segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Cristão participa do carnaval?


Cristão participa do carnaval?

O que representa o Carnaval para o Cristão?





Ao iniciarmos essa reflexão gostaríamos de deixar claro que por “cristão”, entendemos aquela pessoa que teve um encontro verdadeiro com Cristo e que “nasceu de novo” Para essa pessoa, que deseja permanentemente ter intimidade com Deus necessário se faz, que abandone todo envolvimento com aquilo que possa impedir que essa aproximação se efetive.
O apóstolo Paulo nos ensina que é impossível haver comunhão entre luz e trevas (2Co 6.14).
No Antigo Testamento, Deus diz ao povo que pelo fato dEle ser Santo, haveria a necessidade de que o povo também o fosse (Lv 11.45).
Em Dt 20.16-18, Deus ordenou ao povo hebreu que destruísse todo ser vivente das nações que eles haveriam de conquistar.
Qual seria a intenção de Deus ao ordenar essa matança generalizada? Logo Ele que é a personificação do amor!

Com essa atitude Deus queria:
1)    Mostrar Sua justiça diante de um povo pecador.
Povo dado a toda espécie de promiscuidade sexual e moral; que mantinha prostitutas rituais dentro dos templos de seus deuses; que eram dados à idolatria e aos sacrifícios humanos e que chegavam ao ponto de, muitas vezes, oferecerem os próprios filhos a Moloque (Lv 18.21) e cujos atos nada que fosse útil poderia ser ensinado ao povo de Deus.
2)    Demonstrar Sua indignação diante do pecado, cujo salário é a morte (Gn 2.17 e Rm 6.23).
3)    Poupar o povo hebreu de pecar como acontecia àquelas nações e que através de sua separação poderia cumprir a missão messiânica que faria dele uma nação sacerdotal e uma bênção para todas as nações da terra.
O povo de Deus deve – em todos os tempos – ser santo, mas especialmente naquela época deveria não apenas ser diferente, mas também separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a Deus (Ex 19.5).
Uma das razões pela qual Deus castigou o Seu povo com os cativeiros (Assíria e Babilônia) foi por causa de seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos.
Em Josué 23.12,13 e Números 33.51-55 Deus disse ao povo que se eles se desviassem dEle e fizessem aliança ou se misturassem com aquelas nações, Ele não mais os expulsaria do meio de Israel, mas que eles (esses estrangeiros) seriam por laço e rede para o povo de Deus.
João nos adverte que se amarmos o mundo e as coisas que nele estão o amor de Deus não estará em nós (1 Jo 2.15,16).
Em Mt 5.13-18 Jesus nos ensina que somos Sal da terra e luz do mundo e é necessário  que através de nossas obras todos venham a glorificar a Deus.
Em Efésios 4.17-5.22, Paulo nos ensina como devemos nos comportar diante dos costumes gentios e como devemos nos afastar do pecado para nos aproximarmos de Deus.
Em Gálatas 5.16-25, Paulo expõe as obras da carne e o fruto do Espírito.
Vejamos as obras da carne que estão representadas no carnaval.
1-    PROSTITUIÇÃO: imoralidade sexual de todas as formas (Mt 5.32;19.9; At 15.20,29;21.25; 1Co 5.1).
2-    IMPUREZA: pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).
3-    LASCÍVIA: sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).
4-    IDOLATRIA: adoração de espíritos (entidades do candomblé, umbanda e cultos afros são expostos descaradamente), pessoas ou ídolos e também a confiança em uma pessoa, instituição ou objetos como se tivessem autoridade igual ou maior que Deus e Sua Palavra (Cl 3.5).
5-    FEITIÇARIAS: Magia negra, adoração de entidades demoníacas, uso de drogas e outros materiais utilizados na prática da feitiçaria (Ex 7.11; 8.18; Ap 9.21; 18.23).
6-    INIMIZADES: intenções e ações fortemente hostis; antipatias e inimizades externas.
7-    PORFIAS: brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 11.3.3).
8-    EMULAÇÕES: ressentimento, inveja amarga pelo sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).
9-    IRAS: ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).
10- PELEJAS: ambição egoísta e cobiça de poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).
11- INVEJAS: antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos ou queremos.
12- BEBEDICES: descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante e podemos colocar também drogas ilegais que alteram o comportamento do usuário.
13- GLUTONARIAS: diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.
As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino de Deus, isto é, da salvação (Gl 5.21).
Muitos textos poderiam ser mencionados para demonstrar a necessidade do povo de Deus separar-se não somente desta festa diabólica chamada carnaval, que longe está daquelas festas medievais que precediam a uma abstinência de carne de animais durante um período de tempo com finalidades religiosas. Hoje a “festa da carne” propaga a libertinagem, o consumo de drogas, a imoralidade em grande escala, a prostituição, a lascívia, consumo de bebidas alcoólicas de forma desenfreada, reverência a deuses pagãos (orixás e coisas que o valham). Nestes dias as chaves da cidade são entregues “simbolicamente” ao rei do carnaval, “Momo”, para governá-la. É como se disséssemos: “Por favor traga-nos um pouco de diversão, porque não aguentamos viver o tempo todo voltados para Deus!”
Para muitos, esses dias são a maneira encontrada para extravasar seus apetites pecaminosos.
Alguns vão para os locais de desfile para participarem ou simplesmente assistirem.
Para alguns é um espetáculo de rara beleza, para outros a oportunidade de se “liberarem das pressões” causadas pelas lutas do dia a dia.
Outras pessoas não têm a coragem de participar ativamente, por essa razão ficam em suas casas acompanhando pela televisão.
Jesus disse (Mt 6.22,23) que os olhos são a candeia do corpo e se eles forem trevas ao invés de luz, como será então o nosso corpo? Com isso Ele quis dizer também que os olhos são as janelas do corpo: O pecado começa pelo olhar, depois manifesta-se na mente e coração através do desejo e por fim consuma-se pela execução do prazer (Gn 3.6), porque o pecado tem pelo menos 3 características segundo Gn 3.4-7:
1-    É AGRADÁVEL AOS OLHOS;
2-    DÁ PRAZER NO ATO DE PRATICÁ-LO; e
3-    INFLUENCIA OS OUTROS. (O pecador não consegue permanecer sozinho no seu erro, mas o seu desejo é de que o mal se propague).

Quando pegamos a ladeira do pecado, dificilmente conseguimos parar!

A Palavra de Deus nos adverte que “os olhos do Senhor estão em todo lugar” (Sl 33.13), dessa forma, se ficarmos “contemplando” os desfiles de carnaval ou prostituição visual, estaremos sendo coniventes com o pecado e nós, enquanto crentes e tementes a Deus, somos ou pelo menos deveríamos servir de exemplo, como diz Pedro: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz, a vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” (1Pe 2.9,10)

Ao analisarmos determinadas situações a que estamos sujeitos nos dias atuais, a dúvida que vem à nossa mente é: “será que isso está escrito na Bíblia?” No caso específico do carnaval, não vamos encontrar uma proibição bíblica com o título“ O CARNAVAL É PROIBIDO”, mesmo porque o mesmo não existia com as mesmas características dos dias atuais.
Pelo que pudemos analisar brevemente, vimos que o carnaval não contém nada que posso edificar o cristão, ao contrário, o que acontece durante os dias de sua realização estão, estes sim, definidos como pecados diante de um Deus Santo que não pode de maneira alguma compactuar com um festival de obscenidades e depravação dos padrões éticos e morais exigidos pelas pessoas de caráter.
Se o cristão tiver dúvidas em relação ao seu posicionamento diante dessa abominação, o conselho bíblico é: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto: e ser-lhe-á dada.” (Tg 1.5)
Agora, se o “cristão” não encontra problemas em assistir, participar ou comentar prazerosamente a tudo isso, o conselho bíblico também é claro a respeito:  “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã.” (Ap 22.11-16)

Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo



domingo, 1 de dezembro de 2019

REVISTA PROCURANDO OS PERDIDOS - ANO I - Nº 10


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Carta ao leitor

Graça e paz!
 “O entendimento, para aqueles que o possuem, é fonte de vida; mas, para o insensato, a sua estultícia lhe é castigo”. (Pv 16:22).
E o que vem a ser “entendimento”? Entendimento é a capacidade que temos para avaliar as coisas, para compreendê-las e isso nos leva ao significado de compreensão: Compreensão é um processo psicológico que indica o entendimento do significado de algo. De acordo com a taxonomia de Bloom, é uma das habilidades do domínio cognitivo que solicitam a interpretação de um contexto, ou imprimem, a ele, um significado.
Talvez, “interpretar o contexto” do que vem ocorrendo no seio da igreja de algumas décadas para cá, seja a maior dificuldade do povo de Deus. A Palavra de Deus em Isaías 5:13 diz que o povo estava sendo levado cativo porque lhe faltava entendimento, ou seja: viam tudo o que estava acontecendo, mas acreditavam que eram coisas normais e que não estavam contrariando a Deus. O mesmo vem ocorrendo com o corpo de Cristo: Muitos são levados pelos ventos de doutrinas que surgem a todo instante e dão a elas um caráter divino; quando não passam de exteriorizações mentais de líderes que pouco ou nada compreendem das Escrituras, são artimanhas que são postas em prática de forma deliberada com o único propósito: alavancarem vantagens financeiras e poder a esses líderes.
Sincretismo é a reunião de doutrinas diferentes, com a manutenção de traços perceptíveis das doutrinas originais. Possui, por vezes, certo sentido pejorativo na questão da artificialidade da reunião de doutrinas teoricamente incongruentes entre si. Normalmente víamos esse tipo de união entre o Catolicismo Apostólico Romano e as religiões africanas, mas infelizmente, esse comportamento tem sido recorrente no meio evangélico e por essa razão decidimos falar sobre o “Sincretismo Evangélico” nesta Edição. Tão danoso quanto as seitas que surgem a todo instante, esse tipo de religiosidade tem feito com que boa parte das igrejas seja composta de crentes desnutridos e mais voltados para crendices populares do que para o que nos ensina a Palavra de Deus.
Falta-lhes entendimento para perceberem que estão sendo enganados por seus líderes. São cegos que estão sendo guiados por líderes cegos e sem caráter. Mas para esses liderados o que de fato importa é se sentirem bem, mesmo que o que pratiquem os distancie do verdadeiro propósito da igreja: estabelecer o Reino de Deus, com o fim de alcançar vidas para este reino.
Na “Reflexão da Semana” com o título: “Presença de Deus”, perceberemos que apesar de congregarmos regularmente em uma igreja local, de lermos a Palavra e termos comunhão com os irmãos, podemos muitas vezes estar tendo dificuldades para perceber que Deus está de fato ao nosso lado. Isso aconteceu com Jacó e pode acontecer com qualquer um de nós. Que visão temos tido da presença de Deus em nossas vidas? Aprendamos com ele a identificarmos a presença divina em nossas vidas e sejamos transformados como ele também o foi no Vale de Jaboque.
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Boa leitura!
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo.

sábado, 2 de novembro de 2019

REVISTA PROCURANDO OS PERDIDOS - ANO I - Nº 09


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Carta ao leitor
Graça e paz!
A cada dia que passa, novas portas se abrem para que a Palavra de Deus seja comunicada tanto a crente quanto a descrentes.
Nessa expansão, feita muitas vezes de forma desordenada e sem critérios bíblicos, o que temos presenciado em grande parte dessas “portas/ministérios” são as mais absurdas e estapafúrdias manifestações do conhecimento humano em detrimento à Palavra de Deus. Em muitos o desconhecimento parece ser total, em outros não é a falta de conhecimento que dirige os passos de seus líderes e liderados, mas uma confusão exacerbada daquilo que se espera de um local que deveria primar pelo Louvor e adoração a Deus e exposição sem máculas das verdades contidas nas Escrituras Sagradas.
Essa triste constatação vem se tornando mais evidente com o passar dos anos e o desejo dos crentes de buscarem em todos os níveis muito mais uma identificação com o mundo – que dizem ter abandonado – e com suas práticas, do que com um compromisso sério com a mensagem dos Evangelhos. Alegam em seu favor que assim agem para alcançar as almas perdidas, mas se esquecem de que o que de fato faz com que os descrentes se percebam pecadores e necessitados de salvação é enxergar em seus colegas a diferença que a Palavra de Deus operou em suas vidas depois que eles tiveram um encontro pessoal com Cristo.
Para muitos desses grupos, ser crente não é diferenciar-se dos não crentes, mas identificar-se com eles e demonstrarem sua fé apenas entre as quatro paredes da igreja em que congregam. Bebidas, tatuagens, amor livre, baladas gospel, piercing e liberalidade são comuns na vida desses “crentes”. Parece não haver limites para toda essa liberdade teológica, supostamente amparada nos textos bíblicos..
As novidades surgem a todo instante, sempre com afirmação de tratar-se de uma “nova visão”, um “novo projeto” ou algo impensado até então pela liderança das igrejas locais, mas esse “novo” vem sempre carregado das “antigas” heresias e distorções que, infelizmente estão levando muitos crentes sinceros a abandonarem as fileiras de algumas igrejas por não concordarem com essas práticas.
Muito importante para uma análise atual do comportamento de muitas igrejas e grupos tidos como evangélicos e respaldados na Palavra de Deus é o comentário emitido pelo irmão Almir dos Santos Gonçalves Júnior em 1995 no seu livro “Quando a Igreja Fracassa- Sinalizando à igreja sobre alguns perigos modernos que podem levá-la ao fracasso” acerca do perigo que estamos correndo quando deixamos que a Igreja, muitas vezes sem o perceber, perca a sua identidade com  os ditames bíblicos.
O texto que extraímos e que serviu de Matéria de Capa para esta Edição, refere-se a um dos tópicos analisados pelo irmão sobre algumas formas pelas quais a Igreja perde a sua identidade
Na “Reflexão da Semana” com o título: “Será que estamos levando a sério o evangelho do Senhor Jesus?” veremos que uma forma de Cristianismo ou de pregação do Evangelho, cada vez mais espelhadas nos moldes mundanos e distanciadas do que realmente a Palavra de Deus nos ensina e nos exorta a viver está atraindo equivocadamente muitos cristãos. Suas frases de efeito, relacionadas com a Palavra de Deus estão por toda parte. São verdadeiros tratados de marketing, dignos de mentes altamente capacitadas, para atrair a atenção daqueles que as leem
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Antonio Carlos, aprendiz de servo.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

REVISTA PROCURANDO OS PERDIDOS - ANO I - Nª 08


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Carta ao leitor
Graça e paz!
Certa feita um abençoado e reconhecido Homem de Deus em uma de suas aulas no Seminário Batista no qual me bacharelei em Teologia, nos brindou com uma de suas muitas pérolas. O assunto girava em torno do chamado para o ministério pastoral. O tema surgiu em razão da grande quantidade de ministérios que já naqueles idos anos do final do século passado, se abriam semanalmente nas diversas regiões do país, e muitos deles eram dirigidos por pastores muito jovens e alguns até sem uma formação teológica convincente. Este sábio pastor perguntou a opinião de cada um de nós a respeito. Emitimos nossas “proeminentes” opiniões e ao final, nosso mestre ficou em silêncio por alguns instantes. A classe, como se houvesse combinado, em uníssono perguntou-lhe qual seria a sua opinião a respeito do “atual” chamado pastoral. Ele simplesmente sentenciou: “Infelizmente, vivemos dias em que no ministério pastoral há poucos escolhidos, mas muitos oferecidos”.
Acredito que em meus quase vinte e seis anos de conversão nunca esse pensamento de nosso querido e saudoso Pastor Eneas Tognini faça tanto sentido como nos dias atuais.
Alguns irmãos assumem o púlpito de suas igrejas para dirigi-las sem a necessária qualificação moral, espiritual ou teológica, mas simplesmente por agradarem a seus líderes com suas palavras e ações “lisonjeiras”. A esse respeito, em Romanos 16:18, o apóstolo Paulo, nos adverte e nos orienta a nos precavermos. Podemos perceber claramente algumas características nesses novos líderes: Não há unção, não há ensino, não há poder, não há vida no altar e muito menos vida em suas mensagens e em razão disso, aqueles que os ouvem estão morrendo aos poucos por falta do principal alimento espiritual para nossas almas: A Palavra de Deus como Ela de fato é e não como alguns de nossos pseudos mestres e pregadores atuais desejam transformá-La. De quem será a culpa?  De Deus? Certamente não! Já passou da hora de olharmos com mais amor e temor para a obra que Deus nos confiou e a quem estamos entregando o púlpito de nossas igrejas.
Charles Handdon Spurgeon não era um homem assim. Seu chamado ao ministério caracteriza-se por uma entrega total ao desejo quase que desesperado de ganhar almas para Cristo. Seus sermões eram ouvidos por milhares de pessoas e centenas de almas pecadoras entregavam suas vidas a Jesus, porque suas palavras eram fiéis à Palavra do Deus Vivo que o havia chamado.
Na Edição deste mês conheceremos um pouco da biografia daquele que os homens aclamam de o “Príncipe dos Pregadores”, mas para Deus, Charles Spurgeon era antes de tudo, o “Príncipe dos Joelhos”, daí o segredo do estupendo êxito de sua vida ministerial.
Na Reflexão do mês, com o tema: “O Perdão – Acenda essa chama!”, trazemos uma das inumeráveis reflexões de C. S. Lewis, mais um gigante da Teologia contemporânea. Segundo ele, ao pronunciarmos o trecho "Perdoa as nossas dívidas, as­sim como perdoamos aos nossos devedores", da oração que o Senhor nos ensinou, passamos a compreender melhor que “Não há a menor insinuação de que exista outra maneira de obter­mos o perdão”, pois, “Está perfeitamente claro que, se não per­doarmos, não seremos perdoados. Não há alternativa.”.
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sábado, 31 de agosto de 2019

REVISTA PROCURANDO OS PERDIDOS - ANO I - Nº 07


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Carta ao leitor
Graça e paz!
Infelizmente, parece que o alerta do apóstolo Paulo aos Coríntios nunca foi tão atual: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” (I Co 15.33)    
Muito embora as estatísticas apresentem dados positivos em relação ao crescimento do número de Evangélicos no Brasil, as expectativas de um futuro promissor com crentes firmados na Palavra e maduros na fé no seio da Igreja não se mostram positivas na mesma proporção dos dados apresentados.
            Cada vez mais nos deparamos com “Mensagens” proferidas em nossos púlpitos como se fossem dadas por Deus, “diretamente do Espírito Santo” como justificam seus pregadores. Todavia, o que vemos na verdade é a carnalidade imperando em muitos desses púlpitos e o resultado disso é o afastamento de muitos de seus ouvintes do rol de membros das Igrejas.
            Alguns mais “espirituais” dirão: “Saíram porque não eram dos nossos”; outros enfatizarão que “não eram crentes sinceros, por isso nos abandonaram”; haverá ainda aqueles que lhes imputarão pecados de toda ordem para justificarem o afastamento. Acusadores de plantão nunca faltarão no meio do povo de Deus!
            Assim como tem crescido o número de Igrejas e “sub igrejas” que surgem a todo instante (fruto de líderes dissidentes e de pseudos “homens e mulheres de Deus” que em breve se auto definirão não apenas como “apóstolos” e “apóstolas”, mas como semideuses), assim também tem aumentado assustadoramente o número de desviados no seio da Igreja. Creio que já passou da hora de nos perguntarmos: Onde estamos errando? O que tem feito com que esses irmãos que caminhavam conosco se afastem não somente do rol membros, mas de tudo que se relacione ao Cristianismo?
            Na Matéria de Capa desta Edição apresentamos uma reflexão sobre os motivos que têm levado tantos irmãos e irmãs a se afastarem do Evangelho. Foi publicada originalmente em 2012, mas permanece muito atual.
Na Reflexão do mês: “O cuidado de Deus quando nos afastamos dEle”, veremos alguns dos motivos que fazem com que muitos se afastem de Deus.  Comprovaremos que Deus nunca nos desampara e sempre nos orienta como devemos proceder para que possamos reatar nossa comunhão com Ele.
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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

INFORMATIVO PROCURANDO OS PERDIDOS - ANO II - NÚMERO 32


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Carta ao Leitor
Graça e paz!

Diante do liberalismo teológico e da proliferação de seitas que se utilizam de partes da Bíblia para justificarem seus postulados, confiar integralmente na Bíblia tem se tornado um desafio para grande parte dos cristãos que creem na inerrância da Palavra de Deus.
Diante de tantas informações incompletas e incorretas relacionadas aos textos originais, não são poucos os cristãos que por falta de conhecimento bíblico ou de maturidade cristã acabem se perguntando: Afinal de contas, podemos ou não confiar na Bíblia?
É comum entre as pessoas associarem algumas seitas como cristãs, simplesmente porque elas de uma maneira ou de outra mencionam o nome de Jesus ou textos contidos nos Evangelhos.
Algumas até adotam certas práticas e ensinamentos cristãos, mas quando são examinadas e comparadas detalhadamente com os textos bíblicos ficam evidentes os enganos de seus postulados. Esse é o caso do Espiritismo, também chamado de Kardecismo por grande parte da população e de seus próprios adeptos, num claro desejo de se dissociarem das religiões africanas como a Umbanda, Quimbanda, etc., onde segundo eles – espíritas – a única coisa comum que há entre elas é o mediunismo, ou seja: a possibilidade de os espíritos dos mortos se comunicarem com os vivos.
Nesta Edição trataremos dessa questão, tendo como tema: “Podemos confiar na Bíblia? Cristianismo X Espiritismo” e abordaremos ainda quem de fato é Jesus para os cristãos e para os espíritas.
            Na seção “Testemunho Cristão”, conheceremos as lutas que uma irmã da Líbia precisou enfrentar e vencer para manter-se fiel. Mesmo diante da traição familiar e da possibilidade de perder a própria vida, ela não recuou em sua decisão de seguir a Jesus..
Na “Reflexão da Semana” baseada em João 8:31-32, com o título: “Quem tem medo da verdade?” veremos como muitas pessoas evitam ser confrontadas com a Palavra de Deus, preferindo apegar-se à mentiras propagadas diariamente por enganadores que têm como principal objetivo, perverter os seres humanos e impedi-los de conhecer a Verdade..
Não deixe de interceder pela Igreja Perseguida, pelos Povos não alcançados, pelos missionários e demais pedidos que são mencionados em nossos Pedidos permanentes de oração.
Coloquemo-nos na brecha e não sejamos como os negligentes mencionados em Ezequiel 22.30: “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.”.
O seu envolvimento nesse ministério de intercessão é muito importante. As pessoas podem não vê-lo intercedendo, mas com certeza o Senhor estará contemplando e respondendo segundo a sua fé e seu amor pelos irmãos e pela Obra redentora de Jesus.
Que o Senhor conceda a paz de que tanto necessitamos para colocarmos em prática as tarefas que Ele confiou a cada um de nós. Que haja harmonia em seus lares e ministérios.
Que o Senhor lhes conceda sabedoria e entendimento em todas as coisas, para que através de suas vidas e ministérios o nome do Senhor seja exaltado e glorificado.
Sempre juntos em Jesus.
Antonio Carlos, aprendiz de servo.             

REVISTA PROCURANDO OS PERDIDOS - ANO I - NÚMERO 06


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Carta ao leitor
Graça e paz!
            Nunca se tornaram tão atuais os conselhos do apóstolo Paulo a seu discípulo Timóteo: “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.” (2 Tm 4.2-5).
            O desejo de atrair os pecadores para o rol de membros das igrejas, fez com que um grande número de líderes e liderados não medissem as consequências de suas mensagens. Para atraí-los criaram “programas” mais atraentes, com púlpitos (palcos) iluminados, equipamentos de som profissionais, músicas que exaltam mais o ser humano do que a Deus. As roupas foram ficando cada vez mais parecidas com as roupas da moda e acabou gerando as “grifes” de moda gospel. Mensagens sobre a Cruz, pecado, julgamento divino e necessidade de mudanças reais no caráter dos pecadores que se entregavam a Cristo ficaram para trás e deram lugar para as mensagens triunfalistas que enfatizam as vitórias materiais do crente em todas as áreas da sua vida. “Somos cabeça e não cauda” enfatizam seus seguidores na tentativa de justificarem a prepotência e a arrogância de muitos.
Esses e outros desvios doutrinários serão analisados nesta Edição com o título: “A teologia liberal e suas implicações para a fé bíblica”.
Na seção “Seitas e Heresias” a matéria do Pastor Alex Esteves, ensina-nos como podemos identificar um teólogo liberal. Segundo ele, “O liberalismo teológico é uma ameaça real, não um tema de interesse exclusivamente acadêmico”.
A Reflexão do mês: “A visão da Salvação”, nos mostra quão equivocado é o pensamento daqueles que buscando consolo e tranquilidade longe dos ensinamentos que o Senhor nos deixou em Sua Palavra – a Bíblia, pois acreditam que todos os caminhos levam a Deus e que eles nos garantem a felicidade eterna. Pura ilusão!
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