domingo, 27 de janeiro de 2019

INFORMATIVO PROCURANDO OS PERDIDOS - ANO II - Nº 17




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Graça e paz!
A matéria de capa que escolhemos para essa semana com o título “Moçambique – Projeto Kunhimela. Por que se envolver?” mostra o abnegado exemplo do cumprimento do chamado missionário na vida dos Missionários Lízias Cabral Filho e sua esposa, Missionária Alessandra Lacerda, que deixando tudo para trás decidiram se dedicar de corpo, alma e espírito à educação secular e cristã de crianças e adultos através do Projeto Kunhimela, na cidade de Matola em Moçambique.
Na seção “Testemunhos” você conhecerá um pouco da trajetória e da história de vida do Irmão André, fundador da Missão Portas Abertas, seu amor pelos irmãos que vivem em países onde existe perseguição ao evangelho de Jesus. Verá que apesar de todos os prognósticos contrários e das portas fechadas, esse verdadeiro homem de Deus não esmoreceu, mas permaneceu firme em seu propósito, seguindo desde a sua mocidade o lema: “Vá, depois veja como Deus age.”
Na “Reflexão da Semana” com o título: “Refletindo o amor de Deus” – observaremos que podemos tomar como exemplo a trajetória de vida de homens e mulheres que além das dificuldades naturais, oriundas do meio em que viveram, ainda tiveram que conviver com escárnios, desaprovações e obstáculos impostos por seus detratores e, constatamos que eles conseguiram vencer a todos esses percalços, legando-nos, assim, a confiança e a força necessária para que, se desejarmos, possamos refletir o amor de Deus através de nossas próprias vidas, saberemos que é possível sermos bem sucedidos como eles o foram.
Não deixe de interceder pela Igreja Perseguida, pelos Povos não alcançados, pelos missionários e demais pedidos que são mencionados em nossos Pedidos permanentes de oração.
Coloquemo-nos na brecha e não sejamos como os negligentes mencionados em Ezequiel 22.30: “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.”.
O seu envolvimento nesse ministério de intercessão é muito importante. As pessoas podem não vê-lo intercedendo, mas com certeza o Senhor estará contemplando e respondendo segundo a sua fé e seu amor pelos irmãos e pela Obra redentora de Jesus.
Que o Senhor conceda a paz que tanto necessitam para colocarem em prática as tarefas que Ele confiou a cada um. Que haja harmonia em seus lares e ministérios.
Que o Senhor lhes conceda sabedoria e entendimento em todas as coisas, para que através de suas vidas e ministérios o nome do Senhor seja exaltado e glorificado.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

INFORMATIVO PROCURANDO OS PERDIDOS- ANO II- Nº 16


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Graça e paz!
A matéria de capa que escolhemos para essa semana com o título “Procurando os perdidos – Quem somos e a que nos propomos?” conta um pouco da nossa história. Como tudo começou e quais são nossos objetivos.
Na seção “Testemunhos”, transcrevemos na íntegra o discurso de formatura do organizador do Projeto. Perceberemos que desde sua conversão ao Senhor, já havia uma clara demonstração de que Evangelismo e Missões seriam  seus principais objetivos na Obra.
Em “Cartas Missionárias” apresentamos a Carta de final de ano e os desafios para o ano de 2019 a serem enfrentados pelos Missionários Alessandra e Lízias, responsáveis pelo Projeto Kunhimela na Cidade de Maputo em Moçambique.
Na “Reflexão da Semana” com o título: “Um novo recomeço” – Veremos que o Senhor sempre estará com os braços abertos para receber de volta aqueles que se arrependeram de seus maus caminhos e de suas escolhas equivocadas. Deus sempre mantém uma porta aberta para o arrependimento.
Não deixe de interceder pela Igreja Perseguida, pelos Povos não alcançados, pelos missionários e demais pedidos que são mencionados em nossos Pedidos permanentes de oração.
Coloquemo-nos na brecha e não sejamos como os negligentes mencionados em Ezequiel 22.30: “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.”.
O seu envolvimento nesse ministério de intercessão é muito importante. As pessoas podem não vê-lo intercedendo, mas com certeza o Senhor estará contemplando e respondendo segundo a sua fé e seu amor pelos irmãos e pela Obra redentora de Jesus.
Que o Senhor conceda a paz que tanto necessitam para colocarem em prática as tarefas que Ele confiou a cada um. Que haja harmonia em seus lares e ministérios.
Que o Senhor lhes conceda sabedoria e entendimento em todas as coisas, para que através de suas vidas e ministérios o nome do Senhor seja exaltado e glorificado.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo.



Projeto Procurando os Perdidos. Quem somos e a que nos propomos.


Projeto Procurando os Perdidos.
Quem somos e a que nos propomos.



QUEM SOMOS

            Converti-me ao Evangelho em 1994 e nesse mesmo ano iniciei meus estudos teológicos no Seminário Teológico Batista Nacional. Formei-me Bacharel em Teologia em 1997, sendo inclusive orador da minha turma.
            Desde a minha conversão participei da liderança da Igreja na qual congreguei por dezoito anos. Duas atividades falavam mais alto ao meu coração: Oração e Evangelização.
            Por volta do ano 2.000, por razões profissionais, eu viajava por diversos Estados e nunca faltaram oportunidades para declarar Jesus às pessoas com as quais eu mantinha contato.
            O desejo de ampliar meu campo de ação aumentou bastante quando tomei contato mais íntimo com a Internet. Era o período dos Blogs e acreditei que essa seria uma oportunidade para alcançar mais vidas e propagar com mais eficácia e velocidade a mensagem salvadora de Jesus Cristo. Em 2007 criei o blog “Procurando os Perdidos” e através dele pudemos alcançar vidas e expandir nossa área de atuação até o Campo Missionário. Nesse período enviávamos nossos pedidos de orações e de ajuda missionária através de e-mails.       Foi nesse período que adquirimos nosso primeiro domínio na Web.
            Os contatos foram aumentando na medida em que as pessoas alcançadas divulgavam nossos pedidos para amigos, parentes e irmãos das Igrejas que contatávamos. O trabalho tomou uma dimensão maior que esperávamos para o momento, pois não dispúnhamos de recursos financeiros nem a colaboração da Igreja. Os esforços ficavam a cargo de duas pessoas: Eu e meu amado irmão Serginho, que desde o início foi um dos maiores incentivadores desse Projeto.
            Em 2010 decidimos aumentar o número de informações a serem divulgadas. O Blog era insuficiente para atingir os objetivos propostos e em razão disso surgiu o “Informativo Procurando os Perdidos”. Nele poderíamos não apenas pedir orações pela Igreja Perseguida e pelos Povos Não Alcançados, mas também divulgar o trabalho de missionários ligados a algumas agências e Juntas missionárias.
            Lembro-me de que na época, alguns ironizavam nosso trabalho, dizendo que só um louco ou fanático se disporia a elaborar um Informativo semanal e distribuí-lo a aproximadamente 4.000 contatos espalhados por diversos países. Felizmente essa “loucura” colaborou bastante para a divulgação de alguns trabalhos que hoje se solidificaram e deram os frutos desejados.
            Infelizmente, apesar de nossos sinceros desejos de colaborar com o Campo missionário, acabamos abrindo mão desse expediente. Embora ainda mantivéssemos contato com alguns missionários, os Informativos pararam de ser elaborados e divulgados.
            Hoje conseguimos nos reestruturar para fazer valer o que proferimos em nosso discurso de formatura e que consta na íntegra na sessão “Testemunho Cristão” desse Informativo: “Hoje principiamos uma nova fase do aprendizado, pois temos diante de nós o desafio do trabalho na obra da evangelização. O tempo é agora! A ordem expressa do Senhor aos seus servos é: levem ao homem pecador a mensagem salvadora da cruz. Aquele que nos chama continua clamando: A quem enviarei? Que o próprio Deus nos dê graça para que respondamos: Eis-me aqui, envia-me a mim”.
            O Projeto Procurando os Perdidos surgiu no coração de Deus e cremos que se transformará em uma ferramenta para colaborar com o campo missionário e com evangelização urbana.
            Existem quatro maneiras de se cumprir a ordenança do “Ide” de Jesus:
            1- Indo para o campo missionário, seja ele local ou transcultural;
            2- Orando por aqueles que atenderam o chamado para a evangelização e por aqueles que serão alcançados por ela;
            3- Contribuindo para a manutenção dos obreiros e dos necessitados que se converteram ao Senhor; e
            4- Divulgando de todas as maneiras possíveis, quer sejam feitas de forma pessoal ou virtual.
            Um ministério de intercessão e colaboração missionária não tem que necessariamente estar vinculado à alguma denominação ou Igreja local. Entendemos que as pessoas responsáveis devem estar sob a direção e a cobertura espiritual de um pastor e seguimos à risca esse entendimento. Sendo interdenominacional, o Projeto tem liberdade para colaborar com missionários de diversas agências, Igrejas ou Juntas missionárias e isso contribui para que não haja embaraços no momento de contribuir com os que mais necessitam: os missionários e os convertidos.
            Hoje, transpusemos mais um degrau na escala da visão que o Senhor nos concedeu. A partir deste momento, o Projeto Procurando os Perdidos não se limitará apenas em interceder em orações pelo Campo Missionário ou distribuir seus folhetos evangelísticos na evangelização urbana, mas empenhará prioritariamente todos os seus esforços para colaborar com o Projeto Kunhimela com sede em Maputo – Moçambique, mantido pelos missionários Lízias Cabral Filho e Alessandra Lacerda.
            Por que escolhemos o Projeto Kunhimela para nos envolvermos com mais intensidade?
            Em primeiro lugar porque acabou sendo resposta de oração e também porque conhecemos não apenas o Projeto Kunhimela, mas os seus responsáveis há quase uma década. Sabemos do comprometimento, da abnegação e da resiliência empregadas para que o mesmo chegasse onde está.
            A partir deste Informativo teremos uma seção exclusiva para as informações referentes ao Projeto Kunhimela e em breve estaremos publicando uma Edição Especial contando a história, as lutas, as superações e as vitórias alcançadas.
            O mundo jaz no maligno e é nossa obrigação como servos do Senhor, cumprir com nosso dever: usar de todos os meios disponíveis para propagar a mensagem salvadora do Evangelho e para alcançar vidas para o Reino.
            O tempo urge! A hora é agora! Não menosprezemos o chamado do Senhor. Arregacemos as mangas e partamos para o trabalho. O campo precisa ser semeado.           
            Façamos a nossa parte!

INFORMATIVO PROCURANDO OS PERDIDOS

            Semanalmente elaboramos um Informativo que tem por objetivo:
            1- Organizar um grupo de orações intercessórias pelo Campo Missionário em todas as suas ações: Igreja Perseguida, Povos não Alcançados, Igrejas Sofredoras, Missionários, Líderes que necessitem de uma intervenção divina para exercer seus ministérios e relevantes situações pessoais dos irmãos;
            2. Divulgar o trabalho Missionário desenvolvido pelos missionários Lízias Cabral Filho e Alessandra Lacerda através do Projeto Kunhimela, localizado na cidade de Matola, província de Maputo, Moçambique- África;
            3. Desenvolver uma conscientização no seio das Igrejas para a necessidade de colaborar efetivamente com Missões quer sejam locais ou transculturais.

A QUE NOS PROPOMOS

            Nossa caminhada cristã nos impulsiona a ampliarmos as nossas tendas.
            Continuaremos intensificando nossa busca para formar grupos de orações pelos diversos Campos Missionários: Igreja Perseguida, Povos não alcançados, Missionários e Ministérios ligados às diversas Juntas Missionárias.
            Estaremos atuando em duas frentes principais: Evangelização Urbana em parceria com as Igrejas locais, e Missões transculturais com ênfase no trabalho infantil através do Projeto Kunhimela.
            Entendemos que em determinadas regiões onde a resistência à Evangelização por parte dos adultos for muito intensa, a mesma pode iniciar-se através das crianças. Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. (Pv 22.6), ensina-nos a Palavra de Deus, a Bíblia. Nunca nos esqueçamos de que Ela é e tem sempre a resposta para tudo e é, portanto a melhor orientação para o que buscarmos.
            Esse é o caso enfrentado pelos Missionários Lízias e Alessandra, e os obreiros do Projeto Kunhimela.             A resistência por parte dos adultos é muito grande, mas nesses anos todos estão conseguindo formar uma geração de crianças que no futuro estabelecerá um novo tempo para a região onde residem.
            Kunhimela, é uma palavra da língua changana que significa "ESPERANÇA".
            Esperança é o que nosso coração deseja transmitir a partir de iniciativas que fomentem oportunidade de um futuro para as famílias moçambicanas atendidas por esse projeto.
            Há mais de oito anos desenvolvemos atividades em apoio à população carente nos mais diversos âmbitos, destacamos:
- reforço escolar;
- Alimentação;
- Teoria e prática musical (violão, teclado e canto);
- Artes (pintura, costura e artesanatos);
- Inglês;
- Esportes (jiu-jítsu e futebol);
- Palestras e atividades em apoio à comunidade (encontro de família, dia de lazer, promoção de higiene oral, bazar de novos e usados entre outros).
Todas essas atividades são realizadas nas dependências da igreja, onde temos os nossos cultos evangelísticos, discipulado, escola bíblica dominical e atendimento pastoral.
O PROJETO ESPERANÇA é uma iniciativa sem fins lucrativos e precisa de apoio financeiro para que continuemos a desenvolver as atividades já realizadas bem como ampliar as oportunidades já oferecidas. Por essa razão a sua colaboração é imprescindível para que outras crianças também aprendam a sorrir e enxergar um futuro melhor. Seja um de nossos agentes da esperança e abrace essa causa!

FORMAS DE COLABORAR
            Existem diversas formas de colaborar financeiramente com o Projeto Kunhimela, através do Projeto Procurando os Perdidos.
            a) Doações para trabalhos específicos como é o caso da campanha “Adote uma criança”.
            Nessa modalidade, o doador efetua um único depósito bancário para aquisição do material escolar de uma criança matriculada no Projeto.
            b) Tornar-se Padrinho.
            Ao “apadrinhar” uma criança matriculada no Projeto Kunhimela, o padrinho efetuara depósitos regulares para colaborar na manutenção desta criança.
            c) Tornar-se um Mantenedor.
            Doações regulares que visam não apenas o sustento e a cobertura das necessidades dos missionários e obreiros envolvidos no Projeto, mas também levantar recursos para ampliar a área de ajuda, não apenas para as crianças matriculadas, mas também para os necessitados das imediações. Igreja fora dos portões deve ser sempre praticada por aqueles que desejam alcançar vidas para o Reino.
            d) Compra de livros e folhetos evangelísticos
            O Projeto Procurando os Perdidos disponibiliza diversos títulos para folhetos e livros em forma de e-book ou impressos.
            Ao adquirir esses produtos, o lucro dos mesmos é destinado para ampliar a área de atuação do Projeto, objetivando estruturá-lo a fim de que o mesmo promova cursos, palestras e workshops com o fim específico de orientar, preparar, discutir e conscientizar Igrejas e seus membros em relação à necessidade da Evangelização local e transcultural.

QUE VALORES DOAR

            As doações serão determinadas pelo doador, exceção feita ao caso do “Adote uma criança” elencada no item “a” das “formas de colaborar”, onde o valor é anunciado nos materiais promocionais do Projeto Kunhimela. O valor varia de um período escolar para outro em razão da flutuação do mercado para esses produtos.

COMPROMETIMENTO FINANCEIRO

            É importante que o doador conscientize-se da necessidade da sua doação. Ao oferecer-se como padrinho ou mantenedor do Projeto Kunhimela, isso faz com que os responsáveis pelo Projeto organizem suas frentes de trabalho, contando com a entrada daqueles recursos. Temos notícias de diversos missionários que em muitas ocasiões tiraram do próprio sustento para não permitir que a obra parasse ou que o trabalho planejado não se realizasse. A não realização de um trabalho agendado por um projeto missionário ou Igreja local pode gerar insegurança quanto ao comprometimento dos envolvidos e isso poderá fatalmente levar a uma diminuição daqueles que são assistidos e orientados pelo Projeto.
            Quem se propõe no coração ajudar na Obra Missionária, não pode negligenciar sua decisão, pois muitas pessoas e situações dependem dessa contribuição para continuar existindo. Comprometimento financeiro com a Obra Missionária mostra maturidade, desprendimento e acima de tudo: amor pelas almas que se perdem.
            Lembremo-nos de que a Obra de evangelização foi dada a todos nós que fomos alcançados pela mensagem salvadora da cruz do calvário, mas o nosso impedimento para realizá-la não pode servir de justificativa para que não colaboremos com aqueles que receberam o chamado, largaram tudo para trás, se prepararam e se dispuseram a enfrentar os desafios, perigos e incertezas que cabiam a cada um de nós.
            Olhemos para os missionários e seus projetos com amor e não menosprezemos a oportunidade que o Senhor nos oferece para servir.
            Colabore com alegria.
            Envolva-se com amor.
            Ore com fervor.
            Divulgue e arrebanhe almas e mantenedores com dedicação.
            Que o Senhor possa estar sempre conosco, nos dando sabedoria, entendimento, desprendimento e comprometimento com a Obra Missionária.
            Sempre juntos em Jesus
            Antonio Carlos, aprendiz de servo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

INFORMATIVO PROCURANDO OS PERDIDOS- ANO II - Nº 15

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Graça e paz!
A matéria de capa que escolhemos para essa semana com o título “Evangelismo: O desejo ardente de ganhar Almas” é um texto extraído do livro “Esforça-te para ganhar Almas” de autoria de Orlando Boyer, onde ele nos apresenta alguns dos grandes Evangelistas e seus comprometimentos com a Palavra de Deus e com a necessidade de ganhar almas para Cristo.
Na seção “Testemunhos” mostramos as lutas enfrentadas pelos irmãos que residem na Nigéria, 14º colocado no ranking dos países com perseguição ou intolerância ao Evangelho e o drama que atingiu o jovem Gyang que teve sua casa e igreja incendiadas,e entre os mortos estavam seus pais e três irmãos.
Em “Cartas Missionárias” apresentamos a Carta de final de ano e os desafios para o ano de 2019 a serem enfrentados pelos Missionários Alessandra e Lízias, responsáveis pelo Projeto Kunhimela na Cidade de Maputo em Moçambique.
Na “Reflexão da Semana” com o título: “Amando e procurando os perdidos!” - Uma reflexão sobre as dificuldades e as desculpas que muitos encontram para justificar a ausência de evangelização em sua vida. Como exemplo apresentamos aquele que certamente foi o primeiro pregador enviado aos gentios: Jonas.
Não deixe de interceder pela Igreja Perseguida, pelos Povos não alcançados, pelos missionários e demais pedidos que são mencionados em nossos pedidos permanentes de oração.
Coloquemo-nos na brecha e não sejamos como os negligentes mencionados em Ezequiel 22.30: “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.”.
O seu envolvimento nesse ministério de intercessão é muito importante. As pessoas podem não vê-lo intercedendo, mas com certeza o Senhor estará contemplando e respondendo segundo a sua fé e seu amor pelos irmãos e pela Obra redentora de Jesus.
Que o Senhor conceda a paz que tanto necessitam para colocarem em prática as tarefas que Ele confiou a cada um. Que haja harmonia em seus lares e ministérios.
Que o Senhor lhes conceda sabedoria e entendimento em todas as coisas, para que através de suas vidas e ministérios o nome do Senhor seja exaltado e glorificado.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Amando e procurando os perdidos!


“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido. Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (Romanos 10.9-15)

Vivemos dias de profunda angustia, solidão e incertezas, que nos causam espanto diante de um futuro que à primeira vista parece ser ainda pior.
Olhamos à nossa volta e o que presenciamos é uma sociedade feroz e desumana, à semelhança de um grande monstro que viesse das profundezas da terra para nos ferir, matar e por fim nos engolir.

E quantos de nós não se sente totalmente impotente diante de tal situação?

Essa preocupação não é objeto apenas dos se dizem “religiosos”, mas faz parte também da vida e dos pensamentos dos que se dizem ateus convictos, autoridades mundiais, imprensa secular, etc. Parece que o medo e a apreensão fazem parte do nosso dia a dia. É como se tivéssemos a necessidade de respirar violência, alimentarmo-nos da indiferença em relação ao nosso semelhante e descansar diante da injustiça cometida em graus nunca vistos ou imagináveis.
Realmente os dias são muito maus e o Senhor Jesus nos advertiu que seriam assim.

O texto que lemos nos mostra a preocupação do apóstolo Paulo em alcançar vidas para o Reino de Deus, mas nos adverte de que é necessário pregar a Palavra de Deus para que o pecador se arrependa e seja salvo.

Com toda a certeza, há 400 anos, os primeiros pregadores protestantes estavam preocupados com isso, pois acreditavam que a vinda de Jesus estivesse próxima. Como o Seu retorno não se concretizou, parece que a chama foi se apagando. Felizmente, pela graça de Deus, ela não se apagou totalmente e com o advento do pentecostalismo moderno, no inicio do século passado, o desejo de alcançar almas para Cristo voltou a fazer parte da vida dos cristãos.

Mas tão forte como começou, acabou se enfraquecendo novamente, e atualmente o que se vê é uma preocupação exagerada com a vida material dos crentes, ao invés do cuidado espiritual que deveria fazer com que os crentes buscassem conhecer mais a Deus e ter intimidade com Ele. A ênfase de hoje é a prosperidade financeira em detrimento da santificação; o louvor é um show e não adoração a Deus; a oração é um ato de reivindicação e não de submissão à vontade de Deus. Para os que assim pensam: abençoado é o crente rico: o pobre invariavelmente está em pecado. Este é o espírito que, infelizmente, tem movido muitas igrejas atuais, mas felizmente algumas têm resistido bravamente à tentação do século e têm permanecido simples e consagradas ao Senhor e à Sua mensagem.

Queridos irmãos, a atitude externa que devemos expressar e que move o coração de Deus é o desejo de alcançar vidas para o seu Reino e ela só poderá se concretizar quando partir de dentro para fora: do coração, como disse o Senhor. Existe na Palavra de Deus, a Bíblia, um homem que através da sua vida e conduta nos ensina o que devemos e o que não devemos fazer em relação à ordem expressa que Deus nos dá para pregarmos a Palavra a fim de alcançar os perdidos deste mundo. Este homem foi o profeta Jonas.

A história de Jonas, a princípio pode parecer algo isolado, perdido no tempo e no espaço, mas podemos verificar através da leitura de seu livro que ele foi o primeiro pregador aos gentios, àqueles que não eram judeus e, portanto, na época, não pertenciam ao povo de Deus.
Jonas recebeu uma ordem divina para pregar a mensagem de arrependimento aos ninivitas: “Veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.” (Jonas 1.1,2), mas ao invés de cumprir a ordem que o Senhor lhe dera ele procurou fugir da presença de Deus.
Porque será que o profeta não estava disposto a levar a mensagem de arrependimento aos habitantes daquela cidade? Não era ele um profeta? E os profetas não eram os mensageiros de Deus na Terra?
Para muitos, Jonas era alguém “sem coração”, mas são poucas as pessoas que procuram se colocar no lugar do profeta. Com certeza Jonas havia presenciado muitas maldades que os ninivitas haviam praticado. Os ninivitas eram cruéis, amavam as guerras e as condutas imorais e Jonas deve ter assistido muitas dessas atrocidades e por essa razão tinha não apenas o desejo de que aquele povo fosse consumido pelo poder divino, mas também tinha medo de levar a mensagem de salvação àquelas pessoas.
Quantos de nós hoje em dia nos colocamos na posição de Jonas?

Quantos de nós temos receio, para não dizer medo e indiferença em relação à pregar a mensagem do Evangelho da Graça e da Salvação através de Jesus Cristo àqueles que estão perdidos nas drogas, na prostituição ou no crime...?
Jonas com certeza foi um homem de fé, mas não a vivia em sua plenitude.
O caminho da desobediência é sempre um caminho descendente, como diz o Salmista: Um abismo chama outro abismo (Salmos 42.7a). Podemos identificar em Jonas algumas falhas de caráter que devemos evitar em nossa caminhada como cristãos:
a) Jonas tinha falta de misericórdia. Já disseram que Jonas devia ser tão intragável que nem mesmo o peixe conseguiu ficar com ele no estomago.
Jonas queria que a graça e a misericórdia de Deus se manifestassem apenas para o povo judeu.
Quantos irmãos não conseguem olhar para as pessoas que não professam a fé em Jesus Cristo com amor e o fazem com uma indiferença que é perceptível a todos? Não são poucos os que parecem desejar que eles morram sem serem alcançados pela salvação que o Senhor Jesus nos concedeu.

b) Jonas era arrogante e prepotente. Queria ser “dono” de Deus, queria dar ordens ao Senhor. Ficou bravo com Deus porque Ele desejava salvar os habitantes de Nínive: “Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez. Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado.” (Jonas 3.10-4.1) Queixa-se da perfeição divina mostrando-se frio e sem sentimentos.
Milhões de pessoas que foram criadas à imagem e à semelhança de Deus para viverem em alegria diante d’Ele estão indo para o Inferno porque muitos de nós não temos concedido a esses irmãos a oportunidade de conhecerem o amor e a misericórdia divina.
Se estamos conseguindo tudo aquilo que há tanto tempo almejávamos, que nos importa os que nada têm...?
Se em nossas mesas temos alimentos sobrando, porque vamos nos preocupar com aqueles que têm falta até mesmo do essencial para a sobrevivência...?
Afinal de contas não fazemos parte de um povo separado por Deus...?
É muito triste constatarmos que esses pensamentos fazem parte da conduta e do “caráter” de muitos que se dizem “nascidos de novo” e andam ao nosso lado.

c) Jonas era perverso e egoísta
Jonas pregou a mensagem que o Senhor lhe ordenara que fizesse, mas não acreditou que realmente aquele povo se arrependeria e por essa razão preferiu fazer uma barraca para descansar enquanto Deus consumisse a cidade.
Preocupou-se muito mais com a planta e não teve a menor misericórdia para com o povo, o que levou o Senhor a dizer-lhe: “Então, perguntou Deus a Jonas: É razoável essa tua ira por causa da planta? Ele respondeu: É razoável a minha ira até à morte. Tornou o SENHOR: Tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu; e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?” Jonas 4.9-11)

Felizmente Deus não age como Jonas. Ele sempre nos concede uma nova oportunidade. Aquele povo não conhecia a Deus e assim que receberam a mensagem que Ele lhes enviou se arrependeram de seus maus caminhos e tiveram não somente suas vidas poupadas, mas modificadas a ponto de fazer com que Jonas se irasse profundamente, preferindo morrer a ver a salvação daquele povo.

Quantos de nós não agimos assim?

Quantos de nós, ao vermos morrer uma pessoa que aos olhos da sociedade é tida como vivendo à margem porque não se submete às suas regras dizemos que “já morreu tarde!”?
Deus deseja que o pecador se arrependa de seus pecados e para Ele não importa o tamanho deles.
O desejo de Deus é de que todos os pecadores se arrependam e sejam salvos por Ele.

Com que espírito temos nos dirigido ao mundo?

Somos portadores de boas novas? Temos uma mensagem abençoadora ou amaldiçoadora? Somos portadores e mensageiros da Graça de Deus em Jesus Cristo ou temos sido pregadores mal humorados que ao invés de conduzir as almas ao aprisco divino estamos afastando-as d’Ele?

DEUS QUER SALVAR O PECADOR e Ele nos chama para:

a)   Sermos obedientes
Devemos obedecer a Deus e não valorizar nossas ideias preconceituosas em relação aos nossos irmãos e aos que se encontram perdidos nesse mundo.

Jesus nos deu uma ordem em Mateus 28.19,20: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”

b)   Amarmos as almas perdidas
O mundo precisa saber quem na realidade é o Senhor Jesus Cristo, conforme nos ensina o apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos, quando diz: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3.23-26)
Precisamos amar as almas perdidas desse mundo e não nos regozijarmos quando elas perecem, e por não terem tido um encontro com Jesus, irão sofrer eternamente como nos afirma a Palavra de Deus em diversas passagens.
Quantas vezes deixamos de pregar o Evangelho por ter receio da receptividade que teremos? Quantas vezes escolhemos as pessoas a quem vamos falar do amor de Deus? Quantas vezes deixamos de pregar a Palavra porque entendemos que a pessoa não irá aceitar a mensagem, esquecendo de que quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo é o Espírito Santo e não nós mesmos, como nos ensina a Palavra: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.” (João 16.7-11)

c) Melhorarmos nossa conduta (testemunho)
Jonas era um homem que conhecia a Palavra e o amor de Deus, mas não colocava em prática o que sabia.
De nada nos adianta conhecer a Palavra se não a vivermos.
De nada nos adianta saber que o mundo precisa ouvir a mensagem de Salvação e não pregá-la.
O nosso testemunho de vida deve fazer com que aqueles que nos cercam desejem buscar ao Deus que servimos, porque veem em nós pessoas diferentes não pelas roupas que vestimos ou pela Bíblia que carregamos, mas pelo amor que temos para com todos que nos cercam, quer sejam eles crentes em Jesus ou não; quer sejam salvos ou pecadores; quer pensem ou não como nós; quer sejam pobres ou ricos; não importa a condição que tenham, devemos amá-los e fazer com que através do testemunho que damos e da mensagem que pregamos eles também sejam alcançados para Deus.
Jesus suportou todas as afrontas e indiferenças daqueles a quem veio salvar, nem mesmo aqueles que se diziam amigos (discípulos) permaneceram fiéis nos momentos difíceis pelos quais passou e ainda O abandonaram na hora extrema. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e não permita que isso ocorra conosco.

d) Aprendermos com Ele.
O que temos aprendido com tantos sermões que temos ouvido ou com tantos estudos que temos realizado se não os colocamos em prática em nossas vidas?Temos nos tornado cristãos melhores ou estamos apenas “engordando e alimentando” nosso ego?
Em nosso humilde conhecimento da Palavra de Deus, entendemos que a Igreja existe para alcançar vidas para Jesus. De que nos adianta cantarmos bem em nossos cultos se nunca levarmos uma vida à presença de Jesus? Que louvor a Deus é esse que não faz com que amemos nossos semelhantes a ponto de falarmos do amor de Deus para com todos os que estão perecendo?
Quantos “crentes agentes secretos” temos nos dias de hoje? Crentes que não se preocupam em demonstrar aos outros a sua fé em Jesus Cristo porque entendem que isso os prejudicaria em seu convívio na sociedade?
Que o Senhor nos ajude para que nunca venhamos a nos portar como o profeta Jonas, mas que possamos falar como o apóstolo Paulo, quando ensina seu discípulo Timóteo e aos Romanos dizendo:
“Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” (2 Timóteo 1.12-15)
“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” (Romanos 1.16,17)

Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo

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