quinta-feira, 23 de agosto de 2018

SUPERANDO A TENTAÇÃO E O PESO DO PECADO


“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo.... Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno.” (Lucas 4.1-13)

Após a queda do homem e da mulher, Deus, que é sempre misericordioso dá a ela (Eva) a certeza de que um dia haveria possibilidade para salvação e livramento e diz à serpente (diabo): porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça e tu lhe feriras o calcanhar (Gênesis 3.15).
A Terra já não é mais a cópia do paraíso. A maldade e o pecado se instalaram no coração do homem e acontece o primeiro assassinato, Caim mata a seu irmão Abel.
Em cumprimento à promessa feita à mulher, Deus começou a colocar em prática o Seu plano para resgatar o homem.
Deus chamou muitos homens até chegar em Noé e depois em Abraão para dele e de sua  descendência fazer uma grande nação. Este povo fica cativo por 400 anos e Deus levanta um libertador, um homem com falhas como todo ser humano, mas um grande líder, que os conduziria à terra prometida.
O povo conquista a terra e o seu coração se ensoberbece; fica rebelde e Deus levantou juízes para julgar o povo segundo a Sua vontade, mas o povo desejava ser como as outras nações e queriam para si o governo de um rei humano e não Divino. Queriam alguém de carne e ossos que falasse a eles, face a face, o que não acontecia através de Deus. Achavam que ele tinha que ser forte, como os reis vizinhos e Deus que sempre respeita a liberdade de escolha, o concede. Esse rei (Saul) faz um monte de besteiras e por fim, resolve oferecer sacrifícios no lugar do sacerdote e Deus levanta um outro rei, esse sim, segundo o seu coração. Davi é consagrado e ungido pelo profeta Samuel. Apronta muitas coisas também, pois também não nera perfeito, mas sempre acaba se arrependendo e Deus faz-lhe a promessa de que nunca faltaria descendente de Davi que se assentasse no trono de Israel. Davi morre e seus filhos começam a reinar; o reino se divide e vem um novo cativeiro e novo livramento.
Deus vai tratando e cuidando daquele povo até que, no dizer do apóstolo Paulo em Gálatas 4.4: “vindo, porém, a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.”João 3.16 diz: “ Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Jesus vem ao mundo e quando criança foi levado ao Templo. Simão diz a Maria, sua mãe, que o seu filho estava destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição.
Jesus cresce e nessa época João Batista estava pregando a vinda do reino de Deus chamando todos ao arrependimento. Jesus vai até ele para ser batizado e tão logo é batizado fica cheio do Espírito Santo. Depois disso o mesmo Espírito o leva ao deserto para ser tentado.
Por que? 
Para que? 
Por que Jesus precisou passar por tantas provas antes de iniciar o seu ministério? Para que Ele, como homem, pudesse suportar o que os outros homens não estavam conseguindo e para nos mostrar que por maiores que sejam as nossas tentações temos condições de superá-las.
Sempre que a Bíblia fala em deserto, fala em aprendizado com Deus.
Deserto é um local de experiências com Deus, porque ali somos totalmente dependentes da graça e da misericórdia dEle. Local de solidão, aonde nos defrontamos com nós mesmos.
O diabo tenta por várias maneiras fazer com que Jesus se coloque na posição de Deus, embora soubesse que Ele era o Filho de Deus.
Jesus teve fome e o diabo queria que ao invés de conseguir seu alimento de forma normal, Ele transformasse pedras em pão; tentou dar a Ele glória humana e poder temporal, mas Jesus o combate sempre com a Palavra de Deus. Quando o diabo dizia: “está escrito”, Jesus replicava: “também está escrito” E diz o verso 13 que passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo até momento oportuno.
O que significa “até momento oportuno”? Quer dizer que sempre que dermos brecha ou oportunidade ao diabo estaremos sujeitos a cair em tentação.
Mas muitos podem estar pensando: “Tudo isso nós sabemos: que Jesus é Deus, que deixou a Sua glória, que foi tentado e resistindo completou a missão que o Pai lhe confiou, mas o que é que tudo isso representa para nossas vidas?”Tiago 4.7 diz “sujeitai-vos, portanto a Deus, mas resisti ao diabo e ele fugirá de vós”.
Existem momentos em que nos sentimos tão sozinhos que é como se estivéssemos em um deserto. Olhamos para frente e para os lados e não vemos nenhuma perspectiva de melhora. Nos sentimos abandonados e ao invés de buscarmos a presença de Deus, damos oportunidade para que o diabo coloque “minhocas” em nossa cabeça. Começamos a nos sentir perseguidos por todos. Achamos que não temos capacidade para fazer nada.
Nesse momento o diabo começa a nos oferecer o seu prato de “lentilhas”.
Trocamos as bênçãos de Deus pelas coisas passageiras desse mundo.
Começamos a andar na contramão da vontade de Deus, passamos a querer conquistar a tudo e a todos que nos cercam.
Passamos a entender que aquilo que há algum tempo parecia errado agora não é tão errado assim.
O comerciante que está passando por dificuldades financeiras diz que não vai mais pagar impostos porque o governo é ladrão... O trabalhador não se dedica totalmente à sua empresa porque acha que o seu salário é uma “porcaria” e que já está fazendo demais por aquilo que recebe... Na igreja, só nós estamos certos e todos os irmãos, inclusive a liderança estão errados...
Sem perceber acabamos nos tornando pessoas arrogantes e vaidosas, achamos que somos os mais espirituais, que o Espírito Santo é apenas um detalhe em nossa vida, entendemos que é necessário ter poder para “colocar as coisas no seu devido lugar”.
Precisamos aprender com Jesus, que sendo Deus, não usurpou o ser igual a Deus, sempre se colocou em submissão ao Pai e em nenhum momento tentou se engrandecer diante de Satanás mostrando a ele que era superior, ao contrário: usou a autoridade da Palavra de Deus.
Com certeza, muitos de nós naquela situação diríamos: “Eu sou DEUS, que você está pensando? Sabe com quem está falando?
Como podemos perceber que estamos sendo tentados?
Sempre que nos confrontarmos com a Palavra de Deus. Se o que estamos fazendo não é permitido pela Palavra, estamos em erro, e o erro não vem de Deus.
Por essa razão precisamos conhecer a Palavra: a Bíblia. Vivê-la no nosso dia a dia, conhecendo a vontade de Deus para nossas vidas.
A melhor maneira de resistir ao diabo é estar debaixo da vontade de Deus.
Mas, e se eu não conseguir resistir?
João em sua primeira carta capítulo 2, versos 1 e 2 diz: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.”
Por essa razão quando você se sentir sem forças e estiver a ponto de sucumbir diante das tentações busque a presença de Deus, ore, jejue, arrependa-se, tenha humildade e reconheça a soberania de Deus.
Hoje em dia prega-se algo muito perigoso, chamado dualismo, que vem a ser a teoria de que existem duas forças, uma do bem e outra do mal, e que uma delas jamais destruirá a outra, de tal forma que sempre existirão.
Trocando em miúdos significa que o diabo tem o mesmo poder que Deus e que um não consegue, nem nunca conseguirá destruir o outro, é por essa razão que se dá tanta ênfase ao diabo em nossos dias.
O diabo já está condenado e sabe que está com os seus dias contados, por essa razão nos odeia e tenta nos destruir, mas diz a Palavra de Deus em I João 3.8b: “... Para isso se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.”Por isso resista ao diabo e ele fugirá de vós como nos ensinou Tiago.
Muitos não creem nas coisas que escrevemos e que a Palavra de Deus nos mostra como Verdades Eternas, mas basta olhar para os acontecimentos atuais para constatarmos a veracidade das Escrituras Sagradas.
Assim como Jesus, depois de dar ordens aos Seus discípulos foi elevado aos céus, voltará num dia e hora que ninguém sabe, para cumprir a Sua promessa de que retornaria para levar aqueles que cressem na mensagem que Ele deixou e principalmente no sacrifício a que se entregou por amor de cada um de nós, para vivermos com Ele por toda a eternidade em um local onde não haverá mais tentações, quedas, lágrimas, sofrimentos, desavenças, invejas e demais imperfeições com as quais esbarramos todos os dias nesse mundo.

Se você faz parte daqueles que pensam dessa maneira, eu quero convidá-lo a olhar para dentro de si mesmo, faça uma breve reflexão sobre os acontecimentos mundiais e veja se o mundo está melhorando, se as pessoas estão sendo mais solidárias, se o amor tem alcançado as pessoas de diferentes classes sociais ou se ao invés disso, apesar de todo avanço tecnológico, não estamos vivendo como nos tempos da idade média, onde as mulheres eram apenas objeto de uso para seus maridos, onde as crianças não eram respeitadas e onde valia mais o poder da força do que o do amor.

Se você que está lendo essa reflexão ainda não entregou a sua vida nas mãos de Jesus eu quero lhe fazer um convite.
Entregue o seu coração a Jesus e deixe que ele cuide de você e dirija seus passos.
Confie nEle. Ele é Fiel para cumprir Sua Palavra. Nele podemos confiar sempre, pois Ele se entregou para morrer naquela cruz pelos nossos pecados, para que você e eu tivéssemos, ao reconhecer esse ato de tão grande amor, a oportunidade de vermos os nossos pecados perdoados e o direito de vivemos em intimidade eterna em Sua companhia.

                  Faça essa oração comigo e creia que Ele cuidará de você e dos seus.
Senhor Jesus, eu creio de todo o meu coração, que és o Filho de Deus, que veio a esse mundo e foi morto na Cruz do Calvário para resgatar os meus pecados. Eu reconheço que sou pecador e peço perdão a Ti pelos meus pecados. Senhor Jesus eu o reconheço como meu Salvador pessoal e quero morar nos céus com o Senhor. Toma conta de mim, dirige os meus passos e me batiza com o Espírito Santo para que eu possa testemunhar desse teu amor por mim. Eu te agradeço por me receber e me dar o direito de ser chamado filho de Deus. Amém

Se você fez essa oração eu o convido a procurar uma Igreja Evangélica e começar a conhecer o que Deus tem para você. Estude sempre a Palavra de Deus, a Bíblia. Nela você encontrará tudo o que você necessita para ter uma vida vitoriosa com Cristo.
Que Deus o abençoe ricamente.
A.Carlos

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

PERDOA SEMPRE


“Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes.” (Lucas 23.34).
Por onde passava, as multidões O buscavam para estarem com Ele, ouvirem seus ensinamentos e se admirarem com as maravilhas que Deus operava por Seu intermédio.
Foram três anos e meio que a humanidade nunca mais esqueceu.
Uns o amavam e não queriam se distanciar de sua presença, outros, ao contrário, o odiavam e queriam matá-lo a qualquer preço. Realmente, Ele nunca foi unanimidade.
Os pobres, os coxos, os aleijados, as prostitutas e os pecadores simplesmente queriam estar com ele, não importando o local ou ainda se tinham ou não alimento para se manterem ouvindo suas palavras e sendo amados por Ele. Em contrapartida, os poderosos, os religiosos e os principais da sociedade não queriam estar nem um minuto ao seu lado, pois lhes parecia que suas palavras e atitudes constantemente os condenavam.
Jesus viveu esse paradoxo. Amor e ódio sempre estiveram presentes ao longo de sua curta, mas expressiva vida entre nós.
Quando foi preso e caminhava para ser crucificado, talvez muitos daqueles que antes queriam estar com ele, agora lhe davam as costas. Seus discípulos se foram assim como as multidões que foram alimentadas e curadas por Ele. Pedro, o futuro pescador de almas, por três vezes o negara, com receio de ser condenado juntamente com ele.
Naquele percurso até o Gólgota ele pode sentir todo o ódio e o desprezo que seus irmãos lhe devotavam e, sem nenhum tipo de misericórdia, pregaram suas mãos e pés no madeiro e o levantaram para que morresse como um malfeitor.
Seu crime? Amou ao mundo de tal maneira que aceitou se entregar para morrer pelos pecados de todos aqueles que não apenas o condenaram, mas abandonando-o escarneciam e cuspiam-lhe no rosto.
Aos olhos de muitos de nós, Ele tinha todo o direito de desejar a morte daqueles que o ofendiam. Bastava pedir ao Pai e Ele exterminaria a todos, mas ao contrário das expectativas daqueles que presenciavam aquele triste momento, Ele levantou os olhos aos céus e pediu ao Pai para que os perdoasse porque eles não sabiam o que estavam fazendo.
Olhando para Jesus naquele momento, muitos de nós podemos nos identificar com aqueles que o crucificavam e perguntar a nós mesmos que fim merecemos quando tratamos com ódio e indiferença aos nossos irmãos, quer eles pensem ou não como nós, quer professem ou não a mesma fé que professamos. Que sentença gostaríamos de receber por parte de nossos semelhantes:a morte ou o perdão?
Hoje em dia o que mais se ouve nos lábios dos seres humanos espalhados por toda a face da Terra é o grito de agonia e o clamor por justiça. Não a justiça Divina, que diz que devemos descansar em Deus e confiar que Ele fará o que deve ser feito em relação ao problema ou aos envolvidos, mas a nossa própria justiça que visa sempre o nosso bem estar. Ainda somos muito falhos em diversas áreas de nossas vidas e por essa razão, não raras vezes, legislamos em causa própria.
Jesus nos ensinou naquele momento de dor e abandono que devemos procurar de todas as formas os meios e as razões para perdoar aqueles que nos ofendem e oprimem. Não importa o conceito que o mundo tem acerca de como se praticar a justiça. As leis humanas são elaboradas por seres humanos e por essa razão sujeitas a falhas muitas vezes difíceis de serem corrigidas e longe de serem consideradas justas. O amor estanca o ódio. O ódio é semelhante a uma flor que necessita ser regada regularmente para crescer. Se a deixarmos sem água ela perece e para nada serve.
Alguns podem não acreditar e continuam espalhando ódio e sentimentos de vingança por onde passam, mas nós que somos os mensageiros da paz e da misericórdia que há em Jesus Cristo, não podemos agir assim e por essa razão faz toda a diferença no mundo em que vivemos. Busquemos ao Senhor e peçamos forças e entendimento para espelharmos o perdão e o amor por onde quer que passemos.
Disse João em sua primeira Carta: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito.” (1 Jo 4.8-13).
Quem ama, perdoa e auxilia no crescimento do próximo, fazendo com que as relações humanas se aproximem cada vez mais do modelo proposto pelo Senhor.
Sempre juntos em Jesus.
A.Carlos


domingo, 19 de agosto de 2018

Escolhas Equivocadas?


Ao longo da vida fazemos escolhas que, apesar de inicialmente terem sido feitas para um fim proveitoso, acabaram se transformando em tormentos que resultaram em conflitos interiores, desentendimentos e separação daqueles que nos rodeiam e não poucas vezes até mesmo de nossos familiares.
Provérbios 14.12 nos ensina que “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.”
A não ser que alguém seja completamente destituído da razão, as escolhas que fazemos visam sempre um fim produtivo, uma sensação de bem-estar, uma realização pessoal ou coletiva, senão para os outros, pelo menos para com aquele que deliberou colocá-las em prática na sua vida.
Apesar de fazermos escolhas erradas, não devemos nos sentir abandonados por Deus, porque quando isso ocorre em nossos corações, ao invés de tentarmos melhorar e voltar ao caminho do qual nos desviamos, acabamos nos afundando ainda mais nos erros cometidos, simplesmente porque não nos permitimos à possibilidade do arrependimento.
O Salmista Davi nos ensina que “Um abismo chama outro abismo,...” (Salmos 42.7a), por essa razão não devemos nos entregar ao desânimo nem à prostração, atitudes muito comuns nos momentos em que nos sentimos fracos e desamparados por Deus.
Procuremos encontrar um ponto de equilíbrio em toda essa situação adversa, que a principio pode até parecer irrevogável e iniciemos a nossa caminhada rumo à transformação necessária para nos reequilibramos psicológica e espiritualmente.
Esse recomeço parecerá difícil e com certeza não será nada fácil. Desde que a intenção seja sincera e nos conduza ao arrependimento exigido pela nossa própria consciência, que nos mostra a necessidade da mudança, o resultado feliz ou infeliz dependerá única e exclusivamente de nós mesmos.
Quando nos dispomos a buscar a Deus (e podemos incluir aqui o desejo sincero do arrependimento) estaremos sujeitos a dificuldades, lutas e indiferenças, mas isso de forma alguma deve nos desanimar, ao contrário: deve nos impulsionar a olhar para o resultado final de nossas tribulações: nosso reequilíbrio.
Os benefícios alcançados serão imensos, pois estas conquistas pessoais não serão temporais, mas eternas, porque estarão vinculadas a um projeto maior: a busca incessante da reforma íntima, como forma de agradar e servir a Deus e à nossa própria evolução espiritual.
Uma das maneiras de se promover essa reforma íntima passa invariavelmente pelas portas do arrependimento, muitas vezes confundido com sacrifícios físicos ou isolamento. Não! Arrependimento não é nem um nem outro. Sacrifícios físicos podem até satisfazer à carne, mas não atuam no espírito; isolamento pessoal, pode até produzir um sentimento de conquista de valores espirituais, mas, invariavelmente se perdem quando aquele que se isolou retorna ao convívio da sociedade.
Quando estava isolado, não havia nada que pudesse contrariá-lo ou confrontá-lo. Agora, em contato com os demais, ele poderá pensar que é espiritual demais para conviver com eles e pensando assim estará incorrendo em grave erro, porque a soberba estará se instalando onde deveria haver humildade.  Pelo fato de ter passado pelas misérias humanas e ter sido alcançado pela graça Divina, deveria compreender mais as fraquezas e deslizes do próximo, procurando assim, auxiliá-lo a também sair do estado de engano em que se encontra.
Arrependimento! Palavra difícil não apenas de pronunciar, mas principalmente de colocá-la em prática; difícil porque gera atitudes que muitas vezes não queremos demonstrar, tais como: remorso, compunção, contrição, pesar...
O arrependimento busca lugar em corações que estejam dispostos à mudança e esta deve ser seguida de algumas atitudes que mostrem que ele está em movimento naqueles que o buscam.
Um coração arrependido projeta para o futuro, mas atua no presente; no aqui e no agora!
Estamos vivendo um período perigoso, onde muitos fazem escolhas que podem marcar suas vidas para sempre. Alguns nem conseguem se arrepender dos maus caminhos a que se entregaram, porque, infelizmente, desprovidos da razão, acabam perdendo suas vidas em razão dos excessos em que se deleitam.
No Brasil, por exemplo, durante o período das “comemorações” do carnaval, muitas pessoas liberam fantasias que ficaram encubadas durante todo o ano, esperando apenas uma oportunidade para serem colocadas em prática. Talvez seja o período onde ocorra a maioria dos suicídios, das gestações indesejadas, das overdoses de drogas licitas ou ilícitas, dos homicídios e toda sorte de perversão sexual a que se entregam jovens, adultos e não poucos idosos, que estafados de suas vidas “tranquilas”, buscam um pouco de agitação, pensando que agindo assim poderão trazer de volta os anos  de juventude que se foram.
Se as escolhas que você fez estão te amargurando e fazendo com que você se sinta infeliz e sem forças para reagir, não se desespere; encontre um espaço em seu coração e na sua agenda pessoal para buscar a Deus. Coloque diante dEle as suas necessidades e creia que Ele pode alterar de tal forma o rumo da sua vida que onde todos viam sequidão, rancor, tristeza e sofrimentos sem medida, possam ver em você uma pessoa que glorifique a Deus, alguém disposto a amar, independentemente da ligação afetiva que as pessoas tenham com você, uma pessoa cheia de alegria e de prazer pela vida.
Lembre-se que é sempre melhor evitar a aparência do mal, do que se entregar às suas práticas e necessitar se arrepender depois; mas se, infelizmente você não conseguir se controlar o suficiente, não cometa deslizes ainda maiores.
Você não está sozinho. Jesus estará sempre com os braços abertos aguardando o seu retorno ou seu encontro pessoal com Ele, caso você deseje mudar o rumo da sua vida...
Se você está cansado das escolhas equivocadas que fez até hoje e deseja uma vida plena e feliz, busque o consolo que só Jesus pode dar e saiba que você nunca estará sozinho quando O buscar.


Escolhas equivocadas podem ser alteradas, quando optamos pela melhor: retornar para os braços de Deus amoroso que nos criou!
Jesus disse que veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10) e por essa razão Ele se preocupa com você e com tudo que te cerca

(Texto extraído do livro "Na Dimensão do Espírito"- Autoria: Antonio Carlos da Cunha).

Se você deseja mudar o rumo da sua vida... eu quero lhe fazer um convite:

Entregue o seu coração a Jesus e deixe que ele cuide de você e dirija seus passos. Confie nEle. Ele é Fiel para cumprir Sua Palavra. NEle podemos confiar sempre, pois Ele se entregou para morrer naquela cruz pelos nossos pecados, para que você e eu tivéssemos, ao reconhecer esse ato de tão grande amor, a oportunidade de vermos os nossos pecados perdoados e o direito de vivemos eternamente em Sua companhia.


Faça essa oração comigo e creia que Ele cuidará de você e dos seus.

Senhor Jesus, eu creio de todo o meu coração, que és o Filho de Deus, que veio a esse mundo e foi morto na Cruz do Calvário para resgatar os meus pecados. Eu reconheço que sou pecador e peço perdão a Ti pelos meus pecados. Senhor Jesus eu O reconheço como meu Salvador pessoal e quero morar nos céus com o Senhor. Toma conta de mim, dirige os meus passos e me batiza com o Espírito Santo para que eu possa testemunhar desse teu amor por mim. Eu te agradeço por me receber e me dar o direito de ser chamado filho de Deus. Amém

Se você fez essa oração eu o parabenizo, porque foi a melhor escolha de sua vida. Eu o convido a procurar uma Igreja Evangélica e começar a conhecer o que Deus tem para você. Estude sempre a Palavra de Deus, a Bíblia. Nela você encontrará tudo o que você necessita para ter uma vida vitoriosa com Cristo.

Escolhas equivocadas podem ser alteradas, quando optamos pela melhor escolha: Jesus Cristo!

Que Deus o abençoe ricamente.

Sempre juntos em Jesus.
A.Carlos

Alma cansada... por que choras?





Alma querida, sei que há pouco estavas chorando...

Por que choras, alma cansada?
sei que recordando o passado e os amigos distantes
as lembranças fluem como imensas torrentes
e isso a deixa ainda mais angustiada.

Contemplas os instantes de alegria e felicidade
que, perdidas no tempo, deixaram profundo sentimento.
Vislumbras os locais e sentes cada momento
como se fossem únicos, marcados na eternidade

Alma querida... acredite, a felicidade está te esperando!

Não há tristeza ou amargura que não desapareça.
Basta apenas um recomeço buscar
e tudo, ao equilíbrio irá retornar,
trazendo-te de volta a alegria e a esperança

O tempo é de novos objetivos almejar,
com novas amizade se entreter,
para com elas de coração aberto aprender
e de braços abertos novas vitórias alcançar

Siga em frente sem pestanejar.
O mundo à sua frente se descortina e anuncia,
um esplendor de beleza ao teu redor se irradia
convidando-te para com o Criador se alegrar

Alma cansada, deposita suas angústias aos pés do Senhor
para que Ele, em Sua misericórdia infinita, pegando-te pela mão
te conduza em segurança e agraciando-te  com a Sua comunhão
te propicie  consolo, conforto, paz, alegria e amor

Alma querida, siga em frente, sejas feliz e continue a todos abençoando!


A.Carlos

segunda-feira, 4 de junho de 2012

AACD- CORRENTE DO BEM




AACD- CORRENTE DO BEM

A campanha Corrente do Bem foi criada para arrecadar doações para a AACD, por meio de cofrinhos que são instalados em escolas e estabelecimentos comerciais. Além disso, tem o objetivo de promover a conscientização e a mobilização de estudantes, familiares, professores, funcionários e consumidores para a causa da deficiência física no Brasil.

As instituições de ensino participantes podem, a cada 3 anos, eleger um de seus alunos para concorrer à vaga de embaixador da Corrente do Bem. Até 2012, o representante é Denis Araújo da Silva, aluno da 4º Ano do Ensino Fundamental do Colégio Luiza de Marillac. A instituição apresentou o Projeto de incentivo à escrita e leitura, chamado “Diário do Tonzinho”, que utilizou os bonecos Tonzinho e Nina.

Em 2011, os valores arrecadados com os cofrinhos foram doados durante o Teleton. As instituições de ensino e os estabelecimentos comerciais receberam um certificado de participação.

Para fazer parte desta corrente da solidariedade, basta ligar no telefone (11) 5576-0648 ou enviar uma mensagem para correntedobem@aacd.org.br, solicitando a quantidade de cofrinhos desejada, que será enviada com uma identificação da campanha e um número de controle.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Descriminação das drogas – A Comissão de Juristas andou queimando mato?


Os iluminados brasileiros continuam tentando a quadratura do círculo no que diz respeito às drogas. Também estamos vendo como seria o Brasil se entregue à tal Comissão de Juristas que elabora propostas de revisão do Código Penal. Ela já propôs a legalização do aborto, a definição do crime de homofobia (que abre as portas para o vale-tudo jurídico) e agora quer descriminar as drogas. Leiam o que informa a VEJA Online. Volto em seguida.

A Comissão de Juristas do Senado, que discute mudanças no Código Penal, aprovou nesta segunda-feira proposta para descriminalizar o porte de drogas para consumo próprio. Pelo texto, não haveria mais crime se um cidadão fosse flagrado usando entorpecentes. Atualmente, a conduta ainda é considerada crime, mas sujeita à aplicação de penas alternativas.

Os juristas, porém, sugeriram uma ressalva para a hipótese do uso de drogas. A pessoa poderá responder a processo caso consuma “ostensivamente substância entorpecente em locais públicos, nas imediações de escola ou outros locais de concentração de crianças ou adolescentes ou na presença destes”. Nessa hipótese, o usuário ficará sujeito a cumprir uma pena alternativa. A pena envolveria uma advertência sobre os efeitos do consumo de drogas, prestação de serviços à comunidade ou medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

O relator da comissão e procurador regional da República, Luiz Carlos Gonçalves, disse que o colegiado deu um passo para propor o fim da dúvida sobre se o porte de drogas para uso próprio é um ato criminoso ou não. Ele disse que a legislação atual, a Lei 11.343/2006, não é clara o suficiente nesse aspecto. A comissão sugeriu que a quantidade estipulada para consumo próprio será aquela em que a pessoa se valeria para uso durante cinco dias.

Tráfico
Os juristas decidiram que, pela proposta, o simples fato de ser realizada a venda de uma substância entorpecente seria considerado tráfico de drogas. “Se a pessoa é surpreendida vendendo, não importa a quantidade, é tráfico”, disse o relator. A comissão vai discutir nesta tarde se cria a figura de tráfico de drogas com maior ou menor potencial lesivo, com penas diferentes para variados tipos de substâncias.

O conselho tem até o fim de junho para apresentar uma proposta de reforma do Código Penal ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Caberá à Casa decidir se transforma as sugestões dos juristas em um único projeto ou as incorpora em propostas que já tramitam no Congresso.

Voltei
O que mais fascina nesses argumentos em favor da descriminação das drogas é a suposição de que elas tenham o dom de abolir os mecanismos de mercado. O que quero dizer com isso? Se o Poder Público, como seria o caso, criasse um forte estímulo à procura por uma determinada mercadoria, dar-se-ia o óbvio: o aumento da oferta. Isso quer dizer, no caso, o aumento do tráfico.

É inacreditável que estejamos debatendo esse assunto no momento em que o crack se revela um verdadeiro flagelo nacional. Tenho a certeza de que, nessas horas, o que se tem em mente são aqueles descolados de classe média, de rabinho de cavalo (faço uma caricatura para provocar as almas mais sensíveis) e olhar esgazeado-inteligente, que curtem um fuminho com a família na sala. Existem? Existem! Mas são a exceção. No mais das vezes, a droga representa destruição da individualidade, da família e do futuro. O crack, então, é um verdadeiro “pobrecida”: embora já tenha chegado à classe média, é e sempre será uma droga dos miseráveis.

Os que preferem fumar maconha a pensar com lógica (ou os que argumentam como se fumassem) gostam de lembrar que campanhas de esclarecimento levaram à queda no consumo de cigarros. Inferem daí que a legalização das drogas, se acompanhada das devidas advertências, poderia causar redução de consumo. É uma piada! Na hora em que consumir drogas deixar de ser crime, haverá uma explosão do consumo. Não há nenhuma razão para que fique abaixo do de cigarro ou álcool. “Ah, mas a venda continuará proibida…” É mesmo? Ninguém precisa andar mais de um quilômetro a partir do portão de casa para comprar. Os aviões — pequenos vendedores — vão se multiplicar, sempre portando quantidades que não caracterizam tráfico.

Notem que a tal comissão, muito preocupada com a família, quer coibir a venda nas imediações das escolas. Ah… São milhares de estabelecimentos de ensino Brasil afora. Não há polícia para isso. Este já é o país com mais de 50 mil homicídios por ano! Imaginem se haverá mão de obra (agora sem hífen, na nova ortografia “fumada”) disponível para isso.

Mais: o país está a um passo de aprovar o “álcool zero” ao volante. Uma taça de vinho, nesse caso, renderia severas punições a um motorista, mas não o consumo de maconha, cocaína ou crack antes de dirigir. Não existe “bafômetro” para essas drogas.

Espero que o Senado tenha o bom senso de jogar no lixo boa parte das sugestões feitas por essa tal comissão.

Por Reinaldo Azevedo - Veja online

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O DIREITO dos "deuses" do STF versus o direito à vida dos Inocentes.



As causas da aprovação do Aborto pelo STF no Brasil
Entrevista com experto em bioética, Padre Hélio
Por Thácio Siqueira
BRASILIA, quarta-feira, 18 de Abril de 2012 (ZENIT.org) – Diante da aprovação do STF sobre o aborto dos anencéfalos Zenit entrevistou o padre Hélio, experto da área de bioética, com a finalidade de refletir um pouco mais sobre as causas dessa aprovação.
O Pe. Hélio é sacerdote diocesano da diocese de Florianópolis (SC), graduado em odontologia pela UFSC, no Brasil, graduado em filosofia e teologia pela Universidade de Navarra, na Espanha, Mestrado em bioética pela mesma Faculdade; Mestrando em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz (PUSC), na Itália, doutorando em bioética pela Faculdade de Medicina do Campus Biomédico di Roma (UNICAMPUS), na Itália e Membro da Comissão de Bioética da CNBB. Para contato: hélio_bioetica@hotmail.com
A seguir publicamos a entrevista:
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O senhor acaba de retornar ao Brasil depois de um período de estudos na Europa. E chegou bem na hora em que o STF aprovava o aborto de bebês anencéfalos. Ainda que os Ministros Brasileiros tenham se sentido portadores de Novas idéias e Revoluções Éticas e Morais, o senhor não acha que estamos diante de pensamentos antigos, que pelo menos há uns dois ou três séculos invadiram o mundo Cristão Ocidental com mais força?
Sem nenhuma dúvida. Toda essa “pseudo-revolução” atual no Brasil – liderada por “pseudo-intelectuais” – não é nada novo na história da humanidade. São ideias da Idade Moderna (séculos XV a XVIII), que foram redesenhadas na primeira metade do século XX e que agora, atrasadamente, chega ao Brasil com maquiagem de ideias pós-contemporâneas. Insisto que é um movimento liderado por “pseudo-intelectuais”, pois não representam de nenhum modo o pensamento e os valores defendidos pela sociedade brasileira. Estes “líderes” querem colocar em prática ideias da Revolução Francesa com o objetivo de “iluminar” o povo brasileiro – mesmo que seja necessário ir contra a vontade deste povo.
Para o senhor, que acaba de chegar ao Brasil, qual é a impressão que tem ao ver um país com maioria Católica aprovar algo que vai contra a Moralidade Cristã e até mesmo contra a Razão científica e médica?
Como você bem diz na pergunta, a decisão contra a vida das crianças anencéfalas não foi apenas uma decisão contra valores cristãos ou católicos. Foi uma aberração jurídica, científico-positiva, ética e moral. O Supremo Tribunal Federal não é competente para realizar a interpretação de uma lei de modo contrário à própria letra da lei, principalmente quando o texto está claramente redatado – este é um princípio básico de hermenêutica jurídica. A questão científica é clara: trata-se de uma vida, pois se a criança estivesse morta não haveria nada para ser julgado. Quanto à ética, é de uma lógica natural que não podemos matar a um inocente. Por fim vem a questão moral, que, baseada na ética, pode ir mais além, assumindo também valores próprios de uma religião, no caso do Brasil a religião Católica e de um modo mais geral as religiões cristãs. Ir contra esses valores não é proclamar a laicidade do Estado, mas fechar os olhos para os valores próprios e históricos de uma nação.
Será que mais do que uma aprovação do Aborto não se busca uma afirmação de um Governo Laicista que pretende mostrar o seu poder diante de tudo o que seja Religião, principalmente diante daquela instituição que tem maior presença como é a Igreja Católica?
Voltamos aqui à questão do modernismo/ Iluminismo. A intenção é fazer que o Estado assuma totalmente a função da religião e tentam fazer isso eliminando os valores próprios da Igreja, como se estes valores não tivessem base no próprio modo de ser humano e não constituíssem os valores e a identidade da Nação. Um Estado laico é necessário – a separação entre Igreja e Estado foi um grande avanço para ambas instituições – porém um Estado laicista, que, ao invés de independência da Religião tenta fazer-se contrário à mesma, é um Estado que desrespeita uma dimensão fundamental do homem – a religiosa.
Porém, esquecem que é justamente através dessas manobras laicistas que despertarão “o Gigante brasileiro”, que possui “filhos que não fugirão à luta”.
As vezes parece que, na nossa "sociedade democrática", todos podem opinar, menos os cristãos e menos ainda os católicos. O senhor acha o mesmo?
Se por democracia entendemos um governo representativo dos valores da população, isso não deveria ser assim. Porém, se a interpretação de “sociedade democrática” for a mesma de “sociedade laicista”, o que haverá – e de fato há – será uma clara discriminação e preconceito a todos os tipos de valores não só religiosos, mas também éticos e morais.
Hoje em dia o único preconceito válido é contra a Igreja e contra os sacerdotes – para este preconceito não existe lei nem punição.
Os argumentos utilizados para defender o aborto do bebê anencéfalo, às vezes, são comoventes e com histórias que parecem convincentes. Escuta-se muito por aí, até mesmo de católicos fervorosos e estudados, que seria muito melhor "interromper" a gestação e que esta interrupção não poderia ser chamada de aborto, já que o ser que estava no ventre materno não estava vivo e nem era uma pessoa. O que o senhor acha disso?
Se não fosse vivo não poderia ser cometido um aborto. Alguns dirão, é vivo, mas não seria humano. Essas pessoas teriam que explicar que espécie de vida seria então – Vegetal? Animal? Com DNA humano?
Os argumentos nesses casos sempre exploram o “sentimentalismo” tão característico do povo brasileiro. Mas não são argumentos racionais e nem mesmo verdadeiros.
Não podemos negar que se trata de uma situação muito complicada para a mãe, pois sabe que o seu filho, que carrega no ventre, não viverá muito tempo. Porém sabemos que mesmo sentimentalmente as mães sofrerão muito mais por terem sido “carrascos” ou mandantes da morte do seu próprio filho do que pela perda natural do mesmo.
Por exemplo, em grandes cadeias de televisão do nosso Brasil mostraram casos de mães que foram "obrigadas" a levar a gestação adiante e que hoje agradecem o governo brasileiro por terem libertado as mães do Brasil desta escravidão, de terem que levar nos seus ventres uma "criatura morta" e sem vida, sem terem a ajuda legal para poder interromper a gestação, ou seja, abortar. O que o senhor acha disso?
Infelizmente alguns meios de comunicação tem se esforçado por difundir ideias consideradas “politicamente corretas”, ainda quando contrárias à natureza própria do ser humano. A estratégia tem sido fazer acreditar que todo o Brasil está de acordo com essas ideias, sendo que o simples telespectador sente-se uma exceção.
Neste caso específico aproveitaram do sofrimento real dessas mães grávidas de anencéfalos para utilizá-las, estrategicamente. Porém não mostraram nenhum caso de mãe que tenha de fato abortado a seu filho anencéfalo, pois essa verdade não ajudaria na estratégia de aprovação.
Outra estratégia foi a de considerar anencéfalos somente os casos mais graves de anencefalia, desconsiderando – e consequentemente não mostrando – crianças anencéfalas já nascidas, como a menina Vitória, por exemplo, que já tem mais de dois anos e estava presente no julgamento do STF. Assim, a opinião pública foi induzida a acreditar que crianças anencéfalas não possuíam nem mesmo cabeça, ao mesmo tempo em que, na prática, se sabe que o diagnóstico de anencefalia é muito difícil de ser auferido e graduado. A partir de agora, todos os casos – inclusive o de crianças como a Vitória – tornaram-se passíveis de aborto.
A lei está aí. Sabemos que lei não é sinônimo de moralidade, mas podem realmente existir leis que vão contra a moralidade?
A lei humana deve sempre responder ao bem do homem e ao bem comum da sociedade. Caso contrário, deixa de ser uma lei e torna-se uma violência contra o homem e a sociedade. Sendo assim, cada pessoa tem a obrigação de desobedecê-la.
O nosso dever agora é tentar frear o ativismo legislativo do Supremo Tribunal Federal que surgirá a partir desse juízo. Certamente, decorrente desse último juízo, não tardará a questão do aborto de crianças em outras situações graves. Além disso, de acordo com o voto de muitos dos juízes legitimando o aborto de anencéfalos pela incapacidade dessas crianças de vir a ter consciência plena, não duvidaria que o tema da eutanásia viesse a ser a seguinte polêmica.


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