas grandes conquistas militares. Sem sombra de dúvidas, era admirado e bajulado por todos que encontrava pelo caminho. As pessoas queriam ficar ao seu lado nem que fosse apenas para ouvir suas estratégias de guerra, os relatos sobre suas conquistas e a demonstração de valentia e dedicação ao seu rei. De fato, o grande General Naamã era uma celebridade local.
Todavia, o que ninguém imaginava, exceto os de sua própria casa, era o que havia por baixo de sua gloriosa armadura. Por fora: prestígio, honra e glória humana, mas por dentro: podridão, dor, sofrimento e vergonha.
Quando dominaram Israel, as tropas da Síria levaram como escrava uma menina judia para trabalhar na casa do general Naamã. Essa menina ao presenciar os sofrimentos pelos quais passava o seu senhor, falou com a sua esposa acerca de um homem de Deus que havia em Samaria – uma das cidades de Israel – chamado Eliseu e disse-lhe que se o general Naamã fosse falar com ele certamente voltaria curado.
Aquele homem desesperado, que havia buscado a cura de sua enfermidade em tantos lugares sem obter sucesso, certamente deve ter pensado: “não me custa nada tentar mais uma vez..., quem sabe poderei ficar livre deste mal que me causa tanto sofrimento”...
Decidido, comunicou ao rei da Síria o seu desejo: queria conhecer aquele profeta. Prontamente, o rei o enviou juntamente com uma carta destinada ao rei de Israel, dizendo que ele deveria promover o encontro, pensando que dinheiro e poder pudessem comprar a cura de seu valoroso general.
Ao ler a carta, o rei de Israel ficou apavorado com a situação, pois acreditava que o rei da Síria estava tentando derrubá-lo do poder. Afinal era rei, mas não era Deus. Como poderia tomar o lugar de Deus e ordenar ao profeta que curasse o general?
Calmamente Eliseu ouviu a história e falou ao rei de Israel: “deixe este general vir aqui e ele verá que há profeta em Israel”.
Naamã chegou com sua imensa comitiva. Cheio de arrogância, achando-se o maioral; acreditando que isso impressionaria Eliseu, mas Eliseu não quis nem conversar com o ele. Simplesmente enviou-lhe um bilhete dizendo que fosse banhar-se sete vezes no rio Jordão.
Como era de se esperar, Naamã ficou louco da vida quando recebeu o recado e disse: “Não são, porventura, Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? não poderia eu lavar-me neles, e ficar purificado?” Diante daquilo que considerou uma afronta, resolveu voltar para casa a fim de esgoelar a pobre menina que o fizera passar por toda aquela humilhação. Certamente, acreditava que para ser curado teria que fazer um monte de coisas, que o profeta deveria fazer uma série de malabarismos ditos espirituais ou pronunciar algumas palavras “mágicas”. Não era possível que só o fato de banhar-se sete vezes naquele rio sujo poderia curá-lo de sua terrível enfermidade. Isso era ridículo!... Pensou ele.
Seus servos, porém, o aconselharam a fazer o que o profeta dissera. Afinal, não custava nada, eles já estavam lá mesmo. Quem sabe não daria certo?
Rendendo-se diante de tanta insistência, Naamã foi banhar-se conforme havia sido pedido. Agora, movido não mais pelo orgulho ou pelo dinheiro, mas pela fé, começou a banhar-se e, ao final dos sete banhos, foi totalmente purificado e a sua pele, antes leprosa, ficou limpa como a de uma criança.

Precisamos entender de uma vez por todas que Deus não faz acepção de pessoas. Nunca fez e nunca fará! O Seu desejo é sempre prover as necessidades daqueles que O buscam com sinceridade de coração.
Aos olhos do povo de Israel, Naamã era o temível inimigo a ser vencido, mas aos olhos de Deus era o instrumento a ser usado para colocar Israel nos eixos.
Assim como Naamã, às vezes nos revestimos com a armadura da incredulidade. Achamos que o nosso mal não tem cura, e quando uma porta se abre acreditamos que o dinheiro é quem poderá resolver tudo e assim buscamos em tantos lugares a cura para o nosso mal.
O problema enfrentado por Naamã era a lepra que o corroía por dentro e já estava começando a se manifestar por fora. E o seu problema neste momento, qual é? Angústia? Solidão? Saudade de um ente querido que se foi e você não pôde fazer nada para impedir a sua partida deste mundo?
Talvez você esteja simplesmente se arrastando pela vida, tendo altos e baixos, alternando momentos de alegria e de tristeza, de vitórias e de derrotas, de espiritualidade e de mundanismo...
É aquela dor no peito que apesar do cansaço físico não o deixa dormir a noite...
É aquele frio no estomago, misto de medo e ansiedade que você não sabe determinar a origem...
E como não conseguiu dormir direito, o seu dia já começa mal e você vai se arrastando para o trabalho, e o problema parece não ter fim.
Por fora uma roupa bonita, o perfume suave e marcante, mas por dentro o coração quebrado, angustiado e esmagado por um sentimento que você não consegue definir. Um buraco na alma que você não consegue preencher.

Você está ou já se sentiu assim em algum momento de sua vida?
Se a sua resposta for sim, gostaria que você cresse que quando confiamos em Deus e nos colocamos em Suas mãos, as nossas feridas são curadas, as dificuldades são superadas e as lutas são vencidas.
A Palavra de Deus em Mateus 5.21-34 narra a história de uma mulher que sofria de uma hemorragia havia doze anos e já havia gasto tudo quanto possuía com médicos que não a puderam curar. Quando ela viu Jesus caminhando em meio a multidão buscou simplesmente tocar no seu manto para ser curada.

Jesus percebendo que de Si havia saído virtude, perguntou quem o havia tocado.
A princípio ela ficou calada, mas diante da insistência do Senhor declarou o que havia feito e por que.
Jesus disse àquela mulher: Mulher fica livre desse teu mal!
Duas situações distintas: um homem poderoso que acreditava poder comprar a cura divina e uma mulher que acreditava que o simples tocar na orla do manto de Jesus já seria suficiente para que ficasse curada.
Meu irmão ou minha irmã, a Palavra de Deus em João 3.16 diz que “...Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
 Isaías 53.4 diz: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
Jesus entregou-se por nós. 

Somente Ele pode curar a “lepra” dos nossos sentimentos enganosos.
Apenas Ele pode fazer estancar o fluxo de ódio que muitas vezes povoa a nossa mente e corrói a nossa alma.
Ele é o único que pode preencher este vazio que existe em nosso peito.
Através dos exemplos contidos na Bíblia, aprendemos que muitas vezes as piores e as mais terríveis enfermidades não são as que contaminam e destroem o corpo físico, mas aquelas que impregnam o nosso interior, a nossa alma e são elas que necessitam ser purificadas e curadas em nossas vidas.
Feridas da alma, frequentemente doem mais que enfermidades físicas, porque produzem efeitos que se prolongam pela vida inteira.
Se você se identificou com o que dissemos e deseja curar esta enfermidade, tenha a certeza de que o melhor caminho é apresentá-la sinceramente diante de Deus e pedir-Lhe que a cure o quanto antes. Pode ter a certeza de que antes que você abra seus lábios Ele já estará atendendo o seu pedido. Afinal Ele é o Médico dos Médicos e Seu diagnóstico e remédio são sempre Perfeitos.
Feridas da alma necessitam de medicamento imediato, portanto, busque a sua cura o quanto antes.
Se você que está lendo essa reflexão se identificou com as palavras que o Senhor colocou em nosso coração e ainda não entregou a sua vida nas mãos de Jesus eu quero lhe fazer um convite: Entregue o seu coração a Jesus e deixe que ele cuide de você e dirija seus passos, e Ele curará as feridas mais intimas de sua alma e não apenas isso, Ele te dará a salvação e o direito de viver em sua companhia por toda a eternidade, porque “Ele veio buscar e salvar o perdido” como disse em Lucas 19.10. Ele te mostrará o quanto você é importante e revelará todo o amor que deseja derramar sobre a sua vida.
Confie nEle. Ele é Fiel para cumprir a Sua Palavra. Nele podemos confiar sempre, pois Ele se entregou voluntariamente para morrer naquela cruz pelos nossos pecados, para que você e eu tenhamos, ao reconhecer nesse ato de tão grande amor, a oportunidade de ver os nossos pecados perdoados e o direito de vivermos em intimidade eterna em Sua companhia.

Faça essa oração comigo e creia que Ele cuidará de você e dos seus.

           Senhor Jesus, eu creio de todo o meu coração, que és o Filho de Deus, que veio a esse mundo e foi morto na Cruz do Calvário para resgatar os meus pecados. Eu reconheço que sou pecador e peço perdão a Ti pelos meus pecados. Senhor Jesus eu O reconheço como meu Salvador pessoal e quero morar nos céus com o Senhor. Toma conta de mim, dirige os meus passos e me batiza com o Espírito Santo para que eu possa testemunhar desse teu amor por mim. Eu te agradeço por me receber e me dar o direito de ser chamado filho de Deus. Amém!
Se você fez essa oração eu o convido a procurar uma Igreja Evangélica e começar a conhecer o que Deus tem para você. Estude sempre a Palavra de Deus, a Bíblia. Nela você encontrará tudo o que necessita para ter uma vida vitoriosa com Cristo.
Que Deus o abençoe ricamente.
Sempre juntos em Jesus.
A.Carlos

(Texto extraído do livro "Na Dimensão do Espírito - Volume I" - Autoria: Antonio Carlos da Cunha)

domingo, 23 de setembro de 2018

Ética cristã! Temos observado?



“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.” (Mateus 7.21-23)

Assim como Jesus censurou os falsos religiosos, os escribas e os fariseus que considerou como hipócritas pelas atitudes que tinham em relação ao povo, assim também os profetas censuravam veementemente aqueles judeus cuja observância mecânica dos mandamentos bíblicos demonstrava uma total falta de preocupação pelos princípios éticos neles contidos.
Aquele que procura cumprir a vontade de Deus através do estudo da Palavra e de tudo que se relaciona entre ele e Deus, dedicando cuidado especial com o estudo e com as orações, por exemplo, deve dedicar a mesma atenção e ser minucioso ao tratar com educação e respeito a seu próximo.
A observância do mandamento entre as pessoas – amar o próximo como a si mesmo - é um mandamento de tanto peso para os cristãos que deve ser levado à prática em todos os atos que entrelaçam os relacionamentos humanos.
A Bíblia mostra que a má inclinação da carne ou a tentação propriamente dita, a que todos estamos sujeitos, pode ser driblada e dominada; e dependerá muito mais do nível de discernimento espiritual e do refinamento em que cada cristão se encontra pelo mérito de seu esforço pessoal, do que simplesmente relegar a justificativa de atos negativos simplesmente como obras do azar, do acaso ou simplesmente transferir a nossa culpa a demônios, como muitos de nós fazemos.
A ética é o equilíbrio permanente na balança onde o bem está acima do mal, e os atos são direcionados seguindo a orientação apontada pela própria Bíblia. Dominar nossos maus instintos, vencer obstáculos e tentações da vida é uma forma de exercer nosso livre arbítrio de forma efetiva, isto é: positiva.
Como nos ensina a Palavra de Deus, não estamos abandonados à própria sorte:

“Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil. Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia. Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.” (I Coríntios 10.1-13).

O Cristianismo é regido por regras de moral e ética bem amplas e definidas transmitidas através da Bíblia e que abrangem todas as áreas da vida.
Para um cristão mostrar que verdadeiramente é nascido de novo ele precisa antes de tudo ter uma conduta e uma vida regida por princípios bíblicos e estes nos conduzem diretamente a um comportamento ético.
Esta é a marca que deve reger o comportamento de qualquer cristão em todos os campos, tanto nos relacionamentos interpessoais, ou seja, dele com outros seres humanos, quanto dele em relação a Deus.
Depois de criar todas as coisas e seres, Deus criou o homem e deste, a mulher, para estar com ele em todos os momentos, como uma ajudadora, como uma companheira.
Depositou neles a Sua confiança e definiu qual seria o padrão de conduta que deveriam ter para merecerem o recebimento das bênçãos Divinas. Para Deus, um compromisso estabelecido e uma palavra dada sempre devem ser mantidos. Esta é uma entre tantas lições que se apreende do pecado e de suas consequências ocorrido no Jardim do Éden, no Paraíso.
O dilúvio que devastou o mundo a fim de purificá-lo com suas águas, poupou um único homem bom e justo, Noé e sua família, fornecendo uma prova ímpar sobre a importância de quem se conduz com moralidade no mundo.
A Bíblia segue com tantos e incontáveis exemplos nos dando uma visão clara de qual caminho devemos seguir e de como devemos agir durante todos os anos de nossa vida: devemos ser o espelho de Deus aos olhos do mundo. Jesus disse que aqueles que O seguem não andam em trevas porque Ele é a luz do mundo (João 8:12) e de igual forma, disse que nós também, que procuramos viver uma vida segundo seus ensinamentos somos luz do mundo e não podemos ficar escondidos (Mateus 5:14), porque se assim o fizéssemos estaríamos negando ao mundo a luz dos Seus ensinamentos e do poder de Deus.
Ser cristão significa, antes de qualquer coisa, ser um individuo formado pelo caráter de Cristo e isso implica em ser, acima de tudo, um individuo ético, aquele que pratica atos justos e bons não somente diante de Deus, mas principalmente diante dos homens, quer sejam eles amigos ou não.
Um cristão sem ética não pode ser considerado um homem temente a Deus: um homem nascido de novo, e apesar de cumprir cuidadosamente os preceitos estabelecidos pela Igreja como sendo importantes no relacionamento com os membros e cumprir todos os mandamentos que descrevem o relacionamento entre o homem e Deus, enquanto permanecer não ético, também não chegará a entender que o Criador rejeita a observância de mandamentos relacionados entre o individuo e Deus por aqueles que agem de forma imoral em relação aos seus semelhantes, quer professem ou não a mesma fé e princípios, como nos ensinou o Senhor em Mateus 5.38-48, quando disse:

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.” (Mt 5.38-48)

Como então se explica que possam existir cristãos desprovidos de ética?

Esta é uma questão que incomoda todo cristão sensível e, por conseguinte, temente a Deus, ao se defrontar com a existência de cristãos que muito embora pareçam fazer a vontade de Deus, diante dos homens, são destituídos de ética e quando confrontados em relação a isso se revoltam e dizem que “Deus sabe de todas as coisas e somente. Ele sonda o coração dos homens”. Possuem apenas uma embalagem, um invólucro, que não condiz com seu conteúdo. São como os escribas e fariseus descritos por Jesus no evangelho de Mateus:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas, adornais os túmulos dos justos e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas! Assim, contra vós mesmos, testificais que sois filhos dos que mataram os profeta.” (Mateus 23.27-31)

O problema se agrava quando parte da liderança ou de pseudos lideres transforma e ensina princípios bíblicos como se fossem um fim em si mesmos, ao invés de ensinarem que devem ser um meio para aperfeiçoar o mundo conduzindo-o a um domínio de Deus e preparando-o para a volta do Senhor.
Infelizmente há cristãos que se acostumaram a restringir suas preocupações religiosas à prática de rituais repetitivos e exteriores. Entendem que pelo fato de comparecerem a todas as atividades programadas pela Igreja estão cumprindo com “sua obrigação” para com Deus e se esquecem de que a vontade de Deus é que verdadeiramente se convertam de seus maus caminhos e busquem ter uma vida exemplificada pela Palavra de Deus e não somente aparente, pois como ele mesmo disse:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.” (Mateus 7.21-23)

Espera-se sempre dos cristãos um testemunho de vida, um excelente comportamento ético, pois quando colocados diante de situações adversas em relação ao seu próximo, procuram sempre buscar a Deus, sabendo que Ele é Fiel e há de socorrê-los, impedindo que cometam delitos que poderiam colocar em risco não somente as suas vidas, mas também de todo um grupo de pessoas, que veria seu nome manchado diante de escândalos que envolvessem aqueles que se dizem tementes a Deus e principalmente aqueles que estão à frente de suas comunidades, quer sejam religiosas ou leigas.
Consequentemente, as pessoas esperam que atos maus jamais sejam cometidos por pessoas consideradas cristãs verdadeiras, pois se presume que sejam regidas pelo mesmo código de conduta, a Bíblia, e tenham como exemplo o próprio Senhor Jesus.
A Bíblia fornece todos os instrumentos necessários para se chegar a um determinado lugar, que deve ser o da santidade, da moralidade e da ética. Jesus nos ensina quais os caminhos para a conduta ética e moral do cristão, mas depende exclusivamente de cada um de nós usá-los da maneira certa para realmente nos tornarmos exemplos vivos da Palavra de Deus, cristãos verdadeiros, por dentro e por fora.
Devemos entender que muitas de nossas decisões e atitudes podem resvalar em pessoas próximas a nós e numa escala ainda maior em pessoas que estão distantes de nós.
Vivemos dias em que muitos escândalos ligados a lideres religiosos, principalmente evangélicos, que buscando vantagens próprias têm-se envolvido com todo tipo de negociatas, têm vindo à tona e de certa forma têm impedido que muitos possam conhecer o verdadeiro Evangelho de Cristo.
São pastores que apascentam a si mesmos como nos adverte Judas em sua Epístola, que pela sua importância em esclarecer acerca do perigo que existe quando homens sem escrúpulos se utilizam da Palavra de Deus para se locupletarem em seus desejos inferiores.

“Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.(...) Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre. Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele. Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros. Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões. São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito. Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida; salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne. Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” (Judas 3,4;12-25)

Que o Senhor nos conceda um coração dócil para compreender os Seus desígnios e ensinamentos, a fim de que possamos viver o Evangelho de forma integral, fazendo dos princípios éticos nele contidos a nossa regra de conduta diante de Deus e de nosso próximo.
Sempre juntos em Jesus.
A.Carlos


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Superando as adversidades da vida.



Na juventude, temos a mente e o coração repletos de sonhos e expectativas, e ansiamos para que se cumpram totalmente em nossas vidas. E como é comum entre os jovens: o quanto antes se concretizarem, melhor...
Para que se realizem, nos preparamos e procuramos fazer o que estiver ao nosso alcance para alcançarmos o tão esperado resultado que projetamos. Afinal, queremos uma vida tranquila e sem percalços no futuro. Acreditamos firmemente, que se tudo que idealizamos se concretizar, tudo à nossa volta estará bem e nenhum mal nos atingirá.
Apesar de todos os nossos projetos e cuidados a vida não é tão simples assim e na sua matemática nem sempre “dois mais dois” são quatro. Nem sempre os cálculos que efetuamos nos oferecem os resultados esperados.
No meio do caminho, muitas situações adversas podem acontecer por uma série de fatores e na maioria das vezes, alheios à nossa vontade. Eles nos distanciam e até mesmo nos direcionam para novos rumos e, dependendo do nosso comportamento, nunca mais conseguiremos retornar aos projetos iniciais, aos nossos anseios mais íntimos.
Esta situação é mais comum do que pensamos.
Poucas pessoas conseguem projetar suas vidas na juventude e alcançar plenamente seus objetivos na idade madura.
Na juventude entendemos que o melhor caminho para realizarmos os nossos sonhos é nos capacitarmos para uma atividade profissional que seja financeiramente rentável, porque através dela, atingiremos a tranquilidade e a maturidade necessárias para uma existência plena, acreditando que assim estaremos totalmente seguros e felizes.
Infelizmente a experiência e a própria vida têm demonstrado que apenas isso não basta para termos uma vida segura e feliz.
Não são poucas as pessoas que, apesar de serem graduadas, de possuírem renomados certificados de aperfeiçoamento, mestrado ou doutorado, ainda se sentem frustradas, muito embora tenham alcançado tudo aquilo que entendiam ser o melhor para as suas vidas.
A vida é assim mesmo: vamos passando por ela, aprendendo dia a dia, e as lutas e os problemas, vão surgindo à nossa frente para serem enfrentados e vencidos.
Algumas vezes, inadvertidamente, trilhamos caminhos que não conhecemos e isso gera em nós muita dor e sofrimento. São nessas horas que parece que o mundo todo conspira contra nós. Nos sentimos impotentes diante das lutas e desafios, e por mais que tentemos buscar forças em nós mesmos, não as conseguimos. Os amigos, aqueles em quem mais confiamos, às vezes nos abandonam ou, se nos ouvem, não se mostram tão dispostos a nos ajudar.
Infelizmente, algumas pessoas estão mais preocupadas consigo mesmas que sempre acabam relegando para um segundo plano os problemas e as dificuldades de seu próximo, daqueles a quem dizem ser amigas...
O profeta Habacuque (Habacuque 3.17-19) via que o povo estava se sentindo assim e apesar de ser um homem temente a Deus, não estava conseguindo buscar forças em si mesmo para ajudar seus irmãos a saírem daquele estado deprimente no qual se encontravam.
A indignação nacional estava principalmente relacionada com a prosperidade que os ímpios e os injustos conseguiam e as dificuldades, injustiças e humilhações que eles, enquanto o povo escolhido de Deus estavam passando.
Você já se sentiu assim alguma vez na vida?
Perguntou-se por que razão os incrédulos e os injustos prosperam à sua volta enquanto você que é correto e ama a Deus passa por tantas lutas e humilhações?
Questionou-se por que a vida daqueles que procuram se entregar totalmente a Deus e seguir seus conselhos é, na maioria das vezes, mais difícil e os seus caminhos mais espinhosos?
Com certeza você já foi acometido por estes questionamentos. Mas não se sinta menos espiritual nem menos amado por Deus por pensar assim.
Mas será que a nossa vida é constituída somente de lutas e de sofrimentos...? Não haverá nenhum refrigério em nossa caminhada...? Estaremos irremediavelmente atrelados a essa terrível situação de miséria humana...?
Se você pensa assim, eu tenho uma boa notícia para você!
Essa situação não durará para sempre e você pode ter a certeza de que Deus está olhando para ela neste momento e nada foge ao seu controle, mesmo que isso não possa ser percebido por você nesse instante.
Podemos fazer da oração de Habacuque a nossa própria oração. Não é pensamento positivo, nem campanha de palavras fortes, mas de confiança no Todo-Poderoso Deus, a quem amamos e procuramos servir.
Medite em cada palavra e sinta-as no coração.
a)    Ainda que tudo à minha volta se torne como uma sequidão de estio e que aparentemente eu não esteja conseguindo realizar meus sonhos mais íntimos...
b)    Ainda que meus recursos sejam pequenos e insignificantes aos olhos de muitos que prosperam à minha volta...
c)    Ainda que as oportunidades não sejam tantas assim e as que apareçam, sejam, na maioria, conquistadas por outras pessoas...
d)    Ainda que muitas vezes a enfermidade e o choro batam à minha porta...
e)    Ainda que, às vezes, pareça que não vou aguentar as lutas e em muitas delas, pense em desistir...
f)     Ainda que, durante a aflição, eu não consiga entender de onde virá o meu socorro...
g)    Ainda que...
Ainda que tudo isso possa estar acontecendo em minha vida eu:
a)    Me alegrarei no meu Senhor...
b)    Exultarei no Deus da minha Salvação...
c)    Farei como Davi: elevarei os meus olhos para aos céus e exclamarei: o meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra. Ele não permitirá que meus pés vacilem, não dormirá aquele que me guarda (Sl  121.1-4)
d)    Por que o Senhor Deus é a minha força...
e)    Faz os meus pés como os das corças...
f)     Faz-me andar altaneiramente...
Querido amigo: as lutas e as dificuldades vêm sobre todos, independentemente de amarem ou não ao Senhor, afinal de contas Deus faz nascer o Sol sobre bons e maus e faz vir chuva sobre justos e injustos, mas a grande diferença que existe entre os que amam e confiam em Deus e os que não O amam é que no dia da adversidade que virá sobre cada um de nós, os que não amam a Deus se desesperam, lamentam e alguns, chegando às raias da loucura acabam tirando a própria vida por não suportarem viver na humilhação a que foram expostos, mas aos que amam ao Senhor e confiam na Sua Palavra e nos Seus desígnios, Ele dá a certeza de que está no comando da situação e mais dia menos dia tudo se resolverá, tudo entrará novamente nos trilhos, a bonança finalmente os alcançará e eles poderão desfrutar da alegria de terem permanecido fiéis Àquele que os criou à Sua imagem e semelhança.
Querido amigo nunca desista, mesmo que as lutas pareçam difíceis de superar esteja certo de que Deus, em quem temos a certeza do cuidado e do amor manifestado a cada um de nós, te ajudará a superar as dificuldades que surgirem em sua caminhada com confiança e a certeza de dias melhores.
Sempre juntos em Jesus
A. Carlos

(Texto extraído do livro: "Na Dimensão do Espírito"- Volume I - Autoria: Antonio Carlos da Cunha)


domingo, 9 de setembro de 2018

Buscando ser feliz!




Conta-se que em determinado país, um jovem estava passando por sérios problemas e conflitos pessoais e, como não conseguisse resolvê-los, decidiu procurar um profeta a fim de que este o orientasse acerca do que deveria fazer para solucionar os graves conflitos a que se entregara.
Ao ser consultado, o profeta lhe disse, sem rodeios, que morreria em breve, porque a morte vinha rondando sua casa e que a única pessoa que poderia impedir aquele acontecimento seria ele mesmo. Apavorado e sem parar para meditar nos conselhos que recebera, vendeu tudo o que possuía e partiu para um lugar distante, pensando que dessa forma poderia fugir de seu trágico destino.
No dia seguinte à sua partida, uma figura estranha, com vestes negras e carregando uma foice em uma das mãos, entrou em um supermercado da cidade aonde o desesperado jovem morava e comprou diversos produtos.
Ao olhar e reconhecer aquela sinistra figura, o dono do estabelecimento não se conteve e decidiu inquiri-la acerca dos motivos que a levaram a adquirir tão grande quantidade de produtos em seu estabelecimento.
- Senhora Morte, com todo respeito, posso lhe fazer uma pergunta?
- Claro que sim. - respondeu ela.
- Que motivos a levaram a comprar tantos produtos em meu estabelecimento? Vai viajar?
Ao que a Morte respondeu: - Sim, preciso fazer uma grande viagem para me encontrar com um rapaz que acabou de mudar-se daqui.

Esta é apenas a estória de alguém que, pensando fugir ao seu destino, simplesmente decidiu afastar-se do lugar e das pessoas que o cercavam, quando na verdade deveria se preocupar em impedir que aquele processo de morte se consumasse. Conforme o conselho que recebera do profeta: “a única pessoa que poderia impedir aquele acontecimento seria ele mesmo”.
Muitos de nós somos parecidos com este jovem.
Procuramos fugir ao nosso “destino”, simplesmente nos afastando de tudo e de todos que nos cercam, acreditando que agindo assim poderemos também nos distanciar das lutas e dissabores a que todos estão sujeitos na vida e finalmente encontrar a tão esperada felicidade neste mundo.
Os que pensam e agem assim são vítimas de um grande equivoco, pois a verdadeira felicidade não está relacionada ao fato de nos afastarmos das pessoas e situações adversas que nos rodeiam, mas em procurar aproveitar ao máximo o que cada uma delas tem a nos oferecer. Devemos assimilar e colocar em prática os seus pontos positivos e excluir os negativos.
A felicidade é algo que está ao alcance de todos nós, basta apenas que enxerguemos atentamente as diversas formas de alcançá-la.
Se nos permitirmos analisar as possibilidades que a vida tem nos concedido para nos tornarmos pessoas melhores e felizes, poderemos verificar quantas coisas temos deixado de valorizar.
Quantos amigos deixamos passar pela vida sem dizer o quanto foram importantes para nós...?
Quantos lugares deixamos de visitar simplesmente porque não nos dispusemos a sair de nossas casas e decidimos, equivocadamente, ficar apenas com as reminiscências dos comentários dos que lá estiveram...?
Quantas vezes nos preocupamos em fazer a vontade daqueles que nos cercam e negligenciamos a nós mesmos o direito de sermos quem realmente somos...?
Quantos projetos deixamos de realizar pelo medo de não sermos bem-sucedidos, imaginando o que poderiam pensar a nosso respeito caso fracassássemos, apesar de sabermos que éramos capazes de concluí-los com o êxito esperado...?
Adicione a esta lista os vários momentos que a vida permitiu que você fosse feliz e que você, simplesmente deixou passar sem nem ao menos se conceder a oportunidade de tentar.
Com certeza todos nós temos uma lista desses sucessos que se transformaram em insucessos pelo fato de nunca terem sido iniciados.
Renovemos a nossa maneira de enxergar as possibilidades que a vida nos concede para sermos efetivamente felizes.
Afinal de contas foi para isso que fomos criados: para a felicidade eterna!
Que, apesar das sombrias perspectivas que se apresentam, possamos buscar forças e motivação ao iniciarmos um novo dia, para colaborarmos na transformação de um mundo melhor.
E que ao final de cada dia, possamos dizer aos quatro cantos, com todas as letras e com toda a força de nossos pulmões: Obrigado Senhor, por mais um dia. Obrigado Senhor por me fazer tão feliz!!!
(Texto extraído do livro "Na Dimensão do Espírito - Volume I"- Autoria: Antonio Carlos da Cunha)

Sempre juntos em Jesus
A.Carlos

sábado, 8 de setembro de 2018

Afinal, quem realmente somos?



Longânimo é aquele que suporta pacientemente o mal ou a provocação que lhe é desferida e que, mesmo sabendo estar certo em seu posicionamento, recusa-se a perder a esperança na possibilidade de melhorar seu relacionamento com o ofensor.
O que isso quer dizer?
Quer dizer que apesar de saber que a razão está ao seu lado, que teria todos os motivos para fazer valer os seus direitos, que se tomasse uma atitude mais drástica em relação ao seu ofensor, todos, não somente entenderiam, mas aprovariam sua conduta. Ainda assim ele faz exatamente o contrário: tenta de todas as formas promover a paz e a reconciliação com o ofensor. Mesmo diante da recusa de seu interlocutor, recebendo em contrapartida, não poucas vezes, ainda mais impropérios e sentimentos odiosos ele permanece fiel ao seu ideal: promover sempre a paz e o entendimento.
Salomão dizia que uma pessoa que age assim é melhor que o herói de guerra: “Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.” (Pv 16.32)
Certamente, aquele que voltou de uma sangrenta batalha, merece todas as homenagens pelo seu retorno, afinal de contas, estava colocando sua vida em perigo e lutando não apenas por si mesmo, mas pelo bem-estar de toda a nação.
Por mais que tentemos, será difícil imaginar quantas lutas, angústias e perigos esse soldado enfrentou para manter-se vivo. Apenas aqueles que estiveram com ele no campo de batalha podem dimensionar todo o seu sofrimento, pois passaram pelos mesmos desafios.
Inúmeras foram as vezes em que viu a morte de perto e em certos momentos acreditou que não conseguiria escapar aos ferozes ataques de seus inimigos.
Poucas pessoas são capazes de entender o estado íntimo de homens como esses, que são forçados a matar seus semelhantes para pouparem a própria vida, contrariando princípios que até então regiam suas vidas e praticar atos que nunca imaginaram realizar.
Notadamente, esses homens merecem receber condecorações por tão bravos feitos realizados pelo maior de todos os combates: o de terem conseguido sobreviver a todas aquelas atrocidades.

Hoje em dia também podemos identificar esses heróis.
São os nossos heróis urbanos. Convivem entre nós e assim como os soldados que após a guerra caminham pelas ruas sem seus uniformes, também enfrentam seus dilemas e conflitos pessoais, mas nem sempre são notados pela multidão que caminha à sua volta.
Eles não pegam em armas de fogo para conseguirem sobreviver; fazem parte, na sua grande maioria os executivos, empresários e políticos, mas também os vemos nas camadas mais pobres da população, em trabalhos subalternos, lutando para sobreviver com os parcos recursos que essa sociedade desumana e cruel lhes impõe.
De um lado temos homens e mulheres bem sucedidos profissional e financeiramente, e de outro, homens e mulheres que se sentem frustrados por não disporem dos meios necessários para galgar posições que a seu ver lhes trariam projeção e tranquilidade.
Todos, à sua maneira, almejam estar em melhores condições, entendendo que com isso sentir-se-ão mais protegidos e amparados.
Não é crime nem pecado almejar um lugar de destaque neste mundo, buscar uma vida mais confortável ou a satisfação de suas maiores aspirações. Creio ser uma necessidade básica de todos os seres humanos essa busca por algo melhor.
Mas infelizmente, muitos daqueles que procuram alcançar seus objetivos, agem como os heróis que voltaram dos campos de batalha: entendem que todos à sua frente são inimigos em potencial e devem ser destruídos.
São homens e mulheres que enfrentam todos os tipos de adversidades e conseguem não apenas sobreviver a elas, mas se fortalecem cada vez mais, preparando-se para novas lutas e conquistas, mas a maioria ainda não está preparada para a maior de todas as batalhas: a luta contra si mesmo.
Como é difícil o homem vencer a si mesmo.
No campo de batalha, quase sempre, vence o que está melhor preparado, o mais valente, aquele que dispõe do melhor armamento, que adota a melhor estratégia, mas quando estamos a sós, não sabemos o que fazer em relação a nós mesmos.
Olhamos para os nossos defeitos e achamos que são naturais perante uma sociedade selvagem como a que vivemos.
Olhamos para o nosso descaso em relação ao nosso semelhante e entendemos que se estivéssemos na mesma situação fariam o mesmo conosco e por esta razão não fazemos absolutamente nada para ajudá-lo.
Presenciamos a indiferença que há em nós em relação a Deus e dizemos que se não agirmos ninguém poderá nos ajudar, nem mesmo Ele.
Conseguimos facilmente identificar os erros de todos à nossa volta, mas não conseguimos identificá-los com a mesma facilidade em nós mesmos, apesar de sabermos que estão presentes. A diferença é que quando os erros são cometidos por outras pessoas os condenamos, mas quando somos nós que os praticamos: justificamos.

Você já percebeu como conseguimos justificar todos os nossos defeitos?
Nosso amigo fala mal das pessoas que conhece porque tem inveja delas, mas nós fazemos o mesmo comentário porque queremos ajudá-las...
Nosso amigo não faz favor a ninguém porque é arrogante e prepotente, mas nós não fazemos porque nunca temos tempo, apesar de estarmos sempre livres para atividades que nos agradem...
Nosso amigo tenta “puxar” o tapete do chefe porque não tem capacidade de ocupar o seu lugar por meios naturais, mas nós fazemos a mesma coisa porque apesar de todos saberem que somos capacitados nunca nos valorizam...
Vivemos na época das conquistas.
No inconsciente coletivo, o negócio hoje em dia é conquistar não importa por quais meios. Desde que se obtenha o êxito desejado tudo é válido.
Se desejamos um mundo melhor, olhemos para dentro de nós mesmos e com sinceridade busquemos identificar o que mais condenamos em nossos semelhantes. Com toda certeza identificaremos em nós muitas deficiências de que os acusamos.
Depois de identificá-las, busquemos forças em Deus para nos modificarmos e que a cada nova análise, possamos reconhecer que estamos condenando mais o que há em nós do que o que há em nossos irmãos.
Quando conseguirmos alcançar esse estágio, com certeza nos sentiremos melhores e veremos o mundo à nossa volta de maneira diferente: ao invés de um campo de batalha no qual lutamos arduamente para sobreviver, veremos um campo fértil onde o Amor de Deus necessita ser semeado e seremos os primeiros a empunhar as nossas novas armas: Amor, compreensão, solidariedade e companheirismo.
Precisamos entender que ao pronunciamos uma frase, nossos ouvidos são os mais próximos de nossos lábios, fazendo com que sejamos os primeiros a ouvir o que expressamos. Sendo assim, procuremos expressar palavras que edifiquem ao invés de destruir, que aproximem ao invés de afastar, que promovam a paz com todos ao invés de disseminar a guerra em toda parte. Deus honrará nossas palavras e nos ajudará a melhorarmos dia a dia.
Que o Senhor nos dê um coração manso e humilde para identificarmos nossas deficiências e principalmente coragem e disposição para superá-las.
Sempre juntos em Jesus.
A.Carlos
(Texto extraído do livro "Na Dimensão do Espírito - Volume I"- Autor: Antonio Carlos da Cunha)

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

CAMINHADA CRISTÃ - O VALOR DA PACIÊNCIA!



“Sede, pois, irmãos, pacientes, até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima. Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas. Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor. Eis que temos por felizes os que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo.” (Tiago 5.7-11)

Vivemos dias em que o avanço tecnológico é tão grande que chegamos a nos espantar. As conquistas são tão frequentes e dinâmicas que chegamos ao ponto de vermos ultrapassada no dia seguinte algo que nos parecia a invenção mais fabulosa no dia anterior.
A televisão e outros instrumentos da mídia aproximaram os povos. Podemos saber o que acontece no outro lado do mundo no exato momento em que os fatos estão ocorrendo.
Estamos tão acostumados a essas mudanças radicais no nosso cotidiano, que não poucas vezes nos sentimos perdidos em certas situações.
Tanta tecnologia, tanta globalização, tanta informação, tantas opiniões, tantas oportunidades, tanto conforto material...
Diante de tantas opções poderíamos nos considerar os mais felizes, os mais realizados em todos os sentidos, mas não é isso o que tem ocorrido.
Há 30 ou 40 anos atrás acreditávamos que o avanço tecnológico poderia melhorar a nossa maneira de viver.
Acreditávamos que com o passar do tempo o conforto material nos proporcionaria mais tempo e tranquilidade para buscarmos a Deus e termos comunhão com nossas famílias e amigos.
Hoje nos deparamos com todas as conquistas almejadas pelo homem, mas ao mesmo tempo vemos que este homem está perdido em si mesmo. Aquilo que deveria ser uma bênção acabou se tornando praticamente uma maldição na vida do homem moderno.
Mais tecnologia e conhecimento geraram mais liberdade e esta gerou mais libertinagem e com isso um maior afastamento da presença de Deus em nossas vidas.
Tiago está nos exortando a sermos firmes em nossas convicções. A não nos abatermos, mas resistirmos na certeza de que o Senhor em breve virá.
O texto nos ensina que devemos ser paciente em pelo menos duas situações:

Em primeiro lugar quanto à vinda do Senhor.

O verso 8 diz: “Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima.” Já faziam 15 anos que Jesus havia ressuscitado e ido embora para nos preparar lugar como está escrito em João 14.1-3 “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” e os cristãos estavam temerosos de que Ele não voltasse, porque acreditavam que a Sua vinda seria imediata e não compreenderam a extensão das palavras de Jesus.
Talvez o maior inimigo da paciência seja o imediatismo.
Moisés sobe ao monte Sinai e fica ali por 40 dias. Quando estava próxima a sua volta para o meio do povo, este começou a reclamar e a pedir que Arão, irmão de Moisés, lhe fizesse um deus para que fosse adiante deles, porque aquele Moisés, diziam eles, não sabemos o que lhe aconteceu.
Jesus nos ensinou que a Sua vinda se daria como se um ladrão penetrasse a casa para roubá-la: num dia e hora em que não esperamos.
Quantas vezes tomamos o posicionamento daqueles homens que pressionaram Arão a fabricar o bezerro de ouro?
Dizemos que temos que viver o presente...
“Ainda sou muito moço, tenho que aproveitar a vida. Daqui a pouco a vida passou e eu não fiz nada. Quando eu estiver com mais idade vou procurar uma “religião” que me aceite como eu sou e não fique me pressionando para mudar minha maneira de pensar e viver...”
“Tenho tanto tempo pela frente. Preciso conseguir minha independência financeira. Aí sim eu “aceito esse Jesus” que os crentes falam tanto...”

A Palavra de Deus em Lucas 12.13-21 nos conta a história de um homem que desejava aumentar cada vez mais a sua riqueza.
Um homem achegou-se a Jesus e pediu-lhe para que falasse a seu irmão para que repartisse com ele a herança de seu pai.
Jesus diz a ele que não julgaria a causa deles e alerta-o para que se acautelasse e se guardasse da avareza porque a vida não consistia em abundância do que se possuía e propôs-lhe uma parábola dizendo que um homem rico viu que o seu campo havia produzido em abundância e resolveu derrubar os celeiros antigos e construir outros maiores para guardar a sua produção e em assim fazendo disse a si mesmo: “alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos, descansa, come, bebe e folga”. Mas Deus lhe disse: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma e o que tens preparado para quem será?”
Deus é Fiel!
Jesus é Fiel!
A Sua Palavra é verdadeira!
Jesus virá!
 

Eu não tenho esperança ou apenas creio na possibilidade de que isso venha ocorrer, mas tenho certeza absoluta de que um dia, quando menos esperarmos Ele virá nos céus e nós seremos arrebatados para junto dEle.
Por essa razão devemos estar preparados para a Sua volta.
Hebreus 12.1 diz que devemos nos desembaraçar das coisas que nos impedem de corrermos a carreira cristã.
Esse desejo de nos desembaraçarmos das coisas que nos impedem de corrermos a carreira cristã leva-nos ao segundo ensinamento que o texto nos apresenta.


Em segundo lugar devemos ter paciência quanto a nós mesmos.

A bondade de Deus nos conduzirá ao arrependimento.
Dizemos: “depois que me converti achei que as coisas melhorariam, mas faz tanto tempo e nada acontece...”
Precisamos suportar as dificuldades. Olharmos firmemente para Jesus. O livramento que tanto aguardamos e aos olhos de muitos e aos nossos próprios olhos parece tão distante e impossível pode ocorrer hoje mesmo, talvez amanhã ou a qualquer momento.
O Salmista Davi disse em Salmos 30:5 “Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã.”
Jesus nos ensina em Lucas 15.11-32 acerca do amor de Deus para com aqueles que estão perdidos e acabam voltando arrependidos para a casa paterna.
Que amor é esse que pode perdoar as faltas mais graves de um filho ingrato que sai de casa descontente com o pai, mas volta arrependido pedindo guarida e proteção?Esse é o amor de Deus que aguarda com paciência que nos arrependamos e a Ele nos apresentemos.
Saiba compreender as suas limitações. Não fique pensando que você é um super crente e que está isento de errar. Mesmo depois de nos entregarmos a Jesus seremos nós mesmos caminhando num processo de aprendizagem e santificação e isso não se dá de uma hora para a outra.

Se você que está lendo essa reflexão ainda não entregou seu coração e sua vida a Jesus saiba que o diabo, nosso adversário coloca duas situações no coração das pessoas para que não aceitem o chamado de Jesus para a Salvação de suas almas.
a)
Uns se acham tão perfeitos e bons pelo comportamento que têm na sociedade e em relação à família que não precisam de um Salvador pessoal para suas vidas e entendem que pelo fato de serem honestos, bons pais, bons filhos e não prejudicarem a ninguém serão conduzidos diretamente ao céu;

b) Outros se acham tão pecadores pelo que já fizeram nessa vida que entendem que são impuros e depravados demais para que Deus os perdoe e que Jesus jamais acreditará que eles realmente se converteram e resolveram mudar e abandonar as suas vidas de pecado.

Quando um desses pensamentos vier à sua mente não acredite nele, pois não procede de Deus que a todos ama. Deus abomina o pecado, mas ama infinitamente ao pecador e por isso quer resgatá-lo das garras do diabo e com tendo esse objetivo no coração enviou Seu próprio Filho para que morresse por nossos pecados, os meus e os seus.
Haverá a necessidade de nos aproximarmos cada vez mais de Deus através do nosso crescimento espiritual e isso começará a se dar quanto passarmos a conhecer mais o que esse Deus que nos resgatou do pecado espera de nós.
Conhecendo a Palavra de Deus teremos entendimento dos planos de Deus para a nossa vida e as promessas que Ele tem para cada um de nós.
Permita que Deus trabalhe nelas para que você possa ser mais útil nas mãos dEle.
Muitas vezes fazemos da Graça de Deus uma lei para nossas vidas e isso impede de olharmos para dentro de nós mesmos e entendermos que somos limitados e imperfeitos. Em Mateus 12.7 Jesus disse: “Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes.”
O Apóstolo João fala em sua primeira carta:

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.”(1 João 1:8- 2:1-2)
Tiago termina dizendo que bem-aventurados são os que suportam as aflições e dá como exemplo a paciência de Jó.
Conheça suas limitações e se entregue nas mãos de Deus para que Ele te fortaleça. Seja humilde diante dEle e Ele não apenas te consolará, mas responderá aos anseios mais íntimos de seu coração.
Ele é um Deus galardoador e espera que nEle confiemos.

Se você que está lendo essa reflexão ainda não entregou a sua vida nas mãos de Jesus eu quero lhe fazer um convite.
Entregue o seu coração a Jesus e deixe que ele cuide de você e dirija seus passos. Confie nEle. Ele é Fiel para cumprir Sua Palavra. NEle podemos confiar sempre, pois Ele se entregou para morrer naquela cruz pelos nossos pecados, para que você e eu tivéssemos, ao reconhecer esse ato de tão grande amor, a oportunidade de vermos os nossos pecados perdoados e o direito de vivermos em intimidade eterna em Sua companhia.

Faça essa oração comigo e creia que Ele cuidará de você e dos seus.Senhor Jesus, eu creio de todo o meu coração, que és o Filho de Deus, que veio a esse mundo e foi morto na Cruz do Calvário para resgatar os meus pecados. Eu reconheço que sou pecador e peço perdão a Ti pelos meus pecados. Senhor Jesus eu O reconheço como meu Salvador pessoal e quero morar nos céus com o Senhor. Toma conta de mim, dirige os meus passos e me batiza com o Espírito Santo a fim de que eu possa testemunhar desse teu amor por mim. Eu te agradeço por me receber e me dar o direito de ser chamado filho de Deus. Amém

Se você fez essa oração eu o convido a procurar uma Igreja Evangélica onde se pregue a Palavra de Deus com sinceridade e compromisso, e começar a conhecer o que Deus tem para você e para sua família. Estude sempre a Palavra de Deus, a Bíblia. Nela você encontrará tudo o que você necessita para ter uma vida vitoriosa com Cristo.

Que Deus o abençoe ricamente.

A.Carlos