quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Coisas que não mudam nunca!


Morreu ontem meu grande amigo de muitos anos, e meu mentor. Era pregador extraordinário, orador por excelência. Pertencia à velha escola. Sempre de camisa e gravata, alinhado e elegante. Terno de três peças, de preferência. Camisa branca, bem passada, colarinho imaculado. Sapatos brilhantes. Cabe­los penteados. Bem barbeado. Bem vestido sempre. Roupa sob medida. E que havia sob todo esse exterior tão bonito? Caráter. Sólido como rocha.
Qual era seu estilo de pregação? Forte. Às vezes, dogmático. Com freqüência muito eloqüente. Muitas aliterações e, perto do final, um poema memorizado. Sermões semeados de ilus­trações que quase sempre se iniciavam assim: "É conhecida a história de..." Quase nunca usava humor. O sermão era pleno de dignidade, um tanto distante, místico, profundo no pen­samento, a voz nas escalas mais baixas. Inúmeros livros en­cadernados em couro, na biblioteca. Determinado a manter bem elevada sua vocação ministerial. Pele tostada, olhos pro­fundos, dentes alinhados. Confiante em si mesmo, sem ser arrogante. Simpático, sem ser frívolo.
Jamais demonstrou um sinal sequer de futilidade tola. Não era o tipo de homem que você esperaria ver sentado, de pernas cruzadas, à frente da casa, brincando com as crianças. Ou na cozinha, lavando louça. Trocando o óleo do carro. Pulando do último trampolim, numa pirueta. Fazendo manobras perigosas numa rodovia. O homem tinha muita classe.
Não é que ele fosse superior a tudo isso; o caso é apenas que, em seu tempo, os ministros do evangelho mantinham uma atitude bem definida e séria. Se não estivesse pregando, meu amigo estaria preparando-se para pregar. Se não estivesse orando, teria acabado de orar. Francamente, nunca estive na presença dele sem sentir grande reverência. Embora já fosse homem feito, eu me sentava direito, no escritório dele, res­peitoso, e chamava-o de senhor. Quando ele punha a mão em meu ombro e orava para que Deus guiasse "este jovem aqui" e que me usasse, estando já "separado para o ministério do Mestre", eu me sentia como se houvesse sido ordenado ca­valeiro do rei. Porejava integridade, esse pastor. Seus conse­lhos eram insuperáveis. Seus pensamentos e palavras tinham prístina pureza — bem passados, engomados, limpos e bri­lhantes como hábito de freira. Ao assomar ao púlpito, erguia-se ereto, digno, cheio de graça — certamente um dos melhores pregadores de seus dias, ilustração viva do "Salmo do Cava­lheiro"... salmo 15.
Contudo, grande parte das coisas "da época antiga" já se foi. O trato das pessoas hoje é muito diferente. Os dias de meu amigo falecido foram os dias de Walter Winchell, Jorge Patton e Norman Rockwell. Imperava uma filosofia séria, cujas linhas gerais eram bem delineadas e definidas, em que os sermões tinham mão única. Não se falava em diálogo... E quanto à vulnerabilidade dos líderes? Anátema. Como mudaram os tem­pos! Não há uma única profissão que não tenha sido forçada a mudar, abrindo brechas para alterações inevitáveis, muitas delas essenciais.
Pensei nisso, há pouco, ao ler uma "descrição de cargo" dirigida às enfermeiras de um hospital, em 1887. Vocês, en­fermeiras e médicos, vão rir com incredulidade.
Há alguém mais que esteja contente porque tem havido mui­tas mudanças, desde 1887?
Sim, o tempo muda as coisas... às vezes drasticamente. Mu­dam os estilos, como mudam as expectativas, os salários, os sistemas de comunicação, os relacionamentos entre pessoas, e até as técnicas de pregação.
Todavia, certas coisas jamais deveriam sofrer mudanças. Por exemplo: o respeito pelas autoridades, a integridade pessoal, a sanidade dos pensamentos, a pureza das palavras, a santi­dade no viver, os papéis bem distintos atribuídos à masculinidade e à feminilidade, a lealdade a Cristo, o amor à família e o autêntico espírito de serviço. As qualidades de caráter jamais ficam à mercê de ataques irreverentes.

DEVERES DAS ENFERMEIRAS EM 1887
Além de cuidar de seus cinqüenta pacientes, cada enfermeira deverá obedecer aos seguintes regulamentos:
1.
Varrer e espanar diariamente seu pavilhão, esfregando um pano molhado no assoalho; tirar o pó dos móveis dos pa­cientes, e das soleiras das janelas.
2. Manter uma temperatura agradável em seu pavilhão, tra­zendo um balde de carvão para as atividades do dia.
3. A luz é importante para poder observar-se as condições dos pacientes. Portanto, todos os dias: encher os lampiões de querosene, limpar as chaminés e aparar os pavios. Lavar as vidraças uma vez por semana.
4. As anotações das enfermeiras são importantes, para ajudar o trabalho do médico. Ter o máximo cuidado ao confeccio­nar suas penas de escrever. Pode-se cortar os bicos das penas segundo o gosto pessoal.
5. Cada enfermeira em plantão diurno deve comparecer todos os dias às 7 horas e deixar o trabalho às 20, exceto aos domingos, quando a enfermeira poderá ausentar-se entre as 12 e as 14 horas.
6. As enfermeiras formadas que gozem de boa reputação junto ao diretor de enfermeiras, terão uma noite de folga por se­mana, para propósitos de namoro, ou duas noites, se vão regularmente à igreja.
7. Cada enfermeira deverá deixar de lado determinada porção de seu salário, a fim de poder gozar de alguns benefícios durante seus anos de declínio, e não vir a tornar-se um fardo. Por exemplo, se você ganha trinta dólares por mês, deverá pôr à parte quinze dólares.
8. Toda e qualquer enfermeira que fuma, bebe álcool sob qual­quer forma, vai a salão de beleza a fim de pentear os cabelos, ou freqüenta salões de bailes, dá boas razões ao diretor de enfermeiras para suspeitar de seu valor, de suas intenções e de sua integridade.
9. A enfermeira que desempenhar suas funções, e atender a seus pacientes e médicos com toda fidelidade, sem cometer faltas, durante um período de cinco anos, receberá um au­mento de cinco centavos por dia, da administração do hos­pital, desde que o hospital não tenha dívidas elevadas.
Meu amigo e mentor partiu. Muito do seu estilo foi-se com ele. Contudo, o estofo áureo que o tornou grande — ah! que nós jamais nos esqueçamos de seu caráter. Os tempos podem mudar. E o caráter? Jamais. Nem na vida... nem na morte.

A Busca de Hoje

Como é a vida? "Um vapor," responde-nos Tiago (4:14). "Neblina que aparece por instante." "O homem, nascido de mulher, vive breve tempo... nasce como a flor, e murcha; foge como a sombra, e não permanece" (Jó 14:1-2). Embora de­monstremos aparência de segurança, nossa vida é marcada pela incerteza, adversidade e brevidade. São razões mais que suficientes para que ganhemos uma perspectiva correta quanto à maneira de viver. O caminhar com Deus produz esse efeito. Não nos dá garantia de que viveremos mais tempo, mas ajuda-nos a viver melhor. Com maior profundidade. Maior largueza. Visto que você nada sabe a respeito do dia, da semana ou do ano que se estende diante de você, entregue-se de modo re­novado a Deus, pois ele sabe de antemão como serão os tempos e estações.
Leia Tiago 4.
(Texto extraido do livro “A busca do caráter” Charles Swindoll- Ed.Vida- 1991)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Natal x Violência: podemos mudar esse quadro?


Todos temos ouvido e acompanhado, estarrecidos, as notícias que cercam o caso do padrasto que introduziu agulhas de costura no corpo de seu enteado.

Uma mente lúcida não poderia articular uma maldade como essa diriam alguns.
Outros, mais espirituais, devem estar dizendo que isso só pode ser coisa do diabo, porque uma pessoa normal não poderia por si mesma nem pensar em cometer tal desatino.
João disse que o mundo jaz no maligno (1 Jo 5.19), quer dizer está morto nas mãos do diabo. Ele disse isso para nos alertar acerca das coisas que esperam aqueles que são alcançados pela graça redentora de Deus e que acabam travando uma luta espiritual com as hostes malignas que reinam nesse mundo.
Sei que o inimigo está o tempo todo procurando influenciar o mundo para que se distancie de Deus e se apegue às torpezas por ele engendradas e não são poucas as pessoas que caem em suas armadilhas, mas tornou-se lugar comum transferir a nossa culpa ao diabo, espiritualizando assim uma maldade material, física, que muitas vezes nada tem de influência maligna, sendo antes puro desvio de conduta humana. Nos crimes mais violentos é comum ouvir-se a frase: “eu não me lembro de nada do que aconteceu...”; “naquele momento eu ouvi uma voz me mandando fazer aquilo... e quando dei por mim já era tarde.”


Esse caso não foi diferente.

Que existem rituais de magia negra nos quais vidas humanas são sacrificadas, todos sabemos, mas muitos de nós não queremos nem admitir a idéia com medo de sermos “amaldiçoados” pelo inimigo. E alguns ainda dizem que crêem em Deus e que a Ele pertencem. Pobres coitados os que assim pensam, pois se o nosso Deus que criou todas as coisas, em quem reside todo o poder do Universo não é capaz de nos livrar das armadilhas desses grupos, a quem servimos então?
Esse foi um trecho da confissão do padrasto da criança:
“O padrasto da criança, Roberto Carlos Magalhães Lopes, confessou para a Polícia que introduziu as agulhas no enteado e afirmou que queria se vingar da mãe do menino, Maria Souza Santos, que sentiria ciúmes dele com Angelina Capistana Ribeiro dos Santos. Ele acusou Angelina de participar do crime juntamente com a suposta mãe-de-santo Maria dos Anjos Nascimento, conhecida na cidade como Bia.” (http://www.vooz.com.br/noticias/cirurgia-realizada-com-sucesso-no-menino-das-agulhas-25122.html)



“introduziu as agulhas no enteado e afirmou que queria se vingar da mãe do menino,...”

Eis aqui o verdadeiro motivo dessa insanidade: vingança contra a mãe do menino.
Jesus nos advertiu que quando estivesse próximo o seu retorno o amor entre os homens diminuiria, esfriaria em função do aumento da iniquidade que se implantaria em muitos corações e a mesma advertência nos fez o apóstolo Paulo.

“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.” (Mt. 24.12)

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder.” (2 Tm 3.1-5)

Estamos nos aproximando do dia que a cristandade instituiu como sendo a data para a comemoração do nascimento do Senhor Jesus. Até mesmo os mais inocentes sabem que essa data nada tem a ver com a verdadeira data do nascimento do Senhor, mas ela está aí para comemorarmos. Comemorarmos?
É certo afirmarmos que nessa época as pessoas ficam mais sensíveis, mais amorosas, mais humanas, mas solidarias e uma notícia como essa acaba nos mostrando que a realidade do mundo é, infelizmente, muito diferente daquilo que idealizamos e necessitamos: um mundo de paz e de harmonia entre os homens.
Esse crime cometido contra uma criança inocente nos mostra a perversidade de um ser que se diz “humano” e que motivado pelo orgulho, pelo ciúme e pela maldade, não relutou em desferir todo o seu ódio por um ser que nada tinha a ver com os problemas que ele diz passar com a mãe do mesmo.
Daqui a algumas semanas poucas pessoas se lembrarão desse fato e novos episódios de violência contra crianças, adolescentes, mulheres, mendigos e por aí afora estarão estampando as páginas dos principais jornais do país e novamente nos perguntaremos: até quando?
Não precisamos esperar por mais esses surtos de violência para responder a essa pergunta, pois esse tipo de comportamento só será alterado quando os homens viverem durante todos os dias do ano os mesmos sentimentos que demonstram no dia de Natal, onde até mesmo muitos inimigos procuram se reconciliar na esperança de que possam viver em paz; quando olhamos para as crianças menos favorecidas pela vida e procuramos suprir as suas deficiências físicas e psicológicas da melhor maneira; quando procuramos agasalhar junto ao nosso peito o nosso irmão que está abandonado à própria sorte.
Parece que nesse dia realmente Jesus nasce em nossos corações e passamos a ser pessoas diferentes.
É como se estivéssemos andando pelas ruas da Galiléia ao lado do nosso Senhor, vendo como Ele tratava a todos e querendo imitar os seus gestos e atitudes.
Sabemos que a Palavra de Deus se cumpre integralmente e que nesses dias estamos vivendo esse desamor entre os homens, mas façamos a nossa parte para modificar essa situação, na esperança de que esses dias nunca mais se cumpram em nossas vidas e na de nossos semelhantes, onde possamos todos nos dar as mãos, independente da maneira pela qual buscamos servir a Deus, pois o desejo do Senhor é de que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da Verdade (I Tm 2.4) e não nos esqueçamos de que a fome, o desamparo, a violência, o abandono, a dor, a angústia, o desespero e a solidão não pedem carteira de identidade a ninguém, podendo dessa forma atingir a qualquer um de nós.
Que o Senhor nos ajude a vivermos o Natal todos os dias do ano como se o nascimento do Senhor ocorresse a todo instante em nossos corações, fazendo com que essa chama nunca se apague de nosso interior e que apesar de toda expectativa de que coisas piores virão, façamos do amor entre os homens o motivo principal de nossas orações ao Senhor na certeza de que Ele nos ouvirá e que possamos num futuro bem próximo a uma só voz louvá-Lo e bendizê-Lo por todas as bênçãos que Ele nos concedeu e vejamos cumprir em nós a paz que excede todo entendimento e façamos coro aos anjos quando disseram:
“O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.” (Lucas 2.10-14)
Que o Senhor nos abençoe hoje e sempre, dando-nos um coração dócil e amoroso à semelhança do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Sempre juntos em Jesus.
A.Carlos

sábado, 19 de dezembro de 2009

AGRADEÇAMOS A DEUS POR SUAS MARAVILHAS

“Direis naquele dia: Dai graças ao SENHOR, invocai o seu nome, tornai manifestos os seus feitos entre os povos, relembrai que é excelso o seu nome." (Isaías 12:4)“Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR.” (I Samuel 7.12)

Até aqui nos ajudou o Senhor...
Estamos chegando ao final de mais um ano. Um ano de muitas lutas e também de muitas vitórias.
Quando olhamos para trás e analisamos tudo o que passamos nesse período, vemos o quanto Deus cuidou de cada um de nós que O buscamos, e em especial de mim e de minha família.
O ano começou com um acidente automobilístico, que poderia ter tido proporções e desdobramentos muito maiores do que a simples “quase perda total” de um veículo e de alguns (muitos) cacos de vidro espalhados pelo rosto de meu filho mais velho e de outros ocupantes do veículo.
Da mesma forma nossos negócios passaram por muitas dificuldades, isso porque muito de nossos clientes sentiram na pele o que significou a “pequena marolinha” da crise mundial que teve “leves” repercussões em nosso país, nas palavras de nosso presidente da república.
Aos olhos de todos aqueles que acompanharam nossas dificuldades, tudo parecia acabado e estávamos destinado ao fracasso total e absoluto.
Nós também sabíamos que as dificuldades não seriam fáceis de serem superadas, mas apesar dos problemas, da torcida contrária e dos pessimistas de plantão, não desfalecemos e nem perdemos a fé de que Deus estava e está no controle de todas as coisas e nunca precisamos fazer campanhas de oração, jejuns ou financeira para sermos atendidos pelo Senhor.
Buscamos a Deus sim, a sós e em família como nos ensina a Palavra de Deus: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.” (Mt 6.6,7), mas sabemos também que muitos irmãos intercederam por nós junto ao Pai.
Foram nove meses de muitas lutas, uma verdadeira gestação, onde pudemos verificar aqueles que realmente estavam ao nosso lado e nos ajudavam em oração, crendo juntamente conosco de que dia mais, dia menos o livramento viria e quem eram os que se diziam amigos e sem mais nem menos nos abandonaram. Mas o livramento veio.
Hoje não estamos com o mesmo fôlego de tempos atrás e nem sombra do que realizamos no ano passado, mas temos a certeza de que em todos os momentos o Senhor nunca nos desamparou.
Por que estou tornando público esse testemunho dos acontecimentos que nos abateram nesse ano?
Por uma simples razão: devemos glorificar a Deus em todas as situações e se assim o fazíamos em meio às dificuldades, que gratidão poderíamos demonstrar ao nosso amado Senhor se não lhe dedicássemos toda a honra e glória pelos livramentos que nos concedeu quando eles já estivessem superados?
Hoje podemos dizer como Samuel “...Ebenézer, até aqui nos ajudou o Senhor.” E acrescentar: louvamos ao Senhor por tudo o que Ele ainda nos fará!Todas essas situações aconteceram no terreno físico, material, mas o Senhor fez muito mais por nós nesse ano: Ele nos sustentou espiritualmente e nos deu a possibilidade de falarmos do Seu amor em várias oportunidades e de várias maneiras.
Falamos do amor de Deus através da distribuição de folhetos evangelísticos, evangelismo pessoal mostrando que apesar das lutas não nos abateríamos porque confiávamos no Deus a quem servimos, e também dos irmãos que conhecemos e que puderam ser alcançados através das mensagens dos blogs que administramos.
Pudemos espalhar um pouco do amor que recebemos do Senhor a todos esses irmãos e somos gratos a Ele pelo multiplicado amor que recebemos de muitos irmãos que acabaram fazendo com que acreditássemos que esse sentimento existe em muitos corações nos dias de hoje e que passaram a fazer parte de nosso circulo de amizades.
Quando olhamos para as dificuldades, perseguições e lutas intensas pelas quais passaram nossos irmãos pertencentes à Igreja perseguida louvamos ainda mais ao Senhor por estarmos residindo em um país onde não há perseguição religiosa e todos podem buscar à Deus da maneira que considerarem a mais correta e isso é garantido até mesmo pela Constituição de nosso país onde todos temos liberdade de expressar o que sentimos em relação à Deus.
A você que nos tem acompanhado queremos desejar toda sorte de bênçãos espirituais. Que o Senhor os abençoe grandemente, pois firmados nas promessas do Senhor temos a certeza de que se buscarmos em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33) todas as nossas necessidades serão supridas, como nos ensinam nossos irmãos judeus em uma de suas orações matinais e que muitas vezes recitei quando a eles estive ligado por motivos familiares e religiosos quando dizem: “Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, sheássa-li col tsorki” que significa: “Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo, que proveu para mim todas as minhas necessidades.”Creia que Ele nos provê de tudo o que necessitamos, mesmo que no momento da dificuldade não entendamos dessa maneira.
Que o Senhor abençoe grandemente a cada um que nos acompanha e nos ajude a realizarmos tudo aquilo que Ele tem proposto em Seu coração para cada um de nós, quer seja na área material, quer seja na espiritual.
Que em 2010 possamos recordar que o “espírito” do Natal deve ser buscado e vivido durante todo o ano e que na virada para 2011 possamos louvar a Deus, contando a todos o quanto nos aproximamos dEle e de nossos irmãos.
Sempre juntos em Jesus.
A.Carlos

sábado, 12 de dezembro de 2009

GRATIDÃO NA IGREJA!



GRATIDÃO NA IGREJA

Gratidão é o reconhecimento por um benefício recebido.
Uma pessoa grata demonstra, por meio de palavras, atos e atitudes, seus agradecimentos a quem a ajudou de alguma maneira. Um indivíduo ingrato não reconhece, não se lembra de agradecer, não recompensa com sua dedicação a quem lhe tenha prestado um benefício.
Um exemplo clássico na Bíblia, para ilustrar a gratidão de uns e a ingratidão de outros, está na cura dos dez leprosos. Um somente voltou para agradecer, “e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, dando-lhe graças” (Luc 17.16). Nove alegraram-se de tal maneira pelo restabelecimento de sua saúde, e achavam-se tão ansiosos de se juntarem aos familiares, que se esqueceram de dar graças ao seu benfeitor.
O escritor francês Victor Hugo dizia que “a gratidão é a moeda luminosa com que saldamos as grandes dívidas”. Há benefícios recebidos, impossíveis de serem pagos em termos materiais. Um coração grato, um espírito de gratidão, uma atitude de dedicação para com o benfeitor, é, em muitos casos, a única maneira de mostrarmos nosso reconhecimento.

GRATIDÃO PARA COM DEUS

Nossa primeira gratidão, nosso primeiro reconhecimento, há de ser para com Deus – Criador, Sustentados e Salvador. Aprendemos pelo estudo da Bíblia que somos salvos não por méritos próprios, nem por obras, mas pela graça divina, mediante a fé. Ninguém pode salvar-se a si mesmo. Jó, um homem íntegro e reto, que “temia a Deus e se desviava do mal”, segundo o testemunho divino (Jó 2.3), ele mesmo reconhecia a incapacidade de justificar-se diante do Senhor (Jó 9.20). O salmista lembra que o preço de uma alma é imenso, e os recursos de qualquer homem se esgotariam antes que pudesse cobrir o valor da redenção (Sal 49.8). Se somos salvos pela graça de Deus, sem merecimento algum de nossa parte, não haveremos de viver em constante gratidão ao Ser?
Uma vida grata a Deus é uma vida de constante louvor. Um de nossos hinos manda contar as bênçãos, para descobrirmos com surpresa a extraordinária operação de Deus em nossa vida. O poeta sagrado canta nos salmos: “Muitas são, Senhor Deus meu, as maravilhas que tens operado... são mais do que se podem contar” (Sal. 40.5).
A gratidão para com Deus mostra-se na comunhão com Ele. Não existe coisa alguma na vida do crente que agrade mais a Deus do que a comunhão com Ele. O profeta Isaías registra o propósito, o desejo daquele que é o Alto e o Excelso: “Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos” (Is 57.15).
A gratidão para com Deus mostra-se também no serviço. Nós recebemos os benefícios de sua graça. Mas Deus deseja também que tais benefícios cheguem a outras pessoas. E Ele acha que nós somos os melhores instrumentos para a divulgação de tais benefícios. Nós amamos ao Senhor, nós temos para com Ele uma dívida imensa. Mostremos nossa gratidão a Ele, servindo na evangelização, na obra de educação cristã, na música, na administração da Igreja, na beneficência, na entrega regular e fiel dos dízimos, no testemunho cristão.

GRATIDÃO PARA COM A IGREJA

Não devemos esquecer jamais que temos uma vida de gratidão para com a Igreja. Por meio de uma Igreja, geralmente, conhecemos Jesus Cristo como Salvador. Por meio dela, e através da Escola Bíblica Dominical, da União de Treinamento, das sociedades missionárias, crescemos na graça e no conhecimento de Jesus Cristo, e recebemos orientação para uma vida cristã que agrade a Deus. Por meio da Igreja participamos de uma comunhão fraternal com os crentes, os filhos de Deus. A Igreja é a melhor e mais importante organização da terra. E nós pertencemos a ela.
Um membro de Igreja foi procurado por uma comissão que sugeria àquele crente o pedido de sua carta de transferência para uma Igreja mais próxima. A resposta do crente foi esta: “Eu não vou pedir carta para outra Igreja, porque gosto muito de minha Igreja.” Mas gostar, como? Ele não ia à Igreja, ele não entregava o dízimo para o sustento da causa do Senhor através da Igreja. Essa é uma maneira estranha de gostar da Igreja.
Um crente grato à sua Igreja ora por ela; participa dos cultos e das atividades por ela programadas; vive a vida de Cristo, para que sua Igreja seja vista como a Igreja de Cristo Jesus; procura a fraternidade dos irmãos; busca ajudar os necessitados através da beneficência.

GRATIDÃO PARA COM OS IRMÃOS

Devemos gratidão para com os que vieram antes de nós. Não seríamos o que somos, sem o esforço dos antepassados. Eles construíram muito do que aí está, naturalmente sobre aquilo que também receberam e encontraram. O conforto e a facilidade em tantos aspectos da vida, devemos aos que nos antecederam. Às vezes criticamos as gerações anteriores, mas em seu lugar faríamos coisa melhor? Estamos legando às gerações vindouras uma herança melhor do que a que recebemos?
Devemos gratidão para com os nossos familiares, a começar de nossos pais. Devemos gratidão ao esposo, à esposa, aos irmãos, aos filhos. Tantas vezes somos gratos aos de fora, e nos esquecemos de reconhecer os que estão conosco, e vivem mais perto de nós.
Devemos gratidão à sociedade em que vivemos. Nossas vidas estão entrelaçadas. Ninguém vive sozinho. Nenhum homem é uma ilha. Dependemos uns dos outros em muitos sentidos e de muitas maneiras, e não podemos deixar de ser-lhes gratos.
Devemos gratidão para com aqueles que nos prestam benefícios especiais. Se existe algo que fere profundamente é a ingratidão. Dizia um escritor que, quando caia no átrio do Senado, com o corpo varado pelos punhais, doeu a Júlio César, mais do que os cortes das lâminas da arma assassina, ver Brutus entre os que o agrediam, aquele que ele criara como seu filho.
A gratidão é uma virtude de inspiração divina. Aprendamos a cultivá-la para agradar a Deus, favorecendo a existência de um ambiente de felicidade no meio em que vivemos.

Pr. Omar Bianchi

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Seguindo a Deus de Perto


“A minha alma apega-se a ti: a tua destra me ampara” (Sl 63:8).
O evangelho nos ensina a doutrina da graça preveniente, que significa simplesmente que, antes de um homem poder buscar a Deus, Deus tem que buscá-lo primeiro.
Para que o pecador tenha uma idéia correta a respeito de Deus, deve receber antes um toque esclarecedor em seu íntimo; que, mesmo que seja imperfeito, não deixa de ser verdadeiro, e é o que desperta nele essa fome espiritual que o leva à oração e à busca.
Procuramos a Deus porque, e somente porque, Ele primeiramente colocou em nós o anseio que nos lança nessa busca. “Ninguém pode vir a mim”, disse o Senhor Jesus, “se o Pai que me enviou não o trouxer” (Jo 6:44), e é justamente através desse trazer preveniente, que Deus tira de nós todo vestígio de mérito pelo ato de nos achegarmos a Ele. O impulso de buscar a Deus origina-se em Deus, mas a realização do impulso depende de O seguirmos de todo o coração. E durante todo o tempo em que O buscamos, já estamos em Sua mão: “... o Senhor o segura pela mão” (Sl 37:24.).
Nesse “amparo” divino e no ato humano de “apegar-se” não há contradição. Tudo provém de Deus, pois, segundo afirma Von Hügel, Deus é sempre a causa primeira. Na prática, entretanto (isto é, quando a operação prévia de Deus se combina com uma reação positiva do homem), cabe ao homem a iniciativa de buscar a Deus. De nossa parte deve haver uma participação positiva, para que essa atração divina possa produzir resultados em termos de uma experiência pessoal com Deus. Isso transparece na calorosa linguagem que expressa o sentimento pessoal do salmista no Salmo 42: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando irei e me verei perante a face de Deus?” E um apelo que parte do mais profundo da alma, e qualquer coração anelante pode muito bem entendê-lo.
A doutrina da justificação pela fé — uma verdade bíblica, e uma bênção que nos liberta do legalismo estéril e de um inútil esforço próprio — em nosso tempo tem-se degenerado bastante, e muitos lhe dão uma interpretação que acaba se constituindo um obstáculo para que o homem chegue a um conhecimento verdadeiro de Deus. O milagre do novo nascimento está sendo entendido como um processo mecânico e sem vida. Parece que o exercício da fé já não abala a estrutura moral do homem, nem modifica a sua velha natureza. É como se ele pudesse aceitar a Cristo sem que, em seu coração, surgisse um genuíno amor pelo Salvador. Contudo, o homem que não tem fome nem sede de Deus pode estar salvo? No entanto, é exatamente nesse sentido que ele é orientado: conformar-se com uma transformação apenas superficial.
Os cientistas modernos perderam Deus de vista, em meio às maravilhas da criação; nós, os crentes, corremos o perigo de perdermos Deus de vista em meio às maravilhas da Sua Palavra. Andamos quase inteiramente esquecidos de que Deus é uma pessoa, e que, por isso, devemos cultivar nossa comunhão com Ele como cultivamos nosso companheirismo com qualquer outra pessoa. É parte inerente de nossa personalidade conhecer outras personalidades, mas ninguém pode chegar a um conhecimento pleno de outrem através de um encontro apenas. Somente após uma prolongada e afetuosa convivência é que dois seres podem avaliar mutuamente sua capacidade total.
Todo contato social entre os seres humanos consiste de um reconhecimento de uma personalidade para com outra, e varia desde um esbarrão casual entre dois homens, até a comunhão mais íntima de que é capaz a alma humana. O sentimento religioso consiste, em sua essência, numa reação favorável das personalidades criadas, para com a Personalidade Criadora, Deus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste".
Deus é uma pessoa, e nas profundezas de Sua poderosa natureza Ele pensa, deseja, tem gozo, sente, ama, quer e sofre, como qualquer outra pessoa. Em seu relacionamento conosco, Ele se mantém fiel a esse padrão de comportamento da personalidade. Ele se comunica conosco por meio de nossa mente, vontade e emoções.
O cerne da mensagem do Novo Testamento é a comunhão entre Deus e a alma remida, manifestada em um livre e constante intercâmbio de amor e pensamento.
Esse intercâmbio, entre Deus e a alma, pode ser constatado pela percepção consciente do crente. É uma experiência pessoal, isto é, não vem através da igreja, como Corpo, mas precisa ser vivida, por cada membro. Depois, em conseqüência dele, todo o Corpo será abençoado. E é uma experiência consciente: isto é, não se situa no campo do subconsciente, nem ocorre sem a participação da alma (como, por exemplo, segundo alguns imaginam, se dá com o batismo infantil), mas é perfeitamente perceptível, de modo que o homem pode “conhecer” essa experiência, assim como pode conhecer qualquer outro fato experimental.
Nós somos em miniatura, (excetuando os nossos pecados) aquilo que Deus é em forma infinita. Tendo sido feitos a Sua imagem, temos dentro de nós a capacidade de conhecê-lO. Enquanto em pecado, falta-nos tão-somente o poder. Mas, a partir do momento em que o Espírito nos revivifica, dando-nos uma vida regenerada, todo o nosso ser passa a gozar de afinidade com Deus, mostrando-se exultante e grato. Isso é este nascer do Espírito sem o qual não podemos ver o reino de Deus. Entretanto, isso não é o fim, mas apenas o começo, pois é a partir daí que o nosso coração inicia o glorioso caminho da busca, que consiste em penetrar nas infinitas riquezas de Deus. Posso dizer que começamos neste ponto, mas digo também que homem nenhum já chegou ao final dessa exploração, pois os mistérios da Trindade são tão grandes e insondáveis que não têm limite nem fim.
Encontrar-se com o Senhor, e mesmo assim continuar a buscá-lO, é o paradoxo da alma que ama a Deus. É um sentimento desconhecido daqueles que se satisfazem com pouco, mas comprovado na experiência de alguns filhos de Deus que têm o coração abrasado. Se examinarmos a vida de grandes homens e mulheres de Deus, do passado, logo sentiremos o calor com que buscavam ao Senhor. Choravam por Ele, oravam, lutavam e buscavam-nO dia e noite, a tempo e fora do tempo, e, ao encontrá-lO, a comunhão parecia mais doce, após a longa busca. Moisés usou o fato de que conhecia a Deus como argumento para conhecê-lO ainda melhor. “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o Teu caminho, para que eu Te conheça, e ache graça aos Teus olhos” (Ex 33:13). E, partindo daí, fez um pedido ainda mais ousado: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Ex 33:18). Deus ficou verdadeiramente alegre com essa demonstração de ardor e, no dia seguinte, chamou Moisés ao monte, e ali, em solene cortejo, fez toda a Sua glória passar diante dele.
A vida de Davi foi uma contínua ânsia espiritual. Em todos os seus salmos ecoa o clamor de uma alma anelante, seguido pelo brado de regozijo daquele que é atendido. Paulo confessou que a mola-mestra de sua vida era o seu intenso desejo de conhecer a Cristo mais e mais. “Para O conhecer” (Fp 3:10), era o objetivo de seu viver, e para alcançar isso, sacrificou todas as outras coisas. “Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor: por amor do qual perdi todas as cousas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fp 3:8).
Muitos hinos evangélicos revelam este anelo da alma por Deus, embora a pessoa que canta, já saiba que o encontrou. Há apenas uma geração, nossos antepassados cantavam o hino que dizia: “Verei e seguirei o Seu caminho”; hoje não o ouvimos mais entre os cristãos. É uma tragédia que, nesta época de trevas, deixemos só para os pastores e líderes a busca de uma comunhão mais íntima com Deus. Agora, tudo se resume num ato inicial de “aceitar” a Cristo (a propósito, esta palavra não é encontrada na Bíblia), e daí por diante não se espera que o convertido almeje qualquer outra revelação de Deus para a sua alma. Estamos sendo confundidos por uma lógica espúria que argumenta que, se já encontramos o Senhor, não temos mais necessidade de buscá-lO. Esse conceito nos é apresentado como sendo o mais ortodoxo, e muitos não aceitariam a hipótese de que um crente instruído na Palavra pudesse crer de outra forma. Assim sendo, todas as palavras de testemunho da Igreja que significam adoração, busca e louvor, são friamente postas de lado. A doutrina que fala de uma experiência do coração, aceita pelo grande contingente dos santos que possuíam o bom perfume de Cristo, hoje é substituída por uma interpretação superficial das Escrituras, que sem dúvida soaria como muito estranha para Agostinho, Rutherford ou Brainerd.
Em meio a toda essa frieza existem ainda alguns — alegro-me em reconhecer — que jamais se contentarão com essa lógica superficial. Talvez até reconheçam a força do argumento, mas depois saem em lágrimas à procura de algum lugar isolado, a fim de orarem: “Ó Deus, mostra-me a tua glória”. Querem provar, ver com os olhos do íntimo, quão maravilhoso Deus é.
É meu propósito instilar nos leitores um anseio mais profundo pela presença de Deus. É justamente a ausência desse anseio que nos tem conduzido a esse baixo nível espiritual que presenciamos em nossos dias. Uma vida cristã estagnada e infrutífera é resultado da ausência de uma sede maior de comunhão com Deus. A complacência é inimigo mortal do crescimento cristão. Se não existir um desejo profundo de comunhão, não haverá manifestação de Cristo para o Seu povo. Ele espera que o procuremos. Infelizmente, no caso de muitos crentes, é em vão que essa espera se prolonga.
Cada época tem suas próprias características. Neste exato instante encontramo-nos em um período de grande complexidade religiosa. A simplicidade existente em Cristo raramente se acha entre nós. Em lugar disso, vêem-se apenas programas, métodos, organizações e um mundo de atividades animadas, que ocupam tempo e atenção, mas que jamais podem satisfazer à fome da alma. A superficialidade de nossas experiências íntimas, a forma vazia de nossa adoração, e aquela servil imitação do mundo, que caracterizam nossos métodos promocionais, tudo testifica que nós, em nossos dias, conhecemos a Deus apenas imperfeitamente, e que raramente experimentamos a Sua paz.
Se desejamos encontrar a Deus em meio a todas as exteriorizações religiosas, primeiramente temos que resolver buscá-Lo, e daí por diante prosseguir no caminho da simplicidade. Agora, como sempre o fez, Deus revela-Se aos pequeninos e se oculta daqueles que são sábios e prudentes aos seus próprios olhos. É mister que simplifiquemos nossa maneira de nos aproximar dEle. Urge que fiquemos tão-somente com o que é essencial (e felizmente, bem poucas coisas são essenciais). Devemos deixar de lado todo esforço para impressioná-lO e ir a Deus com a singeleza de coração da criança. Se agirmos dessa forma, Deus nos responderá sem demora.
Não importa o que a Igreja e as outras religiões digam. Na realidade, o que precisamos é de Deus mesmo. O hábito condenável de buscar “a Deus e” é que nos impede de encontrar ao Senhor na plenitude de Sua revelação. É no conectivo “e” que reside toda a nossa dificuldade. Se omitíssemos esse “e”, em breve acharíamos o Senhor e nEle encontraríamos aquilo por que intimamente sempre anelamos.
Não precisamos temer que, se visarmos tão-somente a comunhão com Deus, estejamos limitando nossa vida ou inibindo os impulsos naturais do coração. O oposto é que é verdade. Convém-nos perfeitamente fazer de Deus o nosso tudo, concentrando-nos nEle, e sacrificando tudo por causa dEle.
O autor do estranho e antigo clássico inglês, The Cloud of Unknowing (A nuvem do desconhecimento), dá-nos instruções de como conseguir isso. Diz ele: “Eleve seu coração a Deus num impulso de amor; busque a Ele, e não Suas bênçãos. Daí por diante, rejeite qualquer pensamento que não esteja relacionado com Deus. E assim não faça nada com sua própria capacidade, nem segundo a sua vontade, mas somente de acordo com Deus. Para Deus, esse é o mais agradável exercício espiritual”.
Em outro trecho, o mesmo autor recomenda que, em nossas orações, nos despojemos de todo o empecilho, até mesmo de nosso conhecimento teológico. “Pois lhe basta a intenção de dirigir-se a Deus, sem qualquer outro motivo além da pessoa dEle.” Não obstante, sob todos os seus pensamentos, aparece o alicerce firme da verdade neotestamentária, porquanto explica o autor que, ao referir-se a “ele”, tem em vista “Deus que o criou, resgatou, e que, em Sua graça, o chamou para aquilo que você agora é”. Este autor defende vigorosamente a simplicidade total: “Se desejamos ver a religião cristã resumida em uma única palavra, para assim compreendermos melhor o seu alcance, então tomemos uma palavra de uma sílaba ou duas. Quanto mais curta a palavra, melhor será, pois uma palavra menor está mais de acordo com a simplicidade que caracteriza toda a operação do Espírito. Tal palavra deve ser ou Deus ou Amor”.
Quando o Senhor dividiu a terra de Canaã entre as tribos de Israel, a de Levi não recebeu partilha alguma. Deus disse-lhe simplesmente: “Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel” (Nm 18:20), e com essas palavras tornou-a mais rica que todas as suas tribos irmãs, mais rica que todos os reis e rajás que já viveram neste mundo. E em tudo isto transparece um princípio espiritual, um princípio que continua em vigor para todo sacerdote do Deus Altíssimo.
O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa — Deus — de maneira pura, legítima e eterna.
Ó Deus, tenho provado da Tua bondade, e se ela me satisfaz, também aumenta minha sede de experimentar ainda mais. Estou perfeitamente consciente de que necessito de mais graça. Envergonho-me de não possuir uma fome maior. Ó Deus, ó Deus trino, quero buscar-Te mais; quero buscar apenas a Ti; tenho sede de tornar-me mais sedento ainda. Mostra-me a Tua glória, rogo-Te, para que assim possa conhecer-Te verdadeiramente. Por Tua misericórdia, começa em meu íntimo uma nova operação de amor. Diz à minha alma: “Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem” (Ct 2:10). E dá-me graça para que me levante e te siga, saindo deste vale escuro onde estou vagueando há tanto tempo. Em nome de Jesus. Amém.

(Grifos nossos- Texto extraido do Livro “O melhor de A.W.Tozer (1897-1963) Ed.Estação do Livro)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Apostasia do Catolicismo Romano - II

(Clique na imagem para ampliar)

Esse comentário foi deixado pela irmã Aline Cleise na postagem “Apostasia do Catolicismo Romano em relação à Bíblia” e sobre ele gostaríamos de tecer alguns comentários, que entendemos poderá ajudar na compreensão de nossas reais intenções ao mencionarmos os desvios doutrinários da Igreja Católica ao longo dos séculos.
"Aline Cleise deixou um novo comentário sobre a sua postagem "APOSTASIA DO CATOLICISMO ROMANO EM RELAÇÃO À BÍBLI..." :
Eu sou Feliz por ser CATÓLICA!! :Da paz de Jesus e o amor de Maria à todos!! :D Postado por Aline Cleise no blog
PROCURANDO OS PERDIDOS em 5 de Dezembro de 2009 02:40"Paz querida irmã Aline!
Seu comentário foi sucinto, mas trás em si um grande significado. Mostra que você se sentiu de certa forma agredida em sua fé pelas informações contidas na postagem que fizemos, principalmente em relação aos dados históricos mencionados no quadro.
Infelizmente, os dados contidos no gráfico são reais, ou seja: fazem parte da história da Igreja Católica e se colocam em integral oposição à Palavra de Deus, a Bíblia, que é a mesma que você também utiliza nas suas reuniões e missas na Igreja, com exceção de alguns livros apócrifos que ali são colocados, apesar de não serem considerados inspirados por Deus.
Infelizmente também, sou forçado a dizer que se a Igreja Evangélica continuar nos desvios doutrinários que hoje presenciamos, nessa busca desenfreada por bens materiais, vaidade humana por parte não apenas dos seus seguidores, mas principalmente por parte da sua liderança, onde para alguns o título de pastor não é o suficiente e criaram para si mesmos o título de “Apóstolo”, como se isso fosse avalizar a mensagem que pregam, como se isso os tornassem mais espirituais que os demais, e não demorará muito para que um quadro como o que foi elaborado em relação à Igreja Católica também seja elaborado em relação à Igreja Evangélica, que nada mais é do que a Igreja Primitiva, de onde também se originou a Igreja Católica, sem desvios doutrinários, mas onde se pregava o Evangelho na pessoa e Obra de Jesus Cristo.Você se considera feliz por ser católica, então siga os passos dos Apóstolos e os ensinamentos de Jesus como são mencionados nos textos Sagrados e não se deixe levar por conceitos puramente humanos como os mencionados no quadro.Sem nos alongarmos e nos aprofundarmos muito no tema, a Palavra de Deus nos ensina que só existe um mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo (I Tm 2.5) e também nos esclarece em Isaías 8.19 que não devemos consultar os mortos em favor dos vivos, quando diz: “A favor dos vivos se consultarão os mortos?”. O que isso significa? Significa que as Santas e os Santos Católicos devem ser considerados como verdadeiramente o são: homens e mulheres que procuraram servir e adorar a Deus como exemplos vivos de testemunho segundo os critérios bíblicos e por essa razão foram bênçãos para as pessoas da época em que viveram nesse mundo, mas após a sua morte o seu estado é o mesmo de todos os seres humanos: estão esperando o momento de comparecerem ante o tribunal de Cristo para apresentarem as suas obras.
Sendo assim, quando mencionamos os desvios doutrinários da igreja Católica, o fazemos na intenção de alertar para que os que não os conhecem, passem a conhecê-los e voltem às primeiras obras, ou seja: viver o Evangelho em sua essência e não segundo os dogmas e as doutrinas humanas que lhe foram acrescentados.
Continue nos acompanhando, lendo as demais postagens e você verá que em nenhuma delas fazemos menção ou combate à Igreja Católica nem às demais Religiões, pois temos como único e exclusivo interesse pregar o Evangelho como ele verdadeiramente é: poder de Deus para a Salvação de todo aquele que crê, como nos ensinou o apóstolo Paulo em Romanos 1.16 e isso só é possível quando olhamos para todos os seres humanos como irmãos e não como adversários teológicos.
Procure pesquisar as informações que disponibilizamos no quadro e peça a Deus que lhe esclareça o coração.
Você quer continuar sendo católica? Ótimo, continue, mas seja uma católica segundo os padrões bíblicos e não humanos, pois a Salvação vem através de Jesus Cristo e não de denominações religiosas e Ele é o único intermediário entre nós e Deus, transformando-se em heresia a frase tão comum que vemos nos dias de hoje que diz: “Peça à mãe, pois aquilo que o Filho não faz, a mãe faz!” referindo-se a Jesus e a Maria, sua mãe. Essa frase é frontalmente contrária aos ensinamentos bíblicos e não apenas isso, rebaixa Jesus à figura de mero coadjuvante como intercessor dos homens junto ao Pai.
Maria foi uma mulher virtuosa e assim a consideramos, mas morreu como todos os seres humanos morrem um dia e não podemos atribuir-lhe “poderes” que ela não os possui e muito menos uma autoridade que somente a Jesus foi conferida.
Sei que é difícil aceitar isso, para os que crêem nos ensinamentos que foram adotados pela Igreja Católica ao longo dos séculos, mas é a mais pura verdade.
Que o Senhor Jesus, em quem temos a salvação de nossos pecados, que é o único intermediário entre Deus e os homens, em quem não há sombra de variação e no qual esperamos a redenção final, continue nos orientando hoje e sempre para compreendermos e vivermos o Evangelho na sua plenitude.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A MALEDICÊNCIA NA IGREJA



A Bíblia registra a preocupação de Deus com a maledicência no meio do seu povo, desde os primórdios da história de Israel. No Decálogo, já aparecia este mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx. 20.16). No desenvolvimento da lei, quando alguns pormenores são adicionados, encontramos esta recomendação específica: “Não levantarás falso boato, e não pactuarás com o ímpio, para seres testemunha injusta” (Êx. 23.1). No Novo Testamento, Tiago apela: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros” (Tiago 4.11).

NATUREZA DA MALEDICÊNCIA

Maledicência é difamação. Significa o hábito de falar mal das outras pessoas. Maledicência inclui murmurações, insinuações e suspeitas injustas, mexericos, falso testemunho, boatos falsos, meias verdades.
Maledicência abrange também a divulgação de notícias a respeito de outras pessoas, com objetivos maus. Mesmo que tais informações correspondam à verdade, não temos o direito de veicular más notícias sobre o nosso próximo, se isso não contribui para ajudá-lo, e para ajudar a causa.
Os filhos de Labão diziam que Jacó se tornara rico, mas sua riqueza teve como origem os bens do pai deles (Gn 31.1). Isso não deixava de ser verdade. Mas era maledicência, porque tal declaração tinha por objetivo menosprezar e ferir Jacó. Hamã, o ministro de Assuero, falou mal dos judeus ao rei, exagerando o isolacionismo do povo de Ester (Ester 3.8). Os inimigos de Jeremias maldiziam o profeta ante o rei Zedequias, atribuindo-lhe maus objetivos e propósitos (Jr 38.4). Aqueles que desejavam a morte de Estevão subornaram alguns homens para que falassem mal do diácono de Jerusalém (Atos 6.11), Tértulo, o advogado dos inimigos de Paulo, caluniava o apóstolo quando falava diante do governador Félix em Cesaréia.

MALEDICÊNCIA NA IGREJA
As igrejas dos tempos apostólicos também sofriam de males semelhantes. Nem Paulo, o dedicado e incansável obreiro, era poupado da maledicência de muitos membros da igreja. Em Romanos 3.8, ele diz que alguns o caluniavam. O texto de I Coríntios 4.6-21 registra a defesa que Paulo fez de sua autoridade apostólica ante a maledicência de que era vítima em Corinto. Nos versos 12 e 13, ele afirma que fora injuriado e difamado. Em I Coríntios 9, Paulo se refere aos que o acusavam (v.3). Os capítulos 10 a 12 de II Coríntios foram escritos tendo em vista essa incompreensão de muitos em Corinto para com o ministério de Paulo. Problemas similares aparecem em outras epístolas, especialmente em Gálatas e Tessalonicenses.
Tiago dedica um capítulo aos pecados da língua. E entre eles está o da maledicência. Pedro recomenda deixar “toda a maledicência” (I Pe 2.1), refrear a língua do mal, e não falar engano (I Pe 3.10). A necessidade de tantos preceitos a propósito da maledicência indica a existência desse problema com bastante seriedade nas igrejas apostólicas.
O fato de ter havido tais problemas na Igreja dos tempos do Novo Testamento não justifica que eles continuem acontecendo também entre nós. Vivemos um estágio de experiência cristã bem mais privilegiado que o dos crentes daqueles tempos. Eles eram contemporâneos dos apóstolos, é verdade. Viviam em tempos próximo dos dias do ministério de Jesus. Mas não tinham acesso fácil à Palavra de Deus, como revelada nos dias do Antigo Testamento. Também não possuíam os Evangelhos, e estavam recebendo naqueles dias as Cartas apostólicas. Cabe-nos, pois, uma maior responsabilidade em afastar e extirpar a maledicência de nosso meio.

OS PREJUÍZOS DA MALEDICÊNCIA
Maledicência é pecado. E todo pecado separa o homem de Deus (Is 59.1,2). O maledicente prejudica-se a si mesmo, e, pertencendo ao corpo de Cristo, prejudica também a Igreja, pois ele se torna um membro enfermo (I Co 12.26).
A maledicência dá origem a contendas e dissensões (Pv 6.19 ; 16.28 ; 17.9). Uma igreja que abriga a maledicência será sempre uma igreja de rixas, de desentendimentos, de desconfianças, uma igreja onde o amor não medra, pois que onde há amor, não há maledicência. Ninguém fala mal, tentando prejudicar a quem ama.
Onde viceja a maledicência, a mensagem do evangelho terá sua divulgação prejudicada, pois que os não crentes jamais serão convencidos das excelências do evangelho, enquanto vêem os crentes falando mal uns dos outros, veiculando com más intenções as faltas e defeitos uns dos outros, ainda que estejam dizendo a verdade.

AJUDANDO OS IRMÃOS
O amor que une os crentes em Jesus Cristo leva-nos a ajudar-nos mutuamente. Isso não significa que devamos encobrir os pecados uns dos outros. Mas publicar os erros dos irmãos também não traz benefício nem ao irmão faltoso, nem a nós, nem à igreja, nem honra a Deus.
Jesus nos manda ganhar o irmão (Mt 18.15). Só quando todas as nossas tentativas falham, temos o direito de comunicar o mal à igreja. Paulo recomenda corrigir o irmão faltoso com espírito de mansidão (Gl 6.1). Tiago aplaude aqueles que salvam almas, e cobrem multidão de pecados, estendendo a mão ao pecador, e ajudando-o a levantar-se (Tg 5.20).
A nossa atitude há de ser sempre a de ajudar o irmão que caiu em falta. Nunca, porém, a de prejudicá-lo através da maledicência. As más palavras ditas a respeito de outras pessoas jamais poderão ser recolhidas. Um mal feito em termos de maledicência, praticado por nós, manchará a reputação de nosso irmão, além de mostrar de nossa parte uma injustificável falta de amor.
Se não temos algo de bom para dizer de nosso irmão, fiquemos calados. O salmista lembra que a maledicência é obra de ímpios: Mas ao ímpio diz Deus: “Tu te sentas a falar contra teu irmão; difamas o filho de tua mãe” (Sl 50.20). E o último livro da Bíblia, o Apocalipse ou Revelação, mostra que a obra da maledicência, da acusação aos filhos de Deus, é obra do Diabo (Ap 12.10).
Não colaboremos com Satanás, falando mal de nossos irmãos. Sirvamos, porém, a Deus, ajudando a levantar aqueles que caem para que o mundo conheça as sublimes excelências do Evangelho.

Pastor Omar Bianchi

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DECLARAÇÃO DE AFETO

Recebi da minhas queridas irmãs Maria José do “Arca do autoconhecimento” (http://arcadoconhecimento.blogspot.com/) e Teresa Cristina do “Fazendo meu caminho” (http://fazendomeucaminho.blogspot.com/)
Não há selos ou prêmios, apenas a nossa declaração de afeto.
Quero agradecer às duas irmãs queridas por mais essa demonstração de carinho e afeto, fortalecendo assim ainda mais a nossa amizade.

Obrigado, queridas, por me incluírem na lista de amigos de vocês.
Para vocês, a minha declaração de afeto:

a) Querida Maria José!
Fique feliz pela lembrança. É sempre bom receber o carinho e o afeto das pessoas que amamos, principalmente quando elas têm os mesmos propósitos e ideais que abraçamos.
A cada dia que passa estamos fortalecendo mais e mais nosso relacionamento de amizade e isso me deixa duplamente feliz.
Dizer que te considero uma bênção pode parecer redundância para alguns que acompanham nossos comentários n o “Arca do autoconhecimento”, mas além de assim considerá-la, tenho certeza de que você irradia amor, consideração e carinho a todos que a cercam e partilham do seu dia-a-dia, e isso faz de você uma pessoa especial, não apenas para os que a conhecem, mas principalmente diante de Deus.
Que Jesus, em quem temos a maior demonstração de amor e carinho continue te abençoando hoje e sempre.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos

b) Querida Teresa Cristina!
Foi com grande satisfação que recebi sua indicação para a declaração de afeto.
Concordo com você que tornar-se amigo de verdade é estar sempre ao lado, não importando a hora, local ou situação nas quais nos encontramos.
Ser amigo é compartilhar os momentos alegres e difíceis procurando ajudar na medida do possível.
Com certeza somos muito falhos ainda, mas procuramos sempre nos espelhar no nosso maior exemplo de amigo, Jesus Cristo: Ele não mediu esforços para vir ao nosso encontro, ensinando-nos o caminho da paz, da concórdia, do desapego às coisas materiais e a necessidade da buscas das espirituais. Seu amor por nós foi tão grande que não poupou a Sua própria vida por nós, assim como Ele mesmo tinha dito qual deve ser a atitude de um verdadeiro amigo: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.” (João 15.13)
Que Jesus, que não poupou a si mesmo por muito nos amar, continue te abençoando hoje e sempre.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos