sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Amor ao próximo. É possível?

Será possível, diante do quadro de violência que presenciamos nos dias atuais, demonstrar amor ao próximo nos moldes que Jesus nos ensinou? Muitos poderão dizer que diante de tanta violência que acomete não apenas os grandes centros, mas também as pequenas cidades, onde há alguns anos a qualidade de vida gerava o anseio de moradia em muitos que as conheciam, em razão da paz e da tranqüilidade que imperava em seus arredores, devemos nos fechar em nós mesmos e levar a vida da melhor maneira possível. Em outras palavras: “O melhor é o isolamento! Que cada um cuide de sua própria vida!”
Também somos vitimas em potencial da violência urbana, pois vivemos na maior metrópole da América Latina e uma das maiores do mundo, a cidade de São Paulo, e basta ligar o rádio ou a TV para receber uma enxurrada de notícias que deixariam nossos avós perplexos diante da frieza com que muitas vezes são transmitidas. Infelizmente, vamos nos acostumando com elas e acabamos não prestando a devida atenção em muitos casos que são narrados e chegamos até mesmo a colocar em duvida a sua veracidade de alguns deles.
Mas será que, algum dia, vamos conseguir superar esse processo de crescimento da criminalidade e da violência que parecem irreversíveis? Não sou uma pessoa pessimista, mas sinceramente, não creio que haverá a tão desejava paz e tranqüilidade no mundo em que vivemos, pois para que ela se instale será necessário que todos os seus habitantes tenham uma mentalidade diferente da atual, onde cada ser humano veja o seu próximo como irmão e não como adversário e esse tipo de comportamento só pode ser atingido pelo ser humano quando Deus habita verdadeiramente em seu interior, comanda sua mente e coração.
Pelo que a Palavra de Deus nos ensina as coisas irão piorar e não melhorar, porque os homens estão se entregando cada vez mais na busca da satisfação de seus apetites carnais em detrimento das necessidades espirituais que deveriam ser os objetivos prioritários de suas vidas, mas apesar de sabermos que essa situação tende a piorar, creio que devemos, como servos do Senhor, nos colocar à Sua disposição para fazer com que os sofrimentos sejam os menores possíveis, tanto para nós como para os nossos semelhantes.
Por que será que nos momentos das grandes tragédias e catástrofes que ceifam tantas vidas, as pessoas se mobilizam sem medir esforços para ajudar no que podem para diminuir o sofrimento dos sobreviventes? Em minha opinião, isso ocorre porque no coração de cada ser humano existe uma centelha divina que faz com que ele se coloque no lugar e na situação de seu próximo que está sofrendo e sentindo-se impotente para reverter sozinho o quadro de adversidade de que foi vitima.
É certo que não algumas pessoas inescrupulosas tentarão levar algum tipo de vantagem nessas ocasiões, mas, felizmente, essa não é a postura da grande maioria.
A Palavra de Deus nos mostra que fomos CRIADOS à imagem e semelhança de Deus; que Ele soprou em nós o fôlego de vida e viu que as obras de Suas mãos eram muito boas. Somos seres destinados ao amor e por essa razão nem mesmo o pecado teve o poder de extrair essa centelha divina do coração do homem. O pecado fez e faz separação entre o homem e Deus, mas no íntimo de cada ser humano existe sempre a necessidade de uma reaproximação com o seu Criador e quando vemos um semelhante em situação adversa essa identificação faz com que busquemos auxiliá-lo, porque no mais profundo do nosso ser sabemos que Deus é Amor e está no controle de todas as coisas, apesar do quadro à nossa volta demonstrar muitas vezes o contrário.
O próprio Senhor Jesus nos advertiu em diversas passagens que quando sua vinda estivesse próxima alguns sinais seriam evidentes e entre eles o de que o amor de muitos se esfriaria em razão do aumento da iniquidade (Mt 24.12).
Esse e outros alertas do Senhor Jesus devem fazer com que cada um de nós que teve um encontro pessoal com Ele e diz ter compromisso e amor para com o seu próximo procure informá-lo dos perigos que está incorrendo ao se entregar ao desespero e principalmente à apatia espiritual que essas adversidades provocam em muitos corações. Muitas vezes essa é a oportunidade que o Inimigo de nossas almas, o diabo e seus demônios, aproveitam para tentar nos destruir e nos afastar ainda mais de Deus, colocando em nós a dúvida acerca do amor e do cuidado de Deus por nós.
Com muita propriedade o apóstolo João nos ensina que “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo.” (I Jo 4.18a), pois quando amamos realmente a Deus entregamos a Ele todos os nossos “medos” e incertezas do caminho, confiando que em tudo e em todas as coisas Ele cuidará de nós. Talvez seja esse um dos grandes desafios da Igreja nos dias de hoje: ensinar o povo de Deus a amar, confiar e conhecer realmente o Deus da Palavra ao invés de, temendo o diabo, se entregar nas mãos de lideres que, aproveitando-se desse temor acabam produzindo “crentes” doentes e subnutridos, que diante das adversidades naturais da vida se entregam ao desespero e à depressão.
Vejamos o que nos ensina João em sua primeira epístola:
“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito. E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus. E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo. No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.” (1 Jo 4.8-21)Amar ao próximo nos moldes dos ensinamentos de Jesus consiste não apenas nas demonstrações de carinho, afeto e preocupações materiais, mas acima de tudo, demonstrar preocupação com a questão espiritual, pois de nada nos adianta ajudar nosso próximo e procurar suprir todas as suas necessidades físicas se nos omitimos em indicar-lhe o caminho da Salvação em Jesus Cristo.
A Palavra nos mostra que: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.” (Jo 3.16-21)A maior demonstração do amor de Deus por nós, suas criaturas, foi enviar Seu próprio Filho para que morresse pelos nossos pecados e nos desse a possibilidade de passarmos a ser considerados como filhos e não mais como criaturas, por essa razão, entendo que a maior expressão de amor que podemos demonstrar ao nosso próximo é mostrar-lhe a necessidade que todos temos de ter um encontro pessoal com Jesus, reconhecendo-o como nosso Único e Suficiente Salvador. Quando agimos assim, estamos realmente demonstrando o amor que Deus espera que todos nós manifestemos em relação ao nosso próximo.
A mensagem da Salvação é o alimento e a proteção que nosso próximo necessita não apenas para se manter nesse mundo, mas é o suprimento que perdurará por toda a Eternidade.
Respondendo à nossa pergunta inicial, é possível sim demonstrar amor ao nosso próximo nos moldes propostos por Jesus, apesar da violência que impera e das perspectivas desanimadoras que se apresentam diante de nossos olhos, sendo assim devemos seguir a ordem de Jesus : “E disse-lhes: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” (Mc 16.15,16), e o conselho do apóstolo Paulo a seu discípulo Timóteo: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.” (2 Tm 4.1-5)

Que Deus o abençoe ricamente.
Sempre juntos em Jesus.
A.Carlos

sábado, 21 de agosto de 2010

Produtos oferecidos pelo "Procurando os Perdidos"

Graça e paz a todos!
O “Projeto Procurando os Perdidos- (PPP)” está iniciando uma nova fase que é a impressão em maior escala de folhetos evangelísticos.
Para os que nos acompanham desde o inicio, há mais de 1 ano, não é novidade o fato de que um dos projetos idealizados por nós é a manutenção de projetos evangelísticos urbanos e ajuda no sustento de missionários que atuam no campo dentro e fora do país.
Apesar de estarmos vinculados ao ministério de missões de nossa Igreja, o “PPP” sempre caminhou com recursos próprios. Quando expusemos nossos anseios, alguns irmãos sugeriram que estudássemos a possibilidade de recebermos ajuda financeira através de ofertas voluntárias que seriam depositadas em uma conta bancária. Excluímos essa possibilidade na época e entendemos que ela não deve ser aventada ainda hoje, pois queremos ser fiéis aos nossos ideais de nos sustentarmos com recursos advindos do material que produzirmos.
Os produtos abaixo têm essa finalidade.
Os valores levantados com a venda desses produtos nos ajudarão a confeccioná-los em quantidades maiores e com isso conseguiremos (essa é a nossa oração) passar para um degrau acima que é o de ajudar no sustento de missionários, quer seja adotando ou completando o sustento de alguns missionários que nos acompanham e que sabemos do grau de envolvimento que têm com a Obra do Senhor.
Quanto maiores forem as tiragens dos folhetos, menores serão os valores que passaremos a cobrar, pois não temos nenhum interesse pessoal, no que tange a nos beneficiarmos dos valores advindos das vendas dos mesmos.
Os e-mails para intercessão pelos irmãos missionários, pela Igreja perseguida e povos não alcançados continuam.
Que o Senhor continue abençoando a cada um de vocês e que nos ajude a completarmos a tarefa que nos confiou.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos

*************************Para adquirir os produtos abaixo entre em contato com:
Projeto Procurando os Perdidos
Fone : (0xx11) 2240-1223
E-mail:
contato@procurandoosperdidos.com
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Site/blog:
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Folheto Evangelístico: “O que podemos esperar de Deus?”

Baseado nos textos de Ezequiel 37.1-3 ( Vale de Ossos Secos) e João 3.16 (A dimensão do Amor de Deus)
Autor: A.C.C
Editora: Projeto Procurando os Perdidos
Formato:13x20(aberto-frentexverso) Páginas: 4 papel couche 90 grs
Valor: R$ 10,00 o cento + frete
Disponibilidade:
imediata
Forma de pagamento: depósito bancário

“....
Quantas vezes nos sentimos abandonados e sozinhos dentro de nossas próprias casas? Onde nossos pais não nos dão a menor atenção? Onde as esposas nem reparam a maneira de vestir de seus maridos; onde os maridos não têm sequer uma palavra de carinho para suas esposas? São como se fossem estranhos um ao outro apesar de viverem sob o mesmo teto e de um dia terem feitos juras eternas de amor e compreensão.
Chegamos a um nível de desespero tão grande que começamos a questionar e colocar a nossa fé em dúvida: “Será que Deus realmente existe? Se existe por quê não olha para mim? Será que Ele está tão distante que não pode nem ouvir o meu choro desesperado em busca de socorro? Será que Ele não está vendo que estou a ponto de enlouquecer?”
Nesses momentos nos sentimos os maiores sofredores do mundo. Ficamos deprimidos, angustiados e reclamamos de tudo e de todos.
Se você está se identificando com tudo o que foi dito até aqui, o Senhor Jesus quer fazer a você a mesma pergunta que fez a Ezequiel: “Filho do homem, acaso poderão reviver estes ossos?”
No lugar de “Filho do homem” coloque o seu nome: Antonio, José, Maria, João, Felipe, Juliana, Marcela...
Hoje, o Senhor Jesus está lhe convidando a olhar para dentro de si mesmo e verificar se você está sentindo-se como se fosse um vale de ossos secos para transformá-lo, para gerar vida em você.
Pode ser que você que está lendo essa reflexão não se sinta como um vale de ossos secos, mas talvez aquela chama de amor a Deus e ao próximo que ardia dentro do seu peito esteja apagada ou esteja se apagando neste momento.
Pode ser que você que esteja lendo essa reflexão...”
Amplie a imagem acima e conheça o texto na íntegra.


Folheto Evangelístico: “Procurando os Perdidos”


Baseado no texto de Lucas 19.10 (Amor de Deus pelo Perdido)

Autor: A.C.C
Editora: Projeto Procurando os Perdidos
Formato:13x20(aberto-frentexverso) Páginas: 4 papel couche 90 grs
Valor: R$ 10,00 o cento + frete
Disponibilidade:
imediata
Forma de pagamento: depósito bancário
“E disse Jesus: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lucas 19.10)
Desde a antiguidade o homem sente a necessidade da proteção de um Ser superior.
Todas as civilizações antigas tiveram seus deuses. Adoravam-nos, cultuavam-nos, sacrificando até mesmo seus entes queridos em muitos de seus rituais.
Sob a orientação desses deuses, promoviam guerras de conquista ou consultavam-nos antes de tomarem qualquer decisão importante.
Aprouve a Deus poupar um homem, Noé, juntamente com seus familiares para que um novo mundo, com uma nova mentalidade fosse implantado na terra. Um mundo onde a presença de Deus fosse o fator mais importante.
Deus sabia que o homem era um pecador contumaz e desde o pecado original, gerado pela desobediência de Adão e Eva, a perversidade tomou conta de seu coração. Deus sabia que este mesmo homem continuaria se pervertendo, por isso resolveu enviar Seu próprio Filho, Jesus Cristo, para resgatá-lo e aproximá-lo de seu Criador, a fim de demonstrar todo o seu amor.
Em nossos dias, muitos tentam esta aproximação através das diversas doutrinas criadas pelo próprio homem e pelas manifestações exteriores que não nos conduzem a Deus, mas ao contrário, nos afastam dEle.
Pensam alguns, que, através da consulta à pirâmides; cristais; ou da manipulação de fórmulas mágicas, exteriorização de palavras especiais; meditação transcendental em busca do estado alfa; cartas de tarô; recitação de mantras religiosas; mandingas e amuletos de toda espécie; oferendas ou despachos nas encruzilhadas e cemitérios; consulta a espíritos dos mortos nos centros espíritas, etc., conseguirão se aproximar de Deus; mas a Bíblia nos mostra na Carta do apóstolo Paulo, endereçada aos Efésios algumas maneiras pelas quais o Senhor Jesus vem a esse mundo procurar os que ainda se encontram perdidos nessas e em outras práticas para resgatá-los e aproximá-los de Deus.
...”
Amplie a imagem acima e conheça o texto na íntegra.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O verdadeiro sucesso



Não diz o suficiente, mas o que diz é bom. Refiro-me às reflexões de Ralph Waldo Emerson a respeito do sucesso:
"Como medes o sucesso?
Rir com freqüência, e muito; Ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças; Obter a apreciação de críticos honestos e agüentar firme a traição dos falsos amigos; Apreciar a beleza; Descobrir o que há de melhor nos outros; Deixar o mundo um pouco melhor, seja mediante uma criança sadia, uma situação social redimida, ou uma tarefa bem executada; Saber até que outrem recebeu o sopro da vida só porque você viveu — isto é ser bem sucedido."
Fiquei impressionado. Aprecio tanto o que deixou de ser mencionado quanto o que está explícito. Emerson jamais se refere a dinheiro, status, posição ou fama. Nada diz acerca do poder sobre as pessoas. Tampouco sobre riquezas. Ou auto-imagem super-intimidativa. Não coloca ênfase em tamanho, números, estatísticas, e tampouco noutros pontos não essenciais, à luz da eternidade.
Leia outra vez essas palavras. É possível que você tenha perdido alguma coisa na primeira leitura. Preste mais atenção, desta vez, nos verbos: "rir... ganhar... obter... agüentar... apre­ciar... descobrir... deixar... saber..." Ao longo de todo o texto, a ênfase recai em algo fora de nós mesmos, não é? Para mim, esse é o elemento que mais me conforta, dentre todos. Também é uma peça rara, dentre as da literatura que trata do sucesso.
Enquanto vagueio pela propaganda sobre o sucesso que se escreve hoje, noto que a predominância do foco de atenção está no "eu" externo da pessoa — como posso parecer tão esperto, que impressão fantástica eu posso produzir, quanta riqueza consigo acumular e quão totalmente posso controlar as coisas, ou quão rapidamente sou promovido ou... ou... ou. Não consigo ler nada — e quero dizer nada mesmo — que coloque ênfase no coração, no ser interior, na sede de nossos pensamentos, motivações e decisões. Nada, isto é, com exceção das Escrituras.
É interessante que a Bíblia diz muito pouco sobre o sucesso, mas muita coisa sobre o coração, onde se origina o verdadeiro sucesso. Não é de admirar, pois, que Salomão tenha desafiado seus leitores, dizendo:

"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vida" (Provérbios 4:23)

Está certo: "guarda o teu coração." Coloque uma sentinela de plantão. Vigie-o cuidadosamente. Proteja-o. Dê-lhe toda atenção. Mantenha-o limpo. Jogue fora o entulho. É ali, lembre-se, que coisas ruins conseguem esconder-se facilmente, como:

"...maus pensamentos, os adultérios, as prostitui­ções, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, e a loucura" (Marcos 7:21-22).

Você sabe, são aquelas coisas que por fim emergem, quando o doce e tirânico odor de sucesso nos intoxica, fazendo que "as fontes da vida" exalem veneno. Como é importante o co­ração! É nele que se forma o caráter. Só o coração detém os segredos do verdadeiro sucesso. Seus tesouros não têm preço, são inestimáveis — mas podem ser roubados.
Você está guardando seu coração? Diga-o com toda hones­tidade: você guarda seu coração? As raízes horrendas e ve­nenosas do pecado encontram nutrientes no íntimo de nosso coração. Embora pareçamos bem-sucedidos, ressoemos como bem-sucedidos, falemos a respeito de sucesso, e até nos vistamos para o sucesso, podemos estar, na verdade, à deriva. Podemos estar sofrendo de uma erosão interna daquelas coisas que nossos lábios estão alardeando publicamente. Isto se chama fingimento. Um termo mais severo é hipocrisia... e as pessoas bem-sucedidas conseguem ser tremendamente hábeis nesse jogo. Agradeço ao Sr. Joseph Bayly, já falecido, estas palavras:
"Jesus advertiu seus discípulos: devemos precaver-nos contra a hipocrisia, que é fingir ser algo que na verdade não somos, ou agir com uma máscara cobrindo-nos o rosto. A hipocrisia é um terrível sinal de que há sérios problemas em nosso coração — que só aguarda o dia em que serão expostos. É como John Milton afirmou em Paraíso Perdido: 'Nem homens nem anjos conseguem discernir a hipocrisia, o único mal que age invisivelmente — exceto Deus'."
Os pensamentos de Emerson a respeito do sucesso são pro­fundos; vale a pena memorizá-los. Contudo, esta questão da guarda do coração exige algo mais a ser acrescentado. É es­sencial que o guardemos — não se trata de algo opcional. Não é fácil guardá-lo. Não se processa naturalmente. Requer ho­nestidade. Exige pureza.
O sucesso pode transformar-se facilmente em fracasso. Basta que baixemos a guarda.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

É Fácil Viver com Deus

O primeiro ataque feito por Satanás à raça humana foi o seu astuto esforço para destruir a confiança de Eva na bondade de Deus. Infelizmente para ela e para nós, ele se saiu muito bem. Desde aquele dia, os homens têm tido um falso conceito de Deus. e foi exatamente isto que arrancou de debaixo deles a base da jus­tiça e os levou a uma vida imprudente e destrutiva, Nada deforma e torce mais a alma do que um baixo e indigno conceito de Deus. Certas seitas, como a dos fariseus, conquanto sustentassem que Deus era severo e austero, empenhavam-se em manter um nível razoavel­mente alto de moralidade externa; mas a sua justiça era apenas exterior. Interiormente eram "sepulcros caiados", como o Senhor mesmo lhes disse. Seu errôneo conceito de Deus resultou numa idéia errônea de culto. Para um fariseu, o serviço de Deus era uma escravidão que ele não amava, mas da qual não podia escapar sem que lhe sobreviesse uma perda grande demais para suportar. Não era fácil viver com o Deus do fariseu, de sorte que a sua religião tornou-se carrancuda, pesada e desamável. Só tinha que ser assim, pois sempre a nossa noção de Deus determina necessariamente a qualidade da nossa religião.
Muito cristianismo, desde os dias da carne de Cristo, também tem sido carrancudo e severo. E a causa é a mesma — uma indig­na e inadequada idéia de Deus. Instintivamente tentamos ser iguais ao nosso Deus, e se o concebemos severo e exigente, assim seremos.
Do malogro de entender apropriadamente a Deus, provém um mundo de infelicidade entre os cristãos ainda hoje. Considera-se a religião um sombrio e desanimador processo de levar a cruz sob os olhos de um Pai severo que espera muito e não desculpa nada. Ele é austero, impertinente, altamente temperamental e extremamente difícil de agradar. A espécie de vida que brota de noções tão difa­matórias necessariamente tem que ser apenas uma paródia da verdadeira vida com Cristo.
É da maior importância para a nossa vida espiritual ter sem­pre em mente uma correta concepção de Deus. Se pensamos nEle como frio e exigente, acharemos impossível amá-lO, e as nossas vidas serão dominadas por um temor servil. Por outro lado, se sus­tentamos que Ele é bondoso e compreensivo, toda a nossa vida in­terior refletirá essa idéia.
A verdade é que Deus é o mais encantador de todos os seres e servi-lO é um prazer indescritível. Ele é todo amor, e aqueles que confiam nEle nunca precisarão conhecer coisa alguma, senão esse amor. Ele é justo deveras, e não deixa passar por alto o pecado; mas, pelo sangue da aliança eterna Ele pode agir para conosco exa­tamente como se nunca tivéssemos cometido pecado. Para os filhos dos homens que nEle confiam, a Sua misericórdia sempre triunfará sobre a justiça.
A comunhão de Deus é deleitável além de toda a expressão. Ele conversa com os Seus redimidos numa comunhão fácil e desinibida, repousante e conciliadora para a alma. Ele não é sentimentalista, nem egoísta, nem temperamental. O que Ele é hoje, veremos que continua sendo amanhã, depois de amanhã e no ano que vem. Não é difícil agradá-lO, embora talvez seja difícil satisfazê-lO. Ele só espera de nós aquilo de que primeiro nos supriu. Ele é rápido para anotar cada simples esforço para agradá-lO, e tão rápido, exa­tamente para deixar de lado as nossas imperfeições quando sabe que a nossa intenção é fazer a Sua vontade. Ele nos ama pelo que somos e considera o nosso amor mais valioso do que as galáxias de novos mundos criados.
Infelizmente, muitos cristãos não podem ficar livres das suas pervertidas noções de Deus, e estas noções envenenam os seus co­rações e destroem a sua liberdade interior. Estes amigos servem a Deus de cara fechada, como fazia o irmão mais velho, fazendo o que é certo sem entusiasmo e sem alegria, e parecem totalmente incapazes de entender a alegre e animada celebração feita quando o pródigo chega em casa. A idéia que eles têm de Deus exclui a possibilidade de Ele ser feliz em Seu povo, e atribuem os cânticos e as aclamações a consumado fanatismo. Almas infelizes, estas, con­denadas a prosseguirem em sua vida melancólica, carrancudamente determinadas a agir direito se os céus caírem, e a estar do lado do vencedor no dia do juízo.
Que bom seria se pudéssemos aprender que é fácil viver com Deus. Ele se lembra da nossa estrutura e sabe que somos pó. Pode castigar-nos às vezes, é certo, mas até isso Ele faz com um sorriso, o ufano e terno sorriso do Pai que arde de prazer por um filho im­perfeito, mas que promete e que cada dia se parece mais com Aquele de quem é filho.
Alguns de nós ficam nervosos e encabulados porque sabemos que Deus vê cada pensamento nosso e conhece todos os nossos ca­minhos. Não precisamos ficar assim. Deus é a soma total de toda a paciência e a essência da amável boa vontade. Nós O agradamos muito, não tentando freneticamente fazer nós mesmos o bem, mas, sim, lançando-nos em Seus braços com todas as nossas imperfeições, e crendo que Ele compreende tudo e ainda nos ama.

Mansidão e Descanso

Para fornecer um quadro fiel da raça humana a alguém que a desconhecesse, bastaria que tomássemos as bem-aventuranças e invertêssemos o seu sentido. Então poderíamos dizer: "Eis aqui a raça humana." Pois a verdade é que as características que distinguem a vida e a conduta dos homens são justamente o oposto das virtudes enumeradas nas bem-aventuranças.
Neste mundo dos homens não vemos nada que se aproxime pelo menos um pouco das virtudes que Jesus mencionou logo no início de Seu famoso Sermão do Monte. No lugar da humildade de espírito, encontramos o orgulho em seu mais alto grau; em lugar de pranteadores, encontramos somente os que buscam, os prazeres; em vez de mansidão, por toda a parte nos cerca a arrogância, ao contrário de fome e sede de justiça, só se ouve os homens exclamando: "Estou rico de bens, e de nada tenho necessidade"; em vez de misericórdia, contemplamos a crueldade; ao invés de pureza de coração, abundam os pensamentos corruptos; em vez de pacificadores, os homens são irascíveis e rancorosos; em lugar de regozijo em face das injúrias, vemos os homens revidando afronta com todas as armas ao seu alcance.
É esta a substância moral que se compõe o chamado mundo civilizado. Todo o ambiente está contaminado; nós o respiramos a cada momento e bebemos dele juntamente com o leite materno. A cultura e a educação refinam apenas superficialmente essas qualidades negativas, mas deixam-nas basicamente intactas. Todo um munido literário foi criado para defender a tese de que esta é a única maneira normal de se viver. E isso se torna ainda mais estranho quando percebemos que são justamente esses os males que tanto amarguram a existência de todos nós. Todas as nossas preocupações e muitas de nossas mazelas físicas originam-se diretamente dos nossos pecados. O orgulho, a arrogância, o ressentimento, os maus pensamentos, a malícia, a cobiça essas são as fontes de todas as enfermidades que afligem a nossa carne.
Em um mundo como este, as palavras de Jesus soam de um modo maravilhoso e totalmente novo, como uma visitação do alto. Foi bom que Ele tivesse dito aquelas palavras, porque ninguém poderia tê-lo feito tão bem quanto Ele, e nós deveríamos dar ouvidos à Sua voz. Suas palavras são a essência da verdade. Ele não estava apenas exprimindo Sua opinião; Jesus jamais apresentou opiniões. Ele nunca fazia conjecturas; pelo contrário Ele sabia e sabe todas as coisas. Suas palavras não foram, como as de Salomão, a súmula de uma profunda sabedoria ou o resultado de uma cuidadosa observação. Ele falava na plenitude da Sua divindade, e Suas palavras são a própria verdade. Ele era o único que poderia ter dito "bem-aventurados", com a mais completa autoridade, pois Ele é o bendito de Deus que veio a este mundo a fim de conferir bênçãos à humanidade. Suas palavras foram apoiadas por feitos mais poderosos do que os de qualquer outra pessoa da Terra. Obedecê-las é prova de grande sabedoria. Como geralmente acontecia, Jesus empregou o vocábulo "mansos" numa frase curta e resumida, e só algum tempo depois foi que passou a explicá-lo. No mesmo Evangelho de Mateus, Ele nos fala novamente nessa palavra e aplica-a à nossa vida. "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." (Mt 11:28-30.) Aqui vemos dois conceitos opostos: fardo e descanso. Este fardo não pesava somente sobre aqueles que ali se achavam, mas sobre toda a raça humana. Não se trata de opressão política, nem de pobreza, nem de trabalho árduo. É um problema bem mais complexo do que isso. Os ricos e os pobres o sentem da mesma forma, porque é um estado do qual nem riquezas nem lazeres podem nos libertar.
O fardo que pesa sobre a humanidade é grande e esmagador. O termo empregado pelo Senhor Jesus indica que é um peso que levamos conosco, ou uma fadiga que chega à exaustão. O descanso é simplesmente o alívio que sentimos quando essa carga nos é tirada dos ombros. Não se trata de algo que fazemos, mas de algo que nos é proporcionado, quando deixamos de fazer outra coisa. A Sua própria mansidão esse é o nosso descanso. Façamos um exame desse fardo. Ele se localiza em nosso íntimo. Chega primeiramente ao coração e à mente, e atinge o nosso corpo de dentro para fora. (Primeiramente há o fardo do orgulho) Nosso esforço para resguardar o amor-próprio é realmente exaustivo. Se procurarmos examinar nossa vida, verificaremos que muitas das nossas aflições têm origem no fato de alguém ter falado de modo depreciativo a nosso respeito. Enquanto o homem se considerar um pequeno deus, o qual deve tributar sua lealdade, haverá sempre aqueles que se deleitarão em afrontar seu ídolo. Como, então, esperamos ter paz interior? O veemente esforço que o coração envida para defender-se contra as injúrias, para proteger a sua honra sensível, contra toda opinião desfavorável da parte de amigos e adversários jamais permitirá que sua mente goze paz. Se persistirmos nessa luta, com o passar dos anos, o fardo se tornará simplesmente intolerável. No entanto, os homens continuam levando essa carga pela vida afora, desafiando cada palavra proferida contra eles, ressentindo-se contra toda crítica, magoando-se profundamente com a mais leve indiferença, revolvendo-se insones em seus leitos, se outros forem preferidos em lugar deles.
Todavia ninguém é obrigado a carregar um fardo pesado como esse. Jesus nos convida a descansar nEle, e a mansidão é o método aplicado. O homem manso não se importa se alguém for maior do que ele, porque há muito compreendeu que as coisas que o mundo aprecia não são importantes para ele, e não vale a pena lutar por elas. Pelo contrário, desenvolve para consigo mesmo um interessante senso de humor e passa a dizer: "Ah, então você foi esquecido, hein? Passaram você para trás, não é? Disseram até que você é um traste sem importância? E agora você está ressentido porque os outros estão dizendo exatamente aquilo que você mesmo tem dito sobre si? Ainda ontem você disse a Deus que não representa nada, que é apenas um verme que vem do pó. Onde está a coerência? Vamos, humilhe-se, deixe de preocupar-se com o que os homens pensam."
O homem manso não é covarde nem vive atormentado por reconhecer sua própria inferioridade.
Pelo contrário, seu espírito é valente como um leão e forte como um Sansão; porém, deixou de iludir a si próprio. Reconheceu que é correta a avaliação que Deus faz de sua própria vida. Compreende que é fraco e necessitado tal como Deus afirmou que ele é; mas, paradoxalmente, ao mesmo tempo sabe que, aos olhos de Deus, é mais importante que os próprios anjos. Nada representa em si mesmo, mas em Deus, tudo. Esse é o seu lema. Sabe perfeitamente bem que o mundo jamais o verá como Deus o vê, e por isso deixou há muito de importar-se com os conceitos dos homens. Sente-se plenamente satisfeito em deixar que Deus restabeleça os seus valores. Aguarda pacientemente o dia em que todas as coisas serão julgadas, e o seu verdadeiro valor será reconhecido por todos. Só então é que os justos resplandecerão no reino de seu Pai. Ele está disposto a esperar esse dia.
Nesse ínterim, terá encontrado descanso para sua alma. Se andar em mansidão, ele ficará satisfeito em permitir que Deus o defenda. Já não precisa lutar para defender o seu "eu", porque encontrou a paz que a mansidão proporciona.
Outrossim, ficará livre do fardo do fingimento. Quando digo fingimento não me refiro à hipocrisia, mas o desejo muito comum no homem de mostrar ao mundo o seu lado melhor, ocultando sua verdadeira pobreza e miséria internas. Pois o pecado tem usado conosco de muitas artimanhas traiçoeiras, e uma delas foi incutir em nós um falso sentimento de vergonha. Dificilmente encontramos alguém que queira ser exatamente o que é, sem tentar forjar uma aparência exterior para o mundo. O temor de ser descoberto corrói o coração humano. O homem de cultura sente-se perseguido pelo receio de algum dia aparecer um homem mais culto do que ele. O erudito teme encontrar outro mais erudito do que ele. O rico vive preocupado, sempre com receio de que suas roupas, seu automóvel ou sua casa algum dia pareçam baratos em comparação com as posses de outro homem mais rico do que ele. Os motivos que impulsionam a chamada "alta sociedade" não são mais nobres do que esses, e as classes mais pobres, em seu próprio nível, também, não são muito melhores em suas atitudes.
Ninguém deve menosprezar essas verdades. Esse fardo é real, e, pouco a pouco, ele mata as vítimas dessa maneira de viver nociva e antinatural. Esta mentalidade adquirida através dos anos faz com que a mansidão autêntica nos pareça irreal como um sonho, e distante como as estrelas. É justamente às vítimas dessa enfermidade corrosiva que o Senhor Jesus diz: "Deveis tornar-vos como criancinhas." Isso porque as criancinhas não fazem comparações dessa natureza, mas alegram-se naturalmente com aquilo que possuem, sem se incomodar com o que as outras crianças possam ter. Somente quando se tornam maiores, e o pecado começa a afetar seus corações, é que aparecem o ciúme e a inveja. Daí por diante são incapazes de desfrutar do que possuem, se alguém tiver algo maior ou melhor. E desde essa tenra idade o fardo passa a pesar sobre suas almas, e nunca mais as deixa, até que o Senhor Jesus lhes dê a libertação.
Outro pecado que representa uma carga pesada para o homem é a artificialidade. Estou certo de que a maioria das pessoas vive com um receio intimo de que algum dia acabarão se descuidando e, talvez, um amigo ou inimigo consiga ver o interior de suas almas vazias e pobres. Dessa forma, elas vivem numa constante tensão. As pessoas mais inteligentes vivem preocupadas e alertas, com medo de serem levadas a dizer algo que pareça vulgar ou estúpido. As viajadas receiam encontrar algum Marco Polo que lhe fale de algum lugar remoto, onde jamais estiveram.
Essa condição antinatural faz parte de nossa triste herança de pecado; em nossos dias, entretanto, o problema é agravado pelo nosso modo de viver. A propaganda baseia-se quase inteiramente nesse hábito de preocupar-se com a aparência externa. Oferecem-se "cursos" sobre este ou aquele campo do saber humano, os quais apelam claramente para o desejo que a vítima tem de se sobressair. Vendem-se livros, inventam-se vestes e cosméticos, brincando continuamente com esse desejo que o homem tem de parecer o que não é. A artificialidade é uma maldição que desaparece no momento em que nos ajoelhamos aos pés do Senhor Jesus e nos rendemos à Sua mansidão. Daí para a frente não nos incomodaremos com o que as pessoas pensam a nosso respeito, contanto que Deus nos esteja aprovando. Então o que somos será tudo; e o que parecemos ser descerá na escala de valores das coisas que nos interessam. Afastado o pecado, nada temos de que nos possamos envergonhar. Somente o nosso desejo de prestígio é que nos faz querer parecer aos outros aquilo que não somos.
O mundo inteiro está a ponto de sucumbir sob esse fardo tremendo de orgulho e dissimulação. Ninguém pode ser liberto dessa carga a não ser através da mansidão de Cristo. Uma racionalização inteligente pode ajudar, mas muito pouco, pois esse hábito é tão forte, que, se o abafarmos aqui, ele surgirá mais adiante. Jesus diz a todos: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei." (Mt 11.28). O descanso oferecido por ele é o descanso da mansidão, aquele alívio bendito que sentimos quando admitimos o que realmente somos, e deixamos de lado todo o fingimento. É preciso bastante coragem a princípio, mas a graça necessária nos será dada, pois veremos que estamos partilhando esse outro jugo com o Filho de Deus. Ele mesmo o chama de "meu jugo", e leva-o ombro a ombro conosco.
Senhor, toma meu coração como o de uma criança. Livra-me do impulso de competir com os outros, buscando posição mais elevada entre os homens. Desejo ser simples e ingênuo como uma criança. Livra-me das atitudes fingidas e da dissimulação. Perdoa-me por haver pensado tanto em mim. Ajuda-me a esquecer a mim mesmo e a encontrar minha verdadeira paz na Tua contemplação. A fim de que possas responder a esta oração, eu me humilho perante Ti. Coloca sobre mim Teu fardo suave do autodesprendimento, para que eu possa encontrar descanso. Amém

sábado, 10 de julho de 2010

O por quê do Procurando os Perdidos II

Evangelismo e Missões são, em minha modesta opinião, as atividades mais importantes no seio da Igreja do Senhor. Nossas forças, recursos e disponibilidade de tempo devem estar centralizadas nessas áreas. O mundo está perdido e nós temos a Palavra de Salvação e a solução para esse mundo: Jesus Cristo!
Certa feita fui questionado por algumas pessoas sobre os caminhos que o blog “Procurando os Perdidos” estava tomando e que eu deveria pensar mais a respeito se desejasse que ele fosse aceito e visitado por um número maior de pessoas.
Na ocasião escrevi o que segue e continuo, depois de mais de um ano de ter escrito essas palavras, acreditando que realmente estamos no caminho certo: no caminho que o Senhor traçou para ele, pois sempre entendemos que o blog seria apenas o início de um trabalho maior que no futuro poderia se transformar em um ministério missionário desde que não perdesse o foco e a direção divina.
Na ocasião 07/junho/2009 escrevemos e tomamos a liberdade de transcrever o texto novamente, principalmente para os que não estão conosco desde o início conheçam melhor o porque do "Procurando os Perdidos":
Algumas pessoas, não temos como saber se irmãos em Cristo ou não, têm comentado comigo o porquê do blog “Procurando os Perdidos” não postar artigos que não estejam relacionados a evangelismo ou a edificação do Corpo de Cristo. Entendo que esse tipo de comentário tem o objetivo de fazer com que o blog seja mais acessado e dessa forma alcance muito mais pessoas.
Gostaria de deixar aqui o meu agradecimento pelos comentários desses irmãos e amigos, mas o blog “Procurando os Perdidos” não nasceu do desejo de fazer com que o meu nome se projetasse, mas cremos que ele nasceu no coração de Deus para, como diz o nome, procurar e alcançar os perdidos e reconduzi-los a Deus.
Fico olhando para esse mundo no qual vivemos e para essa Babilônia na qual se transformou muitas das igrejas ditas evangélicas, com suas mensagens de prosperidade, unções as mais variadas (novíssimas), disputas pelos melhores lugares, disputas por títulos que nada significam, e ao mesmo tempo olho para as pessoas que estão vagando por esse mundo sem nenhuma esperança no dia de amanhã e não tenho dúvidas de que o caminho a seguir é o de pregar a Palavra de Deus a tempo ou fora de tempo. A divulgação do blog é feita por aqueles que têm a mesma visão que a nossa, ou seja: evangelismo e edificação do Corpo de Cristo.
Muitos poderão dizer: “mas não seria melhor denunciar tudo o que está acontecendo?”. Concordo que essas aberrações ditas evangélicas devam ser denunciadas, mas há que custo eu pergunto? Será que quando um incrédulo se depara com essas denúncias feitas pelos próprios evangélicos eles terão o desejo de conhecerem o Jesus que eles dizem servir? Não acredito que isso aconteça.
Quero dizer que não sou contra os irmãos que postam esses comentários em seus blogs, apenas quero dizer que esse não é o objetivo do “Procurando os perdidos”.
Não são poucos os irmãos que conversando comigo estranham a maneira pela qual entendemos que a Palavra de Deus não nos garante essa parafernália de “bênção” materiais que pseudos pastores têm pregado aos quatro cantos desse país.
Vamos deixar claro que creio que o Senhor abençoa os que a Ele se achegam e que pode curar toda e qualquer enfermidade, mas não creio nessa prosperidade que se prega por aí na qual TODO CRENTE tem que ser bem-sucedido financeiramente, nem nessas curas por atacado que acontecem e são divulgadas pela mídia, onde apenas o tocar no suor da vaidade humana fará com que a enfermidade desapareça.
Quando, pela misericórdia de Deus, fui alcançado pelo Seu amor infinito e reconheci ao Senhor Jesus como meu Salvador pessoal, entendi que a minha função no reino era a pregação pura da Palavra de Deus como ela é e não como as pessoas gostariam de ouvi-la.
Enquanto milhões de pessoas, entre elas muitos são nossos próprios parentes, estão indo diretamente para o inferno porque não conhecem nada acerca da Salvação em Jesus Cristo, esses enganadores de plantão que se dizem “homens de Deus” estão extorquindo não somente o dinheiro dos incautos, mas estão roubando a própria salvação dessas almas, na medida em que não levam a verdadeira Palavra de Deus aos incrédulos, mas levam um evangelho mentiroso que promete facilidades de toda espécie no mundo em que vivemos.
De Deus não se zomba.
Dessa forma, agradecemos aos amados irmãos e amigos que, no intuito de nos ajudar na divulgação do blog nos têm sugerido uma mudança no foco dos artigos, mas preferimos ficar naquilo que o Senhor nos chamou: alcançar os perdidos e reconduzi-los ao aprisco do Bom Pastor, Jesus Cristo.
E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, disse o Senhor.
Não preciso apontar a mentira para mostrar a verdade, creio que basta ensinar a verdade e por si só a mentira será desmascarada.
Quando me perguntam o que eu "acho" da igreja tal ou do "pastor" tal, eu simplesmente comento o que eles deveriam pregar como se eles assim o fizessem, e a própria pessoa que perguntou chega a conclusão de que o que está sendo ensinado na referida "igreja" ou pelo referido "pastor" não condiz com que a Palavra de Deus ensina. Não preciso atacar o que eles fazem, apenas mostro a verdade.
Por essa razão estabelecemos os objetivos do blog, que são:
1- Glorificar e exaltar o nome do nosso Senhor e Salvador JESUS CRISTO.
2- Postar mensagens e artigos que conscientizem os pecadores da necessidade de alcançarem a salvação através do reconhecimento de JESUS CRISTO como Único e Suficiente Salvador de suas almas.
3- Postar mensagens e artigos que nos ajudem a conhecermos a Palavra de Deus como Ela é, SEM INVENÇÕES OU INTERPRETAÇÕES ISOLADAS, e a nos tornarmos cristãos melhores a cada dia.

E estabelecemos também o que não deveria fazer parte do mesmo:
O "Procurando os Perdidos" não se interessa:

1- Por discussões teológicas INÚTEIS E VAZIAS que não objetivem levar o pecador a se conscientizar da necessidade da salvação em JESUS CRISTO
2- Por glorificação ou exaltação pessoal.
Se apenas uma alma se converter através das mensagens aqui postadas já me darei por satisfeito e renderei glórias a Deus, porque pode ser que essa única alma se transformará num verdadeiro homem ou mulher de Deus que conduzirá muitos a Jesus.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo.

sábado, 3 de julho de 2010

DIGA NÃO AO ABORTO- FERNANDA BRUM

Aborto é inserido em tema de novela

Pela primeira vez, a Rede Globo coloca como tema da novela das nove, a questão do aborto. Alinhada com o pensamento do governo federal (que há quase duas décadas tenta legalizar o aborto no Brasil), sua abordagem é reforçar o discurso do governo, que defende o aborto como questão de saúde pública.

O PL 1135/91, que tramita no Congresso Nacional, foi rechaçado pela Comissão de Seguridade Social e Família, em dezembro de 2005, e novamente repudiado pela mesma Comissão da Câmara dos Deputados, em 7 de maio de 2008, por unanimidade (33 votos a zero), fato inédito na história do parlamento brasileiro, principalmente se tratando de deliberações controversas. O mesmo projeto de lei foi reprovado também pela Comissão de Constituição e Justiça, devendo ser apreciado e votado pelos deputados da próxima legislatura.

Não sendo possível aprovar a legalização do aborto pela via legislativa, há empenho de muitas ONGs e entidades pró-aborto em viabilizá-lo via judiciária, com a aprovação da ADPF 54, que visa autorizar o aborto em casos de anencefalia pelo Supremo Tribunal Federal, abrindo assim a porta para a legalização do aborto no Brasil, conforme declaração do Ministro Marco Aurélio Mello, relator da ADPF 54.

O Movimento Brasil Sem Aborto é o principal organismo da sociedade civil brasileira que vêm liderando o movimento de conscientização sobre as várias implicações (econômicas, jurídicas, políticas, antropológicas, científicas, demográficas, etc.) que envolvem a discussão sobre a legalização do aborto no Brasil.

O aborto não é somente uma questão de saúde pública, mas uma estratégia política de poderosos grupos econômicos que interessam impor a mentalidade anticonceptiva na sociedade brasileira e também na América Latina, visando inclusive à redução demográfica (que já ocorre significativamente sem leis opressoras).

O candidato José Serra, em sabatina na UOL foi claro ao dizer que quanto à lei sobre o aborto prefere que fique do jeito que está hoje, quando o Código Penal não pune a prática do aborto somente em casos de estupro ou em situação de risco de saúde da mulher. O assunto merece um debate sério, pois o que vemos é uma mídia incentivando a sexualidade precoce e irresponsável, em vez de valorizar a fidelidade e o compromisso nos relacionamentos. O aborto é efeito de uma cultura perversa que reduz a pessoa humana a objeto de consumo e à lógica do descartável. Daí que precisamos estar atentos para que possamos ter força para afirmar a cultura da vida, num meio de grandes ameaças ao bem da vida e da pessoa humana.

*Valmor Bolan é Doutor em Sociologia, Diretor da Universidade Corporativa Anhanguera e de Relações Institucionais da Anhanguera e Reitor do UNIA

fontes: (23/6/2010) Jornal Diário - Marília - Editorial

http://www.diariodemarilia.com.br/Noticias/84297/Aborto-inserido-em-tema-de-novela

www.defesadavida.com.br

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