sábado, 17 de novembro de 2018

O INFINITO AMOR DE DEUS




Vivemos dias angustiantes. As pessoas se matam como se fossem animais famintos que tentam sobreviver a todo custo.
A violência está por toda parte e parece que a novidade para a vida do homem é o desejo de ver seu semelhante sofrer, não importando por quais meios. As pessoas se perseguem mutuamente e, para muitos, se os demais não pensarem e agirem como eles, deverão ser eliminados.
O pensamento de alguns é: “Pessoas que não têm o mesmo padrão social que nós, estão atrapalhando a nossa ascensão, o nosso sucesso e alguma coisa precisa ser feita para tirá-las do nosso caminho...”.
Muitos têm esse pensamento e alguns, mais incisivos em sua perseguição, se acham no direito de até colocar fogo em mendigos, que, no seu entendimento, cometeram o “pecado” de perderem tudo: emprego, família, dignidade e agora a própria vida!
Os critérios que muitas vezes usamos para manifestar o nosso senso de justiça é estranho e em muitos casos, vergonhoso e injusto.
Quando colocamos os nossos amigos e parentes no banco dos réus, somos tolerantes e benevolentes, mesmo que tenham prejudicado muitas pessoas, e muito embora sejam vistos pelo restante da sociedade como monstros, para nós são uns amores.
Quando, porém, julgamos aqueles que nos prejudicaram, a nossa atitude muda radicalmente e se alguém tentar defendê-los, diremos que o fazem porque não estavam na nossa pele.
Olhando para a vida do rei Manassés através do capítulo 21 do segundo livro dos Reis, podemos perceber o que acontece com um homem que se deixa envolver nas armadilhas do orgulho e da prepotência.
Diz o texto:
“Tinha Manassés doze anos de idade quando começou a reinar e reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Hefzibá. Fez ele o que era mau perante o SENHOR, segundo as abominações dos gentios que o SENHOR expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel. Pois tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, havia destruído (...) E queimou a seu filho como sacrifício (...) Além disso, Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, até encher Jerusalém de um ao outro extremo (...) 2Reis 21.1-17)
Talvez, examinando somente este capítulo, nos precipitemos a dizer que o velho ditado popular: “Tal pai, tal filho!”, parecia ter sido elaborado para ele.
Porém, se olharmos para a vida de Ezequias, o pai de Manassés, encontraremos o oposto da conduta do filho.
O relato bíblico diz que o rei Ezequias foi tão temente a Deus que não houve antes nem depois dele um rei com tanto temor a Deus em Judá.
Seu nome significa: “Meu deleite está nele”.

Mas apesar das preocupações dos pais em encaminhá-lo segundo a vontade de Deus, o garoto Manassés, resolveu fazer jus ao seu nome que significa: “que faz esquecer”, nome que surgiu quando José disse antes do nascimento de seu filho Manassés “Deus me fez esquecer de todos os meus trabalhos, e de toda a casa de meu pai” (Gn 41.51).
Manassés fez tudo errado. Foi um dos piores reis e não somente de Judá, mas também o pior que os povos vizinhos já tinham visto.
Era um verdadeiro monstro em pele de gente.
Não bastasse a sua maldade, tornou-se ainda, devoto de deuses estranhos e fez passar o próprio filho pelo fogo, oferecendo-o a Moloque – um deus cananeu que exigia sacrifícios humanos – e diz o versículo 16 que Manassés derramou muitíssimo sangue inocente, tanto que encheu Jerusalém de ponta a ponta com ele.
O que temos presenciado em chacinas nas ruas das grandes cidades e nos presídios do país podem ser considerados “insignificantes”, perto do que Manassés fez em Judá e região.

Segundo a nossa forma de julgamento, que fim mereceria o rei Manassés?

Para muitos, certamente, a morte seria pouco para ele.
Para outros, no entanto, deveria sentir na própria pele todo o sofrimento que infligira aos seus adversários e aos inocentes que padeceram em suas mãos ou ao seu comando, mas bem devagar... até não aguentar mais... e por fim deveria morrer, de preferência em uma cadeira elétrica.
Para alguns não bastaria apenas acabar com a vida de Manassés, seria necessário exterminar também toda a sua família: “Devíamos eliminar a “raça” dele da face da terra...”, diriam.
Para a felicidade de Manassés o julgamento de Deus não é igual ao nosso.
Será que um homem como ele poderia mudar...?  Ou “Pau que nasce torto morre torto”?
Miquéias 7.18 diz que não há Deus como o nosso Deus que perdoa as transgressões, não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia.
O poder de Deus muda a vida das pessoas
Falou o SENHOR a Manassés e ao seu povo, porém não lhe deram ouvidos. (2 Crônicas 33.10)

Manassés era tão ruim que foi necessário algemá-lo, prendê-lo e levá-lo cativo para a Babilônia.
E foi ali, em meio a dores e tristezas, vendo todo o seu poder humano caindo por terra, que o monstro Manassés buscou a Deus e se transformou em um dos grandes exemplos de como Deus trabalha na vida do pecador arrependido.
Aquele homem arrogante e prepotente rendeu-se ao Poder Soberano de Deus, e na sua angústia clamou a Ele e humilhou-se na Sua presença.
A partir da experiência de vida de Manassés o que podemos esperar do infinito amor de Deus?

Deus abomina o pecado, mas ama o pecador.

Deus nos ama de uma forma que não podemos expressar com palavras do vocabulário humano.
Manassés foi um homem terrível, mas Deus lhe concedeu a oportunidade do arrependimento, assim como faz a cada um de nós.
Quantos de nós tem olhado para os “Manassés” de nossos dias com os olhos que Deus olharia?
Na maioria das vezes, temos verdadeira aversão até para chegar perto de mendigos que perambulam pelas ruas, imaginando que seremos assaltados ou agredidos por eles.
A Palavra de Deus nos ensina que feliz é a nação cujo Deus é o Senhor e o povo que escolheu para a sua herança (Salmos 33.12).
Quando olhamos para o estado de podridão moral a que a nossa sociedade chegou, preferimos fechar os olhos, culpar os governantes e até mesmo os lideres religiosos, a irmos, nós mesmos, anunciar o amor de Deus e dar uma oportunidade para que Ele opere naquelas vidas que estão às margens da sociedade que julgamos correta, civilizada e “humana”.
É certo que o pecado faz separação entre Deus e os homens, pois Ele é Santo e espera que também sejamos santos (Lv 20.7), mas o amor de Deus espera sempre que O busquemos com sinceridade para sermos resgatados da nossa incorreta e superficial maneira de viver.
Deus permite que erremos para aprendermos.

A Bíblia nos ensina que “há caminhos que ao homem parecem direitos, mas no fim são caminhos de morte”. (Pv 16.25).
Quantos de nós temos certas atitudes que aos nossos olhos parecem corretas e nos conduzem a Deus e por mais que nossos amigos nos digam o contrário, permanecemos no erro e não queremos ouvir a ninguém?
Quantos líderes tem enganado o povo em nossos dias, com essa mensagem de prosperidade e de conquista, fazendo com que as pessoas se acheguem a Deus por interesses escusos, como se Ele fosse o “portador” de uma caixa registradora que se abre toda vez que vamos à Sua Presença para pedir-lhe algo?
Manassés era um rei terrível e os textos bíblicos relatam que não havia ninguém tão cruel como ele, e por mais que os profetas o alertassem, ele nunca os atendia. Foi necessário que ele passasse por inúmeras tribulações para que pudesse aprender a buscar a Deus com sinceridade.
O Desejo de Deus é de que todos nós sejamos felizes e que não tenhamos nenhum tipo de problema, mas quando nos afastamos dEle ficamos sujeitos às armadilhas que o mundo coloca em nosso caminho.
Muitas vezes, Deus permite que caiamos nessas armadilhas para aprendermos com elas.
Assim como existem muitas pessoas onde o arrependimento é pura fantasia ou demonstração exterior, existem também pessoas sinceras, que verdadeiramente se arrependeram de todos os erros que praticaram e tiveram suas vidas transformadas pelo poder de Deus.

Deus não despreza um coração arrependido.

Quando Manassés se viu sozinho, prisioneiro em Babilônia, lembrou-se da conduta de seu pai Ezequias e sinceramente se arrependeu e buscou a Deus.
Deus ouviu a sua oração e o fez voltar a Jerusalém.
Para demonstrar seu sincero arrependimento, Manassés restituiu o altar do Senhor e teve uma conduta diferente até o final de sua vida.
            Quando estivermos incorrendo em erro devemos rever nossa conduta e buscar a Deus com um coração sincero. Se assim o fizermos, Ele nos atenderá.
Davi disse que “perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido” (Salmo 34.18).
Não importa o estado moral em que nos encontremos, o importante é reconhecer que estamos incorrendo em erro e tenhamos o firme desejo de mudar o nosso comportamento diante de Deus.
Manassés não apenas orou pedindo o livramento de Deus para si e para o povo, mas tomou a atitude do verdadeiro arrependido: mudou radicalmente a sua vida.
Quando fomos alcançados por Jesus éramos pecadores e muitos de nós éramos tão ruins quanto Manassés, mas Jesus nos transformou e nos transportou das trevas para o reino da sua maravilhosa luz ( 1Pedro 2.9).
Nunca menospreze a possibilidade de Deus trabalhar na vida das pessoas que consideramos ruins e impossíveis de mudanças.
Sempre haverá uma oportunidade para Deus manifestar o Seu infinito amor por nós. Por isso nunca menospreze a oportunidade que Deus te dá de anunciar acerca do Seu Amor àqueles que vivem, não somente às margens da sociedade, mas principalmente às margens do convívio de Deus.
Que o Eterno nos abençoe e nos dê forças para fazermos a Sua vontade: Fazer conhecido o Seu nome e seu Infinito amor por todos que criou.
Não há barreiras para o amor de Deus.      
Sempre juntos em Jesus.
A. Carlos
(Texto extraído do Livro “Na Dimensão do Espírito- Volume I” de autoria de Antonio Carlos da Cunha)


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Caminhando com Deus





É comum ficarmos espantados diante do avanço tecnológico alcançado pela humanidade em nossos dias. As descobertas são tão frequentes e dinâmicas que chegamos ao ponto de ver ultrapassado no dia seguinte algo que nos parecia ser a invenção mais fabulosa no dia anterior.
A televisão e os outros veículos de comunicação aproximaram tanto os povos que nos possibilitam saber instantaneamente o que acontece no outro lado do mundo. 
Apesar de estarmos acostumados a essas mudanças radicais no nosso cotidiano, somos forçados a admitir que muitas vezes nos sentimos literalmente perdidos em certas situações. 
Tanta tecnologia... tanta globalização... tantas informações... tantas opiniões... tantas oportunidades... tanto conforto material... tanto... tanto...
Diante de tantas opções, poderíamos nos considerar os mais felizes do mundo, os mais realizados em todos os sentidos. Mas isso não tem ocorrido.
Há 30 ou 40 anos atrás, acreditávamos que o avanço tecnológico poderia melhorar a nossa maneira de viver. Acreditávamos que com o passar do tempo, o conforto material nos proporcionaria mais tempo e tranquilidade para buscar a Deus e ter comunhão com nossas famílias e amigos... 
Hoje, nos deparamos com todas as conquistas almejadas, mas ao mesmo tempo, nos sentimos perdidos em nós mesmos. Aquilo que deveria ser uma conquista acabou se tornando, em alguns casos, praticamente um fracasso na vida do homem moderno.
Mais tecnologia e conhecimento geraram mais liberdade e esta, mais libertinagem e com isso um maior afastamento da comunhão com Deus na vida de muitos de nós.
Moisés estava aberto às possibilidades de um relacionamento mais íntimo com Deus e demonstrando toda a sua confiança pediu que Ele lhe mostrasse o caminho ou a maneira pela qual poderia encontrar graça diante de “Seus olhos”.
Vemos isso em Êxodo 33:13 quando ele diz: “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.”
A maneira pela qual Moisés expõe o seu desejo de conhecer o caminho para que esse relacionamento se realize, ajuda-nos a entender a necessidade que temos de ser firmes em nossas convicções e de que não devemos nos abater, mas insistir nessa busca, na certeza de que agindo assim encontraremos graça diante de Deus.
Muitos de nós, em determinado momento da vida, deseja encontrar o caminho, mas talvez o nosso maior inimigo nessa busca seja o imediatismo. Infelizmente queremos que as coisas se resolvam como num passe de mágica.
Moisés subiu ao monte Sinai e ficou ali por 40 dias. Sem que o povo soubesse que seu retorno estava próximo, começaram a reclamar e pediram que Aarão, irmão de Moisés, fabricasse um deus para que fosse adiante deles, porque “aquele Moisés”, diziam eles, não sabiam o que lhe acontecera.
Quantas vezes tomamos o posicionamento daqueles homens que pressionaram Aarão a fabricar o bezerro de ouro?
Dizemos que temos que viver o presente e alguns até sentenciam:
“Ainda sou muito moço, tenho que aproveitar a vida. Daqui a pouco a vida passou e eu não fiz nada. Quando estiver com mais idade vou procurar uma “religião” que me aceite como eu sou e não fique me pressionando para mudar a minha maneira de pensar e de viver...”.
“Tenho tanto tempo pela frente. Preciso conseguir minha independência financeira. Aí sim poderei pensar em minha vida espiritual...”.
Esses pensamentos constituem um grande erro, pois o nosso futuro dependerá da maneira como vivermos o presente. Se formos sensatos e vigilantes no presente, certamente poderemos esperar uma vida mais tranquila no futuro. Se, ao contrário, desperdiçarmos o nosso tempo com futilidades, acreditando que poderemos recuperar o “tempo perdido”, maior será a probabilidade de fracassarmos.
Não somos perfeitos e como não existem “super heróis espirituais” também devemos ter paciência em relação a nós mesmos, mas isso, de forma alguma, deve se transformar em comodismo, pois cada um de nós é responsável pelos próprios atos. Certamente, a bondade de Deus nos conduzirá ao arrependimento, mas a que preço?
Precisamos suportar as lutas e as dificuldades que esta busca produz, mas o livramento que tanto aguardamos e que aos olhos de muitos e, algumas vezes, aos nossos próprios olhos, parece tão distante e impossível, pode ocorrer a qualquer momento. Talvez amanhã ou, quem sabe, hoje mesmo.
O amor de Deus aguarda com paciência que nos arrependamos dos maus caminhos pelos quais temos trilhado e que nos apresentemos para iniciarmos a nossa caminhada com Ele. 
Saiba compreender suas limitações. Não fique pensando que você é um “super herói espiritual” e que está isento de errar. Fomos criados para andar em comunhão com Deus. Todos nós erramos e necessitamos retomar o caminho que nos conduz a Ele.
É importante lembrar que mesmo depois de estarmos trilhando os caminhos que Deus nos mostrou, dependerá única e exclusivamente de nós mesmos, o sucesso nesse processo de aprendizado e santificação e isso não se dará de uma hora para a outra.  Não há palavras ou gestos mágicos, mas com perseverança alcançaremos a vitória que tanto almejamos: Descansar à sombra do Onipotente (Sl 91.1).
Haverá a necessidade de nos aproximarmos cada vez mais de Deus através do nosso crescimento espiritual e isso ocorrerá quando passarmos a conhecer mais o que esse Deus que nos criou espera de nós.
Conhecendo a Sua vontade para nossas vidas, conseguiremos entender Seus planos e as promessas que tem para cada um de nós. 
Permita que Deus trabalhe na sua vida, a fim de que você possa ser mais útil em Suas mãos. 
Infelizmente, muitas vezes transformamos o amor de Deus em lei para nossas vidas e isso nos impede de olhar para dentro de nós mesmos e entender que somos limitados e imperfeitos. Conheça suas limitações e se entregue nas “mãos” de Deus para que Ele te fortaleça. Seja humilde diante dEle e Ele não apenas te consolará, mas responderá aos anseios mais íntimos do seu coração. 
Que possamos dizer como Moisés: “Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos;”.
Sempre juntos em Jesus. 
A.Carlos

(Texto extraído do Livro "Na Dimensão do Espírito - Volume I" de autoria de Antonio Carlos das Cunha)


sábado, 10 de novembro de 2018

A Importância da Autoanálise



Pouca coisa revela tão bem o medo e a incerteza dos homens quanto o esforço que fazem para ocultar seu verdadeiro "eu" uns dos outros e até mesmo a seus próprios olhos.
Quase todos os homens vivem desde a infância até a morte por trás de uma cortina semiopaca, saindo dela apenas rapidamente quando forçados por algum choque emocional e depois voltando o mais depressa possível ao esconderijo. O resultado desta dissimulação constante é que as pessoas raramente conhecem seus próximos como realmente são e. pior ainda, o disfarce tem tanto êxito que elas nem sequer conhecem a si mesmas.
O autoconhecimento tem tal importância em nossa busca de Deus e de sua justiça, que nos encontramos sob a obrigação de fazer imediatamente aquilo que for necessário para remover o disfarce e permitir que nosso "eu" real seja conhecido. Uma das supremas tragédias em religião é o fato de nos termos em tão alta conta, enquanto a evidência aponta justamente o contrário; e nossa autoadmiração bloqueia eficazmente qualquer esforço possível para descobrir uma cura para a nossa condição. Só o indivíduo que sabe que está doente é que procura o médico.Nosso verdadeiro estado moral e espiritual só pode ser revelado pelo Espírito e pela Palavra. A Deus pertence o juízo final do cora­ção. Existe um sentido em que não ousamos julgar-nos uns aos outros (Mt 7:1-5) e no qual não devemos sequer tentar julgar-nos (1 Co 4:3). O julgamento final pertence Àquele cujos olhos são chama de fogo e que vê através das obras e pensamentos dos homens. Agrada-me deixar com Ele a última palavra.
Existe, porém, lugar para a autoanálise e uma necessidade real de que esta seja feita (1 Co 11:31, 32). Embora nossa autodescoberta não seja provavelmente completa e nossa autoanálise contenha ele­mentos preconceituosos e imperfeitos, existem porém boas razões para que trabalhemos ao lado do Espírito em seu esforço positivo para situar-nos espiritualmente, a fim de podermos fazer as correções exigidas pelas circunstâncias. É certo que Deus já nos conhece totalmente (SI 139:1-6). Resta-nos agora conhecer a nós mesmos o melhor possível. Por esta razão ofereço algumas regras para a autodescoberta; e se os resultados não forem tudo que possamos desejar, podem ser pelo menos melhores do que nada. Podemos ser conhecidos pelo seguinte:
1. O que mais desejamos. Basta ficarmos quietos, aguardando que a excitação dentro em nós se acalme, e a seguir prestar cuidadosa atenção ao tímido clamor do desejo. Pergunte ao seu coração: o que você mais desejaria ter no mundo? Rejeite a resposta convencional. Insista em obter a verdadeira, e quando a tiver ouvido saberá o tipo de pessoa que é.
2. O que mais pensamos. As necessidades da vida nos induzem a pensar em muitas coisas, mas o teste real é descobrir sobre o que pensamos voluntariamente. Nossos pensamentos irão com toda proba­bilidade agrupar-se ao redor do tesouro secreto do coração, e qual for ele revelará o que somos. "Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração."
3. Como usamos nosso dinheiro. Devemos ignorar de novo aque­les assuntos sobre os quais não exercemos pleno controle. Devemos pagar impostos e prover as necessidades da vida para nós e nossa família, quando a temos. Isso não passa de rotina e diz pouco a nosso respeito. Mas o dinheiro que sobrar para ser usado no que nos agrada irá contar-nos sem dúvida muita coisa sobre nós.
4. O que fazemos com as nossas horas de lazer. Grande parte de nosso tempo é usado pelas exigências da vida civilizada, mas sempre temos algum tempo livre. O que fazemos com ele é vital. A maioria das pessoas gasta esse tempo vendo televisão, ouvindo o rádio, lendo os produtos baratos da imprensa ou envolvendo-se em conversas frívolas. O que eu faço com o meu tempo revela a espécie de homem que sou.
5. A companhia de que gostamos. Existe uma lei de atração moral que chama o homem para participar da sociedade que mais se assemelha a ele. O lugar para onde vamos quando temos liberdade para ir aonde quisermos é um índice quase-infalível de nosso caráter.
6. Quem e o que admiramos. Suspeito desde há muito tempo que a grande maioria dos cristãos evangélicos, embora mantidos mais ou menos em linha pela pressão da opinião do grupo, sentem de todo modo uma admiração ilimitada, embora secreta, pelo mundo. Podemos conhecer o verdadeiro estado de nossas mentes, exami­nando nossas admirações não-expressas. Israel admirou e até inve­jou com frequência as nações pagãs ao seu redor, esquecendo-se assim da adoção e da glória, das leis, das alianças e das promessas e dos pais. Em vez de culpar Israel, façamos uma autoanalise.
7. Sobre o que podemos rir. Pessoa alguma que tenha qualquer consideração pela sabedoria de Deus iria argumentar que exista algo errado com o riso, desde que o humor é um componente legítimo de nossa natureza complexa. Quando nos falta o senso de humor, falha­mos também nessa mesma proporção em equiparar-nos à humani­dade sadia.
Mas o teste que fazemos aqui não é sobre o fato de rirmos ou não, mas do que rimos. Algumas coisas ficam fora do campo do simples humor. Nenhum cristão reverente, por exemplo, acha a morte engraçada, nem o nascimento, nem o amor. Nenhum indivíduo cheio do Espírito pode rir das Escrituras, da igreja comprada por Cristo com o seu próprio sangue, da oração, da retidão, do sofrimento ou dor da humanidade. E certamente ninguém que já esteve na presença de Deus jamais poderia rir de uma história que envolvesse a divindade.
Esses são alguns dos testes. O cristão sábio encontrará outros.

(Grifos nossos- Texto extraído do Livro “O melhor de A.W.Tozer" (1897-1963) Ed. Estação do Livro)

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Limpando o coração.

Como são agradáveis aos ouvidos as palavras proferidas por aqueles que se dizem seguidores do Cristo e de seus ensinamentos.

Ao olharmos para esses homens e mulheres que parecem espelhar, em si mesmos, a quase perfeição a que todos anelamos e ouvi-los falar acerca das verdades divinas, sentimo-nos tão pequenos e distantes de tudo aquilo que nos ensinam, porque em nosso interior sabemos que não somos o que eles desejam que sejamos e que parecem ser, apesar de sabermos também que nem sempre aquilo que procuram apresentar diante de nossos olhos são a realidade de suas vidas.

Falamos isso e nos colocamos na mesma situação. Não nos esquivamos da responsabilidade a que todos temos diante do Senhor. Ele conhece o interior de cada um de nós e busca meios de nos ajudar a viver integralmente os seus ensinamentos.

A vida do homem é constituída de uma porção interior e outra exterior. Na interior residem os nossos pensamentos, as emoções e só pode ser perscrutada e conhecida por nós mesmos e pelo Senhor que a tudo e a todos conhece na intimidade; e a exterior que é aquela a quem todos que nos conhecem têm acesso e não raras vezes é por ela que somos analisados.

Se nos apresentamos como pessoas sérias, sábias e confiáveis, os que nos cercam, dificilmente duvidarão daquilo que falamos, pois nos conhecem superficialmente e o quadro que visualizam é o que lhes apresentamos.
Jesus disse que devemos primeiramente limpar o interior do copo para que automaticamente o exterior também se torne limpo.

Disse Jesus: “Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!” (Mt 23.26)

É do nosso interior que brotam os bons e os maus pensamentos que se tornam em atitudes que edificam ou destroem as nossas vidas e a dos que nos cercam.

Embora possa parecer simples, esse trabalho de limpeza interior não é tão fácil como parece, pois envolve uma atitude austera em relação a nós mesmos. De nada nos adianta conhecer os ensinamentos que Jesus nos legou se não os praticarmos. Seremos fatalmente comparados aos fariseus repreendidos por Jesus.
Tornar-se membro de um grupo religioso e aceitar seus ditames é tarefa das mais cômodas, mas o que realmente importa é fazer com que esses ensinamentos se transformem em realizações concretas que auxiliem não apenas a nós mesmos, mas a todos que convivem ou compartilham a existência conosco.
Quando, apesar de nossas imperfeições, procuramos viver aquilo que pregamos, nosso testemunho cristão fará com que outros procurem realizar as mesmas obras e aí sim estaremos demonstrando o quanto amamos a Jesus e a Ele somos gratos.
Palavras esmeradas e oratórias rebuscadas e convincentes só se transformam em vida quando praticadas por aquele que as apresenta. Quando inquirido acerca da necessidade de possuir uma carta de recomendação para falar aos coríntios que haviam abraçado a pregação do Evangelho de Jesus, o apóstolo Paulo simplesmente disse: “Começamos, porventura, outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidade, como alguns, de cartas de recomendação para vós outros ou de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.” (2Co 3.1-3)
Infelizmente o quadro que vemos hoje está distante dessa realidade.
Fala-se muito e bonito, mas vive-se pouco o verdadeiro Evangelho de Cristo, e esse pouco, ainda assim é um tenebroso testemunho que tem, espiritualmente, destruído muito mais que edificado vidas.
Mas cremos em um Deus amoroso e misericordioso, que está sempre com os braços abertos, aguardando o momento de nos posicionarmos para viver uma vida que espelhe tudo aquilo que temos em nosso interior e que produza vida em todos aqueles nos cercam.
Que o Senhor nos conceda a coragem de olharmos para dentro de nós mesmos, identificando com sinceridade o que necessitamos mudar e nos dê a força que precisamos para promover a tão necessária limpeza que nos ajudará a viver uma vida plena na presença Senhor.
Sempre juntos em Jesus.

A.Carlos

sábado, 3 de novembro de 2018

UM NOVO RECOMEÇO!

“porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.” (Lc 15.24)



Como é difícil recomeçar!
Existem pessoas que conseguem, com muita naturalidade, superar as adversidades da vida e transformá-las em sucesso. Todavia, a grande maioria de nós, “pobres mortais”, sente uma enorme dificuldade para refazer a própria vida, principalmente quando, segundo nossos critérios, sofremos uma perda ou queda muito grande. Não importa o tamanho do problema que nos atingiu, ele precisa ser enfrentado e superado.
Todos nós sabemos disso, mas onde buscar forças para reagir e “dar a volta por cima”?
Nas horas em que as adversidades nos alcançam, não são poucos os nossos acusadores. Se a queda se deu no campo da moral, as acusações se multiplicam em escalas astronômicas. Ah..., como é difícil superar problemas nessa área...!
Antes de qualquer coisa, precisamos ter em mente que os insucessos pessoais fazem parte da vida de qualquer ser humano.
Por mais sábia que uma pessoa seja, ela também precisou passar por um processo de aprendizagem que algumas vezes parecia interminável e nessa caminhada, com certeza, acabou errando muitas vezes antes de acertar.
Quando você estiver abatido e sentir que suas forças estão se esvaindo em razão dos erros cometidos, não desista nem entregue os pontos. Creia que sempre haverá uma oportunidade para recomeçar.
Em momentos assim, o melhor a fazer é reavaliar equilibradamente a situação que ocasionou a queda ou o insucesso e procurar os meios necessários para se retomar a vida do ponto em que nos desviamos.
São inúmeros os exemplos em que podemos nos espelhar:
Homens e mulheres que um dia ouviram o chamado de Deus para andarem com Ele e no meio do caminho se desviaram ou simplesmente abandonaram os trabalhos que lhes foram confiados...
Um pai de família que, atraído pelas facilidades que a vida lhe ofereceu, negligenciou o cuidado com aqueles que Deus lhe confiou e acabou se entregando a sentimentos e envolvimentos ilícitos que lhe dominaram a alma e o transformaram num ser frio e distante, em cuja mente e coração grita sempre uma voz de acusação dizendo que para ele não há mais oportunidades de retomar o caminho que abandonou...
Jovens, que, sentindo-se iludidos com as oportunidades que a vida moderna oferece, acabaram se entregando a todos os tipos de vícios e licenciosidades, na tentativa de satisfazer as paixões interiores, que tão fortemente clamavam por prazeres carnais, que quando caíram em si, acreditaram que por viverem ou terem vivido desregradamente, nunca mais seriam aceitos como pessoas confiáveis e valiosas. Em razão desse errôneo critério de avaliação, acabaram punindo-se com um julgamento próprio de valores que nunca leva em consideração o amor de Deus nem as oportunidades que Ele concede aos que O buscam...
Talvez você esteja sentindo-se assim nesse momento e acredite que não exista cura para o seu problema, nem correção para os erros cometidos, mas eu tenho uma boa notícia para você: Sempre existirá uma oportunidade para aqueles que sinceramente se arrependem do erro cometido e tomam uma posição em direção oposta à que caminhavam.
O caminho do retorno pode ser muito íngreme e pedregoso, mas não é intransponível. Não devemos, todavia, parar em nossa caminhada na busca de uma nova vida. Uma vida plena de realizações e que espelhe a presença Divina que há em cada um de nós.
Certamente, algumas pessoas olharão para você de forma desconfiada, sem acreditar que você realmente esteja disposto a mudar. Não se sinta intimidado. Isso faz parte do processo para todos que buscam uma nova vida, Afinal, somos imperfeitos e sobre a face da Terra não há um único habitante que possa sinceramente nos acusar e dizer que nunca cometeu erros ou que, ao longo da vida, sua conduta em todos os sentidos e ocasiões sempre fora irrepreensível.
O recomeçar pode parecer difícil, mas é necessário, e quanto antes iniciarmos o processo melhor.
Creia que o reequilíbrio certamente virá e nesse momento você poderá sentir-se novamente amado por Deus e pronto para ter um relacionamento diferente com Ele e com todos que te cercam.
Por mais delicada que seja a situação em que você se encontre, saiba que Deus – que nunca deixou de amá-lo – estará sempre com os braços abertos para recebê-lo. Assim como um pai amoroso, o confortará e lhe concederá uma nova oportunidade para crescer e desfrutar de Sua companhia.
Que Ele te abençoe e te guarde nessa nova fase de sua vida.

Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos da Cunha


(Texto extraído do livro "Na Dimensão do Espírito- Volume I")


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

NÃO ME SINTO UM PERDIDO!


NÃO ME SINTO UM PERDIDO!

Frequentemente ouvimos por parte das pessoas que ainda não entregaram suas vidas a Jesus, que elas “não precisam se “converter a Jesus” para alcançarem a Salvação de suas almas”, ou ainda: “sou ainda muito novo para me preocupar com essas coisas, preciso aproveitar a minha vida”. Para outros a resposta clássica para fugir da conversa é dizer que “futebol e religião não se discutem”, mas há algum tempo recebi uma resposta diferente e que me levou a refletir nessa nova abordagem/desculpa. Ela veio através de um comentário deixado em uma das postagens desse blog: “Procurando os Perdidos” que disse: “Amigo eu não me sinto um perdido!”.
Interessante notar que esse pensamento permeia a mente da maioria das pessoas que relutam em aceitar a mensagem redentora do Evangelho na pessoa de Jesus Cristo.
Esse sentimento de autossuficiência faz parte do inconsciente coletivo para muitas pessoas, e pelos mais variados motivos – que para elas parecem irrefutáveis – toda vez que se tenta estabelecer um diálogo ele acaba sendo truncado, obstruído pelo sentimento de que as coisas de Deus são de foro íntimo e não devem ser impostas a outrem.
Concordamos em gênero, número e grau e como dizia um querido mestre “ipsires literis, in totum, in locum”, com os que pensam que as coisas de Deus não devem ser impostas, pois cremos que as coisas de Deus devem ser vividas e é por essa razão que defendemos o direito das pessoas que pensam de forma diferente expressarem seus pensamentos e sentimentos em relação à Bíblia e seus ensinamentos.
Mas o fato de respeitarmos o direito que cada um tem de pensar de forma contrária à Palavra de Deus não pode ser usado por nós como um pretexto para não declararmos aquilo que entendemos ser o plano de Deus para a vida de todo ser humano: a Salvação através de Jesus Cristo, Único mediador entre Deus e os homens, conforme Jesus mesmo nos colocou e que foi amplamente ensinado pelos apóstolos e pelos homens de Deus que decidiram andar segundo esses preceitos, abandonando muitas vezes tudo o que possuíam de bens materiais para saírem pelos mais longínquos rincões desse planeta pregando e vivendo as boas novas e a Salvação em Jesus Cristo, simplesmente por amarem as almas perdidas como o próprio Senhor Jesus nos ensinou que deveríamos fazer.
O diabo, inimigo de nossas almas, procura sempre colocar no coração do homem, dois sentimentos que visam impedi-lo de ouvir a mensagem divina e crer que ela é balsamo e refrigério para suas almas cansadas e aflitas:
1)    Coloca no coração do homem que ele é tão bom, cumpridor de seus deveres sociais e familiares, que não necessita de salvação, ou
2)    Que o homem é tão pecador e desprezível que Deus nunca o perdoaria.

E a esses dois grupos podemos acrescentar agora os que “não se sentem perdidos”.
Talvez esse seja a mais delicada entre as três situações apontadas, pois aos que se sentem bons demais para necessitarem da salvação ou para o pior dos pecadores sempre se encontra com mais facilidade uma oportunidade para demonstrar o grande amor de Deus.
Para os que se sentem bons demais, podemos conscientizá-los de que estão mais próximos de alcançarem o ápice de seus objetivos, faltando apenas entregarem suas vidas a Jesus, assim como Jesus disse àquele jovem rico no evangelho de Marcos:
“E, pondo-se Jesus a caminho, correu um homem ao seu encontro e, ajoelhando-se, perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás ninguém, honra a teu pai e tua mãe. Então, ele respondeu: Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude. E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me. Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades. Então, Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Os discípulos estranharam estas palavras; mas Jesus insistiu em dizer-lhes: Filhos, quão difícil é para os que confiam nas riquezas entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. Eles ficaram sobremodo maravilhados, dizendo entre si: Então, quem pode ser salvo? Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível. Então, Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos. Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna. Porém muitos primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros.” (Marcos 10.17-31).

Para os que se sentem as piores criaturas do mundo e que não apenas não merecem, mas que Deus nunca lhes concederia sequer um minuto de atenção, podemos demonstrar o infinito amor de Deus, que por tanto amar ao mundo enviou seu Único Filho para que morresse em uma Cruz para que os pecados de toda a humanidade (Jo 3.16) fossem perdoados através desse grandioso gesto, e podemos apresentar duas situações que poderiam perfeitamente provar a importância que eles têm para Deus, como por exemplo o Ladrão da Cruz  (Lc 23.38-42) que não precisou sequer caminhar com Jesus para alcançar a Salvação ou ainda a mulher apanhada em adultério e que estava prestes a ser apedrejada (Jo 8.3-11).
“Também sobre ele estava esta epígrafe em letras gregas, romanas e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS. Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” ( Lucas 23.38-43)
“De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava.Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.” (João 8.2-12)

Mas aquele que não se considera perdido acaba colocando uma barreira que muitas vezes se mostra intransponível, mas quando temos a consciência de que quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8) não somos nós, mas o Espírito Santo, e que nós apenas lançamos a semente na certeza de que há seu tempo o Senhor honrará a Sua Palavra que foi semeada.
Talvez a pessoa que assim se considera entende que o fato de levar uma vida serena e praticar boas ações a torne isenta ou até mesmo imune às investidas do Inimigo, mas essa é apenas mais uma de suas armadilhas, de suas ciladas que visam impedir que essa vida seja alcançada pelo poder transformador do Evangelho.
A Palavra nos ensina e adverte que: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei. Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir. Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos. O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação. Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Romanos 5.12-21)

Quem sabe, você que está lendo essa reflexão enquadre-se em um desses três grupos e ainda não parou para refletir seriamente sobre a necessidade que todos nós temos como pecadores,como nos mostrou o apóstolo Paulo no texto de Romanos acima, de entregarmos nossas vidas a Jesus Cristo para alcançarmos a remissão de nossos pecados e o direito de habitarmos com Ele por toda a eternidade.
A nossa vida nesse mundo é passageira e como vimos, é única, não haverá uma nova oportunidade, sendo assim devemos aproveitar a oportunidade dada por Deus para que possamos restabelecer a comunhão que havia entre o homem e Deus antes que o pecado se instalasse no coração dos seres humanos.
Deus está sempre com os braços abertos aguardando a oportunidade de selar essa comunhão entre Ele e o homem redimido. E quem é esse homem redimido? É aquele que entregou a sua vida nas mãos de Deus, aceitando que a Cruz de Cristo foi para remissão dos pecados de todos nós, indistintamente, compreendendo que não basta apenas ser bondoso e cumpridor de seus deveres sociais e familiares, ou aquele que se julga um mau caráter irreconciliável ou ainda e principalmente aquele que não se sente perdido.
Sempre há uma porta para o arrependimento sincero, não importando a gravidade do pecado cometido.

Se você que está lendo essa reflexão se identificou com as palavras que o Senhor colocou em nosso coração e ainda não entregou a sua vida nas mãos de Jesus eu quero lhe fazer um convite.

Entregue o seu coração e a sua vida a Jesus e deixe que ele cuide de você e dirija seus passos. Ele te mostrará o quanto você é importante e revelará todo o amor que deseja derramar sobre a sua vida.
Confie nEle. Ele é Fiel para cumprir a Sua Palavra. Nele podemos confiar sempre, pois Ele se entregou para morrer naquela cruz pelos nossos pecados, para que você e eu tivéssemos, ao reconhecer nesse ato de tão grande amor, a oportunidade de vermos os nossos pecados perdoados e o direito de vivemos em intimidade eterna em Sua companhia.

Faça essa oração comigo e creia que Ele cuidará de você e dos seus.

Senhor Jesus, eu creio de todo o meu coração, que és o Filho de Deus, que veio a esse mundo e foi morto na Cruz do Calvário para resgatar os meus pecados. Eu reconheço que sou pecador e peço perdão a Ti pelos meus pecados. Senhor Jesus eu O reconheço como meu Salvador pessoal e quero morar nos céus com o Senhor. Toma conta de mim, dirige os meus passos e me batiza com o Espírito Santo para que eu possa testemunhar desse teu amor por mim. Eu te agradeço por me receber e me dar o direito de ser chamado filho de Deus. Amém

Se você fez essa oração eu o convido a procurar uma Igreja Evangélica e começar a conhecer o que Deus tem para você. Estude sempre a Palavra de Deus, a Bíblia. Nela você encontrará tudo o que necessita para ter uma vida vitoriosa com Cristo.
Que Deus o abençoe ricamente.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos
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